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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Frente ao Estoril, Pavlidis foi sinónimo de fiabilidade grega para o Benfica


"Em poucas oportunidades, o goleador do Benfica marcou três vezes na vitória dos encarnados frente ao Estoril (3-1), que coloca a equipa de José Mourinho a apenas 3 pontos do Sporting no fim da 1.ª volta. Sidny Lopes Cabral estreou-se com assistência

Tempos houve, quando o termo “dívidas soberanas” entrou no nosso vocabulário, em que era difícil falar de fiabilidade grega. Um tremendo engano quando o assunto é futebol e o Euro 2004 deveria lembrar-nos disso a cada dia. E se não forem os nomes de Charisteas e Zagorakis a fazê-lo, que seja Pavlidis.
No jogo que fechou as contas do Benfica na 1.ª volta do campeonato, o helénico voltou a ser o garante de consistência e solidez para os encarnados. Marcou três golos, com eficácia que antes só reconheceríamos a economias germânicas, e foi decisivo para uma vitória frente ao Estoril também ela económica por parte do Benfica, apesar do 3-1 final.
Não descurando a fama que vem forjando com Ian Cathro - mesmo que os pontos pareçam magros face às belas geometrias desenhadas em campo -, o Estoril chegou à Luz sem medos ou teorizações sobre o pontinho. Querendo ser proprietário da bola, foi criando as primeiras oportunidades claras do jogo, a primeira ainda nem 120 segundos havia no relógio, com Begraoui a rematar já no coração da área. Trubin, face a um tiro algo enrolado, mas em direção à baliza, respondeu atento.
Chegar à baliza parecia um exercício firme e simples para o Estoril, com um futebol feito de maneiras pouco dadas a imensos floreados, fora as por vezes exageradas tentativas individuais de Guitane - ainda assim a fantasia naqueles pés é um gosto de ver. Colocando-se não poucas vezes com muitos homens a cavalgar em direção à baliza, o Estoril voltou a criar calafrios antes da meia-hora, duas oportunidades perdidas por Alejandro Marqués, primeiro impedido por Dahl, e logo a seguir ganhando a Sudakov, adormecido na saída de bola. Não fosse a mancha de Trubin e o calafrio passaria mesmo a balde de água fria na Luz.
Talvez esse susto tenha sido o suficiente para os encarnados, que a partir daí foram crescendo, levados ao colo pela ousadia de Prestianni, em dia de menor tino de Sudakov. Foram do argentino os primeiros remates que abeiraram o perigo por parte do Benfica, o Estoril ia prensado e cortando o possível, mas fê-lo Marqués com o braço num voo desatinado na sua área, levando Pavlidis para a marca dos 11 metros.
O grego, fiável, lá está, daquele ponto, não falharia, brilhando ainda mais já nos descontos quando, após combinação pela esquerda do Benfica, ganhou na marra a Bacher e finalizou com impressionante classe, picando a bola na passada sobre Robles.
Cenário perfeito para o Benfica: tinha evitado sofrer no melhor momento do adversário e marcava nos timings certos, nas poucas oportunidades flagrantes criadas. Não contaria José Mourinho com a resposta imediata do Estoril, como que abanado pelo infortúnio, irado certamente com as hipóteses desaproveitadas. Ainda antes do intervalo, Guitane ganhou a Sudakov na direita, cruzou, Begraoui criou a ilusão numa bela simulação e João Carvalho rematou bem colocado para a baliza do Benfica.
Abria-se o jogo, não se pode dizer que inesperadamente porque o Estoril já tinha dito, no início da contenda, ao que vinha. O jogo estava bom, competitivo. Não ter receio de anfiteatros mais poderosos tende a criar espectáculos bem decentes e a I Liga bem que precisa deles.
Na 2.ª parte, contudo, amainou o entusiasmo de duas equipas que se tornaram menos capazes de ligar jogo. O Benfica demorou a entrar, o Estoril não beneficiou do aparente adormecimento do adversário e só a entrada de Sidny Lopes Cabral, para os últimos 15 minutos, pareceu trazer alguma energia ao jogo encarnado. Primeiro a surgir na área e depois na ala esquerda, o reforço de inverno abanou a apatia instalada e foi dele que saiu o cruzamento para Pavlidis fazer o hat-trick aos 80’.
O triunfo vale por si, mas também pelo que aí vem: com o Sporting a tropeçar em Barcelos, são apenas 3 os pontos que separam leões e o Benfica. A 2.ª volta arrancará com dentes arreganhados de parte a parte. Até lá, até pode haver um duelo na Taça da Liga."

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