Últimas indefectivações

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Treino...

Derrota...

Benfica 1 - 2 Famalicão
Castro(54')


Mais uma derrota, com uma equipa desfalcada e com os jogadores da B, que baixaram, a serem geridos...
Neste momento, é pensar na Taça Revelação!

O sonho do Daniel! ❤️

Zero: Canto - Mulheres À Benfica: um legado de identidade e conquistas

Falar Benfica #244 - Vitória por 4 , Famalicão, Lukebakio, Prestianni, Saco Azul e Rei dos Frangos

Terceiro Anel: Bola ao Centro #198 - EM VELOCIDADE CRUZEIRO RUMO A CHAMPIONS!!!!

Possessivo: PORTO CAMPEÃO? BENFICA EM 2.º?

Oliveira: Horroroso...

BF: Mourinho...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Os heróis e os segredos da subida do Marítimo à I Liga

Observador: E o Campeão é... - Abril, desgraças mil para Rui Borges?

Observador: Três Toques - Até a Ryanair "bate" no Arsenal (mais do que uma vez)

SportTV: Titulares - Rui Borges deve continuar?

Zero: 5x4 - S06E32 - Benfica ganha tudo

Empréstimo obrigacionista bem-sucedido


Nesta edição da BNews, o tema principal é a realização plena do empréstimo obrigacionista emitido pela Benfica SAD, com a procura a suplantar claramente a oferta.

1. Estabilidade e confiança
As Obrigações Benfica SAD 2026-2031, com uma taxa de juro fixa bruta de 4,65% ao ano e uma oferta total de 65 milhões de euros, tiveram uma procura válida de 88,1 milhões de euros, ou seja, 1,36 vezes a oferta.
Nuno Catarino, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, sublinha o significado do sucesso da emissão obrigacionista: "Reforça a imagem de confiança dos investidores em relação à Benfica SAD, às suas contas, à solidez financeira, à nossa capacidade de nos adaptarmos, às vezes, a contextos menos positivos na componente desportiva, mas temos tido sempre uma grande disciplina do ponto de vista financeiro, e assim vamos mantê-la para o futuro."

2. Bilhetes esgotados
Já não há ingressos disponíveis para o embate entre Famalicão e Benfica, agendado para o próximo sábado às 18h00.

3. Jogo do dia
Os Sub-23 do Benfica e do Famalicão encontram-se hoje no Benfica Campus às 17h30.

4. Dérbi na Luz
O já hexacampeão nacional de futebol no feminino Benfica recebe o Sporting na próxima 6.ª feira, às 19h00, no Estádio da Luz. Os sócios detentores de Red Pass válido para a época 2025/26 têm entrada gratuita neste desafio.

5. Atividade dos mais jovens
Veja as melhores imagens das jornadas realizadas da Liga Benfica Escolas de Futebol e do encerramento da 15.ª edição da Benfica League.

6. Ação de formação
A ação dedicada ao tema "SL Benfica – Modelo de Prospeção no Futebol de Formação" está agendada para o próximo 1 de maio no Hotel Holiday Inn Porto – Gaia. As inscrições estão abertas até 29 de abril.

7. Êxito na ginástica
O Sport Lisboa e Benfica esteve em foco nos Campeonatos Nacionais de Duplo Mini-Trampolim (DMT) e Tumbling.

8. Bom desempenho
A atividade benfiquista na pesca desportiva teve boas prestações em março e abril."

Uma disciplina para os grandes?


"Sporting, 1-Benfica, 2 foi um jogo grande, importantíssimo para as duas equipas, que decorreu sem grandes casos. Mais, decorreu sem declarações incendiárias dos dirigentes. Houve alguma pirotecnia, mas foi do público. Ou melhor, de algum público, para os lados das claques.
O FC Porto–Sporting, segunda mão da meia-final da Taça, foi mais um jogo que decorreu com normalidade, apesar de alguma polémica relativamente a cartões e expulsões. E pela primeira vez, ao fim do quarto clássico, sem declarações especialmente violentas. Certo, o treinador do FC Porto queixou-se mais uma vez da arbitragem, mas após vencer o Estrela da Amadora por 1-2 o clube da Invicta vai ser campeão, o seu grande objetivo.
Em suma, dois grandes jogos decorreram como devem decorrer, sem grandes incidentes antes, durante ou depois do jogo. Isto é, presumo, o que desejam os adeptos de futebol e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) acaba de dar um passo decisivo nesse sentido ao propor a agravação das sanções disciplinares aos agentes desportivos, aos futebolistas, e aos dirigentes. Mas o pacote disciplinar ainda carece de aprovação, na FPF e depois na Liga Portugal: a FPF tutela a Taça de Portugal e a Supertaça, a Liga o campeonato nacional e a Taça da Liga.
As prioridades estão lá: agravamento médio de 150% nas infrações relativas a agressões e declarações ofensivas contra a arbitragem. Este é um ponto crítico: claramente os árbitros necessitam de mais proteção. Mas também precisam de decisões mais acertadas, certo? Também as penas para as ofensas entre dirigentes vão ser agravadas: por exemplo, Villas Boas e Varandas, que este ano só faltou agredirem-se fisicamente, terão de ter mais atenção ao que dizem. É um ponto crítico: as relações e declarações dos dirigentes podem incendiar os adeptos, criando ambientes propícios a distúrbios. Reforça-se também o combate à violência e à pirotecnia. A interdição dos recintos desportivos, a sanção de derrota ou a desclassificação em casos de coação da arbitragem aparecem. Parece disciplina a sério.
Penso, porque gosto de futebol leal no relvado e fora dele, que são boas notícias, mas atenção: estamos no país das belas leis e do faz de conta. Não é preciso ter só boas leis, é preciso aplicá-las, e isso nem sempre tem sido feito. Por isso, é necessário pesar bem as sanções que vão estar na lei. Sanções pouco graves não têm efeito, sanções demasiado fortes não são aplicadas. Por isso, sentemo-nos e aguardemos, sem grandes ilusões.
Uma nota antes do Direito ao Golo: o Estádio do Boavista vai à praça. Um clube com grande história, que foi importante, que ganhou títulos e foi mesmo campeão nacional, vai ver o seu estádio vendido em hasta pública por um mínimo de €37 M. É triste, mas o Boavista já ressuscitou uma vez, haverá segunda?
O Direito ao Golo vai para o Torreense, que se apurou para a final da Taça de Portugal 70 anos depois, e para o Marítimo, que voltou ao seu lugar na Liga Portugal. E também para António Félix da Costa, piloto de Fórmula E, que já venceu duas corridas este ano."

