"Quem é espectador do futebol
português há mais de 40 anos já
não se espanta com o que tem
acontecido nos últimos tempos.
Até podem mudar os rostos,
mas há coisas que serão sempre iguais. Não é defeito, é feitio,
como diz tão bem o povo.
Os homens do apito e quem os
dirige andam felizes da vida.
Conseguiram tornar a impunidade o prato do dia, normalizar
a manipulação e ainda fazer
o papel de virgens ofendidas
quando são criticados. Agora,
até já se dão ao luxo de criar
pesos e medidas diferentes para
as declarações e atitudes de
quem não concorda com as suas
decisões, inflacionando as multas. Bem sei que as passagens
para o Brasil andam caras e que
já não há convénios com agências de viagem para férias pagas
no estrangeiro, mas a falta de
vergonha deveria falar mais alto.
Só que não, andam impunes.
Têm dúvidas? Vejam o que se
passou no jogo com o Alverca.
Os que vestem de azul e branco
até podem ter levado um banho
de loja e de alegado civismo,
mas quando a coisa aperta
continuam a mostrar a sua
essência: jogo baixo, esquemas
e vitimização. Quem assistiu ao
último clássico dos Amigos do
Altis pôde ver a estirpe da
agremiação desportiva. No fim,
mesmo escondendo as bolas
de jogo, tiveram de ir buscar
uma ao fundo das redes. Cheira
cada vez mais a Ajax, mas não
o limpa-vidros, porque de limpos não têm nada.
Guardo para o fim os santinhos
do pau-oco, os beatos que
levam a mão ao peito sempre
que lhes são apontadas falhas.
De carácter e não só. Andam
a ser postos num pedestal,
são-lhes permitidas agressões
claras e perdoadas faltas
e expulsões que mudam jogos
e campeonatos – normal para
os reis da farsa no número de
títulos –, mas ai de quem coloque em causa a sua dignidade.
Apoiados por uma base de
apoio nos media que faz chorar
de inveja qualquer líder da
Coreia do Norte ou, agora, dos
EUA, lá seguem na sua senda
de fidalgos com brasão, mas
sem honra. Mas está tudo bem,
o problema é o SL Benfica."

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