Últimas indefectivações

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Marco Silva e o benfiquismo de cada um


"Chegou com a célebre frase «quem é o treinador que diz não ao Benfica?» e prontamente abraçou um acordo com uma cláusula de ética (?) para os dois lados.
Foi um dos 93 mil associados que fizeram história na primeira volta da recente eleição presidencial encarnada e fez valer o peso dos seus 20 votos.
Referiu que tinha «99 por cento de hipóteses de continuar» e abriu o coração ao revelar que «andou a carreira toda a disfarçar o que sentia pelo Benfica».
Terminou, entretanto, a ser publicamente trunfo eleitoral do Real Madrid e a aparecer com a camisa merengue no vídeo promocional de Florentino Pérez.
O benfiquismo de José Mourinho de pouco valeu ao término da temporada, assim como o contrato vigente com o clube - isso sem mencionar a (suposta) oferta de renovação que tinha em mãos.
Marco Silva poderia tranquilamente ter seguido o mesmo caminho de abertura, especialmente depois de Rui Costa anunciar a paixão do novo treinador pelas águias.
Preferiu, e bem, outro percurso. Ponderado. É verdade que não escondeu o peso do «lado emocional» no regresso a Portugal, mas em momento algum mergulhou num discurso populista.
Ser do Benfica é uma virtude, e eu compreendo - igualmente para aqueles que são do FC Porto, do Sporting, do Corinthians, entre outros. Não é, de todo, uma característica, tampouco um requisito básico para trabalhar no mais alto nível.
Sentar naquela que para muitos é a cadeira dos sonhos acaba por ser uma honra, um orgulho e uma responsabilidade. Correto. No fundo, é mais do que isso. É para quem tem qualidade e fez por merecer, o que (também) é o caso de Marco Silva."

Sem comentários:

Enviar um comentário

A opinião de um glorioso indefectível é sempre muito bem vinda.
Junte a sua voz à nossa. Pelo Benfica! Sempre!