Últimas indefectivações

terça-feira, 31 de março de 2026

OS TRIBUNAIS TÊM SIDO CLAROS NAS CONDENAÇÕES AO PORTO


"1. Todas as decisões dos tribunais têm sido favoráveis ao Benfica nos processos relacionados com o caso dos emails.
2. Agora é hora do Porto pagar ao Benfica - com juros já calculados pelos tribunais - mais de 700 mil euros relativos ao processo que já transitou em julgado.
3. Aguarda-se que seja fixado o valor da outra indemnização a pagar pelo Porto ao Benfica, no caso pelos danos reputacionais, caso já ganho pelo Benfica nos tribunais também.
4. O Benfica, muito legitimamente, após transitar em julgado a primeira condenação ao Porto, solicitou à justiça desportiva que se pronuncie sobre os graves factos dados como provados pelos tribunais das várias instâncias - e aguarda agora, serenamente, que a justiça desportiva se pronuncie. Nada demais, portanto.
5. André Villas-Boas ironizou com a situação. Vamos aguardar pelas decisões da justiça desportiva e, entretanto, ver quando caem na conta do Benfica aqueles mais de 700 mil euros que já não são passíveis de mais recursos por parte do Porto."

Nada mudou...

"Lufada de ar fresco"


"Tenho que comentar isto…mas é complicado, o Porto sabemos desde há décadas que é capaz disto e de outro tanto, mais a mais com o ídolo dos verdadeiros benfiquistas no comando, recuperar táticas da década de 90 para quem já cortou comunicações do VAR, meteu TVs em loop no balneário dos árbitros com os supostos erros que estes cometeram, quem instruiu apanha bolas para esconder bolas…bem isto é apenas mais um dia no escritório para a “LUFADA DE AR FRESCO” do desporto nacional…
O problema aqui para mim, é que os sapos sonsos são também eles atualmente capazes de cometer crimes, fazerem-se de vítimas e depois, com recurso ao que o Dr Varandas disse de peito feito “acha que na há juiz, secretário de estado ou whatever que não se atravesse pelos Sporting se for preciso???”
Eles cometem os crimes à luz do dia, estão de costas quentes, e a culpa não, não é do Rui Costa como muitos, esses sim, CÚMPLICES desta corja gostam de vir comentar, a culpa é mesmo desses “Verdadeiros adeptos” que ao invés de atacarem os dois maiores grupos criminosos do desporto atual e passado , se juntam a estes para atacar o Benfica por agir dentro da lei, é isto, é simples não é!
Cúmplices valem tanto como os merdas azuis e verdes!!!"

Sermão ao Neto


"Jogo de Portugal no México não terá aumentado as dúvidas de Roberto Martínez, mas deve justificar uma conversa do selecionador para canalizar a irreverência do extremo do Chelsea

Se o ponteiro do relógio avançou uma hora por altura do apito inicial do México-Portugal, os 90 minutos seguintes pouco ou nada adiantaram na preparação para o próximo Campeonato do Mundo.
Claro que este estágio de março não será desperdício de tempo, mas o jogo de reinauguração do Estádio Azteca foi um enorme bocejo para quem decidiu dar as boas-vindas ao horário de verão.
Nem a boa dinâmica de Samu — um dos jogadores na luta pelas escassas vagas abertas — conseguiu contrariar a monotonia de um encontro digno de pré-época. Nada que surpreenda, tendo em conta as ausências na convocatória, a falta de entrosamento no onze e o receio de desgaste/lesão, sobretudo para quem sabe que o lugar na convocatória está garantido. Salvo qualquer azar, lá está.
Perante este contexto, a exibição no México não justifica maior preocupação com a equipa das quinas, o que está longe de significar que esteja tudo bem, nem tão pouco que seja tudo para deitar fora.
Vamos lá ver o que dará o outro ensaio com uma seleção anfitriã, a dos Estados Unidos, mas, pelo menos para já, Roberto Martínez não terá encontrado motivos para mais dúvidas.
Existem razões para um sermão, mas individualizado, e não de cariz técnico-tático. O desentendimento de Pedro Neto com Jesús Gallardo deve ser enquadrado com outros comportamentos recentes do internacional português. Expulso com dois cartões amarelos no espaço de três minutos, no início do mês, frente ao Arsenal, o extremo português do Chelsea ainda recebeu um segundo jogo de castigo pela forma como reagiu à decisão do árbitro. Apenas dez dias depois empurrou um apanha-bolas no reduto do PSG, num gesto que procurou amenizar com a oferta da camisola ao referido jovem, e que mereceu uma advertência por parte da UEFA.
Para lá da consistência nos blues, Pedro Neto tem sido peça importante na Seleção. Há uma certa fúria no seu futebol, da qual só tínhamos visto o lado positivo, até bem recentemente. Os gestos do último mês são perfeitamente dispensáveis, ainda para mais na antecâmara do Campeonato do Mundo. Pode existir uma razão por trás dos mesmos, porventura até pessoal, mas isso, se for o caso, só acentuará a necessidade de um acompanhamento mais dedicado.
A impetuosidade de Pedro Neto faz falta à Seleção, mas quando aplicada com a bola nos pés, para atacar a apatia que, por vezes, contagia a equipa."

Pelé, Maradona e... Ronaldo


"E se a 23 de junho, frente ao Uzbequistão, Ronaldo se transformasse em Pelé, João Cancelo em Carlos Alberto e Vitinha em Maradona?

