"Depois de um ano miserável da
arbitragem portuguesa, seguramente o pior das últimas décadas (encontrando paralelo só
nos tenebrosos tempos do Apito
Dourado), o presidente do CA
decidiu – ou decidiram mandá-lo
– falar ao país.
No meio da habitual conversa
fiada, o que disse de substancial
situa-se entre o burlesco e o
indecoroso.
Que não há mais erros do que
no passado. Qual passado? Os
anos noventa? Então, pelo
menos, não havia VAR. Agora,
sr. Gonçalves, não há desculpa.
Como esta coluna de opinião
não é suficiente para elencar
todos os “erros” escandalosos
que ocorreram no último ano,
com este CA, basta lembrarmos
as imagens da final da Taça de
Portugal para ficarmos elucidados. A arbitragem, esta arbitragem, subverteu o palmarés do
futebol português como há
décadas não se via. Repito: com
VAR, o que agrava consideravelmente a sua avaliação global.
Problemas? Os árbitros inexperientes. Tais como, digo eu, Luís
Godinho, que apitou a final do
Jamor, Tiago Martins, que foi
(ou devia ter sido) VAR dessa
partida, João Pinheiro, que
esperou 14 minutos para assinalar um penálti inexistente nos
Açores, António Nobre, que,
contrariando o seu VAR, viu um
penálti cometido com a cabeça
no Estádio da Luz. Enfim, só se
estivermos a falar do fiscal-de-
-linha que transformou um
remate por cima da barra num
pontapé de canto. Desse, confesso que não recordo o nome.
Soluções? Deixar de comunicar.
Espantoso! Pretendem “errar”,
continuar a “errar” e não dar
cavaco a ninguém. E, para concluir, nem sequer faltou prescrever a receita do dr. Varandas:
punir violentamente quem
tenha a ousadia que formular a
mais leve crítica. Ou seja, há que
comer e calar.
Espero que não tenhamos de
comer este prato durante quatro penosos anos. Mas pode o
senhor Gonçalves ter a certeza
de que, a nós, não nos irá calar."
Luís Fialho, in O Benfica

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