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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Treino...

BI: Modalidades - Semanada #175

Firme e hirta !!!

Mourinho, põe os olhos neste menino!


"É tempo de o lançar Gonçalo Moreira ao mar dos tubarões; esta pérola, acredito, já sabe nadar sozinha

Há jogadores que parecem carregar o destino na ponta da bota, e Gonçalo Moreira, jogador que brilha na formação do Benfica, é, sem margem para equívocos, um desses eleitos. O que vemos na pérola do Seixal não é o mero virtuosismo estéril do drible de circunstância; é uma inteligência geográfica que raramente se encontra em tão precoces primaveras. Gonçalo não corre apenas; ele desenha trajetórias, antecipa janelas de passe e trata a bola com o respeito de um mestre-escola num recreio de génios.
Taticamente, o jovem possui uma maturidade que desafia a certidão de nascimento. Sabe quando acelerar o metrónomo e quando oferecer a pausa necessária ao jogo — aquela paciência de alfaiate que é música para os ouvidos de quem percebe a essência do futebol. Não é apenas um criativo; é um estratega que lê o campo como se tivesse um mapa térmico impresso na retina.
É aqui que a figura de José Mourinho se torna incontornável. O Special One, mestre na arte de moldar carácter e detetar a têmpera dos campeões, saberá que tem em mãos um diamante que já não cabe no veludo da formação.
A urgência da sua chamada à equipa principal não é um capricho mediático, mas uma necessidade de sobrevivência criativa. Mourinho nunca foi de oferecer minutos por caridade académica, mas Gonçalo reclama-os por imposição técnica. No futebol de hoje, feito de aço e rotação, quem pensa o jogo em frações de segundo é rei. E Gonçalo Moreira, com a sua seda no toque e fogo no olhar, está pronto para reclamar a coroa. É tempo de o lançar ao mar dos tubarões, porque esta pérola, acredito, já sabe nadar sozinha."

Zero: Afunda - Trade Deadline: razões e explicações

BF: Sudakov...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Apuramento suado, antes do Clássico

Observador: E o Campeão é... - Estará o Sporting a depender demasiado de individualidades?

Observador: Três Toques - Cristiano Ronaldo sopra mais umas velas rumo à reforma

Renascença: Jogo da Palavra - Fernando Santos...

Guardiola contra Pep e vice-versa


"O guardiolismo espalhou-se, mas o City já não parece acreditar totalmente na ideia que o tornou hegemónico. Pela primeira vez, Pep Guardiola enfrenta o seu próprio legado