De repente, voltou a falar-se de Pelé e de Maradona. Ambos mortos. Ambos deuses da relva. Ambos sul-americanos. Ambos campeões do mundo. Ambos no grande Azteca. Por aquele famoso estádio passaram outros grandes nomes em fases finais de Mundiais. Em 1970, por exemplo, brilharam naqueles 7.140 metros quadrados nomes como o uruguaio Mazurkiewicz; os italianos Facchetti, Mazzola, Riva e Rivera; o peruano Cubillas; os alemães Maier, Schnellinger, Beckenbauer, Seeler e Mueller; os ingleses Moore, Charlton e Hurst; ou os brasileiros Carlos Alberto, Jairzinho, Tostão e Rivellino.
Dezasseis anos mais tarde, em 1986, foi a vez de outros grandes futebolistas brilharem no mítico Azteca: os italianos Bergomi, Cabrini, Scirea, Conti, Altobelli ou Vialli; o sul-coreano Bum-kun Cha; o argentino Valdano; os belgas Pfaff, Gerets, Van der Elst, Vercauteren, Scifo ou Ceulemans; os mexicanos Hugo Sánchez e Negrete; o paraguaio Romero; os ingleses Shilton, Hoddle, Beardsley ou Lineker; os alemães Schumacher, Magath, Matthaus, Rummenigge, Voeller ou Littbarski.
De fora, deixámos os dois maiores: Pelé e Maradona. A 21 de junho de 1970, na final do Mundial, no Azteca, Pelé fez a assistência para aquele que é considerado o golo coletivo mais perfeito da história do futebol. A bola foi recuperada por Tostão, Clodoaldo driblou quatro italianos num espaço curtíssimo antes de a passar a Rivelino, que faz um passe profundo para a corrida de Jairzinho pela lateral. Este arrasta a defesa ao fletir para o meio e passa a bola a Pelé. O génio dos génios está parado. Aguarda uns instantes (ao vivo, deverá ter parecido um século) e, sem olhar para a direita, deixa a bola rolar, com suavidade, na direção de Carlos Alberto. O capitão brasieiro aparece sozinho na direita e desfere um remate forte, cruzado e rasteiro, sem hipótese para Albertosi: 28 toques e 30 segundos para a eternidade: golaço, golaço, golaço. Ainda hoje, 56 anos depois, se fala dele. Do golo, da jogada, do remate e da calma budista do sr. Edson Arantes do Nascimento.
Dezasseis anos mais tarde, foi a vez de outro génio dos génios: Maradona. A 22 de junho, nos quartos de final do Mundial, no Azteca, num Argentina–Inglaterra, Maradona marcou dois golos históricos. Primeiro, numa jogada em que tentou colocar a bola em Valdano à entrada da área, esta acabou por chegar a Hodge, que a aliviou em arco para a sua própria área. Shilton saiu da baliza e, como todos sabemos, Maradona saltou e, com o punho esquerdo, fez golo. Não havia VAR — e foi golo. Pouco depois, Maradona recebeu a bola de Héctor Enrique (hoje seria considerada assistência) e iniciou uma corrida de mais de 50 metros em que, como um barrilete cósmico, passou por quatro ingleses (duas vezes por Butcher) e, à saída de Shilton, desviou a bola com o pé esquerdo para o fundo da baliza: golaço, golaço, golaço.
No Mundial de 1970 foi a 21 de junho; no Mundial de 1986, a 22 de junho; e no Mundial de 2026 haverá um Portugal–Uzbequistão a 23 de junho. Não espero menos que um golaço coletivo de Portugal ou uma jogada individual em que a bola corra mais de 50 metros. João Neves recupera a bola, mete-a em Vitinha, que dribla quatro adversários e a cede a Bruno Fernandes. Lançamento longo para a corrida de Bernardo Silva, compasso de espera e bola em Cristiano Ronaldo. O génio dos génios está parado. Aguarda uns instantes (ao vivo, vai parecer um século) e, sem olhar para a direita, deixa a bola rolar, com suavidade, na direção de Cancelo: golaço, golaço, golaço. Outra hipótese é Vitinha receber passe de Gonçalo Inácio (conta como assistência) antes do círculo central, fintar quatro adversários e, à saída do guarda-redes, marcar golo. Terceira possibilidade seria CR7 fazer golo com o punho esquerdo, mas, infelizmente, há VAR em Hostoun."

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Polémica no Clássico de andebol: o que se sabe?

Observador: E o Campeão é... - "Bola de neve" à volta do andebol e uma "alucinação" catalã

Observador: Três Toques - A vida de "infortúnio" de Tiger Woods

SportTV: Primeira Mão - ⚖️ Novas regras de arbitragem no Mundial! O que muda?

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #111

Dois títulos


"Nesta edição da BNews, o destaque recai nas conquistas de Taças de Portugal pelas equipas femininas de basquetebol e de polo aquático do Benfica.

1. 4.ª Taça de Portugal
O Benfica é vencedor da Taça de Portugal de basquetebol no feminino pela 4.ª vez. Na final, vitória frente ao GDESSA por 76-56. Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta o regresso ao triunfo da competição: "É a reconquista da Taça de Portugal para o nosso Clube, o que dá um significado ainda mais especial a este êxito."

2. 8.ª Taça de Portugal
O Benfica bateu o CA Pacense por 24-6 na final da Taça de Portugal de polo aquático no feminino e sagrou-se vencedor da prova pela 8.ª vez. O Presidente do Sport Lisboa e Benfica enaltece o "enorme trabalho e compromisso da equipa técnica, das atletas e do staff".

3. Contributos internacionais
Acompanhe o desempenho de jogadores do Benfica nas seleções.

4. Outros resultados
No masculino, vitórias benfiquistas em andebol (35-27 à Águas Santas), basquetebol (89-70 à Ovarense), voleibol (no SC Espinho, por 1-3, e apuramento para as meias-finais do play-off do Campeonato Nacional) e râguebi (27-33 no CDUL e subida ao 1.º posto do Campeonato Nacional). Os Iniciados Sub-15 de futebol empataram sem golos em Tondela. Relativamente ao feminino, no voleibol o Benfica está nas meias-finais do play-off do Campeonato Nacional ao ganhar, por 1-3, no reduto do Leixões. Em hóquei em patins, dupla vitória neste fim de semana (5-1 à Sanjoanense e 11-4 ao HC Maia). Em andebol, triunfo ante a Academia São Pedro do Sul (33-19).

5. Convocatórias
A mais recente chamada da Seleção Nacional de futebol no feminino inclui 6 atletas do Benfica. E consta uma na convocatória da seleção brasileira Sub-20.

6. Excelente desempenho
O triatleta Vasco Vilaça conquistou a medalha de ouro da Taça da Europa em Quarteira.

7. 18.ª Corrida Benfica
A 18.ª edição da Corrida Benfica contou com mais de 15 mil participantes. O atleta do Benfica Rodrigo Freitas ganhou a prova no masculino.

