Últimas indefectivações

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Só mais uma...

Barcelos 4 - 5 Benfica

Grande vitória, não pela qualidade de jogo, mas pela capacidade de luta! Só uma equipa com  muita fome de títulos, ganhava este jogo!
Com o Barcelos a arrancar com dois golos, praticamente nos primeiros dois remates à baliza, o Benfica foi obrigado a recuperar... conseguimos, empatámos ainda antes do intervalo!
No 2.º tempo, voltámos a ficar em desvantagem por dois golos, e voltámos a recuperar... levando o jogo para prolongamento, onde num Livre Direto, concretizámos a remontada, e ficámos em vantagem pela primeira vez...

O jogo ficou marcado pelas constantes simulações dos jogadores do Barcelos, um espectáculo de mergulho para a piscina!!! Não deixa de ser irónico que o golo da vitória do Benfica tinha sido marcado, após uma falta por simulação do Vieirinha!!!

Juvenis - 16.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 0 Alverca
Souza, Almeida, Patel


Nova vitória, apesar duma expulsão perto do fim...

Rabona: PSG Make Champions League HISTORY vs Stubborn Arsenal

Os penáltis têm graça e talvez resolvam o problema do Benfica


"Mais um título europeu para quatro portugueses, que mal terão tempo para descansar até entrar em modo Mundial. Entretanto o mercado continua a mexer, mais nuns do que noutros...

Ponto final no futebol europeu de clubes, com o PSG a vencer novamente a Liga dos Campeões, desta vez no desempate por grandes penalidades (bem mais difícil bater o Arsenal do que aquele 5-0 da final do ano passado, frente ao Inter).
Os penáltis são aquele momento que tem sempre imensa graça desde que nos seja indiferente quem ganha e quem perde e acabaram por acrescentar uma pitada de imprevisibilidade a uma partida em que ambas as equipas (e ambos os treinadores) sabiam quase tudo o que tinham de fazer e de evitar que o adversário fizesse.
Neste caso, com Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e depois Gonçalo Ramos em campo (mais Luís Campos), os portugueses não estavam assim tão emocionalmente distantes do resultado final. O avançado controlou os nervos para bater - e bem! - o primeiro penálti da tarde, mas o lateral que é quase um especialista desta vez até falhou. Dos dois médios não há nada de novo a dizer: um foi o melhor da partida, o outro também podia ter sido.
Foram mais de 120 minutos para as pernas de muitos jogadores (que já não tinham poucos...) e que vão ter agora algumas horas para descansar, até entrarem em modo Mundial. Vitinha saiu de rastos e quase que aposto que Roberto Martínez fez umas orações na bancada de Budapeste para afastar qualquer lesão (noc, noc, noc - pelo sim pelo não, bati três vezes na madeira).
E já que falo de seleções, a esta distância não vejo equipa potencialmente tão forte quanto a França (o país do agora bicampeão europeu, não só mas também por causa dele).
Mas o Mundial não será o único motivo para nos mantermos atentos durante o verão. O mercado já mexe e as páginas de A BOLA são e serão a confirmação disso mesmo.
O Sporting atacou cedo e Palhinha e Andersen serão os reforços que se seguem. Resta esperar para ver se todas as saídas previstas se concretizam, porque nem sempre as propostas correspondem ao que se esperava. Se houver novela este ano, será por aqui...
O FC Porto começou por resolver as situações mais evidentes, com as saídas já esperadas, e sabe bem o que precisa: dois avançados (um deles será André Silva), um lateral-esquerdo e um médio com função semelhante à que tinha Fofana.
O Benfica faz o que pode enquanto tem treinador mas espera que este assine por outro clube, e tenta assegurar outro que até tem uma bela proposta da atual equipa. Ninguém desempata? Às tantas mais vale ir a penáltis..."

