O Conselho de Justiça arquivou o inquérito a Luciano Gonçalves. Entretanto, sabe-se que as evidências estavam todas nos prints de whatsapp mas o Conselho de Disciplina não pode usá-los como meio de prova porque Luciano Gonçalves não permitiu.👇
— Polvo das Antas - Em Defesa do SL Benfica (@moluscodasantas) July 25, 2026
Últimas indefectivações
domingo, 26 de julho de 2026
Demissão!
Se houvesse um pingo de vergonha, demitia-se, imediatamente!
A verdade é absolutamente cristalina e só não a vê quem prefere continuar de olhos fechados perante a pouca vergonha que reina no futebol português! O processo contra Luciano Gonçalves foi arquivado unicamente porque os prints das conversas do WhatsApp não foram tidos em conta,… pic.twitter.com/Y1BBLPTp6M
— McQueeИ Infos 🚗 (@McQueenInfos) July 25, 2026
Daltonismo crónico!!!
Ainda somos todos do tempo em que o Benfica era acusado de festejar vendas? pic.twitter.com/WzZe7RveRP
— Liga da Farsa (@ligadafarsa) July 25, 2026
GONÇALO MOREIRA MERECE MAIS OPORTUNIDADES
"1.
Sou um simples treinador de bancada, às vezes com alguma informação privilegiada, mas longe de mim querer saber mais do que os verdadeiros treinadores. As minhas opiniões valem o que valem.
2.
Gonçalo Moreira mostrou serviço em todos os escalões de formação: no Benfica e nas seleções. Na época passada foi figura de muito destaque na equipa B e na Youth League.
3.
Cada vez que o vejo jogar, como ontem contra o Belenenses, fico com a ideia de que tem valor mais do que suficiente para lhe serem dadas oportunidades na equipa principal. O Belenenses é fraco? É verdade, mas foi fraco para todos, não só para o Gonçalo Moreira.
4.
Há quem compare Gonçalo Moreira a João Neves: pela estatura, pela intencionalidade e intensidade com que se entrega a cada jogada, pela alta rotatividade, pela forma como parece estar em todo o lado, pela qualidade do seu futebol e... pelo hábito de jogar com a camisola dentro dos calções. Eu evitaria comparações: elas raramente ajudam o comparado.
5.
Quando vejo Sudakov, que não há meio de nos convencer, penso muitas vezes no que poderia fazer o Gonçalo Moreira no lugar do ucraniano. E fico com a ideia de que se lhe derem oportunidades a equipa sairá a ganhar com a troca.
6.
O futuro próximo de Gonçalo Moreira está nas mãos de Marco Silva. Eu desejo vê-lo mais vezes a jogar na equipa principal. Posso estar redondamente enganado, mas acho que, como João Neves, rapidamente agarraria o lugar."
A primeira ceia de Jesus
"Lembro-me de o ver jogar. O pelado do velhinho Campo J. Pimenta representava, no início da década de oitenta do século passado, os sonhos de muitos jovens apaixonados pelo futebol.
O Estrela da Amadora dava os primeiros passos na divisão principal, e Jorge Jesus era uma das figuras, aos 26 anos, de uma equipa que fazia finca-pé da teimosia e de criar imensas dificuldades aos mais pintados, sempre que se deslocavam à Reboleira.
Jesus era um dos mais notórios futebolistas da altura, pela sua qualidade e, da mesma forma, pela vasta cabeleira que o distinguia de toda a concorrência. Sinais, imagens de uma marca que haveria, muitos anos depois, de permanecer no atleta feito treinador e apostado em ultrapassar fronteiras para assinar uma carreira de prestígio.
Mário Rui, em 1990 presidente do Amora Futebol Clube, viu em Jesus a figura ideal para reformular o plantel da Medideira, dando-lhe a mão para a primeira experiência a partir do banco de suplentes.
O que vos quero dizer é que nada, absolutamente nada na carreira de 36 anos como treinador de futebol, me surpreende no amadorense sonhador. O carisma, a visão tática, a relação com os jogadores, a construção de balneários coesos e impenetráveis. Afinal, as principais caraterísticas que marcaram (e continuam a fazê-lo) um percurso que deu títulos maiores em Portugal, no Brasil, na Arábia Saudita e na Turquia. Por onde passou, permitiu-se deixar marca, ainda que, para que implementasse as suas ideias, o seu estilo e a sua imagem, tenha tido necessidade de dar murros na mesa, muito para lá, até, da espuma dos dias que a comunicação social tem acesso.
