Últimas indefectivações
quarta-feira, 25 de março de 2026
SEGURAR OS JOVENS DE VALOR É MEDIDA IMPORTANTÍSSIMA
"1. Se se pode (e deve) criticar o projeto desportivo do Benfica pela excessiva rotatividade de treinadores e jogadores, quando se sabe que a estabilidade é um valor importante na gestão do futebol, também se pode (e deve) elogiar as sucessivas renovações dos jovens campeões da Europa e do Mundo de sub-17: primeiro Anísio, logo que fez 18 anos, agora Banjaqui ao fazer 18 anos, seguir-se-á José Neto, que fará 18 anos a 19 de abril.
2. Segurar contratualmente jovens jogadores de qualidade produzidos na nossa formação é importante, mas mais importante é o que se segue: a correta e equilibrada gestão das suas carreiras até se imporem pelo seu inequívoco valor na equipa principal.
3. A aposta em jovens formados em casa apresenta múltiplas vantagens, a saber entre outras:
a) diminui a necessidade de investir fora de portas, logo diminui o valor das amortizações que tanto peso têm nas contas da SAD;
b) baixa a massa salarial, outra rubrica com muito peso do lado dos custos da SAD;
c) acrescenta importantíssima identidade (e cumplicidade) Benfiquista à equipa;
d) permite maior e melhor aproveitamento desportivo dos nossos ativos;
e) admitindo que é impossível manter connosco os craques que formamos, quando chega a altura (retardada) de os vender as mais-valias são maiores do que as dos jogadores comprados fora.
4. Para além dos três aqui referidos, vários outros jovens há nas nossas equipas de formação que merecem ver realizado o sonho de se firmarem na equipa principal do clube. Assim seja!"
Até ao fim...
"Até ao fim"
— O Fura-Redes (@OFuraRedes) March 24, 2026
João Diogo Manteigas pic.twitter.com/LpA0Ow49m7
Aceitem que dói menos: o Portugal que nos enche de orgulho é feito de todas as cores!
"A bofetada de ouro: quando o sangue imigrante faz tão mais por Portugal do que os falsos patriotas de gabinete. Guardem com amor e carinho estes nomes: Agate, Gerson e Isaac
Domingo, na Polónia, o ar estava gélido, daquele que corta a pele e encolhe a alma aos mais distraídos. Mas, entre o tartan de Torun e o pódio que teima em falar português, o calor que nos chegou à alma não veio do sol, mas do voo. Do voo de Gerson Baldé, da passada imparável de Agate de Sousa e da resistência de aço de Isaac Nader. Três nomes que, no mapa da nossa euforia, desenharam a geometria perfeita da vitória: dois ouros e uma prata. Três medalhas que pesam tanto como a nossa História, mas que parecem não caber na balança de alguns.
É curioso, para não dizer sintomático, o silêncio que se abate sobre certas bancadas da nossa praça pública quando o brilho do ouro não condiz com a paleta de cores de quem advoga uma portugalidade de sangue puro e árvore genealógica imaculada. Enquanto o País real vibrava com o salto de Gerson — que limpou a fasquia como quem limpa o pó a um preconceito antigo — e se rendia ao talento de Agate, os arautos da exclusão, os defensores de uma pátria pequena e ranhosa, pareciam sem rede ou sem voz.
Onde andam os guardiões dos «portugueses de bem»?
Onde se meteram os que gastam o latim a dividir o «nós» dos «eles», quando o «eles» é, tantas vezes, o melhor de nós? Pelos vistos, o patriotismo desta nova direita radical, que cresce à sombra do medo e do ruído, é um patriotismo seletivo. Gostam da bandeira, mas preferem-na sem as mãos que a seguram, se essas mãos tiverem memórias de outras paragens ou apelidos que não soem a convento antigo.
Não há «portugueses de bem». Essa expressão é um escarro na face da nossa identidade. O que há é, e sublinhe-se, portugueses que fazem bem. Portugueses que sofrem no treino, que abdicam da juventude e que, na hora da verdade, elevam a esfera armilar ao topo do mundo.
Gerson, Agate e Isaac não são «imigrantes que correm por nós». São Portugal. Ponto final. Sem asteriscos, sem notas de rodapé, sem pedidos de autorização a quem se acha dono de uma linhagem que, na verdade, sempre foi feita de encontros, de partidas e de chegadas.
É de uma hipocrisia gritante celebrar as conquistas de Quinhentos e, depois, torcer o nariz aos que hoje, em sentido inverso, fazem o caminho da esperança para nos dar glória. Portugal sempre foi maior do que o seu território. A nossa verdadeira fronteira é o talento e a nossa língua é a da superação.