8. Reforço
O canoísta Gustavo Gonçalves junta-se ao Benfica.

9. Fundação Benfica
São 11 os projetos ativos em diversas áreas.

10. Casa Benfica Braga
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 55.º aniversário."

Zero: Ataque Rápido - S07E35 - A polémica do momento e o polémico onze da Liga

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Os derradeiros testes, a lista de Martínez e lendas americanas

Falsos Lentos - S06E30 - Carlos assume que foi traído

Segundo Poste - S05E35 - "Jorge Jesus é o próximo selecionador de Portugal”

ESPN: Futebol no Mundo #551

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Jogadores a conta-gotas, 880 quilómetros de autocarro, viagens em separado: depois do pesadelo logístico, o Iraque acredita no Mundial


"O conflito no Médio Oriente deixou em dúvida a participação da equipa asiática no play-off de apuramento para o torneio, levando os iraquianos a pedir o adiamento do jogo. A FIFA não acedeu e, tomando caminhos diferentes, os vários elementos da seleção lá conseguiram chegar ao México, onde discutirão com a Bolívia um sonhado bilhete para o próximo verão

Seguir os últimos dias da seleção do Iraque foi, mais do que ver uma equipa de futebol, como acompanhar uma série sobre viagens, quase um desafio sobre as mil e uma maneiras de ir da Europa ou do Médio Oriente até ao México. E, no fim das peripécias, ver os protagonistas reunidos em Guadalupe, prontos para o jogo das suas vidas.
Vamos por partes. O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, e subsequente retaliação, levou a que as autoridades do Iraque decretassem, a 28 de fevereiro, o fecho do espaço aéreo do país. Ora, isto gerou um problema para a seleção de futebol, que tinha de viajar para o México, onde disputaria o acesso ao primeiro Mundial da história iraquiana desde 1986.
As dificuldades logísticas foram-se ampliando. Sem vistos para entrar nos EUA, a equipa teve de cancelar um período de treinos prévio ao play-off em Houston. Sem embaixada mexicana em Bagdade, as autorizações administrativas também se apresentavam como um desafio.
A FIFA, segundo o “Guardian”, propôs que o Iraque, cuja maioria dos jogadores milita na liga do país, realizasse uma viagem de autocarro de 25 horas, até Istambul, para da Turquia voar para o México. O conjunto asiático rejeitou.
Para cúmulo, o selecionador também foi apanhado nos congestionamentos de trânsito. Graham Arnold, técnico que levou a Austrália aos oitavos de final do Catar 2022, ficou preso no Dubai, onde fora ver Mohanad Ali, estrela da equipa — e ex-Portimonense — que atua no Dibba, nos Emirados.
Perante este cenário, Arnold apelou a que o play-off fosse adiado. Na opinião do australiano, Bolívia e o Suriname deveriam disputar a partida que daria acesso ao embate contra os iraquianos, que ficaria em suspenso até haver mais certezas quanto ao futuro — e, eventualmente, haver uma saída do Irão do Mundial que poderia dar acesso direto ao Iraque. A FIFA rejeitou.

Da Jordânia, da Croácia, de Madrid, de Lisboa
Com vista ao embate no belo estádio do Monterrey, onde do outro lado estará a Bolívia, que eliminou o Suriname, foi, então, necessário seguir diferentes rotas, caminhos diversos, na tal odisseia rumo ao sonho do Mundial. Jogadores a conta-gotas, 880 quilómetros de autocarro, viagens em separado: depois do pesadelo logístico, o Iraque acredita no Mundial que poderia dar acesso direto ao Iraque. A FIFA rejeitou.
O grosso da comitiva conseguiu uma deslocação terrestre menos distante do que a proposta de Istambul. Quando os bombardeamentos já chegavam a território iraquiano, um autocarro saiu de Bagdade rumo a Amã, a capital da Jordânia, cruzando cerca de 880 quilómetros. De lá voaram, via Lisboa, até ao México, numa viagem de três dias.
A diplomacia também entrou em campo, com as autoridades iraquianas a conseguirem obter vistos nas embaixadas do México em Doha, no Catar, e Riade, na Arábia Saudita.
Não obstante, faltavam ainda elementos em Guadalupe. Assim, os caminhos alternativos foram sendo seguidos através das contas nas redes sociais da Federação do Iraque, empenhadas em mostrar as dificuldades acrescidas da jornada.
O selecionador teve de esperar vários dias no Dubai até obter um voo para Zagreb, na Croácia. Zidane Iqbal, do Utrecht e uma das figuras da equipa, viajou por Madrid para se juntar aos colegas. E assim, a pouco e pouco, o plantel foi-se completando.
O Iraque não vai a um Mundial há 40 anos, quando, no México 1986, somaram derrotas diante Paraguai, Bélgica e os anfitriões. Quando for madrugada de quarta-feira em Lisboa (4h00), o sonho estará à distância de um desafio diante da Bolívia, ausente do grande palco desde 1994. Poucas vezes a exigência da viagem foi tão proporcional à importância do destino a que se pretende chegar."

