Últimas indefectivações

domingo, 15 de março de 2026

Vermelhão: Reviravolta no último suspiro...


Arouca 1 - 2 Benfica


O Ivanovic já merecia um golo destes, é verdade, mas nós, Benfiquistas, também merecíamos uma vitória nos descontos, depois de tantos pontos perdidos esta época... principalmente na 1.ª volta!!!



O resultado normal deste jogo, será um 2-5 ou algo parecido, mas sempre com goleada, o Arouca em contra-ataque criou algum perigo, mas o Benfica criou muito mais oportunidades, mas continuamos a desperdiçar muito golo, muitas vezes com más decisões já em zona de finalização... O Pavlidis está a passar uma fase, onde nada lhe corre bem, nem os passes simples! Sendo que pessoalmente acho que a presença do Rafa na equipa, coincidiu com a 'seca' do Pavlidis!

O penalty cedo, deixou o Arouca mais tranquilo, com mais confiança, mas não mudou muito a dinâmica da partida. O Arouca só no final do 1.º tempo, chegou novamente com perigo junto da nossa área, pelo meio, muitos ataques perigosos, muitos Cantos, mas com total ineficácia...

O Arouca ofereceu muito espaço nas costas da sua linha defensiva, mas o Benfica não está rotinado no jogo em profundidade, mesmo com o Rafa e o Lukebakio em campo... podíamos ter criado mais perigo no jogo longo!

O golo do Ríos chegou a cedo no 2.º tempo, havia tempo para a remontada, mas com o cansaço de alguns jogadores, e com as habituais estratégias de perda de tempo do Arouca, o jogo foi ficando mais perigoso, com o Benfica a ter muitas dificuldades em juntar a linha do meio-campo à nossa linha defensiva, e assim o Arouca até saiu mais vezes em contra-ataque perigoso nesta fase... As substituições ajudaram, todos os jogadores entraram bem...

E quando já poucos acreditavam, após mais uma falta mal assinalada contra o Benfica, Prestianni na esquerda cruza e Ivanovic marca!

A pressão alta do Arouca, atrasou a nossa 1.ª fase de construção, mas não fizemos nenhum turnover fatal, mas faltava o jogador no meio, que fizesse o passe médio/longo para quebrar a pressão. Faltou sempre o Aursnes...

Lukebakio e Schjelderup, ganharam muitas vezes os duelos, mas acabaram quase sempre por decidir mal no último passe... O Bah fez um bom jogo, tal como o Dahl...


Agora, é impossível não falar da puta com o apito na boca! Nem da outra puta sentadinha à frente da televisão no VAR! Valeu tudo, arbitragem nojenta, nas falta e faltinhas e na Disciplina. Andou o jogo todo a provocar jogadores do Benfica, a rábula no livre com o Luke e o Andreas é bem demonstrativo das suas intenções; o Amarelo ao Ríos, porque o adversário torceu o pé sozinho; o Amarelo ao António na mesma jogada... Uma autêntica pouca vergonha! A mesma dupla do Alverca-Benfica, onde também tentaram fazer tudo para o Benfica perder pontos...

O penalty contra o Benfica, é daquelas decisões, que me mete impressão: a bola é desviada de cabeça, até me parece que ainda raspa na cabeça do António, e depois vai ao braço, que está na posição natural para quem salta... e está abaixo da linha do ombro!!! Ainda recentemente na Luz, contra o AFS num remate à baliza, com o Sidny nada foi marcado, aqui não é um remate com o pé, nem o cruzamento, os dois pressupostos, da volumetria, mas pronto... Agora, e o penalty sobre o Pavlidis, que é agarrado e depois ainda leva com uma gravata no pescoço, e o mesmo VAR ficou calado?!! Recordo que este VAR, em Vila do Conde, reverteu um pemnalty a favor do Benfica, e não marcou outro!!! Existe ainda um lance com o Rafa, onde o defesa do Arouca literalmente se atira para cima do Rafa, e o pulha marca falta contra o Benfica!!!


O gajo deve ter alguma coisa contra Bósnios: segundo jogo do Benfica, 2.ª expulsão do Dedic, simplesmente por defender um colega, e se terem agarrado mutuamente pelos colarinhos, sem que tenha havido agressões!!!

