Últimas indefectivações

domingo, 19 de junho de 2016

Renato não ficará no banco para sempre

"Há 13 anos, velho camarada de armas revoltou-se com a sedução que José Mourinho provocava entre adeptos e jornalistas. Onde uns viam genialidade, inovação e história ele valorizava fanfarronice, narcisismo e sorte. Um dia, no fim de Abril de 2003, em desespero de causa levou a divergência ao extremo, assumindo por fim a pergunta com a qual pretendia alicerçar a razão e ganhar a conversa: "Mas o que venceu ele até agora?" A resposta ("nada") era-lhe favorável mas a efemeridade da vitória derrotou-o: em poucas semanas, o FC Porto ganhou o campeonato, a Taça UEFA e a Taça de Portugal, preparando caminho para, na época seguinte, voltar a ser campeão e conquistar a Champions.
Renato Sanches tem um motor oleado de orgulho, entusiasmo e paixão que não se coaduna com os regimes opressores da liberdade que tanto preza. Na Selecção melhora a equipa sempre que entra, no Benfica juntou os cacos de uma equipa a desfazer-se e fez dela campeã. Os seus limites, aos 18 anos, antes de ingressar no colosso mundial que é o Bayern Munique, foram definidos por César Luis Menotti: "O parâmetro mais importante no futebol não é a dinâmica mas o conhecimento do jogo." Essa é, para já, a sua maior dificuldade. O tempo corre a favor da sua construção como extraordinário futebolista. RS tem a velocidade dos deuses (a mental) só que ainda não a administra com precisão. Lá chegará. Entretanto, a luta continua. Se antes do Euro a maioria não lhe concedia sequer lugar nos 23, agora sobram as vozes que reclamam lugar no onze. Ontem, nem do banco saiu. Não vai ficar lá para sempre."

Alquimia: como transformar 1-1 em 0-2 ?!!!

Corruptos 4 - 2 Benfica

Mais um título roubado, os Corruptos dificilmente ganham de outra forma, é a sua sina!!!
O Benfica Campeão Europeu e Campeão Nacional, hoje, nunca ganharia! Pinto & Peixoto & Guilherme um 'trio' muito difícil de derrotar!

Eu fui muito crítico da forma como o Benfica 'abdicou' dos últimos jogos, após o fim-de-semana dos títulos!!! Mas hoje, voltámos a estar muito concentrados... Entrámos um pouco apáticos ofensivamente, mas com a entrada do Nicolia, estivemos sempre por cima do jogo... E se é verdade que voltámos a estar mal nas bolas paradas, com outros apitadeiros, teríamos ganho a Taça de Portugal.
O momento decisivo, é um penalty a favor do Benfica, que daria o 1-1, e acabou com 0-2 contra, com 2 exclusões pelo meio... Tudo isto, com um critério inacreditável nos contactos, então dentro da área dos Corruptos parecia um tapete de luta grego-romana... se calhar temos que abrir uma secção de luta livre!!!
A 2.ª parte chegou a ser massacrante, com os Corruptos a defenderem e às vezes até a abdicarem de atacar... quando já ninguém esperava o Miguel Rocha, reduziu para um golo a desvantagem... logo a seguir novo LD contra o Benfica... no fim um dos maiores porcos do desporto em Portugal agride um adversário impunemente (que surpresa?) - quando me perguntam como é que eu não ligo às Selecções Nacionais, Jorge Silva é um dos melhores exemplos, sou incapaz de torcer por uma equipa com este animal no plantel...!!!

Começamos e acabámos mal a época do Hóquei, pelo meio ganhámos tudo: Campeões Europeus e Nacionais!!! A saída do Torra é um problema grande, não existem muitas alternativas no mercado... as lesões do João e do Nicolia durante a época, com um plantel mais curto tinha sido problemático... Vamos esperar para saber qual será a escolha da secção!

PS: Com um fim da época das modalidades de Pavilhão, é tempo de balanços. Comparando com a época anterior, esta época correu muito mal... Fomos a todas as Finais, em todas as 5 modalidades, mas ganhámos poucas... Mesmo assim, ganhámos mais (11) que os Corruptos e os Lagartos juntos (8)!!! Mas temos que ganhar mais...
Algo que não será fácil, os orçamentos dos Lagartos estão completamente descontrolados: Futsal, Andebol e Hóquei... o grau de dificuldade vai aumentar, mantendo as contas controladas, temos que ser melhores!!!
Uma nota final para o Andebol, que foi a grande surpresa, é verdade que só vencemos a Taça (mais duas finais perdidas), mas as expectativas eram muito baixas... O plantel para a próxima está fechado, vamos que a adaptação do Terzic....

Poder aos Porcos !

Benfica 1 - 2 Sporting

Como eu já tinha escrito, para o Benfica ser Campeão, era preciso um alinhamento estelar pouco provável!!!
Tal como acontece noutras modalidades, só um Benfica muito superior, poderá ganhar... arrisco que no Futsal, tem que ser mesmo muito, mas mesmo muito superior, tal são os condicionamentos... E este ano, o plantel do Benfica era mais fraco, ainda por cima com 2 lesões nestes últimos jogos...