O momento e as opções


"Com surpresas no onze e no trio de ataque que terminou o jogo em Alvalade, o Benfica não podia ter começado melhor o jogo, com um golo "à nove" do médio Barreiro, depois de uma jogada "à dez" do central António Silva. Numa primeira parte que resultou num bom jogo de futebol, com duas boas equipas focadas naquilo que é o mais importante, o intervalo chegou com a convicção de que na segunda parte o Benfica resolveria o jogo e daria tempo para os adeptos desfrutarem de uma tarde solarenga de futebol. Não foi assim, pois, mais uma vez, a equipa, parece ter-se desligado do jogo e só as oportunas substituições de Mourinho voltaram a dar intensidade à equipa, que, ainda assim, só nos últimos cinco minutos conseguiu acalmar umas já inquietas bancadas. Este jogo, e estas oscilações, podem permitir retirar algumas conclusões para o futuro próximo e as titularidades, improváveis há poucos meses, de Barreiro, Schjelderup, Prestianni e... Ivanovic parecem incontestáveis. Não que as qualidades de Lukebakio, parece sem chama, Rafa, muito tempo parado, e de Pavlidis, sem confiança apesar da vontade de sempre, tenham desaparecido, mas porque o valor daqueles "prováveis suplentes" cresceu muito com o trabalho do treinador. Agora que o Benfica reconquistou o direito a depender apenas de si próprio para conseguir a qualificação para a Champions, o foco deve ser total nos três difíceis jogos que lhe restam, para que possa terminar a época com um cenário mais desanuviado. No próximo fim de semana, em Famalicão, casa de uma das equipas que melhor jogou contra os ditos grandes, será, pois, ocasião para aplicar a velha máxima de que o "futebol é o momento...""

Queremos apenas investidores ou verdadeiros parceiros estratégicos?


"A venda da participação de 16,38% da SAD do SL Benfica por parte de José António dos Santos e do Grupo Valouro a investidores internacionais, ainda dependente de formalidades de natureza estatutária, legal e de compliance, levanta várias questões relevantes, sobretudo tendo em conta a dimensão da posição em causa.
Desde logo, destaca-se a entrada de capital estrangeiro qualificado. A Entrepreneur Equity Partners está associada a executivos com ligações à Oak View Group e à Acrisure, o que sugere tratar-se de investidores não passivos, com potencial para criar valor em áreas como receitas comerciais, infraestruturas e expansão internacional.
Verifica-se também uma reconfiguração do quadro acionista. A saída de um acionista histórico altera equilíbrios, ainda que uma participação de 16,38% não represente controlo. Ainda assim, poderá traduzir-se em influência relevante na governação, dependendo do alinhamento dos novos investidores. Em conjunto com os 5% já adquiridos por outro grupo norte-americano, poderá formar-se um bloco de cerca de 21%, o que tenderá a aumentar a pressão sobre a administração da SAD.
Importa ainda notar que nenhum destes investidores apresenta um perfil clássico do setor do futebol ou do desporto, nem tão-pouco um perfil financeiro tradicional. Trata-se, sobretudo, de especialistas em eventos e exploração de infraestruturas.
A operação pode ser interpretada como um sinal de valorização, refletindo expectativas de crescimento. No entanto, importa distinguir entre uma visão estratégica de longo prazo e uma lógica essencialmente financeira. O perfil identificado sugere uma abordagem de “comprar, valorizar e sair”.
Existem, naturalmente, riscos. Investidores com horizontes temporais mais curtos poderão pressionar para decisões mais orientadas para a vertente comercial, potenciando algum desalinhamento com a identidade do clube. Este movimento insere-se, aliás, numa tendência mais ampla de financiamento do futebol europeu.
Coloca-se, por isso, uma questão estratégica: deveria o Benfica ter recomprado esta participação antes de permitir a sua venda direta a um parceiro institucional e estratégico que acrescentasse verdadeiramente valor?
Na minha perspetiva, a resposta é afirmativa. A não concretização dessa opção pode ser vista como um erro estratégico. No mínimo, exigiria uma reflexão aprofundada. Tal decisão permitiria reforçar o controlo num momento de transição, criar valor numa eventual alienação futura em melhores condições e, sobretudo, escolher um parceiro verdadeiramente alinhado com a visão e ambição do clube.
Acresce que, atendendo à capacidade de endividamento do Benfica e à liquidez atualmente disponível no mercado, não seria, à partida, uma operação difícil de estruturar do ponto de vista financeiro. Não tendo sido essa a via seguida, resta avaliar a eventual existência e exercício do direito de preferência, desconhecendo-se se o Benfica foi devidamente notificado para o efeito.
Mais do que ter investidores, importa ter os parceiros certos. Num futebol cada vez mais global, a gestão do capital é também uma questão de identidade e de futuro.
Fica a reflexão: queremos apenas investidores ou verdadeiros parceiros estratégicos?"

