Últimas indefectivações

domingo, 24 de maio de 2026

Só falta mais uma...

Benfica 86 - 61 Oliveirense
17-18, 24-14, 19-16, 25-13

Segunda vitória, no Jogo 2, com um pouquinho mais de replica do adversário, mas com o Benfica a fazer uma gestão grande dos jogadores, chegando ao 4.º período com bastante energia nas pernas!
O problema da mais que provável Final, será o Benfica chegar aos jogos decisivos com pouco ritmo competitivo!

Fim do campeonato

Sporting 34 - 22 Benfica
16-10

Mais uma derrota larga, com muitos erros individuais no ataque...

Neymar: irritante e irresistível


"Brasileiro podia ser maior, podia ter sido imortal, podia ter reescrito os livros do futebol. Mas escolheu outra vida, outro ritmo, o compromisso com a falta de compromisso.

Neymar não é um número, não é uma estatística. É a soma do que podia ter sido e do que decidiu ser. Este ano, 15 jogos e pouco mais de mil minutos no Santos. Uma espécie de ex-jogador em atividade, diriam os dados frios. Mas os dados não contam a história que corre nas ruas do Brasil, nas conversas dos bares, nas praças, nas margens do campo, onde se aprende a arte de tocar a bola como se fosse música.
Ancelotti nunca o tinha chamado. Nunca. E, ainda assim, o nome de Neymar apareceu na lista de convocados. Sem razão desportiva, mas quase como uma reza. E o anúncio do seu nome acendeu uma chama num país que há muito desespera pelo talento de outros tempos. Pela conquista do sexto Mundial. Pela dança de um passado que, olhando para as últimas prestações do Brasil em Mundiais, parece ter sido noutra vida.
Há um prazer estranho que cada adepto tem em amar irritar-se com jogadores como Neymar. Porque podia ser maior, podia ter sido imortal, podia ter reescrito os livros do futebol. Mas escolheu outra vida, outro ritmo, o compromisso com a falta de compromisso. Mesmo assim, quando a bola lhe chega, tudo muda. Um toque, uma arrancada, um sorriso no pé, e aquilo que é previsível, frio, calculado, desaparece. Leva-nos para a rua. Para o futebol que se liberta do laboratório.
O Brasil celebrou a convocatória como se fosse um título. Mais emoção do que razão. Mais mito do que resultado. Porque Neymar não é só talento. É promessa de magia, é lembrança de um futebol que já não existe. Vinícius e Raphinha correm, lutam, tentam, têm algum samba nas botas, mas quando Neymar aparece, há um silêncio de respeito, um reconhecimento instintivo de que aquele momento é só dele.
Este Mundial será o último de Ronaldo e Messi. Dois monstros. Dois dos maiores da história. Os homens que dominaram o futebol durante mais de uma década. A certa altura, dizia-se que Neymar podia ser o herdeiro do trono. Nunca foi, nunca quis, nunca percebeu que brincadeira tem hora e sacrifício é a toda a hora. Sempre foi caprichoso, indomável, mimado. E, ao mesmo tempo, irresistível.
Neymar ri do tempo, das lesões, das expectativas. Para ele, a vida é uma brincadeira. Ainda assim, entre os convocados de Ancelotti, será o único nome que faz o Brasil suspirar, que faz as multidões esquecerem estatísticas e olharem para a bola como quem olha para uma tela em branco.
Num país que viu Pelé, Romário, Ronaldo ou Ronaldinho Gaúcho, entre tantos outros, Neymar é quase uma nota de rodapé na linda e gloriosa história dos craques brasileiros. Não é o maior, não é o mais consistente, não é o que mais trabalha. Mas é aquele que ainda nos lembra que o futebol não é apenas jogo, é sonho.
E, por isso, quando Ancelotti o chama, o país inteiro agradece. Agradece ao menino Ney que já não é menino. Agradece ao artista que nos enfurece. Porque, apesar de todas as festas, lesões e carnavais, ainda é nele que o Brasil encontra aquele futebol descalço, de pó nos tornozelos, e sonho nos pés. O futebol da magia antiga. O futebol que faz o impossível parecer apenas um detalhe mal explicado."