Mesmo assim, com um melhor aproveitamento do 5x4 ofensivo, e a história deste campeonato seria diferente!

Fiquei hoje a saber a suposta justificação para o castigo do Bruno Coelho no jogo 3!!! A capacidade criativa do CD da FPF é realmente extraordinária, um verdadeiro ninho de criativos!!! Pois bem, partindo do princípio que todos os jogadores que se dirigem de forma imprópria para os adeptos adversários merecem ser castigados, ficamos à espera dos castigos para metade da equipa do Sporting, com o Marcão à cabeça!!!
Tudo isto até poderia ter graça, mas sabendo da forma como as equipas são recebidas nos bancos em Odivelas (perguntem ao Braga...), tudo isto não passa de mais uma tragédia bacoca!!!
A forma como os acontecimentos gravíssimos da Final do ano passado foram varridos para baixo do tapete, a forma como todas as equipas de arbitragem têm medo do banco Lagarto (confirmado em 1.ª mão...), a forma como os truques regulamentares são arma constante por parte da Lagartada... deixa-me muito preocupado pelo futuro da modalidade... é caso para dizer, os Porcos estão claramente no Poder!!!

Com o super-investimento do Clube insolvente, o Benfica só tem que reforçar-se com critério mas dentro do orçamento!

Emboscadas no Euro-2016

"Para além do interesse em ver bons jogos de futebol, o Euro 2016 agrega em seu torno o interesse de marcas que procuram chegar ao seu público-alvo.
Os patrocinadores oficiais quer das selecções quer da UEFA - e em concreto do Euro 2016 - detêm uma posição privilegiada na promoção dos seus serviços e produtos, dado que lhes são atribuídos direitos exclusivos, nomeadamente quanto à sua aparição em acções de publicidade, merchandising, transmissões televisivas e todo o tipo de comunicação comercial associada ao evento.
Não obstante, as marcas que ficam de fora procuram formas criativas de aparecer nas acções promocionais e comunicacionais. É neste contexto que surge o marketing de emboscada ou ambush marketing, uma estratégia que consiste em invadir um evento com acções de marketing ou publicidade visando obter indevidamente a mesma visibilidade dada aos patrocinadores. Existem inúmeros exemplos de actos deste género ligados a competições desportivas.
A UEFA está atenta a este tipo de acções e em comunicado sobre Public Screening Licence Terms and Conditions do Euro 2016 afirma, no ponto 3.1, que tem um programa de combate activo ao marketing de emboscada. Em Portugal, o Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial emitiu um comunicado no passado dia 8 de Junho no qual apela ao respeito pelos direitos que são atribuídos em exclusivo aos patrocinadores da Selecção Nacional e da UEFA sobre a marca e o evento Euro 2016. 
Veremos se até ao final do Euro ocorrerá alguma  acção de ambaush marketing e quais as consequências daí decorrentes para os infractores."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Benfiquismo (CXXXIX)

Rei, humilde e com o coração no sítio certo...!!!

King, após a derrota na Meia-final no Mundial de 1966

sábado, 18 de junho de 2016

Triunvirato maravilha...!!!

Amanhã, mais uma Final para ganhar...!!!

Sporting 3 - 7 Benfica

Obrigação cumprida contra um adversário muito desfalcado! Recordo que 4 dos principais jogadores dos Lagartos, foram 'encostados' com um suposto processo disciplinar - uma estratégia para não lhes pagar os ordenados... -, já que não faziam parte dos planos para a próxima época!!! Maneiras de ser...!!!

Amanhã temos a Final com os Corruptos que estão a preparar este jogo, desde da eliminação da 'Champions'!!! Como já escrevi anteriormente, o Benfica após os títulos, descomprimiu completamente, demasiado na minha opinião... vamos ver se amanhã vamos ter capacidade para terminar a época em beleza!!!
A época com o título Europeu e o título máximo Nacional será sempre muito boa, mas terá outra sabor se a Taça também for nossa...!!!

Os jogos com os Corruptos este ano foram sempre complicados, apesar dos contextos diferentes! Eles já estão a jogar à 'Espanhola' com muita posse de bola, como o treinador quer... vai ser preciso alguma paciência, e muita concentração defensiva.

Kalaica


Depois de muitos rumores, Branimir Kalaica assinou, até 2022, vindo do Dinamo Zagreb em fim de contrato.
Jovem, Central, Croata, com alguma experiência... e fisicamente grande!
Parece-me que o Kalaica vai ser aposta no plantel principal, provavelmente o nosso 4.º Central... vamos ver quem sairá!!!