Liverpool e a beleza de um adeus


"Além de todas as características que os distinguem das outras espécies, a incompatibilidade com despedidas é um requisito para se ser considerado humano. Ninguém consegue ensinar o maldito do coração a lidar com a partida daquilo que durante um tempo considerável o fez feliz. A saudade é filha dessa separação.
Mohamed Salah deixará de ser jogador do Liverpool no final da época. A antecedência do anúncio distribuirá a dor dos mais apegados por cada um dos jogos que ainda tem para realizar ao serviço dos reds. Mais do que isso, cada entrada em campo será uma celebração de um dos melhores de sempre da Premier League.
Salah fez todos acreditarem que os golos vêm de uma árvore que dá fruta o ano inteiro. Ultrapassou sempre os adversários pela direita, a sua via de trânsito preferida, construindo caminhos – a julgar pela velocidade, pareciam autoestradas – para as redondezas da baliza. No seu ritmo, sempre alucinante, o egípcio de 33 anos chegou ao quarto lugar da lista de melhores marcadores de sempre da Liga Inglesa (191). Só o 200 Club, composto por Wayne Rooney (208), Harry Kane (213) e Alan Shearer (260), o supera. Juntando a variável das assistências, nunca alguém na Premier League esteve envolvido em tantos golos (281) por um só clube.
Um jogador histórico numa era histórica. Antes de Salah empolgar Anfield, o Liverpool não ganhava a Premier League há quase 30 anos e a Liga dos Campeões há mais de 10. A saída do extremo dá-se após ter ajudado a renovar o espólio do museu com novos exemplares dessas taças, conquistas que ressuscitaram o ego do clube. Se tivesse que descrever as suas principais qualidades numa entrevista de emprego, o Liverpool desse tempo teria que elogiar o trio Mohamed Salah-Sadio Mané-Roberto Firmino, a vibrante fórmula de ataque desenvolvida por Jürgen Klopp.
O arranque de época do Liverpool acolheu ao engano um período de dez jogos na Premier League em que os reds saíram sem a vitória em oito. Nesse momento, Mohamed Salah amuou com a quantidade de vezes que Arne Slot o deixou no banco, algo que o fez sentir-se “muito dececionado”, tanto que desabafou em frente aos microfones. “Fiz muito por este clube ao longo dos anos. Parece que o clube me atirou para debaixo do autocarro. É assim que me sinto. Alguém queria que eu levasse com a culpa toda.” O anúncio da saída do atacante foi, de parte a parte, feito sem deixar o rancor estragar as nove épocas de ligação que não se sentem representadas por um instante de birra.
Os grandes clubes veem-se na maneira como se despedem das lendas. A elevação do Liverpool no momento da saída de Mohamed Salah dá esperança aos que ficam de também poderem deixar o clube como heróis e essa expectativa une, vincula e motiva. Pode até ser usada para convencer outros a conseguirem grandes feitos com a garantia de que não serão vistos como uns indivíduos quaisquer. Ninguém gosta de despedidas, mas no espectro de formas que estas podem assumir, o Liverpool tem queda para escolher as melhores.
A única maneira de imaginar o último jogo de Salah em Anfield é com um “You’ll Never Walk Alone” dedicado ao seu legado. Pelo menos, é o que os exemplos sugerem. Foi assim com Steven Gerrad, foi assim com Jürgen Klopp e foi assim com Diogo Jota, que não podê esperar para o ouvir a partir do relvado."

DAZN - F1 - E se não houvesse safety car?

segunda-feira, 30 de março de 2026

4.ª Taça de Portugal

Benfica 76 - 56 GDESSA
18-16, 14-16, 24-12, 20-12

Numa época repleta de altos e baixos, com várias contrariedades e com péssimos jogos e resultados, uma vitória na Taça de Portugal, veio mesmo a calhar!!!
A Nunn, é a melhor Americana no Benfica, em muitos, anos! Parece que finalmente acertámos!

8.ª Taça de Portugal

Benfica 24 - 6 Pacense
6-1, 7-2, 5-2, 6-1

O domínio das nossas nadadoras no Polo Aquático, mantém-se vivo, bem vivo!

Bom jogo...

Benfica 35 - 27 Águas Santas
17-12

Início da 2.ª fase, com um jogo mais fácil do que era esperado! As emoções da jornada, tiveram lugar noutro local mais mal cheiroso!!!

Iniciados - 8.ª jornada - Fase Final

Tondela 0 - 0 Benfica


Nulo em Tondela, com o título cada vez mais longe...

18.ª Corrida António Leitão

Benfica e o caso Schjelderup


"O futebol é um desporto excecional, vivido tanto fora dos relvados como dentro das quatro linhas. As emoções, os julgamentos apressados sobre quem é bom ou mau jogador e as certezas absolutas que se formam em segundos fazem parte da sua magia e das suas contradições.
Essa paixão poderia ser apenas romântica, não fosse o impacto real que tem nas carreiras e na confiança dos jogadores.
As opiniões pouco fundamentadas chegam maioritariamente das bancadas e dos analistas que não conhecem todos os dados. Mas também os profissionais, dentro dos clubes, erram e tomam decisões das quais acabam por se arrepender.
Essa natureza humana e imprevisível serve para ilustrar o trajeto de Andreas Schjelderup, um dos casos mais interessantes recentes do Benfica. 
O jovem extremo norueguês, que já foi rotulado de tudo — desde demasiado verde para se afirmar, emprestado que não voltaria, provável dispensa, até estrela em ascensão —, é hoje fundamental no futebol ofensivo encarnado e brilha também pela seleção da Noruega.
Aos 21 anos — Schjelderup chegou ao Benfica com 18, vindo da Dinamarca, onde liderava a lista dos goleadores mais jovens dos campeonatos europeus —, como tantos outros jogadores jovens, enfrentou o desafio da adaptação: nova língua, novos métodos e uma pressão muito superior à que conhecia. Estas transições jamais são lineares.
Cada jogador tem o seu tempo e a sua sorte para se afirmar. É precisamente aí que o papel de quem os orienta, dos treinadores e das estruturas dos clubes, se torna tão decisivo quanto o talento que trazem nos pés.
Reconhecer quem é realmente bom, além do ruído da opinião pública e das respostas imediatas, é uma capacidade rara e valiosa.
O caso de Schjelderup no Benfica é apenas um entre muitos, e em muitos clubes, mas mostra como o tempo, a paciência e a leitura certa do contexto podem transformar um jovem promissor num jogador determinante. Nem todos chegarão ao topo, mas é essencial que haja quem lhes limpe do caminho as pedras. Ter alguém nos clubes que perceba isso é tanto ou mais fundamental que contratar um bom jogador."

Como pode a guerra no Irão chegar aos clubes portugueses?


"Tensão no Médio Oriente tem impacto no preço do petróleo. Este na inflação. E esta na subida da taxa de juro. Aumenta custo de financiamento e custos operacionais. E dos clubes grandes, o Benfica é o clube mais exposto....

No futebol fala-se de tática, jogadores e treinadores. Fala-se pouco de inflação, juros ou petróleo. Mas são muitas vezes estes fatores que fazem a diferença, e uma escalada de tensão no Médio Oriente pode ter impacto direto nas contas das SADs e, por consequência, no sucesso desportivo.

Planeamento rigoroso
Uma das principais características de quem gere uma SAD é a capacidade de antecipar cenários. O sucesso não se constrói com gestão de curto prazo nem com a corda na garganta. É essencial existir um plano financeiro de médio e longo prazo que resista a oscilações desportivas. Rigor e disciplina não garantem decisões sempre certas, mas asseguram que são tomadas de forma lógica e sustentada, em função da informação disponível em cada momento, sobretudo quando surgem choques externos que obrigam a decisões rápidas. Clubes que planeiam estrategicamente conseguem enfrentar crises sem comprometer o futuro, enquanto os que vivem à beira do limite ficam vulneráveis a choques inesperados.