Benfica refém do Real Madrid ou como Klopp e Haaland podem tramar Mourinho


"Futuro do comando técnico encarnado está nas mãos dos sócios... merengues. Se a juventude de Riquelme travar Florentino, as decisões da Luz serão empurradas para junho

O Benfica vive um paradoxo geográfico e temporal que ameaça o planeamento da próxima época. E, enquanto os adeptos desesperam por fumo branco, rezam as crónicas que o futuro do comando técnico das águias não se decide... na Luz, nem sequer em Lisboa, mas sim nos bastidores de Madrid. O que levanta a questão: está o Benfica congelado por um braço de ferro eleitoral no Bernabéu?
A figura central deste tabuleiro é José Mourinho. O Special One não se decide nem permite que o Benfica decida enquanto não houver a certeza absoluta sobre o destino de Florentino Pérez.
Este sábado é o dia D: a junta eleitoral do Real decidirá se aceita a candidatura de Enrique Riquelme. Aos 38 anos, o jovem empresário surge como uma reedição madrilena do fenómeno André Villas-Boas, personificando a mudança e o vento de futuro contra o legado histórico e o statu quo do atual presidente.
Riquelme não vem de mãos a abanar: apresenta como trunfos Jurgen Klopp para o banco e a potência Erling Haaland para o ataque.
Se a candidatura for aceite, como se antecipa em Espanha, o Benfica entra em modo de suspensão profunda. As eleições merengues seriam a 7 de junho e Mourinho, que espera pacientemente para perceber se Florentino mantém o trono, não deverá assinar nada antes disso.
Ou seja, estamos perante cenário surreal: serão os sócios do Real Madrid a definir, indiretamente, quem treinará o Benfica. Se Florentino cair como caiu Pinto da Costa no FC Porto, o castelo de cartas da Luz desmorona-se.
Entretanto, o plano B (na realidade, o A) também joga noutro tabuleiro. Marco Silva, o alvo escolhido para dar uma nova alma ao futebol encarnado, cumpre este domingo a última jornada da Premier League com o seu Fulham. E só a partir de segunda-feira se sentará com a administração londrina para ouvir a proposta de renovação.
Já o Benfica está no meio deste fogo cruzado entre Londres e Madrid, refém de um treinador que espera por um convite Real e de outro que espera por uma clarificação contratual em Inglaterra.
O risco para Rui Costa é imenso. Esperar por Mourinho até 7 de junho pode significar perder Marco Silva para o Fulham e ficar com o mercado de treinadores reduzido a cinzas se o Special One optar por Madrid ou pela Arábia.
Certo é que a Luz não deveria ser sala de espera para sonhos alheios. Entre Klopp poder tramar Mourinho e o Real Madrid ditar o destino das águias, o Benfica arrisca-se a ficar no gelo enquanto os rivais já se preparam afincadamente para o calor do verão..."

