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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Desporto, previsões e esperanças

"Há homens notáveis que se enganam em relação às previsões que fazem mas... como, seres humanos, erramos!

Camões, foi de facto um génio, tão grande, que levou alguns filólogos, a admitir que não teria sido possível uma só pessoa a escrever aquela “obra” já que tal implicava uma capacidade intelectual, e “artística”, dez vezes superior ao Nobel Saramago, o tal sem pontuação!
Já o mesmo disseram, anos mais tarde, de Júlio Verne, tal a premonição espantosa de coisas que vieram, de facto a acontecer, mas aqui com uma grande diferença: Camões foi um péssimo “futurologista”, já que disse, em 1580, ano da sua morte, que “morria com a Pátria”, mas ... enganou-se por que “Ela”, se é que morreu(?), ressuscitou em 1640, ano em que recuperámos a nossa independência, que esteve, sessenta anos, “congelada”. Obrigado Catalunha!
Isto para dizer que há homens notáveis que se enganam em relação às previsões que fazem, mas ..., como seres humanos, erramos! Mais a mais, não sendo notáveis...
É de facto difícil “projectar” o futuro quando temos que confiar tal tarefa, a algumas pessoas, com pouca capacidade intelectual, moral e cívica, como governantes, ou seja, quando são eles a decidir e a projectar o nosso futuro e a dispor do nosso dinheiro, através dos impostos.
Como dizia Max Cunha, no século passado, “é preciso ter muita categoria para ser dirigido por pessoas com pouca ou nenhuma categoria”.
Por isso, e daqui, ser difícil perceber o que vai acontecer no futuro, mas podemos dizer como gostaríamos que ele fosse, ou seja, que a educação fosse, de facto, a prioridade do Governo, como aliás foi anunciado, porque é o futuro do País que está em causa.
Gostávamos que fosse possível ouvir a opinião das pessoas mais avisadas, da nossa sociedade, em questões ligadas à educação através do movimento, a que muitos, por ignorância, chamam desporto. 
Não se trata de as convidar para os “tachos”, porque esses obviamente são para a “clientela” dos partidos, que salvo raras excepções, ainda sabem pouco e por isso, precisam da opinião daqueles que já têm cabelos brancos, ou seja, maturidade e experiência, para fundamentar as medidas necessárias a implementar, sem as quais o que haverá é involução ao invés da evolução necessária ao progresso.
É essa cultura que ainda não chegou ao Ministério da Educação e não só, que traduz uma certa forma anti-social e até pouco democrática, porque pouco partilhada com todos, que esperamos que mude em 2018, porque de facto o “projecto” da educação tem que ser extensivo a todos os cidadãos, interessar a todos e exigir a participação de todos, sem excepção, para ser nacional. Daí não percebermos muito bem qual a razão da não-existência de um “Conselho da Educação Nacional”, mas sim de um outro chamado de “Conselho Nacional da Educação”, o que não é o mesmo já que neste último só o Conselho é nacional, a Educação poderá ser ou não!...
Por último dizer, mais uma vez, e as que forem precisas, que falta ao Ministério da Educação uma postura de humildade democrática, que é apanágio daqueles que já sabendo muito, sabem que nada sabem, pois a sabedoria significa abertura de espírito permanente para aprender com os outros, para os ouvir, para interpretar as suas opiniões e propostas, para de mãos dadas poderem operar a grande revolução que é necessária na Educação das gerações futuras, porque a presente aprendeu com pessoas do século XX, que por sua vez tiveram professores nascidos no século XIX, ou seja, tudo voltado para o passado, quando nós, hoje, temos que preparar as novas gerações para a “Revolução Permanente”, e sermos capazes de entrosar o ensino com a rua, com a fábrica, com o hospital, com o quartel dos bombeiros, com as forças de segurança, com o trabalho simultâneo, com o estudo, com o desporto, como acto cultural, com a música, com o serviço militar, como acto cívico, obrigatório, para os dois géneros, enfim, para fazermos do ensino e da escola a “Nova Igreja”, que tem por missão criar e espalhar cultura, formação, informação, emprego e felicidade! É com esse mistério da Educação com que sonhamos para 2018.
Bom ano!"

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