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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Tempestade Varandas e Depressão Villas-Boas


"«O nosso tricampeonato, se acontecer, é um terramoto para o futebol português. Assusta muita gente», vociferou Frederico Varandas, em setembro do ano passado.
«Compreendo a esquizofrenia. Entendo a excitação de alguns meios de comunicação social, claramente alinhados de verde. Não podemos deixar de registrar a onda verde propagada pelos meios de Comunicação Social», esbravejou André Villas-Boas, no arranque de fevereiro.
Tenho particular apreço pelos presidentes de Sporting e FC Porto, mas isso não significa abraçar e aceitar calado os seus (desconexos) discursos repetitivos, que, no fundo, acabam por anular um ao outro.
Assim como no nosso cotidiano, a verdade também costuma ser bastante chata no futebol. Sem graça. Sem sal. Mais vale criar - e alimentar - os próprios fantasmas. Acreditar fielmente nas mais diversas teorias conspiratórias.
Em Portugal, não é preciso apenas vencer o Benfica, o FC Porto e/ou o Sporting para ser campeão. É fundamental a construção frequente - e frenética - de adversários imaginários. Os bons e velhos inimigos ocultos.
Ora é a arbitragem, ora é a Liga ou a FPF. Ora é o calendário, ora são as lesões. Ora são os jornalistas, ora são os comentadores. Logo mais, vai ser a Tempestade Kristin ou a Depressão Leonardo. Um pouco de tudo, e tudo misturado.
O irritante «contra tudo e contra todos» está impregnado na essência do futebol português. Não há mérito e trabalho, há privilégios e benefícios. Não há demérito, há perseguição e culpados alheios."

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