"Havia velocidade no jogo do Benfica? Era Schjelderup. Havia perigo junto de Hornicek? Era Schjelderup. Havia talento? Era Schjelderup. Schjelderup, Schjelderup, Schjelderup e pouco mais
O Melhor em Campo - Schjelderup (7)
Andou endiabrado o tempo quase todo, entrando diversas vezes pela defesa bracarense, jogando com ambos os pés. Teve um remate que seria assistência para Ivanovic, caso o croata não estivesse quatro (!) centímetros fora de jogo. Grande slalom aos 16’ pela esquerda, entrando na pequena área, passando por três adversários e criando grande perigo junto de Horníček. Teve uma jogada brilhante aos 64’, fugindo pela esquerda e cruzando sobre a linha de fundo para Pavlidis fazer golo. O lance, porém, seria anulado, pois a bola saíra ligeiramente antes do cruzamento do norueguês. Foi ele ainda quem sofreu a falta para grande penalidade que originou o 2-2 final de Pavlidis.
Trubin (5) — Dois golos sofridos e ambos indefensáveis. O desvio de cabeça de Pau Víctor foi fulminante e o remate em arco de Gorby foi fantástico. Teve pouco trabalho direto no primeiro tempo, segurando com facilidade um remate de Gorby (8’). Na segunda parte, foi espectador atento do jogo e lançou-se bem no remate de Gorby, mas só mesmo com asas lá chegaria.
Dedic (6) — Tem sangue na guelra e em todos os poros do corpo, mas foi um dos melhores, talvez só superado por Schjelderup. Defendeu muito bem o lado direito da defesa encarnada e foi um dos que mais atacaram a área de Hornícek. Muito trabalho frente a Gabri Martínez.
Tomás Araújo (5) — O SC Braga teve muita bola, controlou bem o jogo, mas quase sempre longe da zona dos centrais encarnados. Mostrou-se disponível no apoio ofensivo, surgindo na área aos 59' para um cabeceamento ao lado, mas ainda viria a sofrer um pouco, na segunda parte, com a velocidade das transições do SC Braga.
António Silva (5) — Exibição quase a papel químico do seu parceiro de eixo, mas um pouco mais ousado ofensivamente, chegando a estar perto do golo num desvio de cabeça perto do final (84’), que passou a centímetros do poste.
Dahl (5) — Teve um papel interessante na construção, sendo ele a descobrir Rafa com um passe preciso aos 34' para uma das melhores ocasiões da primeira parte. Teve de estar mais atento na parte final do jogo a partir do momento em que Zalazar entrou. Não deu espaço ao uruguaio.
Leandro Barreiro (5) — Muito trabalhador no capítulo da pressão. Quase marcou de cabeça nos descontos da primeira parte (45'+1), obrigando Hornícek a uma boa defesa. Saiu aos 76' para dar lugar a Lukebakio, quando o Benfica já desesperava por mais golos.
Aursnes (6) — O operário inteligente do costume, geometricamente colocado sempre nos locais onde era mais necessário que estivesse. Marcou o canto que originaria, depois de remate de Schjelderup, o golo anulado a Ivanovic. Tentou a sorte de longe aos 55' com um remate forte e foi ele quem desviou a bola no primeiro poste para a grande oportunidade de António Silva aos 84'.
Prestianni (6) — Foi um dos elementos mais perigosos. Assistiu Rafa para o primeiro golo após recuperar uma bola (46'), na sequência de uma má entrega de João Moutinho, e esteve sempre ativo no corredor direito, embora tenha pecado na pontaria em remates aos 58' e 72'.
Rafa (6) — No jogo 343 pelo Benfica, marcou o 99.º golo pelo clube ao encostar para o 1-0, 27 segundos após o regresso do intervalo, aproveitando muito bem um cruzamento rasteiro de Prestianni. Obrigou Hornícek a uma defesa enorme aos 34'.
Ivanovic (4) — Se fosse apenas por este jogo, o croata estaria fora do Mundial. Sem rasgo, sem velocidade e verdadeiramente desastrado no ângulo que mais interessaria ao Benfica: o remate. Aos 20 minutos, tentou o remate de muito longe, mas a bola saiu pela linha lateral do outro lado. O melhor momento foi o golo anulado por quatro centímetros logo ao minuto quatro, na sequência de um remate de fora da área de Schjelderup. Desperdiçou uma boa chance aos 31' e acabou substituído por Pavlidis aos 61'.
Lukebakio (6) — Entrou com muita energia e criou uma excelente jogada individual aos 84', cruzando a bola que António Silva quase desviou para golo no último suspiro do jogo.
Pavlidis (6) — Não tem estado bem, longe dos muitos golos que marcou até meio desta época, mas pareceu um ou dois degraus acima do rendimento dos últimos meses. Viu um golo ser anulado aos 64' e, apesar de ter desperdiçado duas oportunidades de cabeça (80' e 81'), não tremeu no momento de converter a grande penalidade aos 90'+5, garantindo o empate."

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