"Oferta de participação na Liga dos Campeões é argumento que está a ser utilizado no mercado para convencer potenciais reforços. Sem o 2.º lugar tudo fica mais difícil para o leão.
Há muito, pelo menos desde que a Champions League foi criada e passou a encher os cofres dos clubes que nela participam e têm sucesso, que o 2.º lugar (ou o 3.º, consoante a posição de Portugal no ranking de clubes da UEFA) deixou de ser o primeiro dos últimos, expressão muito em voga há uns tempos. E não me refiro apenas aos milhões que entram em caixa para fazer face a despesas, outros compromissos e capacidade financeira para investir em contratações — poder de compra para os passes e condições salariais. Refiro-me também ao poder de persuasão junto de alguns jogadores a contratar no mercado.
Tomando o Sporting como exemplo, e sabendo que os leões estão já no terreno por dois médios (o internacional sub-21 italiano Issa Doumbia do Veneza e o espanhol do Betis Sergi Altimira), não será difícil de perceber que a oferta de participação na Liga dos Campeões é argumento que está a ser utilizado junto dos jogadores, que têm mercado nas ligas internas, bem mais atrativas do que a portuguesa. E não será de estranhar o entusiasmo de ambos com a possibilidade que os leões lhe acenam de participar na maior prova de todas, ainda por cima com o cartão de visita do 7.º lugar na frase de liga nesta temporada e a ida aos quartos de final, fase em que se bateram de igual para igual com o Arsenal.
Na mira leonina para a próxima temporada está também o craque da 2.ª divisão de Espanha, o extremo do Corunha Yeremay Hernández, cobiçado também por muitos clubes de LaLiga. E o que têm de diferenciado os leões para oferecer (ou tinham, porque o empate de ontem com o Tondela pode ter hipotecado a meta)? A Champions. Daí que não seja apenas o encaixe financeiro que jogam na luta pelo 2.º lugar com o Benfica, jogam também um trunfo fundamental para jogar junto de potenciais reforços na altura de os persuadir. E com isso a capacidade de ter craques a jogar de leão ao peito e com isso a qualidade no plantel que levará a mais títulos, a mais presenças na Champions, a encaixar mais financeiramente.
Pois é este (ou era, depois da hecatombe de ontem...) o grande desafio de Rui Borges numa altura em que se anuncia uma renovação de contrato já esperada mas entretanto questionada pela perda de possibilidade de chegar ao tricampeonato e sobretudo pela ultrapassagem do Benfica na luta pelo tal 2.º lugar. Mais do que a conquista da Taça de Portugal (sendo certo que é um troféu importante e esta época, porque o adversário na final, o Torreense, é de escalão secundário, perdê-la teria uma onda de choque de magnitude devastadora), a entrada na Champions terá (ou teria...) de ser o grande objetivo que os empates com o Aves SAD e o Tondela podem ter deitado a perder. E com isso a perda dos milhões e de poder de persuasão no mercado junto dos alvos…
Independentemente disso, nota para a renovação de Rui Borges, cuja carreira que levou a equipa a fazer na Champions significou esta época um encaixe de 80 milhões de euros. Merece renovar, não apenas pelo encaixe e valorização do plantel mas porque num mar de problemas de tanta lesão conseguiu levar a equipa na luta. Passa a estar ligado ao Sporting até 2028 e não apenas 2027 mas sabe de antemão que lhe vão exigir mais do que o que será feito esta época para efetivamente cumprir a nova última temporada de contrato..."

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