A cereja foi mesmo os Descontos, o Benfica marca o golo a 30s do fim dos Descontos, e o gajo ainda dá mais 6m! E nesses 6m tomou várias decisões absurdas!!! Tentou mesmo até ao fim...


Em relação ao absurdo e criminoso castigo do Mourinho, vamos ver o que se vai passar esta semana! A presença do Mourinho no banco é importante, até porque muito provavelmente os avençados, vão tentar 'provar' que o Mourinho esteve em contacto com o banco por via eletrônica (é óbvio que houve contacto, a decisão das 4 substituições foi tomado por ele...). Agora, a Direção do Benfica, neste caso, está novamente a demonstrar a sua incapacidade de compreender o que está verdadeiramente em causa: a Lagartada está a afirmar bem alto, que são eles que mandam!!! Temos um casal de Lagartos, à frente do CD e do CJ da FPF, e a Direção do Benfica, que vai lá com apelos?!!! Se o critério desta decisão fizesse jurisprudência, então os Castigos começavam a ser dados, não pelos actos ilícitos cometidos pelos réus, mas pela forma como o adversário interpretou qualquer palavra, ou gesto do réu... Absurdo!!!


Estamos numa fase de transição complicada de gerir, com muitos jogadores lesionados e outros a regressar de lesões, em momentos diferentes de ritmo! Agora, temos 1 semana entre jogos, e assim o planeamento e a recuperação poderão ser feitas de forma menos 'apressada'!!! No Sábado, contra um Guimarães também em convulsão, e com treinador novo, vai depender muito dos jogadores disponíveis, e mais uma vez, da nossa capacidade de finalização... Com a Lagartada com menos 1 jogo, temos que manter a pressão, o 2.º lugar financeiramente é muito importante...



Mais de 100 !!!


Benfica 106 - 68 Queluz
27-21, 30-13, 24-13, 25-21

Mais uma cabazada tranquila, sem o Gameiro e o Justice...

Estamos na Final...

Guimarães 1 - 3 Benfica
27-25, 20-25, 12-25, 22-25

Meias-finais 'iguais', ambos os favoritos, perderam o 1.º Set, mas acabaram por acordar a tempo...
Assim, vamos ter a Final esperada! Mais um teste, o Sporting tem sido superior nos últimos confrontos, o Benfica tem aqui uma excelente oportunidade para marcar terreno, a pensar no Play-off que se avizinha...

Dois pontos perdidos...

Benfica 2 - 2 Valadares


Não é 'fatal', a vantagem é na pior das hipóteses de 6,5 pontos, mas não deixa de ser um sinal... Muitos golos desperdiçados, com distrações na defesa, contra uma equipa com boas jogadoras, acabou por dar em empate...

Derrota...

Paços de Ferreira 1 - 0 Benfica


Golo sofrido de Canto, num jogo equilibrado com o Benfica a tentar controlar o jogo, mas pouco objetivo, com um Paços mais rematador mas quase sempre sem perigo... e com mais uma arbitragem criminosa, que permitiu tudo à equipa da casa: o facto de nenhum dos defesas do Paços ter levado Amarelo, após tudo o que fizeram devia dar irradiação ao apitador! E no final, acabou por ser um jogador do Benfica expulso!

Juniores - 7.ª jornada - Fase Final

Benfica 4 - 0 Famalicão


Muito superiores, e até podia ser mais... Além do absurdo golo anulado ao Dilan, ainda desperdiçamos várias oportunidades, o Famalicão ainda rematou à nossa baliza de longe, mas o resultado nunca esteve em causa...

Estamos na perseguição aos Corruptos, que estão a apostar tudo neste título, teremos muito provavelmente que ganhar no confronto direto em Gaia, mas estamos na luta...

Rola a Bola #60 - Clássico na Luz (SLB vs FCP) Bodo Glimt faz Sporting descer na terra!!

