"UMA DERROTA ANUNCIADA VIROU
uma das maiores vergonhas do futebol português neste século
1. Quem não se lembra do processo que levou os adeptos do Porto a invadirem o relvado do António Coimbra da Mota e, com isso, ao adiamento da segunda parte?
2. Quem não se lembra que o jogo foi retomado mais de trinta dias depois e, com isso, ao maior intervalo da história do futebol mundial?
3. Quem não se lembra que nesse intervalo de mais de trinta dias o Porto liquidou ao Estoril mais de 700 mil euros de uma "dívida" que curiosamente não estava registada nos relatórios e contas de uma e outra SAD?
4. Quem não se lembra que o relatório do LNEC, poucos dias depois, informava que a "bancada do Estoril nunca esteve em perigo" e sublinhava que "não foram detetadas evidências de comportamento estrutural anómalo" na estrutura do topo norte do António Coimbra da Mota? E que a bancada foi dada como apta pela Liga poucos dias depois?
5. Quem não se lembra que o Porto tinha levado um banho de bola na primeira parte, perdia por um-zero, e retomada a partida, mais de trinta dias depois, remontou-a para três-um com um golo em claro fora de jogo e o comportamento dos jogadores do Estoril tão estranho que levou o treinador Ivo Vieira a dizer na flash interview que "quase que dava dó ver o Estoril em campo" e que "estes atletas também têm de repensar o compromisso que é representar uma instituição como esta"?
6. Todas estas lembranças me vieram inevitavelmente à memória ao passar hoje perto do António Coimbra da Mota e verificar que aquela bancada está lá intacta, firme, sem rachas, depois de ter sido sujeita nestes dias a todas as duras provas que (infelizmente) derrubaram tantas e tantas outras estruturas por esse país fora.
7. Ah, é para lembrar que todas aquelas atrocidades do Estoril-Porto tiveram lugar em 2017-18, a época em que o Porto foi campeão e, com isso, impediu o Benfica de fazer o penta."

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