'Silly season' o ano inteiro

"Se Renato Sanches for hoje titular contra os austríacos haverá gente imediatamente disposta a rasgar em mil bocadinhos o Cartão de Cidadão numa manifestação de protesto contra sabe-se lá o quê embora se adivinhe. E é caso grave. A questão actual é que há muito tempo que a Selecção Nacional, a suposta 'equipa de todos nós', não se via tão tristemente rebaixada ao patamar doentio da clubite. A verdade é que nesse bafiento rés-do-chão das discussões entre Agosto e Maio - o período estipulado da época oficial - toda a parvoeira é consentida em prol da verdade desportiva de cada um e das necessidades comerciais de todos, o que também tem o seu peso.
Por isso mesmo, convencionou-se que a 'silly season' dura enquanto durar cada temporada e, na realidade. não houve 'season' mais espectacularmente 'silly' do que a de 2015/2016, como estarão certamente recordados - ao que, depois, se segue o chamado 'defeso' que é o tempo das merecidas férias do país futebolístico extenuado por 9 meses de gritaria. Mas este ano, não. Estamos para lá do meio de Junho, em pleno defeso. mas a 'silly season' não mete férias. E é esta a anunciada mudança do paradigma do futebol português: agora temos 'silly season' o ano inteiro.
Quanto a Renato Sanches, respondeu com categoria e em poucas palavras aos seus assanhados detractores. Reconheceu humildemente a sua "falta de experiência", lembrou que quem manda é o seleccionador e dispôs-se a aceitar com naturalidade qualquer decisão de Fernando Santos. Melhor só se tivesse dito o que disse já num alemão fluente. Mas nem dessa habilidade precisou para vincar a diferença."

Juvenis - 4.ª jornada - Fase Final

Braga 1 - 1 Benfica

T. Silva; Pinheiro (Santos), Álvaro, J. Silva, Frimpong (Félix); Florentino, Soares, Pinto; Umaro, Dju; Zé Gomes

Dois pontos perdidos, num jogo com bolas nos postes, golos anulados, golos mal sofridos a 3 minutos do fim e um penalty marcado e outro desperdiçado no último minuto!!!
Na próxima Quarta-feira recebemos o Sporting: vencendo somos Campeões; empatando temos que vencer a última partida no Olival; perdendo ficamos praticamente sem hipóteses...!!!

Benfica ....... 8
Sporting ...... 7
Corruptos .... 4
Braga ......... 2

Benfiquismo (CXXXVIII)

Aqui está um Rio Ave - Benfica, no início dos anos 80... num pelado com 3.º anel !!!

Para onde vais Portugal?

"Um empate tristonho frente a uma Islândia que já havia ameaçado pelo mesmo sítio e pelo mesmo jogador (Bjarnason) deixa a Selecção Nacional embaraçada. Renato Sanches entrou aos 70 minutos e foi a primeira aposta de Fernando Santos.

