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terça-feira, 25 de março de 2025

O Desporto e as eleições de 18 de maio


"Nas legislativas anteriores foi preciso andar de lupa à procura de menções ao Desporto nos programas eleitorais de muitos partidos que queriam (e conseguiram) assento parlamentar...

Se da repetição nasce a perfeição, não tarda muito e estaremos ao mais alto nível no que toca a colocar o boletim dentro da urna, uma vez que, depois do que já fizemos num passado recente, temos pela frente pelo menos mais umas eleições Legislativas, outras Autárquicas, e ainda umas Presidenciais que, muito provavelmente, terão segunda volta. É a Democracia a funcionar e, citando Churchill - «muitas formas de Governo foram tentadas e serão tentadas neste mundo de pecado e desgraça. Ninguém finge que a Democracia é perfeita ou omnisciente. Na verdade, tem sido dito que a Democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras formas que foram tentadas de tempos a tempos...» - encontramos uma verdade que nenhum populismo pode contraditar.
Serve este introito para colocar o foco sobre as eleições legislativas de 18 de maio, provocadas pelo chumbo que o Governo recebeu de uma moção de confiança que apresentou ao Parlamento. Será que, desta feita, os partidos vão dedicar algum tempo e espaço a discutir a questão do Desporto, ou, além de debaterem outras matérias sem dúvidas importantes para a vida de todos nós, como a Economia, a Saúde, a Educação, a Justiça, a Habitação, os Negócios Estrangeiros - perante a tresloucada situação com que a comunidade internacional se depara -, ou o Ambiente, vão usar o espaço público para se perderem em acusações e contra-acusações, tricas e conversas de porteira (sem ofensa para uma classe em vias de extinção), na expetativa de, baixando o nível, fazerem subir, com ‘soundbytes’ demagógicos, a respetiva votação?
Relativamente ao Desporto, há, nestas eleições, muito em jogo, mais até que em atos eleitorais precedentes: o Governo, depois de ter aumentado a dotação para o setor, no Orçamento de Estado, em cerca de oito por cento, atribuiu uma verba de 65 milhões de euros, para o período 2025/28, a ser utilizada pelo Comité Olímpico de Portugal (50 milhões) e pelo Comité Paralímpico (15 milhões), assumindo que via o Desporto – que é transversal na sociedade, passando pela Saúde, a Educação, e a Justiça, pelo menos - não como uma despesa mas como um investimento. A pergunta a que todos os partidos devem responder, neste âmbito, é se pretendem honrar o que foi protocolado entre o Governo cessante e os movimentos olímpico e paralímpico, ou se têm ideias diferentes. E se, sim ou não, olham para o Desporto como uma despesa ou um investimento. Se disserem que o vêm como um investimento, há que perguntar-lhes como pretendem traduzir, em factos concretos, ou seja através da disponibilização de meios financeiros, esse compromisso.
O que não deve suceder é aquilo que se viu nas eleições legislativas anteriores, quando foi preciso andar com uma lupa a vasculhar alguns dos programas eleitorais, para encontrar uma menção que fosse ao Desporto.
Faltam 55 dias para irmos a votos, e este é um tema a que, conhecidos os programas, certamente voltaremos, não deixando de questionar os partidos sobre as matérias acima mencionadas..."

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