"Estou farto de árbitros e arbitragens
no futebol português. Não foi preciso a
época chegar ao fim e os objetivos do
SL Benfica não terem sido alcançados
para vir falar no tema e chamar os
ditos pelos nomes. Não estive sentadinho à espera das contas finais para
poder dizer o que penso sobre o papel
decisivo dos árbitros na classificação
geral. Estava na cara desde os primeiros jogos da temporada, no verão passado. E nas épocas anteriores, se quisermos ser intelectualmente honestos.
A nossa equipa falhou em momentos
decisivos, com desperdícios inacreditáveis em frente à baliza ou erros
defensivos e táticos que resultaram
em golos dos adversários, mas isso faz
parte do desporto, de qualquer modalidade. Apesar da azia desses momentos, consigo entender que tudo pode
acontecer na alta competição. O que
não pode ser decisivo é o papel que as
terceiras equipas tiveram, têm e vão
continuar a ter nos resultados.
Na noite da passada segunda-feira, só
ficou surpreendido quem acordou
recentemente de algum coma induzido. Em caso de dúvida, os “profissionais” do apito conseguiram sempre
encontrar uma artimanha para anular
golos, puxar a régua para foras de jogo
milimétricos, interromper jogadas
para os lances não se inserirem no
protocolo do VAR ou decidir por pontapés de baliza em vez de cantos. São os
truques dos artistas para quebrar
dinâmicas, inclinar campos, enervar
equipas e mudar o sentido dos jogos.
Foi desta forma que o Glorioso se viu
atirado para o terceiro lugar da classificação e quem disser o contrário está
a filtrar a realidade.
Tão chocante como esta postura
incompetente dos árbitros é ver benfiquistas a virar o foco das críticas apenas para jogadores, treinadores e dirigentes do Clube. E até para com os
benfiquistas que escolheram nas
urnas os destinos do Clube. Sim, muitos erros foram cometidos: nas contratações, nas vendas, nas tomadas de
posição públicas ou nas decisões institucionais (como o silêncio ou apoio
tímido na corrida às presidências da
Federação e da Liga), mas isso apaga
todo o mal que foi feito à equipa principal de futebol? Não. Os pontos que fizeram a diferença na tabela são explicados com erros cirúrgicos de arbitragem.
Basta ver a diferença de critérios das
decisões de grandes penalidades, mas
tudo isso parece ser esquecido em prol
de ódios pessoais. Lamento essa postura, tal como lamento os erros próprios em momentos-chave. A diferença
é que uns são propositados e os outros
fazem parte do desporto."
Ricardo Santos, in O Benfica

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