"Há dias foi notícia que um
adepto do Benfica tinha viajado
6 horas de carro para ver a
nossa equipa B em Newcastle.
No mesmo dia, um jovem percorreu sozinho 4 horas de comboio só para assistir ao jogo do
voleibol feminino em Lódz, na
Polónia.
São exemplos tocantes de benfiquismo, de paixão clubista, de
amor incondicional ao Clube.
De benfiquistas que vivem fora
de Portugal, para quem o Benfica é um importante elo de
referência e de união ao país.
Para quem ver uma camisola
vermelha com uma águia ao
peito é motivo para todos os
sacrifícios pessoais e profissionais. Para quem, ganhando
mais ou menos jogos, ganhando mais ou menos títulos, o
Benfica vale sempre a pena
Em sentido oposto temos hoje,
predominantemente nas infames redes sociais, artistas do
anonimato e do teclado, cujo
“clubismo” se exerce através
da crítica destrutiva, do insulto
e mesmo do ódio. Para esses –
uma espécie de neo-benfiquismo tóxico – está sempre tudo
mal. Se o Benfica ganha a Taça
da Liga, a competição não interessa e é vergonhoso festejá-
-la. Se perde a Taça da Liga, é
vergonhoso porque tinha obrigação de a ganhar. Se se apura
para a fase seguinte da Champions, relativiza-se o mérito
por não se tratar de um troféu.
Mas se conquista a Supertaça,
é coisa menor que não conta
para o balanço da época. As
modalidades só relevam quando fracassam. E isto tende para
infinitos.
Não começou com a campanha
para as eleições de outubro,
mas infelizmente também não
acabou aí. Não sei se é comum
a outros clubes, pouco me interessa. É certamente resultado
de um caldo cultural que se
estende a diferentes domínios
da sociedade – que caminha,
toda ela, para um precipício.
Neste contexto, é reconfortante
assinalarmos situações como
as mencionadas acima. Afinal,
como dizia o poeta, “há sempre
alguém que resiste”."
Luís Fialho, in O Benfica

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