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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Farioli e Rui Borges mudaram e ganharam


"Italiano acertou ao voltar a juntar Kiwior e Bednarek no centro da defesa; técnico leonino também foi feliz ao recuperar Morita para o onze, o que permite libertar o melhor Hjulmand.

O clássico deu empate e o maior beneficiado acabou por ser o Benfica, que reentrou na corrida pelo título. Podem, agora, dragões e leões lamentarem-se do 1-1 final, mas, sejamos justos, o resultado que mais se justificava era mesmo a igualdade.
Se FC Porto e Sporting ganharam um ponto ou perderam dois só lá para maio saberemos. Para mim, e colocando-me na posição dos treinadores, considero que ganharam.
O último clássico fez-me recordar o anterior disputado no Dragão. O posicionamento das equipas era idêntico, com o líder com quatro pontos de vantagem e, dizia-se, com a possibilidade de em caso de vitória afastar o rival das contas do título. Então, como agora, o receio de perder foi superior à ambição de ganhar.
FC Porto e Benfica terminaram empatados (0-0) e, verificou-se depois, o resultado acabou por ser positivo para ambos. Afinal, os azuis e brancos continuam destacados na liderança e as águias ainda estão na discussão do título, apesar de desde essa 8.ª jornada da Liga terem somado mais quatro empates — Casa Pia, Sporting, SC Braga e Tondela.
O clássico de segunda-feira não foi espetacular, mas acabou por ser rico em termos táticos. Francesco Farioli e Rui Borges surpreenderam no capítulo estratégico e acertaram. O italiano do FC Porto prescindiu do experientíssimo Thiago Silva e recuperou para o centro da defesa a dupla de ferro polaca. Kiwior é o melhor central dos dragões e, apesar de compreender a opção de desviá-lo para lateral-esquerdo, de forma a encaixar no onze os melhores jogadores, a equipa fica bem mais organizada com o ex-Arsenal ao lado de Bednarek, que, não por coincidência, também cresce ao lado do compatriota.
É o chamado jogo de duplas. Nem sempre os dois melhores jogadores fazem a melhor dupla. A melhor dupla sai da melhor articulação das características de dois jogadores e, neste caso, até o tempo joga a favor da dupla Kiwior-Bednarek, que, como sabemos, já vem da seleção da Polónia. Veremos se Farioli resiste ao estatuto — e, a bem da verdade, também à classe — de Thiago Silva e mantém a dupla de ferro do eixo. Para já, com Kiwior lesionado, problema resolvido.
Também Rui Borges se socorreu de uma velha dupla para o clássico do Dragão, recuperando Morita para o onze, juntando-o a Hjulmand. O japonês, que está de saída de Alvalade, em final de contrato, continua a ser um médio de grande qualidade. O parceiro perfeito para o dinamarquês, no tal jogo de duplas. Sou apreciador das qualidades de João Simões, mas Morita dá à equipa um toque extra, dá-lhe outra clarividência, com e sem bola, e liberta o melhor… Hjulmand. Talvez esteja aqui a explicação para o apagamento recente do dinamarquês.
Por falar em duplas, também estou curioso para perceber qual a preferida de José Mourinho para o meio-campo mais recuado do Benfica. Privado dos dois jogadores mais utilizados na posição, Richard Ríos e Barrenechea, devido a lesão, o treinador encontrou em Aursnes e Leandro Barreiro uma excelente combinação, como se viu nos jogos mais recentes. Como diz o povo, não há fome que não dê em fartura e dentro em breve, com as recuperações do colombiano e do argentino, serão inúmeras as opções à disposição de Mourinho.
E então o problema será encaixar em dois lugares Aursnes, Barreiro, Ríos e Barrenechea, para já não chamar à equação Manu Silva, ou, se preferirem, nas cinco posições atrás de Pavlidis todos aqueles médios e ainda Rafa, Sudakov, Lukebakio, Prestianni, Schjelderup e Bruma..."

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