Porque, para Jesus, é essencial sentar à sua ceia quem, efetivamente, esteja de acordo com os seus métodos e não tenha receio de arriscar. Tem sido um dos seus segredos (mal) guardados, porque é pública e notória essa caraterística.
De resto, na conferência de imprensa que marcou o início do seu consulado na Federação Portuguesa de Futebol, foi claro como água: quem com ele estiver, terá tudo. Terá um selecionador disponível, aberto ao diálogo e preparado para dar o corpo às balas pelo seu grupo. Quem não compreender o compromisso adicional e inquestionável que o chamamento da Seleção Nacional aporta às respetivas carreira profissionais, quem se recusar a perceber o sentido máximo da representação do país, pode fazer as malas e deixar a Cidade do Futebol.
Neste projeto, com alguém como Jorge, só há lugar a quem tenha sentido de equipa, de coletivo, fazendo da consciência da soma de valores individuais a mais-valia do grupo.
Sentido de pertença a um bem maior, a tal Equipa de Todos Nós que a felicíssima e duradoira expressão criada e popularizada por Cândido de Oliveira pretendeu, transversalmente, motivar e exponenciar.
Jesus sabe que corre riscos neste regresso a Portugal. Desde logo, as rivalidades intestinas que caraterizam o futebol doméstico, com o clubismo exacerbado a ultrapassar, muitas vezes, os limites da decência e da urbanidade, seja por culpa de uma muito portuguesa tradição de falar mal do vizinho para engrandecer méritos próprios, seja pela irresponsabilidade consabida de muitos dirigentes de topo, de colocar à frente dos interesses globais da indústria e do negócio as quezílias e as questiúnculas coloridas, sejam vermelhas, azuis ou verdes.
Portugal é assim, associando uma muito latina mentalidade e uma doentia incapacidade de separar o trigo do joio e a uma indomável vontade de levar a crítica e a má-língua a patamares inadmissíveis quando se trata de desporto, ainda que de alto rendimento e com riscos diretamente associados.
Jesus sabe-o melhor do que ninguém, ao ter trocado Benfica por Sporting num momento especialmente sensível da história das rivalidades entre os dois gigantes lisboetas.
Mas, se bem o conheço, esse perfil português terá até sido uma das coadjuvantes no processo de tomada de decisão favorável ao desafio de Pedro Proença, um presidente da Federação Portuguesa de Futebol inevitavelmente amarrado à decisão e à escolha que previamente tinha feito, por força da vitória entretanto alcançada pela Seleção na quarta edição da Liga das Nações. Optou por cumprir o compromisso com Roberto Martínez, mas sabia-se que o final da participação lusa no Mundial das Américas marcaria, sem volta a dar, o termo do acordo com o treinador espanhol.
Portanto, da parte do líder federativo, foi um processo simples e, pela banda do treinador da Amadora, uma decisão imediata, alinhada com o que ele próprio sempre havia assumido como perspetiva para os anos finais da sua carreira.
A gestão do balneário, para um selecionador — que não treina diariamente, que observa a uma distância de segurança e que constrói, anualmente, dez ou doze microciclos de treino — é o elemento essencial da sua conduta e do seu projeto. Com ela dá forma à implementação do seu estilo de jogo, a ela junta as nuances táticas com que aproveita as sucessivas gerações de jogadores, projetando a mescla ideal entre os pilares experientes e os recém-chegados irreverentes.
Não tem tempo nem mãos a medir: os primeiros desafios, num novo modelo de agrupamento das datas FIFA, chegam já em setembro, e Portugal é, até, o defensor do título em nova edição da Liga das Nações.