Martínez, entre pepinos e tomates


"Selecionar é decidir. É escolher entre múltiplas opções, e considerar imensas possibilidades. Para a fase final de um campeonato do Mundo, um selecionador nacional deverá sempre seguir as suas intuições, alicerçadas na capacidade de leitura, o mais ampla e abrangente possível, das realidades, das influências e dos momentos de cada jogador.
Ao longo de um ciclo — no caso de Portugal, entenda-se o período entre a vitória na Liga das Nações e o momento da convocação para o Mundial das Américas —, muito se altera, muitas das ideias sofrem evoluções positivas ou negativas.
Há uma perceção essencial, e em relação à qual nenhum de nós terá o completo entendimento: a do balneário, das reações, das pausas, dos movimentos, das motivações, das decisões.
Porque, embora subsista uma importante similitude entre clube e seleção (a de que a forma desportiva será sempre um fator imperativo), há um outro fator idêntico que o treinador tem de respeitar: o comportamento individual, a interação, a capacidade de integrar um coletivo, que apenas o tempo de balneário, os momentos em conjunto podem certificar e justificar.
Dito isto, entendo a defesa feita de António Silva, quando a imprudência da juventude do jogador do Benfica o fez filtrar informações classificadas para o exterior. Fez mal, esteve mal, terá sido repreendido por isso.
E exatamente por isso, não entendo que Roberto Martínez tenha agora vindo a terreiro falar desse momento em relação a Silva. Porque esse simples facto detona a suspeita de que terá sido o elemento essencial para a não convocação do defesa do Benfica para o Mundial.
Vou ser ainda mais claro: entendo que António Silva não tem lugar neste grupo de convocados. Mas esta situação cria uma suspeita evitável, um embaraço lamentável, uma fissura na comunicação.
Curiosamente, o caso criado com a ausência do jogador encarnado encobre outros elementos interessantes na convocatória da Seleção portuguesa para o primeiro Mundial organizado por três países, também o primeiro com 48 seleções e, por conseguinte, o primeiro com mais um jogo para quem atinja, pelo menos, as meias-finais.
Quatro guarda-redes. É impressionante o desconhecimento que grassa na esmagadora maioria dos comentadores de redes sociais. O quarto guardião sabe ao que vai: é uma espécie de árbitro de suporte, será um recurso em caso de lesão de um dos três primeiros guarda-redes, e pode — é uma ideia muito defendida pela generalidade dos selecionadores — ser um elemento essencial no treino dos restantes homens da baliza. Portanto, não há nenhuma surpresa na convocação de Ricardo Velho, defendida pelos regulamentos e aconselhada pelo bom senso.
No restante elenco, a polémica do costume, instalada e legitimada pelas temporadas realizadas. Um pouco à semelhança do que acontece com o Brasil, onde é difícil argumentar a não convocação de João Pedro, jogador de ligação entre o meio-campo e o ataque como o escrete parece não ter, e vindo de uma ótima temporada ao serviço do Chelsea.
Aliás, a justificação pública de Carlo Ancelotti é fraca e muito pouco consistente, comparando com a quase obrigação da chamada de Neymar.
Em Portugal, Cristiano Ronaldo é, evidentemente, nome obrigatório. Mas, aqui chegados, ponto de ordem: Cristiano tem uma carreira única. Para muitos, será o melhor jogador da História. Para mim e para muitos outros, será um dos melhores, que é essencial ter memória e rebobiná-la a várias décadas.
O novo campeão saudita será sempre uma referência no balneário, uma motivação excecional para o grupo de trabalho. Mas não é — não pode ser — um titular indiscutível. Será sempre um trunfo dourado para os trinta ou quarente minutos finais, onde, de posse dos seus valores físicos e psíquicos, condicionará adversários. Mas Portugal tem talento, capacidade individual e desafio coletivo suficientes para ter um onze integral e consistente, e para não depender, em campo, de um jogador cujas condições objetivas para a competição não são as mesmas dos seus companheiros.
Estive na final do Euro-2016, em Saint-Denis. Sou dos que pensam que Portugal foi campeão europeu porque Cristiano saiu de campo, ainda na primeira parte. Foi desse fazer das fraquezas forças que, na realidade, saiu a consistência tática e a capacidade de sofrimento suplementar que garantiram o título europeu a Portugal.
Agora, é essencial que Martínez não abra o flanco. Que tenha personalidade. Que perceba o que é mais importante.
Há uma muito talentosa geração de jogadores portugueses à procura da glória. O selecionador de Portugal fala na importância de uma equipa «em crescimento» ao longo da fase final.
Mas é, neste momento, essencial que ele próprio continue a dar, no maior desafio da sua carreira profissional, um sinal de respeito por todos. Pelos jogadores, pela estrutura, pela imensa mole humana que, nas Américas ou à curta distância da atual sociedade de consumo, suportará a Seleção de Portugal.
A nova diáspora (pelo Mundial além-Atlântico e pelos milhões de portugueses que o atravessaram à procura de um futuro melhor…), tem a obrigação de lutar pelo título. Uma incrível geração de jogadores tem essa ambição. Quer fazê-lo e pode fazê-lo, até por Cristiano Ronaldo. Mas nunca bloqueando objetivos por uma idolatria cega, que pode deitar tudo a perder.