Pep Guardiola ensinou-nos que o futebol é um sistema fechado, no qual cada passe tem o seu sentido, cada movimento não só uma causa, como também uma finalidade, e o golo é a consequência lógica de uma equação complexa. Talvez mesmo de uma ordem superior. Durante quase duas décadas, não foi apenas vencedor: foi hegemónico.
Hoje, embora nada nos garanta que, de um momento para o outro, não se possa voltar a agigantar e acumular títulos, o Manchester City tem demonstrado, nos últimos anos, ser uma equipa que já não acredita plenamente na ideia que o tornou quase imbatível no plano interno e grande favorito na Liga dos Campeões. Será este o princípio do fim do guardiolismo? Não, nada disso. À semelhança do que sucedeu com Cruijff, o legado de Guardiola não se esgotará no seu próprio percurso: prolonga-se nos discípulos que o replicam e o adaptam. E, de forma talvez mais irónica, alguns já aparecem em rivais de peso — do Arsenal ao PSG, do Bayern à restante elite europeia —, que passaram a falar a sua linguagem.
Guardiola, porém, poderá estar a ser engolido pelo monstro que ele próprio criou.
A sua quebra não é estatística nem imediata. É conceptual. E talvez tenha começado no momento em que o próprio treinador aceitou que o seu futebol, tal como o concebera no início, podia já não estar a ser suficiente.
A contratação de Erling Haaland é o primeiro grande sinal dessa inflexão. Não pela qualidade do avançado norueguês, um verdadeiro puro-sangue — que é indiscutível —, mas pelo que simbolizou: a admissão de que o processo precisava de um atalho. Neste caso, um caminho mais direto para a baliza. O ponta de lança era a solução para o golo rápido ou simplificado, que dispensava camadas sucessivas de passes. 15, segundo a doutrina de Pep: precisos, criteriosos, racionais, até que as suas equipas estivessem por fim preparadas para atacar com o menor risco possível de serem batidas no contrapé.
Depois de pagar com muitos golos o facto de, ainda assim, ser um corpo estranho no processo do catalão — por mais paradoxal que tal possa parecer —, Guardiola ganhou a Liga dos Campeões que tanto perseguira fora de Barcelona com o nórdico, contratado apenas no verão anterior, no onze. No entanto, conquistou-a com a exceção enquadrada o melhor que conseguiu. Tudo mudaria depois.
As dificuldades aumentaram assim que a exceção começou a moldar o sistema. O City tornou-se uma equipa em permanente ajuste identitário. O técnico passou a procurar soluções em várias direções ao mesmo tempo: mais verticalidade com o 9, mais desequilíbrio individual com extremos de drible, menor dependência do passe como linguagem dominante. Doku, Savinho e Cherki aparecem como sinais de um futebol mais instintivo, mais reativo, menos cerebral. O resultado não foi evolução, bem pelo contrário. Pelo menos, foi dispersão.
O City atual joga muitas vezes como se tivesse várias ideias, mas nenhuma ordem clara. O passe deixou de ser a língua-mãe e passou a ser apenas uma entre outras possibilidades. Sempre houve dribladores nas equipas de Pep, mas, mesmo com Messi, o maior de todos, o drible nunca substituiu o passe: existia para libertá-lo. Hoje, demasiadas ações parecem desligadas do todo, como se cada ataque fosse uma decisão isolada.
No processo, a equipa foi perdendo referências. Bernardo Silva é, talvez, o último grande tradutor — para os companheiros e não só — do guardiolismo: aquele que ainda entende o jogo como sequência, como frase completa e não como palavras soltas. Conceitos que apenas existem num dicionário e já pouco fazem sentido no dia a dia. Mais do que um jogador decisivo, é um guardião cultural. Se sair, o Manchester City poderá ir ao mercado outra vez e ficará certamente mais talentoso em aparência, todavia, bem mais pobre em gramática coletiva. E isso não há à venda.
Rodri representa o outro pilar essencial. Não é coincidência que a instabilidade do City coincida com a sua condição física longe do ideal. O futebol de Guardiola nasce sempre no controlo do tempo e esse começa no médio defensivo. Sem um corpo que imponha ritmo, todo o edifício perde coerência.
Importa repetir: o guardiolismo não morreu. Nem o próprio Guardiola. Não lhe façam o enterro futebolístico. O génio continua lá, mesmo depois de ter dado tanto ao jogo. Não acredito que esteja vazio, apenas talvez a visão esteja turva com o desgaste. Com o cansaço. Porque, como escreveu em título Pedro Paixão, Viver Todos os Dias Cansa. Ainda mais a este nível. Com esta pressão. E também com a expetativa, que ao seu redor é sempre enorme.
Morreu, sim, a sensação de inevitabilidade. O futebol aprendeu a defender-se do seu maior experimentalista. As equipas já sabem onde pressionar, quando baixar, quando ferir. A Premier League, sobretudo, vive hoje num estado permanente de contra-argumentação tática.
Talvez por isso a figura de Mikel Arteta surja como sucessor natural. Não por copiar Guardiola, mas por ter entendido os seus dilemas. No Arsenal, a procura de um avançado como Gyökeres não redefine o modelo, é, pelo menos por enquanto, apenas uma variável. O sueco não mudou o sistema. Gabriel Jesus, Merino, Havertz ou Gyokeres são caminhos possíveis para um processo que permanece reconhecível. A identidade não se fragmenta.
Guardiola, paradoxalmente, parece hoje menos confortável com a flexibilidade do que aqueles que aprenderam com ele. Como se estivesse a treinar contra o próprio legado, tentando provar que o modelo ainda evolui — e, nesse esforço, sacrificando a clareza original.
Talvez esta quebra não seja o fim de um ciclo vencedor, mas o desgaste de uma ideia que viveu demasiado tempo sob o peso de ter de roçar a perfeição. Guardiola continua a ser um génio. Mas, pela primeira vez, parece menos convicto de que o caminho que abriu é, também, aquele que quer continuar a percorrer. Chama-se a isso ser humano. Ainda que um humano genial."