Concordo...

Valores...

O “manto verde” da Comunicação Social está ao rubro!

"Custaram-nos quatro pontos, esta semana". 🤭

Descubram as diferenças

Na UEFA os Italianos lideram a arbitragem... recordo-me bem dos nossos últimos 4 jogos contra o Inter!!!

3x4x3


Segunda Bola


AA9: I Can't Believe This Is Happening...

Rabona: The Match-Fixing Scandal That COULD Destroy Serie A

Open Goal: Derby...

No Princípio Era a Bola - O FC Porto está lançado para ser campeão, o Sporting vai no limite do cansaço e será que Ivanović...

Pre-Bet Show #181 - CAMPEÃO À VISTA E UMA LUTA ACESA PELO SEGUNDO LUGAR 🔥

O Resto é Bola #49 - O escândalo na Taça e no AVS-Sporting, o caso Lukebakio e FC Porto com licença para festejar ⚽️

Jogo Pelo Jogo - S03E38 - AFS avia Sporting

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - "Não era ego, era lego": já cheira a título (e ainda o gigante que não tombou)

TNT - Melhor Futebol do Mundo

Rabona: The WARNING that Barcelona Chose to Ignore...

SportTV: NBA - S04E29 - O Shai é de vidro? 😬

Bélgica: Michel Preud’homme, o santo que fechava balizas


"Quando chegou ao Benfica já trazia consigo o peso de uma carreira feita de grandes noites e defesas impossíveis. O Mundial de 1994 foi o momento que o colocou definitivamente no mapa do futebol mundial.

Quem é adepto de futebol e viveu o verão de 1994 com a televisão colada aos olhos sabe a resposta para a pergunta de queijinho: “Qual o guarda‑redes que terminou um Mundial a tentar marcar golo no último suspiro?” O protagonista desse momento icónico foi um gigante de reflexos, serenidade e elasticidade - mais do que em tamanho (1,80m) -, chamado Michel Preud’homme, o belga de olhos azuis e caracóis compridos, que parecia ter íman nas mãos e, por vezes, se aventurava para lá da grande área com uma calma enervante.
A figura de Preud’homme, hoje vice-presidente do Standard Liège, tem algo de paradoxal: um homem de modos suaves, quase aristocráticos, muito reservado no que à vida pessoal diz respeito, que defendia balizas como se estivesse a proteger um tesouro de família. Não foi por acaso que ganhou a alcunha de “Saint Michel”, que se lhe colou à pele em Portugal.
O guarda-redes belga começou no Standard Liège com apenas 10 anos, onde subiu todos os degraus até chegar à equipa principal e tornou-se bicampeão nacional, no início dos anos 80. Porém, foi no KV Mechelen que viveu o capítulo mais improvável da carreira: a conquista da Taça das Taças em 1987/88, vencendo o Ajax por 1-0, um feito que ainda permanece como um dos momentos mais surpreendentes da história recente do futebol belga. No ano seguinte, viria a conquistar a Supertaça Europeia também com o Malines (Mechelen).
Herdeiro de Jean-Marie Pfaff na baliza da Bélgica, Preud’homme já contava com 35 anos quando iniciou a caminhada no Benfica após o Mundial de 1994, numa relação que começou com alguma desconfiança da parte dos adeptos encarnados, devido à idade, mas que terminou numa devoção mútua. O belga nunca escondeu a mágoa de não ter sido campeão pelos encarnados. A Taça de Portugal de 1995/96 foi o único troféu que levantou de águia ao peito, mas o suficiente para cimentar o estatuto de ídolo, tornando-se até hoje um dos guarda‑redes mais acarinhados da história do clube.
Há talvez um outro capítulo, próximo do fim da ligação ao Benfica, que lhe tenha ficado atravessado: em 1996, com 37 anos, recebeu uma chamada inesperada. Do outro lado da linha estava Fabio Capello, recém‑chegado ao Real Madrid, pronto a levá‑lo para o Santiago Bernabéu. Preud’homme recordaria mais tarde que o Real lhe ofereceu três anos de contrato, mas o Benfica travou a saída: “Se não conseguirmos trazer um grande nome, os sócios matam‑nos”, disseram‑lhe. Tentaram contratar José Luis Chilavert. Se o paraguaio chegasse, Preud’homme seguiria para Madrid.
Não aconteceu e o Real acabou por contratar Bodo Illgner, que se tornou campeão espanhol e europeu logo na época seguinte. “Imaginem se eu tivesse ido…”, confessou Michel Preud’homme numa entrevista ao Yahoo.
Quando terminou a carreira de guarda-redes, em 1999, após uma época em que disputou o lugar com Sergey Ovchinnikov, ficou ainda ano e meio como dirigente do Benfica. A seguir enveredou por uma carreira de treinador no Standard Liège, mas passou também por clubes como o Gent, Twente, Al‑Shabab e Club Brugge, tendo conquistado títulos em vários países e consolidando a reputação de técnico metódico e eficaz. Mais tarde, voltou ao Standard como vice‑presidente e diretor desportivo, cargo que continuou a desempenhar mesmo após abandonar o banco. Atualmente, permanece ligado ao clube como figura institucional, mantendo-se uma referência viva do futebol belga.