CARTÃO BRANCO
Pode ter saído pela porta pequena de Old Trafford. Mas tem fibra e convicções próprias, como se notou no seu curto consulado no comando do Manchester United. Ruben Amorim voltou a mostrar objetivos maiores, quando terá recusado a sondagem do Benfica para ocupar o lugar que vai ser deixado vago por José Mourinho. O treinador que levou o Sporting ao título quer continuar no estrangeiro. Faz muito bem. Hoje, o projeto que os encarnados oferecem estará longe das realidades e das ambições de quem já atingiu outros patamares.

CARTÃO AMARELO
Há muitos meses, aqui aconselhei Rui Costa a não se recandidatar à presidência do Benfica. Tudo parecia inclinar-se para a necessidade de um outro projeto, de uma outra visão e, sobretudo, de um outro talento enquanto gestor. O futuro imediato parece dar-me razão. Ou Rui não previu que Mourinho poderia ser assediado, ou não leu as entrelinhas, ou não compreendeu as ondas que se criavam. O líder encarnado está legitimado pelo sufrágio eleitoral. Isso é determinante e profundamente democrático, num clube que é, ele próprio, um mundo. Mas sai muito mal da fotografia na sucessão de Mourinho, independentemente da solução a que conseguir chegar."

Visão: Análise - Que Época Foi Esta?!

Simples: SL Benfica, época 25/26

Zero: Mercado - FC Barcelona tem Kiwior debaixo de olho

BF: Rui Costa...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Mourinho, a ex de Madrid com Rui Costa no papel de vela

SportTV: Primeira Mão - Convocatória, Final da Taça e play-offs ao rubro 🏆

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TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Espanha: Joaquín, o folião que bateu recordes de longevidade e levou a Taça do Rei para o altar


"Chamavam-lhe la finta y el sprint, um extremo que agitou o futebol espanhol no início do século. Adiou a saída do seu amado Betis, ao qual regressaria, já veterano, para ser jogador, capitão e acionista. Sempre com uma piada para dizer, é a personificação do andaluz alegre, sem deixar de ser um competidor feroz até para lá dos 40 anos.

No fim da viagem, Joaquín ficou sem saber como reagir. Logo ele, que ao longo de mais de 20 anos sempre tivera mais uma frase, mais uma piada , mais um número. Mais um drible. Mais uma época.
“Não sei estar triste”, murmurou entre as gotas de água que escorriam pela cara. Era 2023, ele à beira dos 42 anos, 24 passados da estreia pelas cores do seus amores. Estava a despedir-se do Joaquín jogador.
Atrás de si estava o estádio Benito Villamarín. “É a minha vida”, disse. E voltou às lágrimas.
Paradoxalmente, concluía em choro a jornada mais alegre do futebol espanhol. Joaquín, o menino do Puerto de Santa María, terra de verão e festa, de calor e carnaval, de Cádiz, da folia. Há muito que adiava o adeus, colocando-se numa posição de invulgar longevidade: atingiu 622 jogos na La Liga, igualando o recorde de Andoni Zubizarreta, representando o Real Betis em 515 ocasiões.
Antes do peso do ponto final, a história foi a de um rapaz de caráter leve, relaxado, filho da alegria da terra. Era o terceiro de oito irmãos, inicialmente queria ser toureiro, mas o jeito com os pés captou a atenção do lado verde e branco de Sevilha. Um tio, de alcunha el chino, era quem mais acreditava no talento do sobrinho, pagando-lhe as viagens entre o Puerto e a capital andaluza. El chino morreria em 2002, Joaquín nunca deixou de mostrar gratidão.
Debutou ainda adolescente pelo Betis, quando o clube estava na segunda divisão. Rapidamente virou sensação, pegando-se-lhe a expressão la finta y el sprint, o drible e a corrida, entusiasmando pelas cavalgadas pela direita. O estilo gozão foi-se tornando imagem de marca, consolidado em mil e uma anedotas que viraram parte do folclore nacional: quando lhe perguntaram um hobby e respondeu ténis, para em seguida confessar que jamais pegara numa raquete; com o seu espanholizado italiano, quando representou a Fiorentina; nas inúmeras vezes em que conduziu o autocarro do Betis.
No verão de 2005, o Betis acabara de conquistar a Taça do Rei. Joaquín casou, a 8 de julho, com Susana Saborido. No altar, mirando o casal, estava o troféu.

