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sexta-feira, 13 de março de 2026

Tentativa de homicídio por placa eletrónica


"«Ele teve alguns momentos maus, mas destruí-lo nesta situação e nem sequer lhe dar atenção? Todos os jogadores do Tottenham, que sentem a dor, não sabiam o que fazer?»
Joe Hart, antigo guarda-redes e comentador, sobre a substituição de Kinsky aos 17 minutos do Atlético Madrid-Tottenham

A decisão de Igor Tudor de substituir Antonín Kinsky aos 17 minutos do jogo do Tottenham em Madrid, com o Atlético, é legítima. O guarda-redes tinha acabado de sofrer o terceiro golo, o segundo em que teve culpas.
Mas ponho-me no lugar do treinador e acho que não deveria tê-lo feito. Sobretudo porque acabara de lançá-lo num contexto complicado — Kinsky só tinha feito dois jogos esta época, na Taça da Liga inglesa.
Tudor, desesperado com os maus resultados, decidiu mudar o guarda-redes e deixar Vicario no banco. Não correu bem. Desistir da experiência com 17 minutos pode ter sido ainda pior.
Em maio de 1997, António Oliveira, então treinador do FC Porto, deu entrada num hospital com sintomas que sugeriam problema cardíaco. José Carlos Esteves, médico dos dragões, acusou a SIC de «tentativa de homicídio por meios audiovisuais», culpando reportagem sobre o 'Caso Paula' para o problema.
No Metropolitano, na noite de terça-feira, assistimos a uma tentativa de homicídio por placa eletróncia de substituição. Tudor destruiu Kinsky, que lançara em condições tão difíceis aos leões. Teria feito melhor salvar o jogador, em vez de tentar salvar uma eliminatória quase perdida. Porque perdeu à mesma o jogo, por 2-5, e perdeu quase seguramente o balneário."

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