O Mundial que o transformou em mito
O Mundial de 1994 foi o palco onde se tornou lenda global. As suas defesas contra Marrocos, Holanda e Alemanha foram tão extraordinárias que lhe valeram a primeira edição do Prémio Lev Yashin, atribuído ao melhor guarda‑redes do torneio. Foi precisamente nesse mesmo Mundial que protagonizou um dos momentos mais caricatos, embora menos lembrados: já nos instantes finais da eliminação frente à Alemanha, Preud’homme avançou até à área contrária para tentar marcar o golo do empate. Um guarda‑redes transformado em avançado desesperado, numa imagem que ficou gravada na memória de quem viu.
Mas nem todo o percurso foi perfeito. A carreira de Preud’homme também teve sombras. Em 1984, foi suspenso por seis meses devido ao escândalo de corrupção relacionado com o jogo Standard-Waterschei de 1982, um episódio que raramente surge nas memórias mais românticas, mas que faz parte da sua trajetória.
Ainda assim, nada disso belisca o essencial: Preud’homme foi um guarda‑redes de técnica impecável, reflexos sobrenaturais e uma serenidade que desconcertava avançados. Parou remates de Van Basten, Klinsmann, Lineker ou Bergkamp como quem apaga velas num bolo de aniversário.
Hoje continua a ser visto como um dos maiores guarda‑redes de sempre e, para muitos, o maior da história da Bélgica. Um “santo” sem altar, que fechava ângulos impossíveis e que, por vezes, se aventurava a tentar o impossível do outro lado do campo."

Brasil: Romário, o baixinho que hibernava no frio e tem medo de chihuahua


"A crista de Romário é igual ou maior ao rasto da sua incrível carreira. O avançado que se picava com Pelé, barricava em casa em Eindhoven quando a temperatura ia aos negativos ou pedia a Johan Cruijff dias de folga em Barcelona para ir ao Carnaval foi o goleador do Mundial de 1994, que conquistou com o Brasil. Após a vitória, ainda nem 30 anos tinha, quis regressar ao calor do Rio de Janeiro, onde hoje é político.