Andamos aqui a gozar com os miúdos portugueses


"Dizer aos jovens portugueses que não servem para a Liga e contratar jovens estrangeiros com a mesma idade e experiência é, objetivamente, gozar com o futebolista nacional

Uma das maravilhas do futebol (e do desporto em geral) é a universalidade, o contacto entre povos e culturas, a facilidade com que regras simples transformam a comunicação numa tarefa fácil e como atletas de todo o Mundo podem competir em qualquer parte sem barreiras linguísticas, culturais, étnicas ou até económicas (bom, neste ponto nem sempre, mas no futebol até sim).
Acredito muito na interculturalidade. Considero-me insuspeito a propósito de racismo, chauvinismo e nacionalismo. E por isso não tenho receio de afirmar que as conclusões do estudo ontem apresentado pelo Sindicato de Jogadores, com o apoio do jornal Record, são absolutamente escandalosas: apenas 29 por cento dos jogadores utilizados na I Liga são portugueses. Não se trata, aqui, de achar que deveriam ser a maioria ou que «aqui mandamos nós» e muito menos que «isto não é o Brasil, a França ou o Bangladesh». Não — trata-se de constatar uma enorme falta de respeito da indústria para com aquilo que ela própria, no seu trabalho de base, consegue produzir: bons jogadores.
É um contrassenso ser-se campeão mundial e europeu de sub-17, conquistar títulos e presenças em finais uns atrás dos outros ao longo de décadas, e depois apresentar um rácio destes na principal competição portuguesa.
Isto é faltar ao respeito ao jovem jogador português — bem como ao formado localmente — e convidá-lo a emigrar, como um certo governante entretanto tornado sebastiânico fez aos enfermeiros há uns pares de anos.
Não, não é nas áreas com empregos mais duros, que os portugueses recusam recorrentemente, que devemos queixar-nos de um alegado excesso de estrangeiros, que ainda por cima vêm viabilizar a Segurança Social e aumentar a taxa de natalidade. É num trabalho como o de futebolista profissional, sonho de criança de tantas e tantos portugueses, que devemos perguntar-nos o sentido que faz ocupar tantas vagas cujo valor nominal do futebolista português chega e sobra para preencher, como aliás se prova quando emigram e brilham por outras paragens (o que também é ótimo que aconteça, não confundamos exageros com situações equilibradas).
A indústria — e quem nela embolsa mais dinheiro — anda a gozar com os jovens futebolistas portugueses. Dizer-lhes que não servem para a Liga e contratar miúdos estrangeiros da mesma idade e experiência não tem outra qualificação possível."

Rádio Comercial: O meu clube é o maior #4

Visão: Pai e Filho...

Rabona: The Ronaldo & Saudi football drama was absolutely inevitable

Rabona: Is a 2026 World Cup boycott realistic?

