"Batiam as quatro nesta tarde
soalheira de inverno quando se
deu o ajuntamento frente à
porta do Bristol e se descerrou
a placa inaugural recoberta
pela bandeira do nosso querido
Benfica.
Aquela bandeira, de emblema
finamente lavrado, águia triunfante e estrelas cintilantes, ocupava de novo e por direito próprio o lugar que lhe pertence no
histórico edifício do Jardim do
Regedor e na Baixa da cidade
onde os lisboetas se habituaram
a ver o emblema vermelho os -
tentado na esquina das velhas
paredes. Agora a placa lá fica,
reluzente sobre pedra fresca,
contrastando com os anos de
degradação que o edifício sofreu
e lembrando, aos que passam,
que o Benfica se orgulha e está
sempre à altura da sua memória
e dos seus valores.
Ali foi durante muitos anos a
secretaria e até a sede do Clube,
e, portanto, foi ali que, por décadas, os benfiquistas se encontraram nos bons e nos maus
momentos de uma história
incrível onde a glória nacional e
europeia elevou o Benfica, também pela sua dimensão, à escala universal e ao patamar dos
maiores. E o Benfica merece
essa posição em Portugal e no
mundo porque sabe e sempre
soube ser grande. Sabe e sempre soube ir além de si próprio,
superar-se, inovar e nunca se
deixar ofuscar pelo sucesso,
mas olhar sempre para os mais
fracos e atuar sempre solidariamente ao seu lado.
Neste dia, superou-se uma vez
mais, e inovou, sendo o primeiro
em Portugal a instituir uma Fundação e pioneiro a nível internacional ao criar um hotel histórico no centro de uma capital a
reverter totalmente para a obra
social da sua Fundação. No
mundo que corre, parece incrível que se possa pensar nas
pessoas depois do negócio e que
se possa pensar nos mais fracos quando se compete entre os
mais fortes e o lema é a excelência.
Mas não é de um qualquer que
falamos, é do Benfica, por isso o
sonho pode uma vez mais tornar-se realidade!
Viva o Benfica!"
Jorge Miranda, in A Bola

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