O efeito da vitória do Torreense no futebol português


"A vitória do Torreense na Taça de Portugal não foi apenas um belo capítulo no futebol português, foi também uma lição de humildade, compromisso, foco e concentração. Enquanto uns conseguem superar limitações através da qualidade do seu trabalho, outros continuam a enfrentar problemas financeiros difíceis de explicar ou demonstram incapacidade para preparar o futuro com a antecedência necessária. O triunfo do Torreense deve, por isso, ser analisado de uma forma abrangente. As suas consequências fazem-se sentir muito para além de Torres Vedras e ajudam-nos a refletir sobre o estado atual do nosso futebol.

Luís Tralhão: o rosto da surpresa
O principal responsável por esta época extraordinária do Torreense chama-se Luís Tralhão. A recuperação realizada desde que assumiu a equipa principal demonstra que, mesmo num contexto de pressão e recursos limitados, a competência e preparação continuam a ser um fator decisivo no futebol. A presença no play-off de subida e a conquista da Taça de Portugal não são obra do acaso, mas sim o reflexo de liderança, organização e capacidade de maximizar os recursos disponíveis. O Torreense mostrou que ainda há espaço para a crença, o mérito e para a qualidade do trabalho.

Quando a dívida entra em campo
O sucesso do Torreense surge também numa altura em que o futebol português volta a discutir a importância da sustentabilidade financeira. O caso do Estrela da Amadora, que recentemente solicitou aos seus credores um perdão significativo da dívida para assegurar a continuidade nas competições profissionais, levanta questões que não podem ser ignoradas.
Que leitura fazem desta situação os clubes que procuram cumprir as suas obrigações e gerir os seus recursos de forma prudente? Mais do que analisar este caso concreto, importa perceber se as regras em vigor garantem condições de concorrência equilibradas para todos. A credibilidade das competições depende não apenas do que acontece dentro das quatro linhas, mas também da transparência e do rigor com que são avaliadas estas situações, sendo que a Liga de clubes tem uma palavra a dizer.

A pressão sobre o Sporting
A vitória do Torreense teve ainda outra consequência imediata: aumentou a pressão sobre o Sporting. Perder uma final frente a um adversário de um escalão inferior é sempre um momento de reflexão para qualquer equipa que luta regularmente por títulos. Mais do que a derrota em si, importa analisar a forma como ela aconteceu e as lições que dela podem ser retiradas.
As equipas realmente vencedoras são aquelas que conseguem manter os mesmos níveis de concentração e exigência independentemente do adversário ou do contexto. O hábito de ganhar não se constrói apenas nos grandes jogos, constrói-se diariamente, através de uma cultura competitiva que não permite relaxamentos. A próxima época mostrará se este desaire foi apenas um acidente de percurso ou um sinal de que existem aspetos a corrigir numa equipa que vinha a dar claros sinais de crescimento.

O Benfica e a urgência de decidir
O problema do Benfica não se resume aos seis jogos adicionais que terá de disputar para alcançar a fase de liga da Liga Europa. O verdadeiro problema é que estas exigências surgem num momento de enorme indefinição. A poucas semanas do arranque da nova temporada, continua sem existir uma decisão clara sobre a liderança técnica da equipa. Num clube da dimensão do Benfica, o planeamento da época seguinte deveria estar praticamente concluído nesta fase do ano.
Em vez disso, a sensação transmitida para o exterior é a de uma estrutura que aguarda acontecimentos sobre os quais não tem controlo, adiando decisões que deveriam depender exclusivamente da sua vontade e da sua estratégia. O mais preocupante não é a demora na tomada de decisão, mas sim a imagem de impotência que dela resulta. Os grandes clubes afirmam a sua liderança através da capacidade de decidir, definir caminhos e executar planos. Quando a perceção é a de que os acontecimentos ditam o comportamento da administração e não o contrário, instala-se inevitavelmente a dúvida. A especulação aumenta, a incerteza prolonga-se e a preparação da nova época pode ficar comprometida.
Num contexto já marcado pela ausência da Liga dos Campeões e pela necessidade de disputar mais seis jogos europeus, esta indefinição transmite uma sensação de falta de rumo. Os clubes de topo distinguem-se, muitas vezes, não pelas decisões que tomam quando tudo corre bem, mas pela rapidez e clareza com que atuam nos momentos mais difíceis. O Benfica enfrenta hoje um desses momentos. Quanto mais tempo adiar decisões estruturais, maior será o risco de começar a próxima época condicionado por problemas que deveriam estar resolvidos muito antes do primeiro treino.