Rui Costa tem de dar algo mais


"Trabalho longe de ser positivo, mas treinador já deu muitos sinais sobre a próxima época. Rui Costa, uma vez mais, tem a batata quente nas mãos e está proibido de voltar a falhar

As temporadas vão passando na era de Rui Costa na presidência do Benfica e o filme parece repetir-se quase vezes sem conta. Depois do erro de segurar Roger Schmidt no final de 2023/24, quando o alemão estava quase em contramão e a implorar pelo despedimento numa guerra aberta com os adeptos, Rui Costa foi empurrando o problema com a barriga e à 4.ª jornada da época passada teve de chamar o bombeiro Bruno Lage.
Tal como na primeira passagem, a equipa foi do mais ao menos e, depois de não ser capaz de se impor ao Sporting no jogo do título — é uma tendência dos últimos anos das águias o encolhimento nos jogos a doer — e ter perdido a Taça de Portugal em duas semanas, não era difícil de adivinhar naquilo que a continuidade de Lage redundaria meses mais tarde. Com a equipa a definhar, apareceu José Mourinho como salvador, mas o tiro está a sair pela culatra e, apesar do impacto do Special One no edifício encarnado, sobretudo na comunicação, o trabalho está muito longe de poder ser considerado positivo.
Depois do clássico, no qual, uma vez mais, se percebeu que Mourinho já não tem aquele toque de magia de outrora para os jogos grandes, tamanho foi o domínio do dragão na primeira parte, o treinador voltou a encostar Rui Costa à parede no que toca à próxima época. Não foi a primeira vez que o fez num curto espaço de tempo e, até agora, de Rui Costa sobre o assunto só se ouviu um «sim, vai ficar» em passo acelerado, de fugida de um jornalista espanhol aquando da visita ao Real Madrid. É estranho que, num clube com a dimensão do Benfica, e apesar de a dimensão de José Mourinho não ser pouca, seja o treinador a ditar os ritmos de decisões que, hierarquicamente, não lhe competem.
O presidente estará à espera do final da época para tomar a decisão, mas esse é um risco grande, sabendo-se do fim de contrato de Roberto Martínez com a Seleção após o Mundial e como isso poderá aliciar Mourinho a concretizar o sonho de uma vida. Preparar uma terceira época em cima do joelho, à procura de um treinador e, com isso, de reforços para moldar o plantel à sua imagem, muito provavelmente após uma em que o Benfica apenas vencerá a Supertaça depois de fazer um investimento recorde de €130 milhões, seria bizarro.
Se quiser ficar com Mourinho, então já sabe que o plantel que o técnico tanto elogiou quando o defrontou pelo Fenerbahçe, aqui há uns meses, não lhe enche as medidas. Não é só Aursnes que não dá a Mou a música que ele quer. Ao dizê-lo publicamente e não entreportas no Seixal, Mourinho reduziu a sua quota parte de culpas nos resultados pobres e expôs mais uma deficiente construção de um plantel no qual se gastaram quase 45 milhões de euros na dupla de médios supostamente titular — Enzo Barrenechea e Richard Ríos — e, em dois terços de época, nenhum deles fez esquecer minimamente o mal-amado Kokçu."

