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quinta-feira, 23 de abril de 2026

A ambiguidade faz mal


"Na Apple, o Conselho de Administração reúne-se. Em cima da mesa está um único ponto: renovar — ou não — o contrato do CEO.
Não é um CEO qualquer. É um líder com mais de 25 anos de experiência, que passou por várias empresas e deixou sempre a mesma marca: crescimento, exigência e resultados. Também momentos tensos e polémicos que usa como ferramenta de trabalho. Onde chegou as equipas tornaram-se mais competitivas e as organizações ganharam uma cultura de ambição quase obsessiva.
Tem um temperamento difícil e um feitio explosivo, exige mais do que muitos consideram razoável e não é propriamente consensual. Há quem o adore. Há quem o tema ou deteste. Mas há uma coisa que ninguém discute: tem competência, causa impacto e os trabalhadores respeitam-no, mesmo quando são criticados.
Outros gigantes estão atentos, mas ele já deixou claro que quer ficar. Sente que o projeto ainda não acabou.
Do lado do Conselho… silêncio, frases vagas e a ausência de um plano claro para o futuro, apenas sinais contraditórios: elogios ocasionais, seguidos de fugas de informação sobre dúvidas internas. Uma ambiguidade que começa a pairar como nevoeiro.
Agora mudemos os nomes, troquemos o CEO por José Mourinho e a Apple por Sport Lisboa e Benfica. A história mantém-se. Tal como no mundo empresarial, no futebol planificar é essencial. A ambiguidade tem custos elevados.
Esperar que um eventual convite do Real Madrid resolva essa ambiguidade é sinal de fraqueza e falta de liderança.
Se Rui Costa quer outro treinador para as próximas épocas é dizê-lo agora e acabar com uma novela que nada traz de bom. Mourinho é crescido e entenderá, mas se a ideia for de continuidade é agora que o deve saber para começar a preparar a próxima época.

PS – Diamantino Miranda devia saber que os televotos televisivos valem zero; são apenas fontes de receita televisiva. Nenhum resultado dessas votações deveria merecer qualquer tipo de azedume, principalmente quando se quer insinuar, por coisa tão insignificante, responsabilidade a alguém que nem sequer teve a coragem de mencionar. Ao contrário de Diamantino, que parece não admirar os jogadores que “construíram” a história do Benfica, eu admiro Vítor Paneira e Nuno Gomes por tudo o que deram ao clube. Mais, sou amigo deste último.
E sim, tenho a liberdade de comentar a realidade do SL Benfica sempre que entendo e de criticar quando entendo. Também admiro Rui Costa pelo que deu, e se esforça por continuar a dar, ao Benfica, mas creio que o tempo provou que presidir ao Benfica é um desafio que está para lá das suas capacidades. Também admiro Diamantino pelo que foi enquanto jogador e pelo que ajudou a engrandecer o palmarés do Benfica. Cheguei a interceder por ele junto de alguns treinadores que preferiram, no entanto, blindar o balneário. Não há eleições à vista e ninguém deveria perder tempo com isso."

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