Saint-Étienne - Se alguém contava com uma vitória fácil de Portugal neste seu terceiro confronto contra a Islândia, equivalente ao que acontecera nos dois anteriores, apesar de ter sempre sofrido golos, não tardou a desenganar-se. Apostando numa união muito grande e num conjunto remetido por inteiro ao seu meio-campo na fase defensiva, Lars Lagerback, o experiente seleccionador sueco desta equipa que veio da ilha lá dos mares do norte, coube conter muita da criatividade dos portugueses que, com três homens (João Mário, Moutinho e André Gomes) na frente de Danilo, dava a corda toda ao duo de avançados composto por Cristiano Ronaldo e Nani.
Curiosamente, seria sobretudo em lances aéreos que Portugal criou complicações iniciais ao seu adversário pese embora o golo descongelador de Nani tenha surgido num movimento todo ele à superfície da relva e muito bem aproveitado pela excelente desmarcação de André Gomes.
Portugal entrou em campo conhecedor da vitória da Hungria sobre a Áustria no imperial confronto de Bordéus e consciente de que um triunfo sobre a Islândia iria esclarecer, desde já, muito as contas do apuramento. O entusiasmo lusitano foi bem expresso por Cristiano Ronaldo que entrou para o aquecimento em velocidade supersónica para se dirigir aos adeptos aplaudindo-os e incitando-os ao apoio. É preciso dizer que eles também não precisaram de muito incitamento já que se mostraram barulhentos como nunca. O estádio Geoffroy Guichard estava dividido a meio uma metade vermelha e outra azul (talvez a metade vermelha fosse um pouquinho maior). Os islandeses, que durante a tarde invadiram a cidade, espalhando-se pelas praças de Jean Jaurés e do Hotel de Ville, gritando a plenos pulmões «Áfram Island!» (Força Islândia!), não mostraram rouquidão de garganta o que fez que houvesse um equilíbrio notório no «Noisimeter», uma invenção diabólica que podemos rebaptizar de «Barulhómetro» e que servia para medir os decibéis debitados por cada uma das claques. Enfim, coisas de quem teima em não deixar que o Futebol seja algo de espontâneo e natural como devia sempre ser.
Deixemos o barulho. Passemos ao jogo que é, na verdade, o que provoca barulho.
Ninguém pode dizer que os avisos não foram dados. Foram e muito cedo, precisamente por Bjarnason que caiu nem ginjas no espaço que lhe era dado no lado direito da defesa lusitana. Não se impressionaram os nossos compatriotas, viriam a pagá-lo caro.
Renato Sanches - primeira aposta!
Portugal demorou a soltar-se. Lentidão excessiva nos lances ao centro do terreno só compensada pela movimentação contínua de João Mário e André Gomes, em trocas de flancos e em desmarcações para as costas dos laterais islandeses, com Ronaldo a descair também com naturalidade para as pontas, deixando Nani no centro da defesa contrária (o inverso também foi acontecendo), estiveram na base do desfazer de um bloco muito denso e na explicação do golo de Nani que parecia atirar Portugal para os braços abertos dos oitavos-de-final.
Com a vantagem garantida ao fim de meia-hora, penso que ninguém pôs em dúvida o sucesso lusitano. Até porque defensivamente, a Selecção Nacional mostrou-se sempre muito coesa perante alguns atrevimentos adversários, sobretudo saídos dos pés de Bjarnason, esse mesmo que criou a primeira grande chance do encontro, obrigando Rui Patrício a duas defesas consecutivas, claudicando nesse pecado do lado direito. Erro grave de cálculo.
Era preciso mostrar em campo a superioridade escrita em papel azul e que tanto tem sido apregoada por uma equipa que veio para este Campeonato da Europa com declaradas e largas ambições. E se isso parecia ir acontecer, os primeiros minutos do segundo tempo lançaram dúvidas na cabeça de toda a gente. O golo de Bjarnason foi demasiado consentido e o jogo como que recomeçava.
Respondeu bem a Selecção e tornaram-se menos irritantemente defensivos os islandeses. Os movimentos ganharam interesse e o entusiasmo azul recrudesceu. Eis que finalmente se torna difícil tirar os olhos do relvado.
O tempo ia passando, depressa para os portugueses e lentamente para os rapazes da Islândia. Duas concepções diametralmente opostas de tempo, como diria Mário Filho, o homem que deu nome ao Maracanã.
Sublinhe-se que também os nórdicos passaram a movimentar-se no meio do terreno português. Não frequentemente, é verdade, mas aqui e ali em contra-ataques de veneno.
A dúvida pairava sobre o Estádio Geoffroy Guichard... Seria possível contrariar a força dos ilhéus? A pressão aumentava. A pressão do ataque nacional e a pressão de um resultado com muito de desanimador. Havia que mudar algo na teimosia de lances repetitivos e na insistência individual de Ronaldo.
A primeira aposta de Fernando Santos foi Renato Sanches a vinte minutos do final. Tempo suficiente para se cavar uma vitória e tirar do congelador aquilo em que o jogo se tornara. Mas à medida que o tempo passava, os nervos iam tomando conta dos portugueses. Excesso de quezílias só beneficiava os homens do Norte da Europa para os quais o resultado parecia agradar. Além de que, fisicamente se impunham - até o avançado-centro Sigthórsson dava água pela barba aos centrais portugueses, obrigando-os a uma atenção continua para que não servisse de cabeça os homens que o acompanhavam de quando em vez.
Entrou Quaresma, o ficou-se à espera de um truque do chapéu. Os minutos escoavam-se pela abertura da ampulheta como grãos de areia por entre os dedos. A alegre vitória que se esperava morria de encontro ao voluma gigante de um colosso branco e inamovível.

Portugal: Rui Patrício; Vieirinha, Pepe, R. Carvalho, R. Guerreiro; Danilo, João Mário (Quaresma, 76'), J. Moutinho (R. Sanches, 71'), André Gomes (Éder, 84'); Nani, Ronaldo"

Afonso de Melo, in O Benfica

Sporting com títulos... de jornal

"Por alguma razão a pré-época é denominada de silly season. Na falta de melhor, são as bizarrias a tomar conta do espaço mediático. O presidente leonino brindou os seus adeptos com a declaração de que em Janeiro do corrente ano tinha tido uma proposta de 80 milhões, a pronto, por um jogador e não vendeu. Na cabeça dos adeptos leoninos, depois de não ganharem absolutamente nada (Campeonato, Taça, Taça da Liga, Liga Europa), com a opção presidencial só pode estar uma de duas: ou o presidente mente ou faz gestão danosa do clube. Sem querer meter a foice em seara alheia, eu atrevo-me a dizer que Bruno Carvalho está a gerir bem. Assim os sportinguistas têm garantidos títulos... de jornal. O FC Porto mais discreto vai retocando a equipa na dimensão e capacidades possíveis. Este FC Porto, menos panfletário e mais tranquilo, pode ser um adversário bem mais perigoso.
No Benfica a pré-época ainda não tem escaldantes novelas, tirando uns supostos arrufos sobre as participações olímpicas, que aliás se resolvem de forma olímpica. Os jogadores estão tranquilos, os dirigentes a trabalhar e os adeptos a festejar. No Benfica está tudo no seu habitat natural. A nossa Selecção empatou com a Islândia para desgraça dos 897 programas que em todo o lado nos massacram ou com a hora em que os jogadores vão à casa de banho, ou com o corte de cabelo dos adeptos que não assistem ao treino. Não há paciência para a densidade da inutilidade informativa. Até o adepto mais dedicado vê a sua fé abalar com o massacre de que é alvo. Como em Portugal só há a euforia e a depressão, vivemos alguns dias deste último sentimento. Se golearmos a Áustria por 1-0 voltará a insuportável euforia, caso contrário haverá programas a estudar a substituição de Fernando Santos por Marcelo Rebelo de Sousa. Dentro das quatro linhas, nessa nota de roda pé ,que é o futebol, gostei muito da Croácia."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 17 de junho de 2016

