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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2018 foi o ano de Bruno de Carvalho

"A forma de governação dos clubes, enquanto a privatização não chega, deve ser revista, na certeza de que o modelo actual está esgotado

No exercício de identificar a personalidade do ano sigo o critério da Time que privilegia, sem mais, o impacto que cada candidato teve ao longo dos 12 meses. Por isso, indivíduos como Hitler, Estaline, Kohmeiny ou Trump tiveram honras de eleição, sem que isso derivasse das melhores razões. Por cá, no que respeita ao desporto, torna-se evidente que Bruno de Carvalho arrasou a concorrência. Em Fevereiro pedia meças ao Leonardo de Caprio «I'm the king of the world»; seguiu-se a derrota em Madrid, um post surrealista e de repente o brunismo começou a ruir qual castelo de cartas, de mal a pior, das cenas tragicómicas após o jogo com o Paços de Ferreira, à verdadeira tragédia de Alcochete. Não tenho memória de ver um descalabro tão de ver um descalabro tão à velocidade da luz, de assistir a um desatino tão alucinado que, finalmente, conheceu fim na AG da Altice Arena, quando a maioria silenciosa de Alvalade abandonou o torpor, acordou do canto da sereia que lhe prometia grandeza e devolveu o Sporting ao trilho certo.
Para o País, o brunismo foi uma lição importante, que serviu de vacina contra males semelhantes, de génese populista, que podiam afectar outras áreas, à imagem do que aconteceu e acontece no estrangeiro. Por tudo isto, o ano de 2018 teve em Bruno de Carvalho o protagonista maior, pela marca indelével que deixou, pelas piores razões, na sociedade portuguesa.
Mas falar de 2018 sem abordar o cerco montado ao Benfica, que teve o auge na acusação do Ministério Público à SAD no caso e-toupeira, seria como ir a Roma e não ver o Papa. Os últimos dias, com a não pronúncia da SAD, foram de alívio para a nação benfiquista. Mas, quer como acusador, no caso do roubo e divulgação dos emails (uma prática que continua ininterrupta!!!), quer jogando à defesa em vários processos que seguem o seu curso, o Benfica terá caminhos cruzados com a justiça em 2019, sem esquecer o julgamento de Paulo Gonçalves, que não deixará de afectar a imagem do clube.
Uma palavra final para a violência, presente este ano em Alcochete e no ataque ao autocarro da casa do Benfica de Barcelos, como no ano de 2017 tinha feita aparição pública na batalha entre hooligans de Benfica e Sporting, que culminou com a morte de um adepto italiano. Faço votos que 2019 traga uma nova lei contra a violência no desporto e que o mínimo que dela se diga seja dura lex sed lex.

(...)
Ás
Cristiano Ronaldo
Trocou Madrid por Turim e pelo caminho não perdeu a vela goleadora. Até ver, embora seja verdade que nenhum jogador é maior do que qualquer clube, tem feito mais falta Cristiano Ronaldo ao Real Madrid do que o Real Madrid a Cristiano Ronaldo. Com o temporal Mayorga a estabilizar, já é capocannoniere na Série A. Brutal.

Duque
Justiça FPF
Itália acabou de mostrar, pela celeridade com que decidiu o caso dos insultos racistas a Koulibaly, como é anacrónico e antiquado o método seguido em Portugal, que atira as decisões para as calendas e não revela a agilidade processual requerida pela natureza própria da justiça desportiva. E não há ninguém interessado em mudar tudo isto?

Desculpe, importa-se de repetir?
«Estou convencido de que se houvesse necessidade de vencer teríamos uma abordagem diferente, os jogadores jogariam diferente...»
Rui Vitória, treinador do Benfica
A frase foi proferida após o sofrido empate frente ao D. Aves, que qualificou o Benfica para a final four da Taça da Liga. O primeiro impulso é dizer que Vitória conhece mal o Benfica. Mas como estamos perante um treinador que, em 114 anos de história, está no top 5 de permanência do clube, esse argumento não colhe. Então o que será? Um lapsus linguae? Muito infeliz!

Old Firm, muito mais que um jogo de futebol
Defrontaram-se desde 1888, já jogaram 578 duelos, uns têm raízes católicas, de emigrantes irlandeses, os outros são protestantes. A este acto de fé dá-se o nome de Old Firm e no último sábado o Rangers (com o português Candeias no onze) venceu o Celtic (1-0), algo que não acontecia desde 2012. Histórico.

O meu momento de 2018
O ano a que hoje dizermos adeus foi rico em acontecimentos desportivos relevantes, da vitória da França no Mundial da Rússia à conquista do título nacional pelo FC Porto, que colocou travão no sonhado penta benfiquista, passando ainda pela qualificação de Portugal para a 'final four' da Liga das Nações e a transferência de Cristiano Ronaldo do Real Madrid para a Juventus. Mas gostava de identificar o momento mais épico de todos, a meu ver, que teve lugar nos Estados Unidos, quando Tiger Woods, ao fim de cinco anos de calvário, regressou aos triunfos PGA, no Tour Championship, disputado no East Lake Golf Club, em Atalanta. Foi um daqueles momentos que nos remeteu para a essência do desporto, milhares de pessoas a vibrarem de forma espontânea e incontida perante o regresso ganhador de um dos gigantes da história do desporto mundial. Inesquecível. Quem não viu, que veja, basta ir ao YouTube. Imperdível!"

José Manuel Delgado, in A Bola

1 comentário:

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