Últimas indefectivações

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Adeus, Mundial

"Já fomos. E não vos vou mentir, estava à espera de que chegássemos mais longe.

Gosto muito desta altura do Mundial e este foi o primeiro – na minha existência – em que havia realmente alguma esperança de que pudéssemos ganhar. Claro que esta esperança vem muito do facto de termos tão presente na nossa mente que somos campeões da Europa, assim como do facto de termos tão ausente da nossa mente que fomos campeões da Europa sem jogar nada de jeito.
O pior é que nem foi o caso de ontem. Jogámos bem, corremos, lutámos e o Ronaldo e o Quaresma estiveram muito perto de desfazer a cara do árbitro à base de cabeçada, mas nada disso chegou para ganhar ao Uruguai que resolveu ser o Tondela a jogar na Luz. Defendeu com aproximadamente 576 jogadores e depois atacou (2 vezes) com a eficácia de quem engravida quando perde a virgindade.
Os golos do Cavani foram incríveis, verdade. Aquele senhor de cabelo de taxista dos anos 80 é uma maravilha a mandar a bola lá para o fundo das redes (expressão muito usada na gíria futebolística, como se de uma poesia se tratasse), mas temos de falar de Luis Suarez. Será que é realmente necessário ser tão palhaço? Aqueles truques de dar cambalhotas sozinho para o chão, aprendeu no Chapitô? Será que faz falta estar constantemente a fazer teatrinhos tão maus que nem num casting dos Morangos com Açúcar passava? Cada vez que alguém passa a menos de um metro dele e provoca uma brisa que o roce, lá vai o rapaz dar três mortais para trás e cair a rebolar no chão enquanto chora que nem uma carpideira antiga. Chega a ser embaraçoso de ver. O Uruguai devia ser desqualificado só por jogar aquela vergonha ambulante de chuteiras calçadas.
Enfim, é só bola, está tudo bem, claro. Mas gostava de que tivéssemos ganho. Aliás, eu gostava tanto de que tivéssemos passado que até estava disponível para aceitar um acordo do género: Portugal campeão do mundo, na condição de eu ter de ouvir o António Tadeia a comentar todos os jogos de futebol que eu visse no resto da vida. E atenção que eu sofro mesmo muito cada vez que oiço o Pedro Chagas Freitas do futebol a falar.
Daqui a quatro anos há mais."

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