Fredrik Aursnes e o regresso do caos


"Há jogadores que fazem barulho porque gritam, porque driblam, porque surgem no momento certo e na fotografia perfeita. Outros, cada vez menos na sociedade do like e do festejo ensaiado, fazem barulho porque, quando não estão, tudo fica estranhamente calado, como se o mundo soubesse que falta uma peça invisível e essencial. No Benfica, esse jogador chama-se Fredrik Aursnes.
O norueguês não esteve contra o FC Porto e não vai estar em Arouca devido a lesão. A sua ausência é como uma palavra que ficou por dizer ou um acorde não tocado. Nota-se no silêncio que fica quando se tenta organizar o meio-campo e não há ninguém para dar sentido à sinfonia. Um faz-tudo, nem sempre onde rende mais, mas quase sempre melhor do que as alternativas. Tivesse o Benfica planeado melhor o plantel e talvez ele não fosse o único que parece funcionar em qualquer circunstância.
Nascido em Hareid, na Noruega, Aursnes passou pelos relvados do Hodd e do Molde antes de rumar ao Feyenoord por 750 mil euros. Um ano depois, o Benfica desembolsou 13 milhões. Muitos acharam demasiado por um jogador que tinha custado tão pouco aos holandeses. Hoje, tendo em conta muitas das contratações da atual temporada, parece uma ninharia.
No Benfica, jogou demasiadas vezes em posições que não eram as suas. E sempre cumpriu. Com a inteligência rápida de quem se adapta ao desconhecido sem bloqueios. Nunca se ouviu um protesto, um amuo, uma reclamação em público. Essa faceta também faz parte do tal silêncio que grita quando não está.
Não parte defesas com fintas impossíveis. Não faz vídeos virais. Não é tendência no Instagram, nem tema de memes que se repetem sem cessar. Aursnes é rotina e consistência. Seja qual for o jogo e o adversário. Não tem roupa para dias especiais e dias normais. Porque, para ele, todos os dias são iguais. Sem distrações, sem lamúrias, sem dúvidas.
Quando outros estão perdidos, mantém a organização e a simplicidade de processos. É como um restaurante de uma vila escondida que, por anos, nunca fecha, não tira folgas nem perde qualidade na ementa. Por muitos invernos que passem, quando lá chegamos sabemos que está aberto, que a comida é feita na hora e que saímos satisfeitos.
Com o regresso da dupla de meio-campo composta por Barrenechea e Ríos, titulares frente aos dragões, Aursnes mostrou aquilo que sempre foi: a peça que falta e sem a qual nada funciona. Após a lesão de Ríos, e com o seu regresso ao meio-campo a jogar com Leandro Barreiro, teve a capacidade de transformar um conjunto de cartas soltas num edifício sólido: escadas por onde a bola sobe, elevadores que levam o jogo para cima e saídas de emergência que tiram a equipa de apuros.
O plantel do Benfica de hoje podia escrever muitas cartas elogiosas para jogadores talentosos que passam, brilham num jogo e desaparecem no outro. Aursnes não entra nessa categoria. Entra naquela outra que diz muito sem fazer barulho. É o jogador que parece saber quando um colega vai errar e, antes que o erro aconteça, já está a tapar o buraco, a oferecer um passe simples, certo, pensado, calculado. Entende o jogo como quem lê um livro velho cheio de sentido, não como quem tenta impressionar com palavras bonitas, mas sem fundo.
José Mourinho já lamentou a sua ausência. Não é uma hipérbole dizer isso. É simples constatação: sem ele, o meio-campo volta a oscilar, a procurar referências, a perguntar ao vento qual deve ser o próximo passo. A sua ausência até abril pode parecer pouco no papel, mas no campo é uma eternidade. Numa equipa que luta apenas pelo segundo lugar, depois de ver o líder fugir com sete pontos de vantagem e de já não ter Europa nem Taça de Portugal, a falta de um jogador que dava ordem no caos pesa mais do que qualquer estatística individual.
No futebol moderno, onde todos procuram o próximo fenómeno, há jogadores que lembram que o jogo também se constrói com outra matéria. Paciência. Inteligência. Disciplina. Aursnes pertence a essa espécie rara. Não é um foguetão, é um farol. Não deslumbra, orienta. É o funcionário perfeito. Cumpre, resolve e, quando acaba o turno, deixa tudo a funcionar. O problema é quando não está. Porque aí percebe-se que os outros, alguns bem mais caros, ainda estão a tentar descobrir onde fica o interruptor."

Mata Mata - Mauro Xavier...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Varandas já sabe que ganha, Rui Borges merece continuar?

Os Primos #7 - Basket

Muitas frentes para ganhar


"Em destaque nesta edição da BNews, os vários jogos do Benfica agendados para hoje.

1. Comunicado oficial
Conheça a posição oficial do Sport Lisboa e Benfica acerca do castigo aplicado ao seu treinador, José Mourinho, pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

2. Em Arouca para vencer
O desafio entre Arouca e Benfica tem início agendado para as 20h30.

3. Na final
O Benfica vai disputar a final da Taça da Liga de futsal no masculino com o Eléctrico. O jogo está marcado para as 18h00 de amanhã, no Multiusos de Gondomar.

4. Outros jogos do dia
Em futebol, a feminina recebe o Valadares Gaia (18h00); a B desloca-se a Paços de Ferreira (14h00); os Juniores são anfitriões do Famalicão (12h00).
Na Luz há as seguintes partidas: às 15h00, receção ao Queluz em basquetebol no masculino; e, às 17h00, embate com o CJ Almeida Garrett em andebol no feminino.
Em Gondomar, às 14h00, há encontro entre Benfica e Atlético em futsal no feminino relativo às meias-finais da Taça da Liga. A equipa masculina de voleibol disputa, em Albufeira, as meias-finais da Taça de Portugal com o Vitória SC (15h00). E a equipa feminina de hóquei em patins visita o HC Maia (18h00).