BolaTV: Toque de Bola - S01E10 - Carlos Diniz, o primeiro selecionador de Ronaldo

BolaTV: Reportagem - «Não há remédio que nos possa curar de uma catástrofe como esta»

BolaTV: Entrevista - Areia, Salvador e Capdeville

Afinal, o tamanho conta


"Começam hoje os Jogos Olímpicos de inverno com as injeções penianas em discussão acesa, sobre o doping ainda que o ácido hialurónico não seja substância proibida. Segue a conversa sobre as alternativas ao doping, das quais o 'boosting' é a mais chocante

Começam hoje os Jogos Olímpicos de inverno com a participação de três portugueses o que perfaz 17 no total. Sem tradição nos desportos de gelo, onde salvo as trágicas alterações climáticas, não é frequente, não admira que olhemos com curiosidade para algumas estranhas modalidades e com surpresa para alguns dos relatos que vão chegando de Itália, onde se realiza o evento.
Esta semana voltou à baila a polémica levantada quanto ao tamanho do pénis dos atletas e a Agência Mundial Antidoping não teve outro remédio se não prometer que iria investigar as denúncias se existissem provas. Em causa estão as já famosas injeções penianas de ácido hialurónico que prometem aumentar a circunferência do pénis em um ou dois centímetros, o que, juram os especialistas, faz toda a diferença na performance dos atletas, pois tal aumentaria a área de superfície dos fatos, o que, segundo a FIS, a Federação Internacional de esqui e snowboard, poderia aumentar o tempo de voo dos atletas.
Não é a primeira vez que alguns atletas tentam contornar as regras, como aconteceu com os medalhados olímpicos noruegueses Marius Lindvik e Johann Andre Forfang suspensos por três meses após adulteração de fatos com fios reforçados.
Antes de cada temporada, os atletas são submetidos a medições com scanners corporais, apenas de roupa interior elástica e justa e os fatos de competição têm uma tolerância de 2 a 4 centímetros.
Mesmo com todo este rigor, há sempre quem tente contornar as regras e o 'doping' seja ele de que forma for estará sempre um passo à frente.
Não esquecerei nunca, quando, nums Jogos Paralímpicos, ouvi falar pela primeira vez de boosting, que é como quem diz autoflagelação. Proibido, obviamente. Ainda assim, há muitos relatos em surdina que vários atletas paraplégicos a ela recorrem, uma vez que não causam dor, pois afetam apenas zonas com ausência de sensibilidade.
Esta lista de 'doping' é arrepiante: obstruir a saída da sonda urinária para causar distensão excessiva da bexiga, dar marteladas nos dedos dos pés até os partir, atar objetos pesados aos testículos e puxar violentamente e outros, são alguns dos exemplos discretos, secretos e omitidos. Para surtir o efeito desejado, um aumento de 10 a 15% de no desempenho físico, estas técnicas são realizadas uma duas horas antes da competição.
Perante isto, confesso, que o caso das injeções em Milão, não me impressiona. Afinal, o tamanho conta, certo, mas só dura 18 meses."

O Estado de Prontidão!