Há futebolistas do diz-que-disse, fãs de terem reputação antes de a justificarem. Depois há Romário, o construtor da própria fama. O ‘baixinho’ de alcunha corria de peito para fora, mexia-se com pernas arqueadas e falava barato por cobrar caro se duvidassem dele, hábito nutrido desde cedo. Aos 22 anos, já eriçado o seu pêlo na venta, fez capa da “Placar” com uma destemida premonição: “Garanto que ainda vou impressionar muita gente. Vou fazer 1000 golos.” Promessa arriscada, por todos os motivos e mais alguns, especialmente porque no Brasil mil festejos só o Rei Pelé.
O aviso apareceu em 1988, era o brasileiro um moleque do Vasco da Gama. Em 2007, a mesma revista soprou 45 velas e pô-lo em manchete, ornado com a mesma camisola do mesmo clube carioca e titulado com uma frase mais arrojada do que o próprio era de feitio: “Romário maior que Pelé.” O destaque tinha justificação, o jogador estava prestes a tornar-se milenar nos festejos.
Entre a lenda que construiu e a crista que exibe, qual delas a maior em Romário. Nas redondezas do milénio em golos, o único humano a ganhar três Mundiais ousou recomendar-lhe a ponderação da reforma, deixar as chuteiras em paz. Já era quarentão, o seu rasto bem vincado no futebol, tinha dado pontapés na bola em Espanha, nos EUA, Países Baixos e na Austrália, mas Romário não encaixou a ousadia. “Pelé calado é um poeta”, respondeu, sem timidez em alfinetar o ícone que apesar da língua afiada, respeitava. Quando Zico, outra viga da bola brasileira, sobre ele falou, desmereceu-o através da estima ao ‘Rei’, dizendo “só vejo o Pelé na minha frente” no panteão do futebol com samba.
Lá Romário é um inquilino inamovível. Nascido em Jacarézinho, favela na órbita norte do Rio de Janeiro, o Vasco da Gama cedo pescou a fina técnica do filho de um tingidor de uma fábrica de tintas, seu Edevair, como os brasileiros se referem ao pai, este um pedreiro nas horas vagas para o dinheiro cobrir as idas dos filhos aos treinos de futebol. Mas Romário tinha outro: “Quando eu nasci, o papai do céu olhou para mim e disse: ‘Ele é o cara.’” O progenitor terreno ensinou-lhe cinco mandamentos, não beber vinho nem usar drogas entre eles, travessuras que jurou nunca ter cometido enquanto jogava.
Estas coisas disse-as ao “Players’ Tribune”, o site berço de relatos de vida na primeira pessoa de futebolistas. Bastaria copiar e colar essa auto-biografia assinada por Romário, alérgica a filtros, ébria em histórias caricatas, para se ficar com uma fidedigna ideia da sua figura. De quem ele foi e ainda é.
Tinha acordos com clubes para sair à noite (não nunca, mas quase nunca na véspera de um jogo) e não treinar de manhã. Uma vez, após “resolver” abdicar uma partida do Fluminense para desfrutar de um dia na praia, mudou de ideias, chegou ao balneário ainda com areia nos pés, o treinador foi súbdito, pô-lo a titular, logo alguém teve de sair da equipa e assim privou a família de Marcelo, vindouro craque do Real Madrid, em peso no estádio, de o ver estrear-se pelo clube.
A sua confiança era intergalática - “se é impossível de eu finalizar, passo a bola para outra pessoa; se é quase impossível, eu tento finalizar; essa é a lógica: se eu não conseguir, outro companheiro com certeza não vai conseguir”. Ele era jocoso com as críticas - “Egoísta? Claro que não, cara; se eu marcar um golo, eu ganho, e meu time ganha também; é isso”. E quem lidou com o ‘baixinho’ tinha de ter poder de encaixe, aprendeu a lição Carlos Alberto Parreira, então selecionador do Brasil. Desentendido com Romário, exilando-o por quase um ano da seleção, chamou-o de volta quando a equipa estava em apuros para chegar ao Mundial de 1994.
O melhor é deixá-lo contar, ipsis verbis: “Tiveram que me chamar de volta. E eu não senti a pressão. Eu tava lá pra me divertir, sabe? Pra mostrar para aqueles filhos da p*** da comissão técnica que eles deveriam ter me convocado bem antes. “Pô, quando acabar, eu vou esculachar esses m*****.” Era mais ou menos isso. Pode perguntar a qualquer pessoa que esteve no Maracanã e ela dirá que talvez tenha sido o jogo mais foda que um jogador de futebol já fez, principalmente com a camisa da seleção. Em uma escala de 1 a 10, eu levei 11.”
No último jogo da qualificação, o vai-ou-racha, marcou dois golos ao Uruguai.
Foi impossível o avançado não ir ao seu Campeonato do Mundo, nos EUA, onde fez a mãe, Dona Lita, atirar uma garrafa de vidro ao chão por cada um dos cinco golos do filho, hábito acopolado ao folclore futebolístico do Brasil que conquistou o tetra no torneio. Não esteve em 1998, traído por uma lesão demasiado perto da prova. E hoje não pode ouvir falar em Felipão por o ter ignorado em 2002. A supremacia de Romário ficou reservada a 1994, pendurada ao lado do festejo de embalar um bebé coreografado com Mazinho e Bebeto, colega de ataque que anos depois, em Espanha, diriam ser a melhor arma de provocação: ai de quem sugerrisse ser melhor do que Romário.

Fica com a 10, ordenou Cruijff
Jogaria assim-assim no Valencia, só depois do ano e meio espetacular em Barcelona (39 golos em 65 partidas), na frente da dream team do meticuloso Johan Cruijff, exigente por regra à exceção de com Romário, elogioso da sua “excelência” enquanto jogador “tecnicamente quase perfeito”, disse-o à “Folha de São Paulo” já o avançado se tinha pirado para o calor do Rio, acalorado por ser campeão mundial e redutor do lume da sua ambição. Cruijff obrigou-o a abdicar do número 11, o seu preferido, para vestir o 10 - “na minha equipa, o melhor joga com a 10”, disse-lhe o holandês. Diria mais tarde ter sido o melhor que treinou. E uma das melhores histórias do brasileiro aconteceu lá, com ele.
Os relatos divergem, mas, sendo mais ou menos verdade, Terá sido assim: Romário queria ir ao Carnaval do Rio de Janeiro, comprou o bilhete de avião e pediu a Johan dois ou três dias de folga extra porque a viagem calhava em dia de jogo; o treinador assentiu, mas com a condição de o avançado compensar com dois golos na primeira parte; o brasileiro marcou três, ao segundo já fazia sinais na direção do banco, para Cruijff o substituir.
Tantas são as histórias, tão rocambolescas, que sozinhas caricaturam Romário, senador pelo Rio de Janeiro, hoje a pular entre Brasília e o futevólei em Copacabana, candidato recente a governador da cidade que continua linda ao contrário da estima que terá por Eindhoven, onde contou cinco anos no PSV (128 golos em 144 encontros), arisco ao frio. “Cara, chegou a –17 graus uma vez. Dezessete!! Como alguém ia me criticar por não treinar? Uma vez, passei três dias sem sair de casa. Os caras ficaram preocupados comigo. Eles bateram na minha porta e eu não atendi. Tava hibernando, parceiro!!”, relatou, tão ao seu jeito, no “Players’ Tribune”.
Senhor sem medos aparentes, só um deixou escapar, inusitado como Romário é, receoso de cães pequenos por uma vez, em adolescente, “dois vira-latas e um pequinês” terem “avançado” na sua direção. As cristas murcham, a dele sucumbe perante a raça chihuahua. De novo, parafrasear o original não faz juz. Como Romário dificilmente haverá sucessor, o melhor é citá-lo: “Eu respeito os cachorros. Nunca vou fazer mal a eles. Mas tenho pavor. E detalhe: quanto menor o cachorro, mais medo eu tenho. Um pastor alemão? Eu consigo conviver. Mas um Chihuahua? P*** que pariu, me arrebenta…”"

