"Há ocasiões em que nos confrontamos
com a nossa real fragilidade e enfrentamos a verdade nua e crua de que o planeta manda e nós obedecemos, por
mais que lhe façamos mal ou que tentemos controlar as consequências.
É a escala humana a bater de frente
com a escala geológica, ou se quiserem, a humanidade a deparar-se com a
sua pequenez perante a imensidão e a
fúria dos elementos. Que podemos
fazer então? Resignar-nos nunca,
resistir sempre, levantar a cabeça, unir
as mãos, não deixar ninguém para trás
e aprender, aprender muito e depressa.
Precisamos de aprender a respeitar
o território, aproveitando os seus recursos e respeitando os seus limites, porque também os tem. A água, o vento, as
ondas, as enxurradas, os rios, não são
maus, são isso mesmo, apenas água,
vento e rios. Interagem e estabelecem
permanentemente equilíbrios. A engenharia por vezes desafia os seus limites e consegue-o, notavelmente, mas
ao nível dos grandes empreendimentos
pensados com estratégia, planeamento
e construídos com arte. Um exemplo?
As silenciosas barragens a quem devemos tanto na regulação dos caudais e
das cheias. Mas a maioria das construções, vias, muros e outras, são de construção mais modesta e, infelizmente,
parecem por vezes menos pensadas
ou pior executadas. Por isso, quando
nos batem à porta eventos desta
dimensão, resistem pouco e multiplicam consequências dramáticas para a
vida das famílias. Quem sofre, é bom de
ver, são os mais fracos, os mais pobres,
os mais isolados.
Todos merecem uma mão solidária,
mas pensemos nos mais velhos, mais
indefesos, que vivem mais longe de
tudo e não têm como se valer. A sua
companhia mais importante são os
agentes da GNR, que frequentemente
os visitam e apoiam como filhos. Por
isso, reconhecendo a nobreza incomensurável desta missão incógnita,
longe dos media, presente no dia a dia,
sentimo-nos impelidos a agir e a colaborar. Fazemo-lo em nome dos benfiquistas, que para isso criaram a Fundação. Por isso, nesta hora difícil, a
solidariedade do Benfica ganha uma
vez mais forma concreta e a Fundação, reunindo contributos de todos, em
articulação com a Guarda Nacional
Republicana e com o Programa Apoio
65 – Idosos em Segurança, está a ajudar a repor equipamentos e mobiliário
essenciais à vida e ao conforto.
Junto fazemos bem, chegamos onde
ninguém mais chega e ajudamos
quem mais precisa!"
Jorge Miranda, in O Benfica

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