"Fábrica" CFC

"Na semana passada, ocorreu a cerimónia simbólica de encerramento da temporada no Caixa Futebol Campus. Longe vão os tempos em que a decisão de suspender as várias equipas B revelou-se um sério óbice ao aproveitamento de jogadores. Esta medida, no final dos anos 90, inexplicável e criminosa do ponto de vista desportivo, teve consequências gravosas, agudizadas pela construção do novo Estádio da Luz, resultando num hiato geracional na capacidade benfiquista em formar atletas.
A construção do CFC, bem como a implementação de metodologias vanguardistas neste domínio, possibilitaram a recuperação do atraso do nosso Clube, reflectindo-se no regresso à luta sistemática por títulos, na presença massiva de jovens benfiquistas nas diversas Selecções Nacionais e no surgimento de vários atletas com potencial para integrarem a equipa sénior e/ou serem cedidos a outros clubes por montantes elevados.
O excelente trabalho feito nos últimos anos carecia da mudança de paradigma referida por Luís Filipe Vieira no início da temporada. Abrir as portas da equipa principal, significa igualdade de oportunidades. No fundo, o critério de escolha é a qualidade, independentemente da proveniência. Basta acompanhar regularmente as nossas camadas jovens para se perceber que esta é a política correcta. Este fim-de-semana, Úmaro Embaló, Sub-15, marcou dois golos ao FC Porto na fase final do CN de juvenis. Ele, como outros, necessitarão, sobretudo, de oportunidades para confirmar o seu potencial.

P.S. Faleceram Amílcar Miranda e Jorge Vacas, dois Benfiquistas que prestaram bons serviços ao clube e que tive o prazer de conhecer. As minhas condolências às famílias enlutadas."

João Tomaz, in O Benfica

O Tetra!

"O Benfica existe para ganhar. Apenas para ganhar.
Foi a ganhar que cresceu. Foi a ganhar que se tornou popular e gigantesco, que nos cativou e envolveu. Diz-se frequentemente que perder e ganhar é desporto. Mas não é só de desporto (muito menos de indústria ou de comércio) que se fala quando se fala de Benfica. É de amor. É de paixão. De uma paixão sem limites, que não admite outra coisa que não a vitória, que somente aceita a glória absoluta. Somos Tricampeões nacionais. Mas se em Maio de 2017 não festejarmos o Tetra, ninguém então se lembrará dos Maios anteriores. Todas as conquistas passadas serão pouco mais do que meras peças de museu. Dignas de orgulho, mas carentes de sentimento.
Serão outros a festejar, ou a verde, ou a azul. Já não estamos habituados. Custa-nos, só de imaginar o cenário.
A estes axiomas, que nos moldam a alma, e que nos exigem superação constante, acresce um contexto estratégico muito peculiar. Temos um dos rivais desportivamente moribundo, à procura de uma oportunidade para se reerguer. Temos outro em bicos de pés, a tentar afirmar-se por todos os meios - mesmo os mais estapafúrdios e indecorosos. Depende de nós deixá-los, ou não, renascer das cinzas. Depende de nós estabelecermos, ou não, um ciclo de manifesta hegemonia no Futebol português, que pode levar décadas a ser quebrado, mas que, no sopro de uma temporada menos conseguida, rapidamente se esfumará como areia que se escapa pelos dedos das mãos.
O Benfica não irá certamente ganhar todos os campeonatos até ao fim das nossas vidas. Mas há alguns que não pode perder. O próximo é um deles."

Luís Fialho, in O Benfica

O triunfo dos Porcos !

Benfica 1 - 2 Sporting

"Bruno Coelho, jogador do SL Benfica é agredido no final do último jogo de futsal com o Sporting. A agressão consta do relatório. Quando faltam 2 horas para o terceiro jogo da final, o Conselho de Disciplina (secção não profissional) da FPF suspende preventivamente o dirigente do SCP e, pasme-se, o jogador do SLB. Uma decisão incompreensível e não apenas no timing.
Uma decisão que beneficia quem transgrediu, uma decisão que mancha a justiça federativa. A equipa de futsal do Benfica vai lutar contra mais esta adversidade imposta por uma das decisões mais injustas e mais incompreensíveis do CD da FPF."


