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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Um plano quase perfeito

"A estratégia foi muito bem interpretada e os golos alemães surgiram em decisões individuais

Muito inteligente
1. O Benfica, na minha opinião, foi perfeito na forma como conseguiu anular e condicionar os alemães, com toda a equipa muito comprometida, jogando com um bloco mais baixo e de trás para a frente, com Vinícius sempre como primeira referência em termos ofensivos. Um jogo muito inteligente, com o onze de Bruno Lage a demonstrar sempre preocuparão em estar equilibrado, até ao período em que surge o penálti e depois o segundo golo do Leipzig, que acaba por ser algo ingrato para aquilo que o Benfica fez, malgrado, num determinado período da segunda parte ter defendido com muitos jogadores na zona da entrada da área. Mas, no computo geral, o Benfica esteve muito bem na forma como abordou o jogo, com os jogadores a interpretarem quase na perfeição o plano elaborado por Bruno Lage para esta partida.

Primeiro bloco de cinco
2. O Leipzig apresentou-se no seu habitual esquema de 3x5x2, com o qual o Benfica não está muito habituado a lidar, uma vez que, em termos nacionais, são poucas as equipas que jogam neste sistema táctico. Porém, a estratégia de Bruno Lage de colocar uma primeira linha de bloco com cinco jogadores - Cervi, Chiquinho, Gabriel, Taarabt e Pizzi - conseguiu cortar as acções do Leipzig. A estratégia foi muito bem interpretada e os golos alemães acabam por surgir em tomadas de decisão individuais, com Rúben Dias a estar os dois lances - primeiro no penálti, num deslize que decorre de movimentos de arrastamento por parte dos avançados contrários, e depois pela falta de cobertura da zona onde normalmente entra um médio após cruzamento.

Lage e as substituições
3. Os alemães, por norma, são muito intensos, mas sentiram muitas dificuldades em desmontar o Benfica. Agora, depois do jogo ter terminado com este resultado (2-2), é fácil dizer que Bruno Lage poderia ter mexido na equipa mais cedo e ter colocado em campo, por exemplo, Florentino no meio-campo, mas nenhum treinador vai fazer substituições no pressuposto de que pode sofrer dois golos nos últimos minutos.

Destaques individuais
4. Em termos de destaques individuais palavras para Vlachodimos, Pizzi e Carlos Vinícius. O guarda-redes fez diversas intervenções de qualidade a negar golos alemães, enquanto o internacional português, além do golo, esteve sempre esclarecido e saiu com critério para o ataque. Quanto ao brasileiro, teve trabalho específico para ser ele a referência de saída para o ataque e ainda anotou um golo. Em suma, um plano que se não foi perfeito porque o jogo terminou, injustamente, empatado."

Domingos Paciência, in A Bola

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