Quando Isaac Nader cerra os dentes na última curva, não está a correr pela sua herança; está a correr pela nossa esperança. Quando Agate voa sobre a areia, ela não está a saltar de um país para outro; está a aterrar no panteão dos nossos heróis desportivos.
Esta mudez da direita radical perante o sucesso destes atletas é a prova provada de que o seu projeto não é de amor à pátria, mas de ódio à diferença. Querem um Portugal a preto e branco, quando a nossa maior força sempre foi o tecnicolor da beleza da mistura.
O silêncio deles é o nosso maior aplauso. Porque enquanto eles se fecham em gabinetes a discutir quotas de pureza, o Gerson Baldé sobe mais alto, a Agate chega mais longe e o Isaac corre mais depressa.
Domingo, na Polónia, o hino nacional não desafinou. Foi cantado com sotaques diferentes, com peles de tons distintos, mas com o mesmo bater de coração.
No fim do dia, as medalhas não têm cor de pele; têm a cor do suor e a luz do orgulho. Portugal abraçou os seus filhos. Todos eles. E aos que ficam no canto, amargurados, a tentar definir quem pode ou não ser português, deixamos um conselho: olhem para o pódio. Lá em cima, o ar é mais puro e não se ouve o ruído da intolerância. Lá em cima, somos apenas Portugal. E como sabe bem ser este Portugal assim: livre, misturado e, acima de tudo, campeão."
Benfica: Rui Costa a pensar e a fazer bem
"Renovações com campeões do mundo sub17 são boas notícias para o Benfica, mesmo num plano de contingência que possa ter de ser aplicado.
Anísio Cabral renovou, Daniel Banjaqui já o fez e só falta o anúncio e, como escreve A BOLA, seguir-se-á José Neto. Três notícias boas para o Benfica e que, provavelmente, são uma das intenções mais lúcidas do presidente Rui Costa a nível da gestão desportiva. Porém, como tudo que é estratégico, terá de ter aplicação prática.
Como primeiro ponto é preciso revelar os três rapazes. A qualidade que têm demonstrado, já com provas na equipa principal. Sabemos que no futebol hoje pode estar-se no topo e amanhã dar-se um trambolhão. Não faltam exemplos no Benfica, já agora, de que assim é.
Posto isto, viremo-nos para as implicações das anunciadas renovações, que terão sempre de passar por uma aposta do treinador. Anísio, Banjaqui e Neto estarão nos planos para o plantel de 2026/27. Assim sendo, pode ser o fim do «scouting de emergência». Sob a batuta de uma estrutura técnica que os valorize (a presença de Mourinho no horizonte do clube e as suas próprias declarações sobre os jovens reforçam esta exigência), estes jogadores entram no balneário com selo de qualidade, criam uma base forte da formação e permitem ao Benfica ter também um núcleo que sente a mística. Mais importante, reduzem a necessidade de ter «suplentes de mercado» que custam milhões em comissões e salários e de qualidade por comprovar, como Issa Kaboré ou Jan-Niklas Beste.
Com a Champions em risco, apostar nestes talentos é também a forma mais eficaz de conter custos sem perder competitividade. Cada vaga no plantel principal preenchida por um Neto ou um Banjaqui é um investimento de milhões que o Benfica deixa de gastar num jogador vindo do estrangeiro e uma redução na folha salarial. Ou seja, converte-se o talento do Seixal em capital próprio, garantindo que o orçamento de transferências pode ser canalizado apenas para contratações cirúrgicas e diferenciadoras, como Mourinho seguramente «pedirá».
No entanto, para que a estratégia seja mestre e não apenas cosmética, é imperativo que estes jovens sejam, no mínimo, segundas opções reais. O tempo das «chamadas para treinos» acabou.
Se Banjaqui e companhia ficarem na bancada a ver passar minutos, o ativo desvaloriza e a motivação quebra. A estratégia só será efetiva se o treinador tiver a coragem de os lançar não só quando o titular vacila, mas numa lógica de gestão do plantel e de evolução do trio. Só assim o Benfica poderá vir a ter, em 2026/27, jogadores prontos para a titularidade absoluta e/ou para vendas astronómicas.
Rui Costa segurou o talento (perante assédio europeu também), mas o sucesso depende da evolução em campo. Se a estratégia for bem executada, o futuro do Benfica não está no mercado; está a assinar contrato no gabinete do presidente."
Viva Aursnes!
