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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A propósito de toalhas…


"1. Rui Águas, comentador da BTV, escreveu nesta semana no espaço de que dispõe no jornal A Bola um texto sob o título “Até ao lavar dos cestos”. A sugestão é óbvia. Faltam 3 meses e 13 jornadas para o fim da temporada e estão 39 pontos por disputar. É muito ponto. Em resumo, vamos lá a isso da vindima.

2. A situação do Benfica na tabela não é brilhante. Não adianta aos nossos propósitos alimentar a ilusão de que o título está tão perto das nossas cores como está perto das cores dos nossos adversários diretos, porque não, não está. Sendo verdade que a equipa só depende de si para chegar ao 2.º lugar, não é menos verdade que o Benfica não nasceu para segundos lugares. Quanto ao 1.º lugar, que é o único lugar que nos interessa em todas as modalidades e em todos os escalões, está a uma lonjura de 7 pontos. Mas ainda não acabou.

3. O empate no último Clássico – que foi também um Clássico de reposição de maus hábitos – terá sido o resultado que melhor serviu as intenções do Benfica. Perante essa evidência, o que cabe ao Benfica fazer até à jornada 34? Ganhar os seus jogos. Honrar o emblema. Fornecer esperança aos adeptos. Não deitar a toalha ao chão

4. Por falar em toalhas… O episódio do roubo das toalhas do guarda-redes do Sporting pelos apanha-bolas do FC Porto numa noite de chuva que exigia toalhas à mão dos defensores das balizas é já um dos episódios mais rocambolescos do futebol português do século XXI, embora mais pareça uma coisa do século XIX, o século que viu nascer o futebol, ou mesmo do século XVIII, um século em que ainda não tinha sido inventado o futebol nem a iluminação elétrica nem a instrução pública no nosso país.

5. Tal como existem adeptos do Benfica que se revoltam contra as “tochadas” lançadas por supostos benfiquistas que interrompem os nossos jogos e que motivam multas e interdições de acompanhamento a nível das competições da UEFA, também não pode deixar de existir um forte contingente de adeptos do FC Porto que se revolta contra o roubo de tolhas dos guarda-redes adversários e contra o “desaparecimento” de bolas junto à linha lateral de modo a bloquear o jogo quando há urgência no apito final em função do resultado.

6. Corre, neste momento – e se não corre, devia correr –, uma aposta que entusiasma o país. 57,32€ ou 88,65€ ou 101,65€, qual será o valor da multa que o Conselho de Disciplina da FPF vai fazer o FC Porto pagar pela sonegação das bolas no tempo de compensação do último clássico?

7. Pobres conselheiros que nem dormem a pensar nisto."

Leonor Pinhão, in O Benfica

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