Impacto externo
Ao longo do caminho surgem sempre fatores inesperados que exigem reação. A atual escalada de tensão envolvendo o Irão é um desses casos. O impacto faz-se sentir sobretudo através da subida do preço do petróleo. Se esta tendência se prolongar, resultará num aumento da inflação. Na Europa, o Banco Central reage normalmente subindo as taxas de juro para controlar a inflação.
Este efeito tem consequências diretas para as SADs: eleva o custo do financiamento, considerando que muitos clubes dependem de dívida de curto prazo ou de refinanciamento constante (como empréstimos obrigacionistas); pressiona os custos operacionais, nomeadamente os FSE (fornecimentos e serviços externos), reduzindo a margem financeira. Em contextos como este, a antecipação e adaptação tornam-se decisivas, não apenas para a saúde financeira, mas também para a performance desportiva, já que restrições orçamentais afetam contratações e manutenção de talento.

Riscos e exposição
Perante este cenário, a preparação para o pior torna-se essencial. Entre os três grandes, os contextos são distintos: o FC Porto poderá beneficiar de uma eventual conquista do campeonato, que lhe daria uma margem financeira adicional pela entrada direta na Liga dos Campeões, embora continue dependente do sucesso desportivo imediato para equilibrar as contas. O Sporting apresenta uma estrutura mais equilibrada, beneficiando das receitas recentes da Liga dos Campeões e de uma política de custos controlada, mas uma quebra nas receitas futuras reduziria essa margem de segurança. O Benfica é estruturalmente o clube mais exposto. Apesar de apresentar capitais próprios robustos, tem a maior estrutura de custos — incluindo massa salarial e FSE. A ausência da Liga dos Campeões, combinada com a subida dos custos de financiamento e a pressão inflacionista, pode criar um desajuste significativo entre receitas e despesas. A isto acresce a necessidade de refinanciamento de dívida (50M€ de empréstimo obrigacionista) e de manter investimento desportivo, para voltar a lutar pelo título em 26/27. Projetos como o Benfica District, particularmente sensíveis ao aumento dos custos de construção e financiamento, reforçam ainda mais esta exposição.
É por estes motivos que uma gestão preparada, que antecipe cenários e tenha planos de contingência, se torna determinante para que os clubes consigam reagir rapidamente a choques inesperados, sejam eles externos ou desportivos. Mais do que reagir, clubes que conseguem antecipar situações imprevistas podem transformar crises em oportunidades: reorganizar estruturas, rever prioridades e investir de forma mais eficiente, aumentando resiliência e capacidade competitiva a médio e longo prazo.
No futebol moderno, vencer no campo é apenas metade do caminho: quem não consegue antecipar choques externos, gerir os custos com rigor e tomar decisões fundamentadas corre o risco de ver todo o sucesso desportivo comprometido antes mesmo do apito final.

A valorizar: Gyokeres
Apareceu quando a sua seleção mais precisava dele. Um hat trick que traz esperança aos adeptos suecos.

A desvalorizar: José Gandarez
José Gandarez voltou a evidenciar um problema estrutural na cultura do clube: a tendência para apontar fatores externos sempre que surgem resultados negativos, em vez de assumir responsabilidades pelas decisões tomadas. O caso da Benfica FM é um exemplo recente. Num momento em que o clube enfrenta pressão financeira e precisa de decisões estratégicas claras, avançou-se com um investimento significativo sem ter a certeza da certificação regulatória. Mais do que culpar a ERC ou outros fatores externos, era essencial explicar aos sócios e adeptos o racional desta decisão e como ela se enquadra na estratégia global do clube. A forma como este processo foi gerido demonstra como escolhas mal fundamentadas podem criar tensões internas e afetar a dinâmica da equipa, sem trazer benefícios concretos. Como se explica um projeto desta natureza sem se ter essa garantia?"

Falar Benfica: Os Rapazes da Gomes Pereira #7

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Gasóleo está caro? Portugal em modo poupança contra o México

FC Porto-Sporting: chamem a polícia


"A guerra entre os dois clubes está a atingir níveis absurdamente perigosos. Vem aí um clássico no Dragão para a Taça de Portugal e podemos temer o pior. Isto já não é desporto

Facto: um jogador e o treinador da equipa de andebol do Sporting tiveram de receber assistência médica por causa de um cheiro intenso no balneário do Dragão Arena, onde ia realizar-se o jogo frente ao FC Porto. De acordo com os relatos confirmados e cruzados por A BOLA, a equipa leonina teve de equipar-se no corredor, não podendo fazê-lo no balneário.
Facto: durante o jogo, que os verdes e brancos venceram por 33-30, o FC Porto reagiu através de um comunicado, desmentindo os «odores intensos». «Tais insinuações são graves, abusivas e totalmente destituídas de qualquer fundamento […] O FC Porto repudia, de forma firme, qualquer tentativa de associação do seu nome, das suas infraestruturas ou dos seus profissionais a situações que não correspondem à realidade. Trata-se de uma acusação inadmissível, que atinge injustificadamente a reputação de uma instituição», pode ler-se.
Facto: o Sporting não fez qualquer comunicação após o jogo.
É muito grave que uma equipa seja obrigada a passar pelo que o Sporting passou; e é tão ou mais grave que isto possa ter sido uma encenação – porque é isso que, de forma indireta, os azuis e brancos insinuam.
Isto já não se trata de uma questão desportiva, antes um caso de polícia e de justiça, seja para que lado pender a balança da senhora.
É surreal pensar que um balneário possa estar inutilizável e representar uma ameaça à equipa adversária, tal como é do domínio da loucura a possibilidade de ter ocorrido uma pantomina para atingir a imagem de um rival.
Do ponto de vista da comunicação, os dragões foram mais ágeis: deixaram a dúvida no ar, mesmo que isto represente apenas uma fuga para a frente; já os leões não podem ficar em silêncio e estão mais que obrigados a esclarecer tudo, de ponta a ponta, para consubstanciar a acusação oficiosa.
A guerra aberta entre FC Porto e Sporting está a atingir níveis absurdamente perigosos e que extravasam Liga ou Federação. Porque se estende para várias modalidades; é a futebolização do conflito a entrar nos pavilhões. Por isso é caso e tempo de o poder político entrar em ação. Há muito que as linhas vermelhas foram ultrapassadas e no século XXI não são admissíveis discursos e práticas que possam colocar pessoas em perigo. Porque é disso que se trata: as massas tendem a reagir ao terrorismo discursivo. Vem aí um FC Porto-Sporting para a Taça de Portugal e temo o pior. Isto está irrespirável."