Basicamente é isto, muito sinceramente não vi o jogo todo, tenho a certeza que o Benfica lutou até à última gota de suor, tenho a certeza que no Domingo o Benfica vai novamente lutar até ao último segundo... sem o Patias, sem o Jefferson e agora inacreditavelmente sem o Bruno Coelho!!!

O Futsal em Portugal não merece o Benfica, depois do que se passou na Meia-final com o Braga, depois do que se passou na Final do ano passado, depois de tantas outra situações provocadas sempre pelas mesmas pessoas... o vencedor deste Campeonato já foi declarado há bastante tempo (o ano passado também tinha sido, mas depois enganaram-se....)!
Num País decente esta gente era toda irradiada do desporto, mas vivemos em Portugal!

O Acordo Quadro do Grupo Sporting

"No dia que escrevo este artigo, lamentavelmente, as acções do Millennium BCP valem 2 cêntimos. Acredito sinceramente, que as acções irão subir de valor, o que também não é difícil e não julgo não ser apenas a saída do índice MSCI Global e um "research" negativo do Goldman Sachs, que provocaram mais esta hecatombe.
Aliás, este grande banco norte-americano, basta espirrar sobre um banco português, para controlar o que os bancos portugueses valem.
É inquestionável que vem aí outra crise bancária, simplesmente porque foi criada uma instituição designada por Autoridade Europeia de Bancos, que em nome do controlo bancário - aceite pacificamente por todos os súbditos europeus, tem como último objectivo controlar e serem "donos", dos Bancos que pretendem.
É pena que ninguém consiga perceber isto, a não ser aquela criança que se apercebeu que o Rei caminhava nu!
Seja como for, a tudo isto acresce a grande crise da Caixa Geral de Depósitos e logo temos um quadro económico-financeiro, muito desagradável.
A questão aqui, é então, como se repercutem estas condições no mundo económico-financeiro do Desporto, especialmente no do Futebol?
Estas as condições macroeconómicas.
Mais quais são as microeconómicas?

Impacto Financeiro
Conforme já havíamos reproduzido no artigo anterior, o acordo foi celebrado entre estas entidades, conforme (...).
Do acordo, fizeram parte muitas contas bancárias que foram todas alocadas ao acordo que foi celebrado. Também fizeram parte do acordo todo o manancial de dívida bancária que o grupo Sporting devia aos bancos, Millennium BCP e Novo Banco.
Vejamos em sinopse alguns:
Conta SAD/Doyen: a conta número IBAN PT .................. aberta pela Sporting SAD junto da Caixa Geral de Depósitos, SA.;
Contrato de Abertura de Crédito SCP: o contrato a celebrar até ao dia 14 de Novembro de 2014, entre os bancos, o SCP e o Sporting SAD, nos termos do qual os bancos abrem um crédito a favor do SCP no montante total indicativo de até Eur. 64.466.736,28 acrescido do montante que for apurado para a Tranche D dividido em quatro tranches (Tranche A, Tranche B, Tranche C e Tranche D), sendo os montantes de cada uma de tais tranches determinado na data de celebração do contrato com base no Anexo 6;
Contrato de Abertura de Crédito Sporting SAD: o contrato a celebrar até ao dia 14 de Novembro de 2014, entre os bancos, e o Sporting SAD, nos termos do qual os bancos abrem um crédito a favor do Sporting SAD no montante total indicativo de até Eur. 66.826.900,41 dividido em duas tranches, (Tranche A e Tranche B), sendo os montantes de cada uma de tais tranches determinado na data de celebração do contrato com base no Anexo 6;
Contrato de Constituição e Promessa de Garantias: o contrato a celebrar até ao dia 14 de Novembro de 2014, entre as partes e suas eventuais alterações;
Contratos de Empréstimo Intercalar Academia:
Os empréstimos
(i) concedidos pelo Novo Banco celebrados em 21.08.2012 no montante de Eur 1.000.000 a que foi atribuído o número interno de .................. titulado por contrato de 07.02.2014 e o empréstimo celebrado em 20.07.2012 no montante de Eur 7.000.000 e a que foi atribuído o número interno................ titulado por contrato de 02.12.2013 e os empréstimos intercalares
(ii) concedidos pelo Millenium BCP em 10 de Julho de 2012 no montante de Eur 3.065.000,00 e em 20 de Julho de 2012 no montante de Eur 2.000.000,00, ambos sob a forma de descoberto em conta de depósitos à ordem número............... aberta em nome do Sporting SAD;
Contratos Financeiros: o
(i) Acordo Quadro, o
(ii) Contrato de Abertura de Crédito SCP, o
(iii) Contrato de Abertura de Crédito Sporting SAD, o
(iv) Contrato de Constituição e Promessa de Garantias, os
(v) Contratos de Hedging, o
(vi) Plafond para Desconto de Receitas, o
(vii) Contrato de Empréstimo Intercalar Academia,
(viii) Empréstimo Aumento de Capital 18 M, os
(ix) Empréstimos Intercalares de Dezembro de 2012, o 
(x) Empréstimo Intercalar Carrilho, o
(xi) Empréstimo Intercalar Fundo ESAF e qualquer outro documento que assim venha a ser designado pelo Agente do Empréstimo e o SCP;
Convenhamos que são muitos empréstimos!
Percebem agora a questão da importância do Carrillo para o Sporting?
E até a locação financeira da Academia voltou ao princípio:
Contrato de Relocação Leasing Academia: o contrato a celebrar até ao dia 14 de Novembro de 2014, entre o Millennium BCP, e o Sporting SAD que será antecedido da resolução do actual contrato de locação financeira, com relação ao prédio sito em Barroca D'Alva, freguesia e concelho de Alcochete, descrito na Conservatória do Registo Comercial de Alcochete sob o número 2407/19991130 e inscrito na matriz sob o artigo 6066;
E até um empréstimo obtido de um Banco de Cabo Verde - daí a viagem a Cabo Verde da comitiva leonina!
Contrato de Mútuo: o contrato de mútuo celebrado entre o Banco Privado Internacional e a Sporting SAD, em 12 de Maio de 2012 e alterado por aditamento de 12 de Fevereiro de 2013, nos termos do qual foi concedido o Mútuo US 4 M;
Para a semana há mais!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Chalana que deixou saudades e uma ardósia no Café du Marché