A VALORIZAR: JOSÉ FONTE
Teve de sair de Portugal para ser valorizado. Fez uma grande carreira e merece o nosso reconhecimento. Espero que do lado de fora possa ser alguém com um pensamento critico que nos ajude a evoluir na direção certa.

A VALORIZAR: MANCHESTER CITY
As despedidas de Guardiola e Bernardo Silva foram marcantes e inesquecíveis. A forma como o Manchester City se despediu de algumas referências da última década diz muito sobre a cultura e valores que regem o clube.

A DESVALORIZAR: SPORTING
Com mais dias de descanso e de preparação, a perda da final da Taça de Portugal frente ao Torreense é um falhanço inexplicável."

Kanal: Tamos Juntos - Novela ou filme de terror?!

BF: Marco Silva...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Uma final aborrecida e Marco Silva vai roer a corda?

BolaTV: O Meu Mundial - Nuno Gomes...

Concerto de Balneário | Badoxa e os campeões de Rugby

Record: Jéssica Silva...

DAZN: The Premier Pub - "Stones e Silva"

Jordan Santos: cair, levantar, acreditar… e voltar a vencer


"Há histórias que não cabem nas estatísticas. Não se medem em golos, troféus ou prémios individuais, medem-se no que deixam para trás: no impacto, na inspiração, no exemplo, no caminho que abrem para outros seguirem. São histórias que vão muito além das conquistas. Contam-se nas quedas, mas sobretudo na forma como se volta a levantar. Foi exatamente isso que encontrei quando conversei com Jordan Santos.