África do Sul: Tshabalala, o dançarino por quem as vuvuzelas tocaram


"Siphiwe Tshabalala foi herói por um dia quando marcou o golo inaugural do Mundial 2010, um remate fulminante que esteve nomeado para o Prémio Puskás. Figura exótica de um torneio que mais parecia uma bomba sensorial, fez a carreira quase toda na África do Sul, razão pela qual nunca mais tivemos notícias desta personagem icónica.

A dois dias do jogo inaugural do Mundial 2010, o primeiro realizado no continente africano, a seleção anfitriã encontrava-se num autocarro panorâmico a acenar às 200 mil pessoas que estavam nas ruas de Joanesburgo numa festa que se espalhou por toda a parte, como se a pessoa responsável pelos convites não tivesse especificado a localização exata do evento. Carlos Alberto Parreira, o brasileiro que treinava a África do Sul, entrou em desespero quando soube do plano que tinha sido preparado sem o seu conhecimento e vociferou com os responsáveis.
O selecionador tinha uma grande desvantagem na preservação do profissionalismo da equipa: os jogadores queriam estar presentes. Foi preciso encontrar um meio-termo e escolheu-se uma espécie de comissão de farra. Alguns jogadores foram, outros ficaram. Siphiwe Tshabalala embarcou no périplo, desdobrando-se em saudações papais. De herói local, rapidamente se tornou ícone internacional.
As cores por todo o lado, os zumbidos das vuvuzelas, o “Waka Waka”. O Mundial 2010 foi toda uma bomba sensorial. A textura das memórias torna-as ainda mais inesquecíveis. Houve o golo de Andrés Iniesta na final, mas houve também a apresentação deste utilizador de um apelido musical e de longas tranças amarradas, figurino exótico adequado para o embaixador a posteriori da competição.
Tshabalala passou a véspera da estreia, contra o México, a ver “Invictus“, inspirando-se no filme que retrata o papel unificador da seleção de râguebi no pós-apartheid durante o Mundial de 1995. Chegado o jogo inaugural, marcou o primeiro golo do torneio, um dos pontapés mais gloriosos que a Jabulani levou. A bola saiu cruzada e ao ângulo da baliza, direitinha para uma nomeação ao Prémio Puskás. O espírito boémio saiu logo da toca.
O festejo coreografado foi tão memorável como aquilo que o motivou. “Golo da África do Sul. Golo de toda a África”, narrava a transmissão inglesa enquanto os Bafana Bafana dançavam sem garfos na barriga ao som dos instrumentos de sopro com efeito de enxame.
‘Shabba‘ foi herói por um dia. O momento marcante não teve repercussão no desempenho global da África do Sul, que se deixaria empatar. Seguir-se-ia uma derrota frente ao Uruguai e uma inócua vitória diante da França. Pela primeira vez, o país anfitrião foi eliminado na fase de grupos. Em 2022, o Catar repetiu o feito.
A carreia de Tshabalala também não atingiu dimensão similar ao feito. Quando começou a fazer parte da seleção ainda jogava na segunda divisão do futebol sul-africano. Disputou o Mundial 2010 já como jogador do Kaizer Chiefs, clube quatro vezes campeão do país, mas distante do poderio do Mamelodi Sundowns. Ficou nessa equipa com nome de banda britânica durante 11 anos sem que o salto chegasse.
Em 2018, mudou-se para o BB Erzurumspor, da Turquia, na única época no estrangeiro. Apesar de não ter feito nenhum anúncio oficial quanto ao final da carreira e, aos 41 anos, recusar apresentar-se como jogador reformado nas aparições públicas, Tshabalala não joga desde 2021.
Tal como em 2010, o jogo inaugural do Mundial 2026 também será um México-África do Sul, um cruzamento que, no passado, levou ao nascimento de uma personagem mítica. Há 16 anos que os Bafana Bafana não estão presentes na competição."

O momento Aursnes em Alvalade


"1. O último dérbi teve o seu momento inesquecível. Um dérbi, qualquer dérbi, é uma soma de muitos momentos. A escolha do momento dos momentos de um dérbi é uma prerrogativa de cada um de nós. Uns escolherão uma situação com que vibraram especialmente, outros escolherão outra que mais lhe agradará recordar pela vida fora. É também para isto que os dérbis servem, para o compêndio das memórias individuais.