"1. O Benfica reuniu na noite de terça-feira um largo
grupo de convidados e um honrado contingente de
concorrentes aos prémios Cosme Damião, mais os
respetivos acompanhantes e ainda os membros
dos órgãos sociais do Clube e a da administração
da SAD. Ou seja, reuniu-se no Pavilhão n.º 2 uma
plateia bem composta para assistir à Gala com o
nome de uma figura fundadora do Benfica e do
“benfiquismo”, assinalando-se o 122.º aniversário
do Clube, cuja efeméride se comemorou no dia 28
do mês passado.
2. Foi uma noite norueguesa no que ao futebol profissional masculino diz respeito. Andreas Schjelderup
foi o vencedor do prémio para a Revelação do Ano
e Fredrik Aursnes foi o vencedor do prémio para o
Jogador do Ano. Ninguém de bom senso poderá
contestar as razões que levaram os sócios do Benfica a votar nesta dupla oriunda da Noruega.
3. Houve tempos em que os adeptos se deliciavam
com jogadores vindos dos Brasis e da Argentina,
agora é da Escandinávia que nos chegam estes
jogadores que nos encantam. O significado deste
fenómeno é que os tempos mudam, apenas isso.
4. Parabéns aos dois. O mais jovem, Schjelderup,
esteve quase de saída nos últimos mercados, mas
a sua perseverança manteve-o connosco. Hoje é
um titular do Benfica. Dá o que tem e o que não
tem, marca golos, assiste os companheiros.
A única coisa que lhe falta é aprender mais umas
quantas frases em português. Schjelderup chegou
ao Benfica em janeiro de 2023, já lá vão três anos,
tempo suficiente para mais do que uma
“boa noite a todos”.
5. Aursnes, por sua vez, chegou ao Benfica em agosto
de 2022 vindo do Feyenoord. Terá sido por indicação de Roger Schmidt e custou 13 milhões de
euros, segundo relatou a imprensa na altura. Como
é próprio de um trabalhador incansável, fez em
português todo o seu discurso de agradecimento
pelo Galardão que recebeu na noite de terça-feira.
6. “Não estava à espera deste prémio, acho que os
outros jogadores eram melhores, mas vou aceitar.
Eu sinto-me muito bem aqui e sou um benfiquista.”
Agradeceu ainda aos colegas, aos treinadores, ao
presidente, a todos os que acreditaram nele. Não
precisou de dizer mais nada para ter a merecida
salva de palmas.
7. Poucos jogadores do Benfica contratados nestes
últimos anos foram tão mal estimados pela
imprensa à chegada como Aursnes. Mas quem é
este sujeito? O que é que vem fazer um norueguês
para o Benfica? Pensam que vai tirar o lugar a
quem? As dúvidas cedo se dissiparam entre os
adeptos e nas redações dos jornais. Que bom é ter
este jogador connosco."
Leonor Pinhão, in O Benfica
Ganhámos todos
"A cerimónia dos Galardões Cosme
Damião é um dos mo mentos altos
anuais do Sport Lisboa e Benfica. Seis
atletas, um treinador e uma modalidade receberam esta semana a distinção,
mas não foram os únicos a ganhar nas
8 categorias em votação no site do
clube. No total, houve 32 vencedores,
o número de nomeados, mas quem
deve estar a festejar somos nós, os
benfiquistas, sócios, adeptos e simpatizantes dispersos pelo mundo.
Ter de escolher, na Revelação do
Futebol Masculino, entre Anísio,
Samu e Schjelderup ou, na Revelação Feminina, entre Carolina Tristão,
Clarinha e Thaís Lima, é um bálsamo
de esperança para o futuro. Nas
modalidades, o orgulho faz com que
se encha ainda mais o peito: Kutchy
(mago no futsal), Mariana Garcez
(decisiva no voleibol), Pedro Afonso
(máquina da velocidade nacional)
e Viti (artista nos rinques).
Foi difícil, com certeza, ter de escolher
entre melhor a modalidade da época
passada: a incrível equipa delas no
basquetebol, a épica conquista deles
no futsal ou o percurso histórico do
voleibol feminino – ecletismo e conquistas em estado puro.
Entre os atletas de alta competição,
não há como não ficar embevecido ao
ver o talento de Aimée Blackman no
hóquei em patins, a magia de Arthur
no futsal, a entrega e qualidade de Ben
Romdhane no basquetebol ou a história escrita nas estrelas do power couple Salomé Afonso e Isaac Nader no
atletismo. Entre os treinadores, que
qualidade esta, a de termos tido entre
nós, 4 vencedores com estilos tão distintos e eficazes: Cassiano Klein,
o cerebral no futsal, Norberto Alves,
o homem do leme do basquetebol, a
glória Paulo Almeida que personifica
o benfiquismo e o feito histórico de
Rui Moreira na reconquista, 50 anos
depois, do voleibol das senhoras.
Para o final, deixo os 10 vencedores
nomeados para o futebol profissional.