Lukebakio...

Coletta...

Los Simpson predijeron el partido de México y Portugal. Literalmente, hoy fue esto. 🇲🇽🇵🇹

AA9: Portugal STILL Depends on Ronaldo For The World Cup...

SportTV: México...

Vai ter penta no Brasileirão


"Não, este texto não pretende garantir que Cruzeiro, Vasco da Gama e Fluminense, os três atuais tetras, superados só por Palmeiras, Santos, Flamengo, Corinthians ou São Paulo em número de conquistas, vão ser campeões do Brasil.
Nem que Éverton Ribeiro, hoje no Bahia, Dudu, jogador do Atlético Mineiro, ou Tchê Tchê, médio do Vasco, os três jogadores tetracampeões em atividade na Série A, longe ainda assim das glórias santistas Pelé, Lima e Pepe, todos hexa, vão conquistar o Brasileirão. O penta de que se trata aqui tem a ver com Portugal.
Se cruzarmos os inquéritos aos adeptos realizados no início da competição e a opinião da maioria dos observadores e dos analistas com as probabilidades avançadas pelas casas de apostas, chegamos à conclusão que 38,5% acreditavam que o Flamengo seria o principal candidato à revalidação do título; outros 38,5, por sua vez, viam o Palmeiras, vice em 2025, como o campeão deste ano; 15,4% arriscavam o nome do Cruzeiro, terceiro no ano passado mas, por agora, em último da tabela; e cerca de 3% falavam no Grêmio.
Ou seja, se somarmos Fla, Verdão, Raposa e Tricolor Gaúcho, chegamos a 95,4%, de acordo com os adeptos, os observadores, os analistas, os apostadores. Logo, há fortíssimas possibilidades de ter penta no Brasileirão: pela quinta vez, um treinador português deve consagrar-se em dezembro o campeão do país.
No início da temporada — leia-se ano civil — eram pouco mais de 40% porque só Abel Ferreira, no favorito Palmeiras, e Luís Castro, no muito outsider Grêmio, representavam as cores nacionais no Brasileirão. Porém, nas últimas semanas, o outro super-candidato Flamengo e um dos mais consistentes outsiders apesar do começo desastroso, o Cruzeiro, também trocaram os respetivos professores brasileiros, Filipe Luís e Tite, por misters portugueses, Leonardo Jardim e Artur Jorge.
E, com isso, há então perto de 100% de hipóteses do tal quinto título porque São Paulo, Fluminense e Bahia, os que mais se aproximam por ora do topo da classificação, não parecem ter fôlego suficiente para a luta de 38 jornadas e fazer frente aos candidatíssimos Flamengo e Palmeiras.
Se um treinador português vencer então o Brasileirão 2026, vai ser a quinta conquista em oito anos. Jorge Jesus abriu as portas, pelo Mengão, em 2019, Abel fez o bis em 2022 e 2023, e o regressado Artur Jorge ganhou em 2024.
Além, claro, dos brasileiros, só esses portugueses levantaram a taça em 70 edições do Brasileirão — ou seus antecessores e equivalentes. A exceção foi o argentino Carlos Volante que treinou o campeão Bahia, mas apenas no jogo final da edição de 1959. De 2019 para cá a prova virou uma espécie de luso-brasileirão."

SuperBikes: Portimão...

domingo, 29 de março de 2026

Vitória apesar das ausências...

Benfica 89 - 70 Ovarense
24-13, 18-14, 23-21, 24-22

Vitória bem conseguida, com muitas ausências: Makram, Justice, Koby e Gameiro, todos de fora! Fica complicado fazer uma rotação... e parece-me que o Betinho, o Yussuf e o Dziewa também não estão a 100% !!!

Vitória atribulada em Espinho...

Sp. Espinho 1 - 3 Benfica
25-21, 15-25, 28-30, 16-25

Depois da branca no 1.º Set, recuperámos, e apesar do 3.º Set ter sido decidido nas vantagens, desnecessariamente, vencemos... Tudo isto, sem o Nivaldo!

Jogo marcado, no 4.º Set, pelas ofendas racistas ao França, que perdeu completamente a cabeça!

Agora, nas Meias-Finais, à melhor de 5, vamos defrontar o Leixões.

Aterro!

Reviver o passado em...!!!

Os Primos da Luz #8 - Campus

Justiças!

BF: Gabriel Mec

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Portugal joga na “altura Azteca" com um México motivado

SportTV: Primeira Mão - 🤯 Portugal afina para o Mundial… com surpresas?