Num desporto feito de areia instável, Jordan construiu uma carreira sólida, recheada de títulos. Mas não foi um caminho linear. Foi feito de insistência, de dúvidas, de dor e de uma capacidade rara de continuar a acreditar quando tudo parece desmoronar.
A paixão pelo futebol de praia nasceu muito cedo. Cresceu junto ao mar, com a praia como cenário permanente:
− Passava os verões inteiros a jogar, de manhã à noite… muitas vezes com adultos.
Desde cedo, habituou-se a cair, a levantar e a lutar. A perder duelos físicos, a enfrentar jogadores mais velhos, a ser posto à prova. Talvez tenha sido aí que tudo começou verdadeiramente. Mais tarde, quando disse que queria ser profissional de futebol de praia, voltou a cair… desta vez no olhar dos outros. Chamavam-lhe louco.
Numa altura em que a modalidade não tinha a expressão que tem hoje, apenas nomes como Madjer, Alan e Belchior conseguiam viver do jogo. Tudo o resto era incerteza. Mas ele escolheu acreditar:
− Achava mesmo que podia ser um deles.
E aqui começa a verdadeira história de superação. Porque acreditar, quando tudo aponta no sentido contrário, é sempre o primeiro passo e muitas vezes o mais difícil.
Com 16 anos, treinava sozinho na praia. Sem aplausos, sem garantias de nada, sem certezas. Apenas com uma convicção: a de que podia chegar lá. Acreditou, insistiu e lutou. 
Aos 17 anos, chega à Seleção Nacional. Mostra o seu valor. Ganha espaço. Cresce. Evolui. E, passo a passo, transforma um sonho improvável numa realidade concreta. Mas a vida e o desporto raramente permitem histórias perfeitas. Depois de atingir o topo em 2019, quando foi considerado o melhor jogador do mundo, voltou a cair. E caiu com força. Lesões graves, recuperação longa, dúvidas inevitáveis:
− No início foi a dor física… depois veio a parte mental. O ‘porquê eu?’
Depois de atingir o topo em 2019, quando foi considerado o melhor jogador do mundo, voltou a cair. E caiu com força. Lesões graves, recuperação longa, dúvidas inevitáveis:
− No início foi a dor física… depois veio a parte mental. O ‘porquê eu?’
Mais recentemente, voltou a enfrentar o mesmo cenário. Outra lesão. Outra paragem. Outra batalha invisível.
− Caí novamente no mesmo buraco. Podia reclamar, desistir ou parar. Mas a minha história já me ensinou demasiadas coisas para acreditar que acaba aqui. Voltar duas vezes torna tudo muito mais difícil. Mas também faz com que voltar a brilhar tenha ainda mais valor. Vou voltar. Mais preparado. Mais forte. E, desta vez, para ficar. Sentia que algo não estava bem. Mas não queria acreditar. Parecia injusto. Improvável. Mesmo assim, como campeão que sou, fui a jogo por Portugal. Sem ligamento. E ainda assim houve vitória e golo.
É aqui que muitas carreiras terminam. Não pela falta de talento, mas pelo desgaste invisível. Mas Jordan escolheu levantar-se outra vez:
− Nunca pensei em desistir.
A frase é simples, mas diz tudo sobre aquilo que ele é feito. Porque não se trata apenas de regressar fisicamente. Trata-se de reconstruir confiança, identidade, propósito. E isso exige mais do que treino. Exige crença.
Hoje, quando fala, sente-se essa transformação:
− Sinto-me mais forte mentalmente… estas quedas ensinaram-me muito.
Talvez seja essa a maior vitória. Porque cair faz parte. Levantar é uma escolha. Enquanto isso, à sua volta, o futebol de praia português continua a crescer. E não é coincidência. É consequência.
Recentemente, Portugal conquistou o Campeonato da Europa de Sub-20, ao vencer a Espanha por 9-3, em Viareggio. Uma vitória que mostra o presente, mas sobretudo o futuro da modalidade. Nessa equipa, surgem novos nomes que começam a escrever o seu caminho: Cristiano, eleito melhor guarda-redes, Pola, distinguido como melhor jogador, e Gonçalo Loureiro, melhor marcador com 11 golos. São sinais claros de crescimento. Mas também de continuidade. Porque antes deles, houve quem abrisse caminho. «Sinto que fiz parte desse crescimento», disse-me Jordan. E disse bem. Hoje, muitos jovens já não veem o futebol de praia como alternativa. Veem-no como destino. E isso deve-se, em grande parte, a exemplos como o dele.
Mas talvez o mais impressionante seja que, no meio de tudo isto, nada parece tê-lo mudado:
− Continuo exatamente a mesma pessoa.
Num desporto onde o sucesso pode facilmente desviar trajetos, Jordan mantém-se fiel às suas raízes. À família, aos amigos, aos valores. E é precisamente aí que encontra força para continuar:
− O que me motiva é a minha família… e a fome de ganhar.
Fome essa que não desaparece com os anos, nem com as conquistas. Pelo contrário, cresce.
No final da conversa, destacou os grandes nomes do futebol de praia português — Madjer, Alan, Belchior, Mário Narciso, Bruno Torres, Bê e Leo Martins, Pedro Mano, Rui Coimbra — e deixou uma mensagem simples, mas poderosa às novas gerações:
− Acreditem em vocês e trabalhem muito.
Mas houve outra frase que me ficou ainda mais:
− O mais importante é sermos melhores do que nós próprios.
Num mundo obcecado com comparações, esta ideia é quase revolucionária. E talvez seja isso que define Jordan Santos. Não apenas o talento. Não apenas os títulos. Mas a forma como enfrenta a queda. Cai. Levanta. Acredita. E volta a vencer. Porque há atletas que não são definidos pelos infortúnios, mas pela forma como insistem em voltar a levantar-se e o Jordan, tantas vezes, já nos mostrou que o verdadeiro triunfo não é nunca cair, é nunca deixar de acreditar que ainda há um caminho para ser trilhado e muito para conquistar."

Haiti: Duckens Nazon, o viciado em golos que pôs um hat-trick à frente da mulher grávida e demorou dois dias a fugir da guerra

"O melhor marcador da história do Haiti vai chegar ao Mundial 2026 sem ritmo. Apesar de estar ligado a uma equipa do Irão, decidiu fugir do país quando viu bombas caírem a 100 metros. A busca por um refúgio não se fez sem peripécias, nomeadamente uma espera de cerca de 35 horas na fronteira com o Azerbaijão que só foi resolvida graças a um cartão SIM virtual. O avançado de 32 anos não compete desde essa odisseia.