Albacete, Mourinho e Coreia
Há alguns paradoxos com Joaquín. Descontraído e quase um futebolista-humorista, mas extraordinariamente competitivo, regular, uma garantia até depois das quatro décadas de vida. Principiou a carreira tendo a velocidade e a potência como grandes argumentos, ainda um jogador da época da fúria espanhola, e concluiu-a mais cerebral, pensando o jogo, técnico, tricotando futebol em zonas centrais; chegou a admitir que, em jovem, saía mais à noite “do que o camião do lixo”, mas jamais se apresentou com um quilo a mais, pouco se lesionou, sendo capaz de fazer mais de 30 partidas em 20 temporadas como profissional.
Era, sobretudo, um apaixonado pelo futebol. Certo dia em que ladrões lhe roubaram a casa, o maior lamento foi terem encontrado o local onde estavam guardadas várias camisolas trocadas com adversários como Ronaldo Nazário, David Beckham e Frank Lampard.
A explosão inicial no Betis parecia levá-lo a uma saída precoce. Falou-se do interesse do Real Madrid galático, houve uma reunião agendada com José Mourinho, tendo o Chelsea como destino. Joaquín faltou ao encontro. Não se imaginava a sair de casa. “Pedi, depois, desculpa ao Mourinho, que me disse que eu fui o primeiro jogador a dar-lhe uma nega”, confessaria, anos depois, à “ESPN“.
Acabaria por deixar a equipa dos seus amores em 2006. Manuel Ruiz de Lopera, presidente de outra época, vindo do tempo dos polémicos dirigentes espanhóis dos anos 90, não queria deixar o extremo ir para o Valencia, pelo que fez valer uma cláusula no contrato do jogador, segundo a qual este era obrigado a aceitar ser cedido à equipa que o Betis decidisse. Lopera determinou que Joaquín, vindo diretamente do Mundial 2006, ia ser emprestado ao Albacete, da segunda divisão.
Aconselhado pelos advogados a apresentar-se, Joaquín fez a viagem da Andaluzia até Castela-Mancha. “Parei em todas as aldeias, as pessoas perguntavam-me o que estava a fazer e ofereciam-me queijo manchego”, lembraria. Chegado ao destino, um notário certificou que o jogador não havia faltado ao compromisso. Lopera deixou-o ir para o Valencia.
Valencia, Málaga, Fiorentina. Meros interregnos na ligação ao Betis, ao qual voltaria, jogando ao mesmo tempo que já era acionista do clube. Sempre competitivo, em dezembro de 2019 apontou um hat-trick, em 18 minutos, contra o Athletic, tornando-se o mais velho da história da La Liga a marcar três vezes num encontro, batendo um recorde de Alfredo Di Stefano, datado de 1964.
A vida do ala ao serviço de Espanha ficou ligada ao polémico embate dos quartos de final do Mundial 2002 contra a Coreia do Sul. Num lance ao seu estilo, assistiu Morientes para um golo que daria a passagem aos europeus, mas a polémica arbitragem do egipcío Gamal Al-Ghandour anulou, erradamente, a jogada. Na decisão por penáltis, Joaquín falharia o castigo máximo decisivo.
A última das 51 internacionalizações por la roja seria no final de 2007. Esteve em dois Mundiais e um Europeu, nas três derradeiras fases finais antes do trio 2008-2010-2012.
Joaquín não fez parte da geração de ouro. Mas a sua qualidade, talento e personalidade contribuíram para desenhar uma La Liga mais forte, fizeram por construir o ecossistema do qual brotaria aquela Espanha gloriosa. Joaquín, tal como Reyes, Valerón, Xabi Prieto, De la Peña e vários outros, não pertenceu à melhor Espanha de sempre, mas, sem eles, o futebol do lado de lá da fronteira não trocaria a fúria pelo toque. Sempre com mais uma piada para dizer, menos quando era para dizer adeus."