"A marca do pequeno genial permanece viva na memória de quem viu o seu futebol de sonho.

Marcoussis - Há jogadores que deixam uma marca indelével e não precisam de uma longa exposição para fazê-lo. Alguns jogos, onde fazem o que mais ninguém consegue, chegam para que entrem no rol dos inesquecíveis, um clube restrito onde cabem muito poucos. Há um português que pertence a essa  categoria de predestinados, indivíduos assinalados por Deus com um toque de génio que os diferencia: estou a referir-me a Fernando Chalana, o pequeno genial, o Chalanix como era tratado em França, que apesar de só ter disputado um Campeonato da Europa, em 1984, nunca mais foi esquecido.
É normal que haja muitas referências a Chalana entre a comunidade portuguesa mais velha, que seguiu, apaixonada, o Euro-84 e se enamorou do extremo do Benfica. Mas é notável como se encontram tantos franceses a perguntar por ele na região de Paris. Se fosse em Bordéus, onde jogou, seria menos estranho...
Ainda ontem, depois do almoço em Massy, no Café du Marché, o dono, ao saber que eu e o Vítor Serpa éramos jornalistas portugueses, perguntou de imediato o que se passava com Cristiano Ronaldo, que não tinha jogado nada com a Islândia. «É verdade», respondi-lhe, «o Cristiano passou ao lado do jogo, mas na Selecção garantem que está bem fisicamente por isso é só uma questão de tempo até que comece a meter a bola dentro da baliza». Simpático e malandro, o dono do restaurante insistiu: «Mas ele não jogou nada, pois não?» Lá lhe disse que CR7 tinha estado desinspirado mas que provavelmente mas que provavelmente melhores dias viriam quando ele me fulminou com uma pergunta: «E o Chalana, que é feito do Chalana, esse é que era um fora de série!?» Não me restava senão concordar. Tive a sorte de ter o Chalana como meu companheiro de equipa nas selecções jovens a partir de 1974 e depois, durante algumas épocas no Benfica e, não fora uma condição física que se degradou demasiado depressa e teríamos estado perante um fenómeno de dimensão planetária.
Mas a marca do pequeno genial, a quem envio daqui um abraço fraterno, permanece viva na memória de quem teve a sorte de ver o seu futebol de sonho.

PS1 - Não resisto a partilhar com os estimados leitores um quadro escrito a giz que está pregado numa parede do Café du Marché, em Massy. Diz assim: «Preço do café ao balcão: Um café - 7 euros; Um café, se faz favor - 4,25 euros; Bom dia, um café, se faz favor - 1,30 euros». Bendita educação.
PS2 - Leio que Cristiano Ronaldo está na equipa ideal da 1.ª jornada do Euro-2016. Deve ter sido escolhido pelos mesmos sábios que consideraram Messi o melhor jogador do Mundial de 2014..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Deixem jogar o Renato