2. Falando por mim, o momento inesquecível do último dérbi não foi o golo de Rafa, que nos deu a vitória, nem foi a vitória propriamente dita. O Benfica nasceu para ganhar. Ganhar ao rival mais antigo é sempre uma beleza, e ganhar ao rival mais antigo na sua própria casa é de inquestionável beleza, sobre isto nem há discussão.

3. No entanto, vencer o Sporting no recinto do Sporting, por muito que seja um motivo de regozijo, não é assim um feito de uma enorme raridade. Daqueles feitos que acontecem muito esporadicamente e que justificam festejos extraordinários.

4. O dérbi do último domingo foi o 92.º Sporting-Benfica jogado para o Campeonato na casa do Sporting e foi a 35.ª vitória do Benfica, que igualou o número de vitórias do Sporting sobre o Benfica. O resto são empates.

5. Ou seja, na qualidade de visitante, o Benfica é o pior adversário com que o Sporting pode sonhar na Liga nacional. Não deixa de ser curioso o Benfica ter atingido estes números no domingo, tendo em conta que uma claque do Sporting aproveitou a visita da nossa equipa a Alvalade para desfraldar um pano com os dizeres “nós somos o vosso maior pesadelo”, quando, na realidade, passa-se exatamente o contrário.

6. Voltemos ao que foi, no meu entender, o momento inesquecível deste último dérbi. Ocorreu ao minuto 35 da primeira parte, quando o árbitro da partida mostrou o cartão amarelo ao capitão da equipa da casa, o dinamarquês Hjulmand. Lembram-se? É natural que se lembrem, até por ser uma raridade vermos Hjulmand a ver um cartão amarelo. Mas viu e foi-lhe muito bem aplicado. O jogador, surpreendido, reagiu à punição, erguendo os braços e gesticulando teatralmente durante alguns segundos, ou para provar a sua inocência ou para provar o seu desacordo, vá lá saber-se…

7. O nosso Fredrik Aursnes a tudo assistiu a curta distância e não resistiu a fazer uma imitação perfeita do esbracejar do capitão do Sporting, reproduzindo-lhe os gestos e a cadência. Foi perfeito. E pronto, será este o meu momento inesquecível do dérbi. Aursnes, a espelhar o jogo de braços de Hjulmand perante uma plateia maioritariamente adversa. Só por isto valeu a pena ter visto o jogo na televisão através da Sport TV."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Não se acorda o Rei!


"O CAMPEONATO DO MUNDO DE 1966 CONSOLIDOU A FAMA DE EUSÉBIO, MESMO ENTRE OS SEUS COMPANHEIROS DE EQUIPA

E m julho de 1966, os Magriços rumaram a Inglaterra para disputar a fase final do Campeonato do Mundo. A equipa ficou instalada no Hotel Stanneylands, em Manchester, onde foi hasteada a bandeira portuguesa ao lado da bandeira do Reino Unido, comprovando a hospitalidade de que os portugueses desfrutaram.
O selecionador nacional, Manuel da Luz Afonso, explicou a distribuição dos atletas lusos pelos quartos, assumindo como propositada a divisão de atletas do mesmo clube por quartos diferentes: “Quisemos agrupar jogadores de clubes diferentes, não só para fortalecer os laços de camaradagem […] como para evitar a formação de ‘grupinhos’.” No entanto, havia pares tradicionais, já velhos conhecidos, e assim o benfiquista Eusébio dividiu o quarto com o sportinguista Hilário.
O primeiro susto da comitiva portuguesa surgiu, precisamente, do quarto n.º 22, onde os dois moçambicanos pernoitavam, que acompanhamos pelas palavras de Hilário: “Eu estava já deitado e eis que me dá uma dor terrível nos intestinos. Pensei que a coisa fosse passageira e, já a custo, dirigi-me a uma das casas de banho do hotel na esperança de que se tratasse da vulgar dor de barriga.” Mas quando quis voltar para o quarto, Hilário não conseguia andar, com uma dor tão aguda que mal lhe permitia respirar.
Perante a necessidade de chamar alguém que o ajudasse, o mais natural seria chamar o seu companheiro de quarto, “mas Eusébio dormia tão bem, tão profundamente que não o quis acordar”. Foi então que pegou no telefone e pediu à rececionista que ligasse para o quarto do médico que acompanhava a comitiva, mas a comunicação foi afetada pela linguagem e a rececionista não o conseguiu ajudar. Acabou por ser o fotógrafo do jornal A Bola, Nuno Ferrari, que o acudiu, chamando de seguida o médico da Federação Portuguesa de Futebol, que lhe diagnosticou uma cólica biliar. Apesar de este problema de saúde ser uma incógnita quanto à recuperação, no dia seguinte Hilário já se encontrava muito melhor.
Ultrapassado este percalço, Eusébio continuou o seu sono reparador, e Hilário conseguiu alinhar no primeiro encontro da equipa portuguesa no Campeonato do Mundo de 1966, frente à Hungria, 2 dias depois deste episódio. Portugal venceu o encontro por 3-1 com golos dos benfiquistas José Augusto, que bisou, e Torres. Esta foi, até à atualidade, a melhor prestação da equipa das quinas em Campeonatos do Mundo, alcançando o honroso 3.º lugar, com Eusébio a sagrar-se o melhor marcador da competição.
Saiba mais sobre Eusébio na área 24 – O “Pantera Negra” e Outras Lendas, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Marisa Manana, in O Benfica

