"Em futebol não há impossíveis.
E ao Benfica cabe lutar até ao
último segundo, do último jogo,
pelo único objectivo que lhe
resta – e que dois empates
sucessivos deixaram em mãos
de terceiros.
O jogo com o Braga foi um retrato fiel do Campeonato. Terminou
com um empate, e foram os
empates que afastaram a equipa da luta pelo título. Muitos
deles, como este, permitidos
depois de estarmos a vencer.
Muitos deles, como este, fruto
de uma preocupante ineficácia
diante da baliza adversária.
Muitos deles, como este, cedendo golos difíceis de tolerar. Muitos deles, como este, com dedo
da arbitragem.
A frustração do adepto dispara
agora em todas as direcções.
É assim o futebol – ora nos apaixona e faz vibrar de euforia, ora
nos deprime e revolta, quando
os resultados não são os que
desejamos.
Toda a época carece de uma
profunda reflexão interna.
Houve erros próprios, e fingir
que não aconteceram não ajudará o Benfica a encontrar as
soluções. Mas as coisas não
são a preto e branco, e há
demasiadas zonas cinzentas a
contribuir para a situação a
que chegámos.
A pré-temporada foi atípica, e
entre Mundial de Clubes e pré-eliminatórias europeias quase
não houve férias. Mudou-se de
treinador. Saíram jogadores
importantes. Mas nem factores
internos ou de contexto podem
iludir o que foi a arbitragem ao
longo desta época – na sequência, aliás, do que já vinha a
acontecer na anterior.
A arbitragem portuguesa bateu
no fundo. O próprio VAR transformou-se num instrumento de
manipulação, fruto de um protocolo em que o único critério
parece ser prejudicar o Benfica.
E isto não pode continuar.
Omitir a influência que as arbitragens tiveram nas competições não é justo, e também distorce qualquer análise objectiva
que possamos fazer. Talvez o
título tenha sido perdido apenas
pelo Benfica. O 2.º lugar, não."
Luís Fialho, in O Benfica

Sem comentários:
Enviar um comentário
A opinião de um glorioso indefectível é sempre muito bem vinda.
Junte a sua voz à nossa. Pelo Benfica! Sempre!