Rola Bola #62 - Porto encomenda as faixas de Campeao!/Portugal all time draft

O silêncio que diminuiu um feito histórico


"Há momentos na vida desportiva de um país que deviam ser inequívocos e celebrados sem reservas.
O recente título europeu conquistado por Portugal no rugby é, sem qualquer margem para dúvida, um desses momentos.
Na verdade, não é apenas um momento — são dois. Portugal sagrou-se Campeão da Europa no escalão sénior e também no escalão de Sub-20, um duplo feito de enorme relevância desportiva e estratégica, que evidencia a consistência e a qualidade do trabalho desenvolvido no rugby nacional, designadamente nos Clubes e na FPR.
E, no entanto, o que se tem verificado é uma preocupante mistura de desconhecimento e alheamento perante conquistas que deviam orgulhar todo o país.
A propósito, convém desmistificar e lembrar que, no rugby europeu, a única entidade com competência para atribuir títulos de Campeão da Europa é a Rugby Europa.
Esta organização congrega 49 federações nacionais e é a legítima confederação continental da modalidade. Entre essas federações encontram-se as que integram o chamado “Torneio das Seis Nações”. Contudo, estas federações — apesar do seu peso histórico e mediático — não estão fora da Rugby Europa. Pelo contrário: fazem parte integrante da estrutura, beneficiando apenas de um regime particular que lhes permite organizarem-se de forma autónoma do ponto de vista competitivo e financeiro.
Torneio não é campeonato! O prestigiado Torneio das Seis Nações é, como o próprio nome indica, um torneio anual entre seis seleções. É uma competição fechada, histórica e de enorme relevância mediática — e isso não está em causa. Mas importa clarificar: o vencedor do Torneio das Seis Nações é o vencedor de um torneio, não é Campeão da Europa.
Esta distinção, que pode parecer semântica, é na verdade estrutural. No quadro competitivo europeu, os Campeonatos da Europa são organizados pela Rugby Europa, em diferentes divisões e escalões etários, e os seus vencedores são, esses sim, os legítimos Campeões da Europa. Portugal é hoje prova inequívoca dessa realidade — tanto no escalão sénior como no Sub-20.
A ausência das Seis Nações não invalida o título de Campeão, porquanto, por opção própria, as seleções das Seis Nações não participam nos Campeonatos da Europa organizados pela Rugby Europa. Essa escolha — legítima — não pode, contudo, desvirtuar a realidade competitiva.
Em todas as modalidades desportivas, existem estruturas continentais que atribuem títulos oficiais, independentemente da participação de todos os países mais fortes. O rugby não é exceção.
Assim, Portugal é Campeão da Europa — em seniores e em Sub-20 — porque venceu as competições que estatutariamente atribuem esses títulos.
Um sinal de futuro, não apenas um feito isolado. O duplo título europeu não é apenas um sucesso pontual. É um sinal claro de que existe um caminho estruturado, sustentado e com futuro no rugby português. Ganhar nos Sub-20 significa garantir continuidade, profundidade e ambição. Ganhar em seniores confirma maturidade, competitividade e afirmação internacional. Juntos, estes títulos representam algo raro: presente e futuro alinhados no sucesso.
Esta não é uma discussão nova, nem nasce de um momento de entusiasmo nacional. É uma questão que tem sido levantada, de forma consistente, nos fóruns próprios da Rugby Europa — incluindo no seu “board” — por quem conhece profundamente a estrutura da modalidade. Defender a legitimidade do título europeu não é um ato circunstancial. É uma posição de princípio, sustentada ao longo do tempo, independentemente de quem vence. O que está em causa, o que verdadeiramente preocupa não é a divergência de opinião... essa é saudável. O que preocupa é o desconhecimento generalizado e a incapacidade de reconhecer feitos que deveriam unir, valorizar e projetar o país. Desvalorizar estes títulos é, no fundo, desvalorizar os atletas, os treinadores, os dirigentes, os Clubes e todo um ecossistema que tem trabalhado, muitas vezes longe dos holofotes, para alcançar este nível.
Portugal alcançou um feito histórico no rugby europeu. É duplamente Campeão da Europa — em seniores e Sub-20 — de pleno direito, por mérito desportivo e reconhecimento institucional. O mínimo que se exige é que esses feitos sejam compreendidos, respeitados e celebrados como tal. Ignorá-los não diminui os títulos. Mas diminui-nos a todos."

Reabre el estadio Azteca

DAZN: F1 - Qualificação...

sábado, 28 de março de 2026

IA

A caminho do Mundial...

Otamendi: até as melhores novelas acabam um dia


"O ciclo de Otamendi terminou há duas épocas, mas a insistência na continuidade — por medo de crescer e falta de rumo — hipotecou o futuro de António Silva e a evolução da equipa

