"O Benfica investiu cerca de 138 milhões de euros na pré-época para ganhar as eleições primeiro e, depois, o campeonato. A ordem foi esta — e, em bom rigor, não haveria grande problema nisso se ambos os objetivos tivessem sido alcançados.
O problema é que o investimento serviu apenas para segurar o poder, mas falhou no plano desportivo. Se falharmos a Champions o impacto financeiro será relevante, teremos menos receitas, menos capacidade para investir. E enquanto a equipa perde força, o clube perde estatuto.
Institucionalmente, o Benfica desapareceu dos centros de poder. Onde antes se via influência, hoje vê-se ausência. E há ainda um terceiro plano, talvez o mais preocupante: o da relação com as estruturas do futebol.
O Benfica tem razão nas queixas a Gustavo Correia, isso é indiscutível, mas queixar-se agora das arbitragens é o mesmo que queixar-se de um assalto depois de deixar as portas escancaradas. O clube apoiou, de forma acrítica, um determinado “projeto” para a FPF.
As arbitragens não foram azar nem coincidência, foram consequência. O comunicado depois do sucedido na Taça de Portugal foi mesmo só isso, um inconsequente comunicado."
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