"Não há motivo para que Fernando Santos não faça, agora, o mesmo que, em 2004, Scolari fez com um jovem de 18 anos, de seu nome Cristiano Ronaldo
Depois da desilusão com o empate contra a Islândia, uma das grandes discussões em torno do próximo jogo da selecção nacional no Euro2016 é o de saber se Renato Sanches deve, ou não, ser titular contra a Áustria. É verdade que se dispute também se deve Fernando Santos fazer uma "revolução" na equipa ou apenas "refrescar" o onze. Se tem de ser Quaresma ou Nani (ou os dois) a acompanhar Cristiano Ronaldo na frente. Se Moutinho ainda tem andamento para estas andanças. Ou se o melhor trinco é Danilo ou William. Mas o que realmente parece atormentar mais as hostes é a possível titularidade de um miúdo de 18 anos que apareceu esta época no Benfica. Sobretudo quando isso pode implicar que o trio do meio-campo do Sporting (Adrian, João Mário e William) continue a não ser opção (em simultâneo) para Fernando Santos.
Apesar de, como qualquer adepto que se preze, também eu ter alma de treinador, não faço a mínima ideia se a melhor opção para a selecção ter sucesso no Euro2016 passa pela entrada de Renato ou pela aposta no trio-maravilha de Jorge Jesus. O que me incomoda é que a discussão se faça apenas do ponto de vista clubista. É verdade que este é apenas mais um exemplo do que é o pão nosso de cada dia no futebol português, mas já devíamos ter percebido que, assim, não se vai longe.
Jorge Jesus já veio defender que Renato será um jogador com futuro mas que ainda é cedo para o lançar na equipa principal de Portugal. Ora, além de, nesta matéria, a opinião do treinador do Sporting ser tudo menos isenta, o interessa perceber é se, Fernando Santos, ao convocar aquele jogador, o fez apenas para ele se ambientar ao convívio com os mais velhos ou se o fez por acreditar que é realmente uma opção. Quero acreditar que tenha sido esta ultima a razão. Pelo que não há motivo para que o seleccionador nacional não faça, agora, o mesmo que, em 2004, Scolari fez com um jovem de 18 anos, de seu nome Cristiano Ronaldo.
Renato Sanches tem tudo para explodir neste Euro2016 como aconteceu com o agora Melhor do Mundo há 12 anos. É uma força da natureza. Tem, como tinha o CR7, o desplante de jogar um futebol atrevido. Não se amedronta por jogar ao lado ou contra os consagrados. Pelo contrário, faz-lhes frente. Demonstrou, esta época, ter estofo e talento para ser a peça que revolucionou uma equipa amorfa e desinspirada. Porque razão não pode fazer o mesmo agora numa selecção que, no primeiro jogo, demonstrou exactamente estes problemas? Nunca o saberemos se não se experimentar. Deixem jogar o Renato!"

Despertar o bom futebol

"A entrada no Euro'2016 não foi a esperada, mas há que dar uma resposta à altura, com maior qualidade de jogo na partida de amanhã com a Áustria. Numa semana, o país futebolístico passou da euforia à depressão. A goleada à Estónia serviu para mobilizar as hostes, mas o empate com a Islândia acabou por colocar um travão nas expectativas. É caso para dizer que nem 8 nem 80. A prestação dos nórdicos não pode ser considerada uma surpresa. Deixaram a Holanda fora deste Europeu e apuraram-se à frente da Turquia, apenas a 2 pontos da República Checa. Tínhamos de estar avisados.
É uma equipa de jogadores altos e robustos, que apesar do pouco talento e técnica limitada, tem uma enorme entrega e solidariedade dentro de campo e apresentou-se motivadíssima com a estreia numa grande competição de selecções. Praticam um futebol simples e directo, com muitas bolas aéreas, mas que tem dado frutos. A nossa Selecção não soube lidar com esse estilo de jogo, já que foi precisamente uma bola bombeada para a área que resultou no golo adversário. Com um futebol muito lateralizado e sem gente na frente a dar apoio aos avançados, faltou maior discernimento na circulação de bola, assim como mais movimentações e objectividade no último terço do terreno, como também frisou o seleccionador.
Segue-se agora a Áustria. Possivelmente o adversário do grupo que apresenta melhor qualidade de jogo. A derrota dos austríacos com a Hungria foi relativamente enganadora, já que apesar do bom desempenho defensivo dos húngaros, a selecção da Áustria exibiu mais argumentos e acabou por não ser feliz. Ambas as equipas chegam a este jogo pressionadas para vencer. Teoricamente, Portugal é superior, mas terá de o provar dentro de campo, sendo capaz de criar mais perigo e não se deixando surpreender na defesa, sobretudo no jogo aéreo, onde iremos encontrar pela frente um 'gigante' bem conhecido: o ex-portista Marc Janko. Sempre que arrancámos com um empate numa grande competição, passámos à fase seguinte. No Euro'2004 iniciámos com uma derrota e chegámos à final. Que este percalço sirva para despertar o bom futebol da equipa portuguesa.

Positivo
Ao que tudo indica, Fernando Santos terá todos os jogadores à sua disposição para o próximo jogo. Sem lesões, o seleccionador ganha margem para escolher a melhor equipa possível.

Negativo
O futebol praticado pela Selecção acabou por ser demasiado previsível face a um oponente muito fechado. Há que acrescentar intensidade, rapidez e desmarcações ao jogo português."