"Chamaram-lhe tempestade. Natural. Violenta. Excecional.
Mas o que verdadeiramente ficou exposto não foi apenas a força do vento ou o volume da chuva — foi a fragilidade de um sistema político que continua a confundir prevenção com retórica e prontidão com improviso.
A crise que se seguiu à tempestade Kristin revelou falhas demasiado grandes para serem tratadas como meros lapsos operacionais. Houve demora na reação, hesitação na declaração do estado de calamidade, ministros desalinhados, justificações contraditórias e uma comunicação pública que oscilou entre o embaraço e o absurdo. Num momento em que o país precisava de clareza e liderança, recebeu explicações circulares e frases que rapidamente entraram para o anedotário nacional. Desde responsáveis técnicos a garantirem que “não se justifica” recorrer a mecanismos europeus porque “ainda não esgotámos a capacidade”, até membros do Governo a repetirem, quase como um mantra tranquilizador, que “estamos num processo de aprendizagem coletiva” expressão que, dita uma vez poderia soar a humildade, mas repetida perante o caos acabou por transmitir resignação. E, como se não bastasse o ruído, ecoou ainda a infeliz observação do ministro Castro Almeida sobre os ordenados de janeiro, uma referência desligada da realidade de muitas das vítimas que nem chegaram a ver esse salário, porque as empresas simplesmente pararam e o rendimento desapareceu com a tempestade.
Começando pela evidente impreparação de quem tinha a tutela direta da área, até à insensibilidade política de quem deveria representar o topo da responsabilidade governativa, o discurso foi tantas vezes desligado da realidade que se tornou impossível não questionar a noção de empatia institucional. Quando, perante vidas perdidas, se ouvem formulações frias e burocráticas como “aqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida”, não é apenas um erro de comunicação, é um sintoma de distância humana. É a linguagem técnica a sobrepor-se à linguagem humana num momento em que o país precisava exatamente do contrário.
E depois houve o episódio que ficará como nota de rodapé, mas também como símbolo do tempo político em que vivemos: o vídeo institucional de um ministro, cuidadosamente editado, música solene, enquadramentos estudados, divulgado em plena crise para demonstrar ação e liderança, retirado horas depois, mas já eternizado nas redes como um “tesourinho deprimente”. Não pelo conteúdo em si, mas pelo contraste. Enquanto milhares aguardavam eletricidade e comunicações, a máquina comunicacional parecia mais preocupada com perceção do que com resolução. A política transformada em produção audiovisual num momento que exigia botas no terreno e menos filtros digitais.
Portugal orgulha-se de ser campeão das políticas de prevenção. Tem planos, relatórios, estratégias e conferências. Tem uma proteção civil que, no papel, é robusta e preparada. Mas entre o planeamento e a execução abre-se frequentemente um abismo. Planeia-se muito, executa-se pouco e comunica-se pior. O resultado é um paradoxo recorrente: somos exímios a desenrascar, mas incapazes de estruturar; rápidos a reagir mediaticamente, mas lentos a resolver concretamente. O mesmo se reflete noutras áreas onde o longo prazo deveria ser bússola e não rodapé. O tão anunciado Plano de Desenvolvimento Desportivo, por exemplo, terá agora de lidar com menos uma infraestrutura crítica — uma das já raríssimas pistas cobertas de Pombal — lembrando que visão estratégica não é apenas publicar documentos, é proteger e reforçar os alicerces físicos que permitem a prática desportiva.
A tempestade foi, sem dúvida, severa. Mas a severidade meteorológica não pode servir de escudo permanente para a insuficiência administrativa. No século XXI, esperar mais de duas semanas para repor serviços básicos não é apenas um atraso técnico é uma falha de organização, de coordenação e, sobretudo, de prioridade política. Quando a exceção se torna padrão, já não é exceção: é método. O problema não é a natureza ser imprevisível.
O problema é o Estado continuar a sê-lo também.
Constrói-se muitas vezes de forma desordenada, licencia-se sem visão e fiscaliza-se com laxismo. Depois, quando chega a destruição, descobre-se que a verdadeira prontidão não era para a proteção era para a desgraça. A máquina ativa-se, os discursos sucedem-se, as visitas oficiais multiplicam-se e os relatórios prometem reformas futuras. Entretanto, os cidadãos ficam à espera do básico: eletricidade, água, comunicações, respostas.
O “Estado de Prontidão” tornou-se, ironicamente, um estado de reação tardia um Estado de APAGÂO!.
Não falta talento técnico no país, nem dedicação nos operacionais no terreno. Falta coerência estratégica no topo. Falta cultura de execução. Falta humildade política para admitir erros antes que eles se tornem crónicos — e para perceber que um país não pode viver eternamente em processo de aprendizagem coletiva sempre que a realidade bate à porta.
Porque uma tempestade pode ser inevitável.
Mas o caos que se lhe segue raramente é."