Nelas, o relógio alemão Anna Gasper,
a locomotiva Christy Ucheibe, a matadora Cristina Martin-Prieto, a muralha Lena Pauels e a todo o terreno
(e coração) Lúcia Alves. Neles, um trio
de defesas de meter respeito: Otamendi, António Silva e Tomás Araújo,
com o homem dos 7 instrumentos
que veio do frio, Aursnes, e a máquina
grega de fazer golos, com nome de
compositor, Vangelis Pavlidis. Mais
uns Galardões Cosme Damião, mais
uma noite em que os homens e as
mulheres do Glorioso foram justamente homenageados."
Até quando? Até onde?
"Abrimos o site da FPF e vemos
invariavelmente Pedro Proença. Ligamos o Canal 11 e lá está
Pedro Proença em todos os
espaços de emissão entre programas e jogos. Começo a
temer que as Selecções passem a usar a foto de Proença,
em vez das tradicionais Quinas
– como nos aventais do restaurante do Barbas.
Lembremos que este era o
homem que vinha para pacificar o futebol. E que há poucos
meses dizia, perante a estupefação geral, que o futebol português vivia um momento de
união.
O certo é que, apesar de toda a
cosmética e culto de personalidade tipo norte-coreano, se
olharmos sobretudo para a
arbitragem, as coisas andaram
muitos anos para trás.
Desde que existe VAR, não
tenho memória de 12 meses
tão negros na arbitragem portuguesa. O jogo de Arouca foi
apenas mais um exemplo de
uma actuação desastrada e
tendenciosa de árbitro e vídeo-árbitro.
Em jornadas sucessivas, lances
faltosos dentro da área dos
adversários do Benfica nem
sequer são revistos. Pelo contrário, ao arrepio dos protocolos,
qualquer picadela de mosquito
na área benfiquista é escrutinada até se encontrar a borbulha
que fundamente o castigo máximo. A gestão disciplinar dos
jogos é, digamos, criativa. E com
os rivais vai sucedendo o inverso. Em Arouca, o próprio árbitro
agarrou e empurrou Dahl com
modos que não me recordo de
ver em nenhum país do mundo.
E a forma despótica como tirou
António Silva da próxima jornada deixa poucas dúvidas sobre o
estado de espírito com que certos juízes entram hoje em
campo.
Muitos benfiquistas queixam-
-se do apoio do Clube a este
elenco federativo. Mas, além de
ser injusto inverter o ónus da
culpa (como a rapariga violada
porque estava de minissaia), a
verdade é que, mesmo sem o
suporte do Benfica, eles estariam lá. Porventura ainda com
menos vergonha do que a
pouca que já demonstram."
Luís Fialho, in A Bola
Mãe é Mãe!
"Parece um paradoxo, e na verdade acaba por ser, quando
sabemos que devemos educar
os nossos filhos com os valores
da justiça, da igualdade e da
liberdade, mas, por outro lado,
tendo contrariado nós próprios
esses valores, sofremos as consequências em privação de
liberdade e, ainda assim, temos
os nossos filhos junto connosco
para educar.
Esta é sem dúvida uma das
situações limite a que nenhum
de nós gostaria de se sujeitar.
Mas a vida é como é e, num
estado de direito, a lei é feita
para todos e tem de ser cumprida por todos. Num estado de
direito assume-se que os erros
se pagam, mas as oportunidades não se retiram, pelo que
toda a gente deve ter a possibilidade de se corrigir, mudar comportamentos e conquistar um
futuro diferente sem os erros do
passado. Para isso, a instituição
prisional é, não só punitiva, também uma instituição de reeducação de adultos e reintegração
social.
No entanto, quando falamos de
uma prisão em que as condenadas são mães e em que a Justiça
considera o mal menor que as
crianças na sua primeira infância fiquem delas mesmo em
ambiente prisional, a situação
complica-se, e adquire contornos difíceis de gerir. Por isso, a
instituição prisional procura
também adaptar-se, proporcionando às crianças o melhor que
pode ao nível da sua educação e
não as privando da relação com
a mãe numa altura tão importante da sua vida.
Mãe é Mãe, mas como fica o
coração materno, dividido entre
a alegria de ter a criança junto
de si e a culpa de estar presa?
Por isso são tão importantes atividades que ajudem estas
mulheres a reconstruir um
pouco do seu bem-estar emocional para que possam melhor
gerir a relação de maternidade
em benefício dos seus filhos.
É essa a razão de ser da Fundação Benfica: manter atuação
neste domínio, sempre com a
participação emotiva de atletas
nestas ações.
Obrigado, Benfica!"
Jorge Miranda, in O Benfica
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