5. Apurado para os quartos de final
Em andebol no masculino, o Benfica prossegue na Taça de Portugal ao vencer, por 28-36, no reduto da AD Carvalhos.

6. Benfica FM
Conheça a decisão provisória da ERC e a contestação à mesma por parte do Benfica.

7. Votação encerrada
Está concluído o período de votação para oito categorias dos Galardões Cosme Damião.

8. Sorteio
Está definido o calendário da fase final do Campeonato Nacional de andebol no masculino.

9. Convocatória
São 7 os atletas do Benfica na mais recente chamada da Seleção Nacional Sub-17.

10. Título avaliado
O Campeonato Nacional Sub-23 de atletismo em análise na BTV.

11. Acervo mais rico
Naldo, campeão nacional duas vezes e vencedor de uma Taça de Portugal de águia ao peito, entregou, ao Património Cultural do Sport Lisboa e Benfica, documentação e peças representativas do seu percurso no Clube.

12. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube.

13. Casa Benfica Golegã
Conheça esta embaixada do benfiquismo através da lente da BTV."

A batata quente de Infantino


"Parece evidente que não estão reunidas as condições para o Irão estar no Mundial. Cenário 'perfeito' do Presidente da FIFA ruiu como um baralho de cartas....

Já como secretário-geral, Gianni Infantino revelava uma personalidade forte, inteligente e ambiciosa. Fatores muito importantes para quem exerce um dos cargos mais apetecíveis da geopolítica mundial, ultrapassando em larga escala a mera dimensão desportiva (que, considerando a implementação do futebol no planeta, já seria suscetível de grande amplitude.
O agora Presidente da FIFA, isso é inequívoco, pretende deixar marca e legado em diversas áreas. Desde o apoio transversal e reforçado ao desenvolvimento do jogo nos quatro cantos do mundo, à introdução de ajustamentos importantes nos regulamentos dentro e fora de campo, passando por uma estrutura financeira muito consolidada, e que faz da Federação Internacional de Futebol uma das empresas mais saudáveis e lucrativas do mundo.
Pensa em grande, Infantino. A passagem para 48 seleções das fases finais de Mundiais e a institucionalização de um Mundial quadrienal para equipas de clube são apenas duas cerejas no topo de um bolo cujos ingredientes são cozinhados com pinças, num tabuleiro de diplomacia desportiva que envolve as seis confederações continentais, muitos stakeholders, das mais diversas origens, e os parceiros essenciais do jogo (futebolistas, técnicos, clubes). Mas esta mega-estrutura tem custos e não apenas contabilizáveis em folhas de Excel ou em orçamentos previsionais.
Tem custos sob a forma de cedências, de curvas e contra-curvas, e de derrapagens. Provavelmente, passos atrás para poder dar mais em frente. Mas a atribuição do Mundial 2026 a três países da CONCACAF serve, na realidade, para satisfazer os interesses e as motivações que surgiram de um deles, os Estados Unidos da América. De resto, se olharmos para o figurino geográfico do torneio de junho e julho, facilmente o compreendemos: duas cidades do Canadá, três cidades do México e… onze cidades dos EUA, de leste a oeste, justamente um ano depois de terem sido sedes do tal Mundial de clubes que muitos criticam, pelo adensamento dos calendários internacionais na alta competição, e outros defendem como alternativa lógica a provas anuais que não prestigiavam, em boa verdade, nem clubes, nem países organizadores, nem a própria FIFA.
Dito isto, é notória a aproximação e o engajamento político de Gianni à administração norte-americana, cujo pináculo surgiu em Washington, durante o sorteio da fase final, com a outorga a Donald Trump do novo FIFA Peace Prize, num quadro de justificações e gongorismos protagonizados pelo próprio Presidente da FIFA, no mínimo muito discutíveis…
Ademais, com a ordem global a ser alvo de uma oscilação forte, e num momento em que as areias movediças são o que mais caracteriza a situação política e militar em diversas zonas do globo (designadamente no Médio Oriente, zona em que Infantino procura, também, reforçar influência e criar estruturantes laços financeiros), levantam-se agora dúvidas brutais quanto a diversos graus de envolvimento na maior competição mundial do desporto-rei. Por exemplo, após o afastamento da Rússia de todas as competições, como resultado do início do conflito com a Ucrânia, e por força de uma apropriação territorial que roça claro desrespeito pelo quadro mais elementar do Direito Internacional, e de uma posição híbrida em relação a Israel, cuja atitude beligerante em relação ao Irão, recorde-se não é de agora (a Guerra dos 12 dias, em junho do ano passado, é disso a prova cabal), o que fazer em relação aos Estados Unidos que, numa lógica equidistante de observação geopolítica, incorreu igualmente numa ultrapassagem das linhas vermelhas do diálogo diplomático (que decorria), e interveio militarmente em território iraniano?
São legítimas todas as questões em torno desta situação e Gianni Infantino tem, verdadeiramente, um desafio muito complexo a ultrapassar.
Recordo-me de, em 1998, ter assistido, no Stade Gerland, em Lyon, a um jogo impossível entre Estados Unidos e Irão, para o Mundial organizado em França. A FIFA, curiosamente, até um árbitro não alinhado designou, o suíço Urs Meier. Nesse momento, a paralela diplomacia do futebol fez mais pelo restabelecimento dos contactos entre dois países desavindos do que o ar condicionado dos gabinetes de Genebra, de Washington ou de Teerão. 
Agora, a situação é bem distinta. Desde logo, por uma questão de tempo. O Mundial começa a 11 de junho, isto é, amanhã. Escasseia o tempo para encontrar plataformas de entendimento, à medida que a operação conjunta EUA/Israel continua a avançar no terreno, e que a República Islâmica do Irão retalia, envolvendo-se no conflito, por força das posições de apoio a Teerão, de grupos para-militares como o libanês Hezbollah. O crescendo na intensidade e frequência das ações militares faz perceber que será difícil estancar esta hemorragia nos próximos dias ou semanas.
Por outro lado, Trump fez questão de mostrar total ambiguidade, quando sublinhou que os iranianos seriam «bem vindos» aos Estados Unidos, mas logo atalhou que tal era desaconselhável, por razões de segurança.
É uma mão cheia de nada, e outra de coisa nenhuma, porque se torna evidente, neste momento, que não existem, sequer, condições de política desportiva para que a seleção do Irão cumpra o sempre acalentado sonho de estar presente na fase final de um Mundial de futebol.
O Presidente da FIFA criou um cenário aparentemente perfeito, que se desmoronou como um castelo de cartas. Chama-se batata quente e é um problema sério que Infantino, muito por sua culpa, tem entre mãos.

