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segunda-feira, 18 de maio de 2026

4 tarefas prioritárias


"PREPARAR O FUTURO

Ponto prévio.
Não sou costista, vieirista ou noronhista, sou Benfiquista. Mantive-me por vontade própria fora da luta pelo poder, trato por tu todos os seis que se candidataram, dei a minha opinião a todos os que ma pediram, quero é o sucesso dos presidentes e dos treinadores sejam eles quais forem - do Benfica não quero se não títulos e contas certas. Finda a época, é altura de corrigir erros, este post é o contributo de um Benfiquista preocupado com o rumo que o clube está a levar, é um convite à reflexão, este post não é a favor nem contra Rui Costa.

1. Rui Costa não pode continuar a rodar jogadores e treinadores. Perdeu 17 titulares em cinco épocas, contratou dezenas de jogadores que não se impuseram como titulares, Rui Costa vai em cinco treinadores em cinco épocas, dois deles despedidos ainda a época estava no início, assim não há projeto desportivo que conduza ao sucesso. Rui Costa tem, portanto, que ser capaz de estabilizar o projeto desportivo, o Benfica é quem tem maior capacidade de investimento, é quem tem a maior massa salarial, é quem oferece melhores condições de trabalho, o Benfica está obrigado a ganhar mais. A estabilidade não garante só por si títulos, mas é o caminho mais curto para lá chegar. É importante travar as compras de jogadores em alta no mercado, voltar a descobrir talento a preço acessível (scounting), aproveitar mais e melhor a produção de talento interna (formação).

2. Rui Costa tem que ter coragem para colocar um ponto final no burguesismo anti competitivo que tomou conta do clube, nas patéticas guerrinhas internas pelo poder, tem que se revoltar com o conformismo de ver os outros festejar e não reagirmos de raiva, tem que garantir para o clube uma cultura de exigência competitiva a todos os níveis: dirigentes, equipas técnicas, jogadores e atletas, da formação à alta competição, dos homens às mulheres. Sem isto jamais voltará a ganhar continuadamente.

3. A Liga Europa não produz receitas comparáveis às da Champions, o clube já tem um défice de exploração elevado, em 2026/27 será, portanto, pior. A necessidade de reduzir custos é uma oportunidade para cortar gorduras desnecessárias e próprias de um novo riquismo indesejável e inadmissível, é uma oportunidade de colocar o clube num patamar mais próximo da sustentabilidade, porque a sustentabilidade é necessária e reduz a necessidade de vender jogadores para tapar o buraco de exploração.

4. Rui Costa não pode ser pisado na cabeça, dar um pontual murro na mesa e continuar tudo na mesma. As épocas 2024/25 e 2025/26 foram um escândalo de erros arbitrais a favor do Sporting e a prejuízo do Benfica. Pela verdade desportiva, o presidente do Benfica tem que por a comunicação do clube a comunicar, tem que fazer exigências à medida da grandeza do clube junto das entidades que comandam o futebol português, tem que liderar um processo de mudanças na arbitragem e na disciplina. Se exigir medidas concretas não for o suficiente, tem que passar à ação, se necessário tem que ser capaz de mobilizar os adeptos num movimento de revolta, o futebol português sem o Benfica não é nada!"

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