Em vésperas de Mundial, era altura de tratar da burocracia. A equipa iraniana do Esteghlal deu dois dias de folga e Duckens Nazon decidiu viajar até França. Internacional pelo Haiti, pretendia usar o descanso para tratar de papelada no país de nascimento, de modo a que tudo estivesse em ordem na altura da convocatória.
Sentou-se dentro do avião. Enquanto o
s procedimentos de embarque decorriam, recebeu uma mensagem de um amigo a jogar em Israel. O colega disse que estava a ouvir o alarme que sinaliza ataques. Duckens considerou-se um sortudo por não estar na mesma situação. Enquanto tinha este pensamento, o capitão mandou toda a gente sair do avião. O espaço aéreo tinha sido fechado.
Voltou ao centro de Teerão, o alvo das investidas dos Estados Unidos e de Israel no final de fevereiro, porque a equipa treinada por Ricardo Sá Pinto estava a organizar a retirada dos jogadores estrangeiros. Pelo caminho, viu bombas caírem a 100 metros. Nazon esperou sete horas pelo veículo que o levou à fronteira com o Azerbaijão e demorou nove horas a completar o percurso. Quando chegou, eram 4h30.
De manhã, carimbaram-lhe o passaporte e preparava-se para seguir caminho. Porém, a travessia não seria assim tão fácil. Supostamente, precisava de um código para continuar. Duckens encontrava-se incontactável e, no Irão, a internet estava em baixo. Com um cartão SIM virtual de que, por acaso, era proprietário, fez um milagre com a pouca rede azeri que conseguia obter. Mesmo com dificuldades, falou com a mulher e acionou o embaixador francês no Azerbaijão. Ainda assim, esteve entalado entre os dois países aproximadamente 35 horas.
Desde aí, não voltou a jogar no Irão, país que, entretanto, suspendeu as competições. Apesar do pouco ritmo competitivo, o nome de Duckens Nazon consta da convocatória do Haiti para o Mundial 2026. Seria difícil que tal não acontecesse. O avançado tem 44 golos em 80 encontros, números que fazem dele o melhor marcador da história da seleção que esteve presente pela última vez no torneio em 1974. Mais seis encontros e isola-se também como o jogador com mais internacionalizações pelo Haiti.
Se tiver decidido escrever crónicas de viagens, certamente que tem material de apetecível leitura. Aos 32 anos, já jogou em oito países. Começou a carreira nos escalões inferiores de França antes de emigrar pela primeira vez. Estava na Índia quando o Wolverhampton demonstrou um súbito interesse no ponta de lança. Acabaria por não se estrear na equipa principal e continuar a carreira em países como Bélgica, Escócia, Bulgária e Turquia.
Durante o drama passado no Irão, a mulher estava a acompanhar a situação à distância. Junto a si, tinha os quatro filhos. Um deles nasceu há menos de um ano. A companheira de Duckens tinha uma cesariana marcada para o dia seguinte ao Costa Rica-Haiti, jogo de qualificação para o Mundial. Porém, o risco de o tempo de vida do bebé começar a contar antes do previsto era alto.
O jogador percebeu que não ia ser titular e decidiu questionar o treinador. Os dois tinham ideias divergentes sobre a situação. O técnico preferia que Nazon entrasse na segunda parte para dar um impulso à equipa. Desagradado, o jogador transmitiu que não estava disponível, porque queria estar junto da mulher durante o nascimento da criança. O selecionador argumentou que a sua presença era “importante para o espírito de equipa” e Duckens reclamou. “Não sou um comediante”, contou em entrevista à FIFA.
Ainda assim, o goleador acabou convencido e comunicou à mulher que ia assumir o risco de não assistir ao nascimento para estar no jogo frente aos costa-riquenhos. Duckens Nazon entrou na segunda parte e marcou um hat-trick, contributo fundamental para o empate (3-3). No final, a esposa entristecida com a decisão acabou por ter companhia na hora H."