Dia das Trabalhadoras


"Chamam-lhes Inspiradoras, mas é de trabalho que também se deveria falar. Só assim se explica o percurso da equipa feminina de futebol do SL Benfica. As futuras hexacampeãs (pode ser já neste sábado, em Braga, a partir das 18:30) nunca deixaram de mostrar trabalho, mesmo depois de uma mudança da equipa técnica que poderia ter sido problemática. Claro que a inspiração também esteve, e está, presente – e de que maneira –, mas esta aura de hegemonia no futebol português tem de ser associada também ao trabalho, dentro e fora de campo, de uma imensa equipa multidisciplinar. Para que nada lhes falte, dia após dia, e para que as jogadoras possam traduzir em vitórias todo o trabalho que tem sido feito por e com elas.
É por isso que o dia 1 de maio deve ser de agradecimento. É neste Dia Internacional do Trabalhador que vamos ter dérbi na Catedral da Luz. Poderá ser o jogo de consagração de uma equipa que se habituou a ganhar. E nós, com ela, também ganhámos esse bom hábito que faz parte da história do Glorioso. O Estádio do Sport Lisboa e Benfica recebe um SL Benfica-Sporting CP, que se quer de festa e de reconhecimento por um percurso invejável na divisão principal feminina de futebol. Será a partir das 19:00 e parece-me que estamos todos convidados. Mais do que isso – convocados. É tempo de as apoiar, incentivar e festejar pelo que têm feito pelo desporto no feminino em Portugal. Estas mulheres são as faces mais visíveis de um trabalho impressionante de mediatização, suporte e reconhecimento. Eu vou lá estar. E vocês?"

Ricardo Santos, in O Benfica

Um não assunto


"José Mourinho já afirmou, mais de uma vez, que queria ficar no Benfica. Rui Costa já disse que a questão nem se coloca, pois o técnico tem mais um ano de contrato. Porém, quase diariamente, a comunicação social insiste no tema, como se ainda houvesse alguma coisa a esclarecer.
É certo que a época futebolística, pese embora a conquista da Supertaça, pese embora a digna prestação europeia, não foi aquilo que gostaríamos. Quando o Benfica não é campeão nacional, nenhum adepto fica satisfeito.
Esta época teve, todavia, especificidades que a tornaram mais difícil. Não servindo de desculpa para erros próprios – que também existiram –, não ter havido férias nem pré-temporada, a necessidade de estar fisicamente a top nas eliminatórias da Champions, a inevitável saída de jogadores importantes como Carreras e Di María, a demora na adaptação das novas aquisições, paralelamente ao Campeonato quase perfeito do FC Porto e a algumas arbitragens penalizadoras, criaram um caldo que cedo nos afastou da luta pelo título. Acresce que Mourinho chegou em setembro, e não teve intervenção na construção de um plantel formado para o modelo de jogo do anterior treinador. Ainda assim não perdeu qualquer partida – e nas últimas 15 jornadas tem mais pontos que os rivais.
José Mourinho nunca se distinguiu pelo futebol bonito. As suas melhores equipas eram tanques de guerra competitivos. Máquinas de ganhar.
É isso que espero do técnico benfiquista. Para isso é preciso dar-lhe o tempo e o espaço de que necessita. Não tenho dúvidas que, se tal acontecer, mais tarde ou mais cedo o Special One recolocará o Benfica na rota dos títulos.
Tivemos demasiados treinadores nos últimos anos. Não podemos começar novamente do zero. Nem vejo hipóteses de contratar alguém melhor. Também por isso, este é um não assunto."

Luís Fialho, in O Benfica

AWABOT


"Mais uma vez, o Benfica revela a sua dimensão mais humana no futebol e a matriz inovadora em que que se funda, recorrendo à mais moderna tecnologia, através de um robô muito especial, o Awabot, que maravilhou um grupo de beneficiários da AFID com a oportunidade única de conhecer de perto a equipa de juniores do SL Benfica na meiafinal da UEFA Youth League.
O encontro foi muito mais do que simbólico. Por um lado, para estes jovens, muitos deles enfrentando desafios diários fora do campo, a proximidade com jogadores que representam o topo da nossa formação trouxe inspiração, alegria e, acima de tudo, esperança. Ver de perto quem enverga o Manto Sagrado e perceber que o sonho está ao alcance de quem acredita é uma mensagem poderosa que o Benfica continua a transmitir com orgulho. Por outro lado, para os jogadores, foi uma oportunidade de ouro para sentirem a mística benfiquista no seu lado mais profundo, de interconexão humana e solidária, intensa e emotiva, à mistura com a adrenalina do jogo. Tudo isto é reflexo de um trabalho estruturado, consistente e fiel à identidade do clube, construindo, resultado após resultado, o futuro do Benfica e do que melhor existe no futebol europeu.
Assim, fiel a si próprio e centrado nas pessoas e nos valores humanistas, o Benfica continua a construir inclusão, inspiração e talento, no campo e na vida, porque o verdadeiro triunfo vai muito além do marcador!"

Jorge Miranda, in O Benfica