Ao novo selecionador é devido o tempo, mas sobretudo o reconhecimento de que dificilmente haveria, em Portugal, alguém mais capaz, mais dotado e com maior vontade de aceitar este trabalho. E isso, para os adeptos do futebol, deverá ser suficiente para manter expetativas elevadas…
Cartão amarelo
Sim, estamos no início da temporada, e treinadores recém-chegados merecerão sempre um amolo espaço, correspondente ao natural benefício da dúvida. Mas os processos de construção de uma equipa não se compadecem com calendários cada vez mais apertados. E o Benfica não estava habituado a uma pressão inicial tão notória, seja pela chegada de Marco Silva e da sua equipa técnica, seja pela necessidade de, do ponto de vista competitivo, entrar já em julho a defender uma posição nas competições europeias. O presidente encarnado, Rui Costa, foi claro na projeção da eliminatória com os suíços do St. Gallen: seria inadmissível qualquer outro desfecho que não fosse a passagem à fase seguinte. Ora o primeiro jogo foi de um cinzentismo notório, e o Benfica regressa a Portugal a ter de dar a volta, quinta-feira, no estádio da Luz. Creio que o antigo treinador do Sporting e do Fulham tem a plena noção do quão significativo se tornou o jogo da próxima semana…"
Vitória em amigável
"Em destaque na BNews, a vitória do Benfica ante o Belenenses numa partida de pré-época.
1. Ensaio positivo
Em jogo de preparação realizado no Estádio da Luz, com várias estreias absolutas de atletas pela equipa principal, o Benfica ganhou ao Belenenses por 5-1.
2. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os cinco golos marcados pelo Benfica ao Belenenses.
3. Bilhetes disponíveis
Venda de ingressos para o desafio entre Benfica e St. Gallen 1879, da 2.ª mão da 2.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa.
4. Contratação
Felipe Lima chega ao Benfica por empréstimo do Alverca.
5. Pré-época da formação
Os Juvenis A prosseguem os trabalhos de início de pré-época e os Juvenis B arrancam a pré-temporada.
6. Inspiradoras no relvado
A equipa feminina de futebol do Benfica efetuou o primeiro treino no relvado na presente pré-época.
7. Movimentações do defeso
Zach Solomon junta-se ao plantel de voleibol do Benfica.
8. Team building
A equipa masculina de andebol prepara-se para a nova temporada.
9. Sorteio
As equipas masculina e feminina do Benfica já conhecem os adversários nas respetivas competições europeias."
'Olvidémonos de todo'
"A Espanha não derrotou apenas uma equipa. Derrotou uma narrativa. E as narrativas morrem devagar. Primeiro recusam a realidade. Depois procuram culpados. Finalmente inventam mistérios. Só muito mais tarde regressam ao futebol.
As grandes frases do futebol quase nunca explicam o jogo. Explicam aquilo que fazemos dele. A que Lionel Messi pronunciou no túnel, antes da Argentina entrar em campo para disputar a final contra a Espanha, parecia apenas um convite à serenidade, à concentração, ao velho princípio de que uma final não se joga com o ruído do mundo, joga-se apenas com a bola. Bastaram, porém, 120 minutos de impotência para que olvidémonos de todo deixasse de ser um conselho e passasse a ser uma prova. Ou aquilo que muitos desejavam que fosse uma prova. Talvez porque perder nunca seja apenas perder.
A Argentina de Scaloni não era apenas uma seleção. Era uma narrativa. O grupo que sobrevivia quando tudo parecia perdido. A equipa que encontrava uma resposta quando o futebol parecia já não oferecer nenhuma. Contra o Egito, contra a Inglaterra, tantas vezes durante este Mundial, parecia existir uma espécie de pacto invisível entre aqueles jogadores e o destino. Havia sempre mais uma corrida, mais um duelo, mais uma crença. E quando uma equipa vive demasiado tempo no território do extraordinário, o normal deixa de satisfazer. A derrota deixa de parecer possível.
Terá sido isso que aconteceu diante da Espanha? Perder contra a equipa de Luis de la Fuente não deveria constituir um escândalo. A La Roja dominou Portugal, anulou a França e repetiu a mesma superioridade com a Argentina. Controlou os espaços, a posse e o ritmo. Obrigou os campeões do Mundo a viver longe da baliza adversária. A Argentina fez o único remate apenas no prolongamento, sendo brutalmente submissa e incapaz de dar continuidade à sucessão de milagres a que habituara os seus adeptos. Foi uma derrota dura para os argentinos, mas desportivamente compreensível. O problema é que o coração raramente aceita aquilo que a razão considera evidente. E foi nesse vazio que nasceu a conspiração.