De cada vez que me perguntam sobre Otamendi, sou o mais claro que posso. O ciclo do argentino no Benfica acabou há duas épocas e de cada vez que Rui Costa encolhe os ombros e assina a sua continuidade prejudica a evolução do setor. Até as melhores novelas um dia acabam. Esta é daquelas que tem mau argumento e péssimas interpretações. E, ao dizer isto, sei que a primeira coisa que a direção do Benfica vai fazer é lutar para que fique. Porque no gabinete da presidência se olha sobretudo a curto prazo, nunca ninguém dá um passo atrás para conseguir distinguir o quadro completo. The big picture.
Otamendi, se ficar, será titular. Nenhum treinador, e já ficou provado que Mourinho também não o fará — porque também ele pensa no imediato —, o colocará no banco. Há muito tempo que é o pior, mas joga sempre. Aqui, ainda há a justificação da situação física de Tomás Araújo, gerido com pinças desde a última temporada devido a uma pubalgia. No entanto, quando fica curto, recorrer a Barrenechea, em vez de a um miúdo do Seixal, que melhor conhece a posição, é sempre mais prático para o mais especial dos técnicos portugueses. O mesmo que diz que aposta na juventude e é sempre o primeiro a duvidar dela.
Jogando sempre, o argentino, de 38 anos, tapa, à vez, a utilização de António ou de Tomás, e impede quem joga ao seu lado de se assumir, finalmente, como patrão. Podem dizer-me que não há mais ninguém com o mesmo carisma, mas não confundam fragilidade emocional de quem passou por uma época difícil e teve de se reerguer praticamente sozinho com má-vontade para assumir o momento e o peso da camisola. Sempre esteve disponível, mesmo quando em luta consigo próprio.
Em nome da experiência, impede-se que outros, já mais que maturados, aos 22 e 23 anos, depois de quase 200 jogos a sério (somando equipa B, Gil Vicente e Seleção) evoluam finalmente para aquilo que se espera deles. Esqueçam o ridículo argumento de mais um ano de maturação. Parece que estamos a lidar com juniores acabados de chegar.
Porque Tomás é melhor, os técnicos têm feito a escolha mais natural. E, com isso, um ativo importante como o António, nunca será valorizado como deveria ser, com apenas mais uma época de contrato. O que é quase o mesmo que dizer que, para ter Otamendi e Tomás, o clube abdicou do caminho que tinha para ele traçado e a dúvida instalou-se na sua cabeça.
Se quiserem podem argumentar que ainda há tempo para renovar. Mas quantos já não o terão sondado e continuarão a fazê-lo? O Benfica tem duas janelas para evitar o custo zero. De alguém que, não sendo perfeito, mas com a continuação de trabalho específico, poderia tornar-se a grande referência para os próximos anos. Uma gestão quase criminosa.
A permanência de Otamendi evita também que haja um esquerdino sobre o eixo na construção. O argentino está longe de ser progressivo no passe com o pé direito e pior ainda é com o contrário, mesmo que por vezes tenha os seus momentos. Nico não foi feito para isso, ainda que tenha evoluído um pouco nos tempos passados com Guardiola. E isso quer dizer o quê? Que a equipa é mais facilmente pressionada. Qualquer solução que não seja bater na frente e, mesmo aí a definição dos colegas é superior, tem melhores intérpretes com António e Tomás. Depois, sim, é preciso contratar. Já era urgente no verão. E no verão antes desse. Ou então perceber se há no Seixal candidatos à altura.
Com o argumento da experiência, o Benfica evitou tocar num setor que pedia renovação há algum tempo, tapou o crescimento futebolístico e mental de jovens formados por si, viu talvez o seu maior ativo desvalorizar ao ponto de ficar a tiro num último ano de contrato, e constrói de forma desequilibrada a partir de trás, entregando-se mais facilmente à pressão dos adversários. Não digo aqui que Otamendi não faz cortes importantes e não luta, mas até aí, no seu perfil de liderança, por vezes deixa algo a desejar. Mais do que colocar a agressividade a resolver tudo, há que ser racional para encontrar as decisões certas.
O Benfica já não precisa assim tanto de Otamendi, embora não o tenha ainda percebido. Não pode é querer substituí-lo por qualquer um. Um upgrade na defesa é, há muito, necessário, e até Trubin tem cometido erros a mais entre algumas grandes defesas. Mas não só. A novela Otamendi revela parte do medo que o clube tem em crescer. Voltar à sua real dimensão.
Já se percebeu que José Mourinho só não continuará a ser treinador do Benfica se não quiser. Ainda que o triângulo amoroso de que faz parte com Pedro Proença e Roberto Martínez possa ser condicionante importante, tudo leva a crer que se passe com o Special One o mesmo que viveram Roger Schmidt e Bruno Lage. Se depois sobrevive ou não às primeiras jornadas é outro tema.
A julgar pelas últimas decisões, o técnico parece ter-se reequilibrado num duplo-pivot com Aursnes (talvez o verdadeiro capitão) e Barreiro, Prestianni à direita, Sudakov no meio e Schjelderup à esquerda. Na frente, Pavlidis. Mourinho estabilizou aqui depois de Rafa e Lukebakio terem respondido mal à titularidade.
Diria até que este onze seria o ideal para enquadrar um médio de criação atrás de Sukakov. Mais associativo, capaz de complementar Aursnes — a quem falta capacidade de romper linhas com o passe e em progressão — e se associar à frente. Alguém que não é Enzo, a não ser que se chame Fernández ou Pérez, Barreiro ou Rios, o tal ponto de interrogação de 27 milhões que irá prolongar-se para a próxima época. Mas Mourinho quer esse médio? Quer o mister que a equipa avance para o domínio dos encontros? Ou estará a pensar outra vez na dimensão física e com medo de mudar?
Será que o Benfica vai querer escolher o caminho ou irá entregar-se por inteiro ao treinador? Vai ser o Benfica à Mourinho ou aquele que os adeptos e os sócios querem que seja? Tantos anos depois, Rui Costa continua sem responder à pergunta mais simples e importante de todas: qual é o rumo, senhor presidente?"

BF: Mourinho...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Como está a luta pela subida à Liga Portugal Betclic?

Observador: E o Campeão é... - Jamaica ou RD Congo. Quem se juntará ao grupo de Portugal?

Observador: Três Toques - Telefone no banco? Só se for para pagar a multa

Terceiro Anel: Memórias da Luz...

ESPN: Futebol no Muindo #550 - BRASIL SENTE A FORÇA DA FRANÇA, E ITÁLIA A UM JOGO DA COPA

ERC contestada


"Em destaque na BNews, a posição assumida pela Direção do SL Benfica em relação à deliberação sobre a Benfica FM por parte da entidade que regula a comunicação social.

1. Decisão da ERC em causa
José Gandarez, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, reage à decisão da ERC sobre a Benfica FM: "É uma decisão sem fundamentação legal e que deve envergonhar os juristas e as pessoas que tomaram esta deliberação."

2. Contributos internacionais
Acompanhe a prestação nas seleções dos 15 jogadores do plantel profissional de futebol.

3. Últimos resultados
Vitórias benfiquistas das equipas masculinas de basquetebol e hóquei em patins ante, respetivamente, SC Braga (104-63) e Oliveirense (3-1), e derrota em futsal na visita ao Famalicão (4-3).

4. Agenda para sábado
Há três jogos na Luz: às 15h00, o Benfica recebe a Ovarense em basquetebol no masculino; e as equipas femininas de andebol e hóquei em patins defrontam, respetivamente, Academia São Pedro do Sul (19h00) e Sanjoanense (20h30).
Na Guarda, a equipa feminina de polo aquático luta com o Fluvial Portuense pelo acesso à final da Taça de Portugal. Em Paredes, a equipa feminina de basquetebol disputa as meias-finais da Taça de Portugal, com o Esgueira (15h00). A equipa masculina de voleibol atua no reduto do SC Espinho (19h00). No Estádio Universitário de Lisboa, o Benfica visita o CDUL em râguebi.

5. À conversa com a campeã do mundo
Agate Sousa, campeão do mundo de salto em comprimento em pista curta, em entrevista à BTV.

6. Protagonista
Thaís Lima, guarda-redes de futebol do Benfica que volta a integrar a convocatória da seleção brasileira, é a entrevistada da semana.

7. Contrato renovado
Os canoístas João Ribeiro e Messias Baptista prologam o vínculo ao Benfica até 2029.

8. Benfica Legends
Antigos jogadores do Benfica e do Borussia Dortmund empataram 1-1 em jogo comemorativo do centenário do Estádio Rote Erde, antiga casa do clube alemão.

9. Benfica Escolas de Futebol
Realizou-se mais uma jornada da Zona Centro.

10. Nota de pesar
Faleceu Alberto Miranda Borges, antigo jogador e treinador de râguebi do Benfica, contribuindo para a conquista de 4 Campeonatos Nacionais e 3 Taças de Portugal.

11. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira da BTV."