Cartão Branco
Depois de anos de perseguição, a confirmação, com a vitória do FC Porto sobre o Estugarda, para a Liga Europa. Retornar ao figurino de duas equipas com qualificação direta para a fase principal da Liga dos Campeões , e de mais uma para a terceira pré-eliminatória, era um objetivo antigo, que teimava em não se concretizar por alguns percalços de equipas portuguesas e, valha a verdade, por boas prestações das formações dos Países Baixos. Agora, que em 2027/2028 o objetivo será consumado, importa perceber como lá se chegou e, sobretudo, como lá o país se poderá manter. Visão, planeamento e estratégia serão determinantes para os próximos anos, e a convocatória para tal abrange todos: dirigentes, associações, clubes, federação, liga. E até jornalistas.

Cartão Vermelho
Pedro Gonçalves acaba de recorrer à FIFA para mediar o conflito que o separa da Federação Angolana de Futebol. Pagamentos em atraso serão, porventura, apenas um dos problemas da entidade que rege o futebol em Angola. Erros sucessivos de casting e de organização interna, falhas de planeamento (estágio «de observação de jogadores» cancelado, datas FIFA de março não proveitadas) e, também, uma história mal contada: teria havido previsão de jogos, no Dubai, frente ao Irão e à Jordânia, supostamente cancelados devido à situação política e militar no Golfo Pérsico. Porém, se verificarmos no planeamento iraniano e jordano, nada constava e nunca constou em relação a potenciais jogos com Angola… Esperemos, pois, pelas cenas dos próximos capítulos."

DAZN: F1 - Corrida Sprint - Resumo...

No subestimemos al Madrid