A imagem de Messi a repetir «esqueçamo-nos de tudo», os rostos carregados de alguns jogadores, Enzo Fernández emocionado, Lisandro Martínez aparentemente abatido, bastaram para construir uma explicação alternativa. Como se houvesse um segredo escondido naquele túnel. Como se existisse uma ameaça. Como se a FIFA, a política, os interesses internacionais ou qualquer força superior tivesse entrado no balneário e retirado à Argentina aquilo que mais a definia: a coragem.
Apesar de Scaloni e da equipa técnica terem rejeitado categoricamente qualquer cenário desse género, a história continuou a crescer porque, quando uma teoria responde melhor à dor do que os factos, a dor escolhe quase sempre a teoria. É um mecanismo profundamente humano. As teorias da conspiração não nascem apenas da ignorância. Nascem, muitas vezes, do amor.
Quem ama exageradamente um herói, tem dificuldade em aceitá-lo vulnerável. O herói pode ser traído, pode ser sabotado, pode ser vítima de uma injustiça histórica. O que custa verdadeiramente aceitar é que, durante 90 ou 120 minutos, alguém tenha sido simplesmente melhor.
No fundo, a conspiração preserva a identidade. Se a Argentina perdeu porque foi pressionada, então continua a ser invencível. Se Messi entrou condicionado, então o mito permanece intato. Se existiu uma força invisível, então ninguém precisa de rever aquilo em que acreditava.
Esta necessidade ganha ainda mais força quando se fala da geração que reconstruiu o orgulho argentino. A geração que conquistou o Mundial 2022, que venceu duas Copa América, que fez da resistência uma estética. A mesma geração que, depois da vitória sobre a Inglaterra, ergueu a bandeira com a inscrição Las Malvinas son argentinas, fundindo futebol, memória e identidade nacional numa única fotografia. A partir desse instante, aqueles jogadores deixaram de representar apenas uma seleção. Passaram a representar uma ideia de país, uma história, uma guerra jamais esquecida e um novo capítulo de soldados com chuteiras que tinha começado na equipa de Maradona em 1986. E quando uma ideia perde, a derrota nunca é apenas desportiva.
O Mundial é o lugar onde os povos representam aquilo que gostariam de ser. Talvez seja por isso que a Argentina tenha dificuldade em olhar para esta final apenas como um jogo. Porque, durante décadas, ensinou a si própria que competir era resistir, que sofrer era vencer moralmente e que o impossível era apenas uma etapa antes da glória.
Mas existe uma grandeza maior do que vencer. Existe a coragem de reconhecer que, naquele dia, o adversário foi mais competente.
Só que a Espanha não derrotou apenas uma equipa. Derrotou uma narrativa. E as narrativas morrem devagar. Primeiro recusam a realidade. Depois procuram culpados. Finalmente inventam mistérios.
Só muito mais tarde regressam ao futebol.
Talvez seja isso que Messi realmente tenha querido dizer naquele túnel: «Esqueçamo-nos de tudo.» Não das ameaças que ninguém conseguiu provar. Não das teorias que nasceriam dias depois. Nem sequer do peso de uma camisola que carregava campeões do mundo, bicampeões da América e milhões de expectativas. Esqueçamo-nos apenas do ruído. Porque, às vezes, o futebol é cruel precisamente por ser tão simples. Há dias em que não existe conspiração. Existe apenas um adversário que joga melhor.
Ou talvez não. Talvez exista uma razão para que tanta gente tenha preferido acreditar numa história escondida.
Este Mundial foi jogado num ambiente onde o futebol nunca conseguiu libertar-se completamente da política. Com Donald Trump demasiado presente, com Gianni Infantino a ser mais fantoche da Casa Branca do que presidente da FIFA. Ou com decisões disciplinares que levantaram perplexidade, como o levantamento da suspensão de Folarin Balogun para o jogo dos Estados Unidos contra a Bélgica.
Criou-se um clima onde a confiança deixou de ser um dado adquirido. Quando as instituições alimentam zonas cinzentas, também alimentam a imaginação.
Não existe uma única prova que demonstre uma conspiração contra a Argentina. Mas também se tornou mais difícil exigir que todos a descartem de imediato. E aqui está o verdadeiro problema. Não é a conspiração que assusta. É o facto de o futebol contemporâneo ter deixado de oferecer razões suficientes para que ela pareça absurda."
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