Últimas indefectivações

quinta-feira, 26 de março de 2026

Qualificados...

Benfica 104 - 63 Braga
27-21, 25-9, 28-16, 24-18

Vingança atrasada da eliminação da Taça de Portugal, com uma vitória na Taça Hugo dos Santos, e respectiva qualificação para as Meias-Finais...

Terceiro Anel: Bola ao Centro #192 - GOLEAR SEM CONVENCER E FUTURO INCERTO!!

A empatia, segundo Farioli (um entre muitos portugueses no banco)


"Schmidt foi crucificado por não falar português, mas Farioli também não arrisca e está tudo bem. O italiano é empático, possui carisma e, acima de tudo, tem quem o proteja das intempéries que afogaram o alemão

Ri-me, confesso. Quando se começou a dizer que a grande lacuna de Roger Schmidt no Benfica era, ao fim de tantos meses, não dizer uma única palavra de português, ri-me. E foi mesmo um dos pregos na sua cruz.
Não só os jornalistas o entendiam e podiam filtrar as suas palavras para gente menos esclarecida, como provavelmente todos os jogadores percebiam o que deles era pedido sem esforço, desde o primeiro dia. Schmidt foi campeão, porém desmoronou-se, face ao peso dos resultados posteriores. A falta de apoio por parte da direção, que o deixou sozinho a lutar com adeptos em fúria, qual D. Quixote e moinhos de vento, foi decisiva. Mais do que as exibições — quem viu ambas, não pode dizer, em perfeito juízo, que as de agora são melhores —, a falta de rumo no mercado, a falência da ligação ao scouting e uma rigidez tática de fundamentalista combinaram entre si para o adeus.
Hoje, todos se lembram do teimoso alemão a dizer aos adeptos para ficarem em casa se estavam no estádio para assobiar. A lógica do politicamente correto alerta-nos que não o deveria ter dito. No entanto, tinha razão. E não podemos viver num meio em que não se tolera a verdade. Schmidt alertava-nos para a cultura desportiva que não temos.
Francesco Farioli não fala português. Está em Portugal há sete meses. É italiano e fala italiano, que tem muito mais parecenças com o português do que o alemão. Num mundo feroz como o de hoje, ambos preferem expressar-se em inglês, a fim de evitar equívocos. Só que o paralelismo acaba aqui. Se um foi crucificado, o outro é endeusado. Muito provavelmente, o italiano será o novo campeão. Ao vencer, a comunicação foi fácil. A mensagem passou, mas as conferências foram brilhantes? Ou talvez o latino tenha sido mais empático. Mais português entre muitos no banco.
O técnico contou sempre por perto com Villas-Boas — dá-me pena que após tantos anos se mantenha esta inspiração em truques do passado, como a TV na cabine do árbitro, bolas que desaparecem nos descontos e cartazes no balneário rival — disposto a fazer o trabalho sujo na guerra pelo penálti e pelo poder, aliviando também a pressão sobre os jogadores.
Na Luz, nunca houve apoio ao treinador. O Benfica não passa de enormes peças soltas a gravitar à volta do passado. É, por isso, que um aglutinador como Amorim e um Mourinho doutros tempos fazem sentido porque preenchem o vazio na decisão. E vejam: até falam português!"

BF: Defesa...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O que falta decidir na qualificação do Mundial 2026?

Observador: E o Campeão é... - Pausa para seleção assusta clubes no final do campeonato?

Observador: Três Toques - Está oficialmente aberto o mercado dos advogados do amor

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #109

Atividade benfiquista


"São vários os temas nesta edição da BNews.

1. Calendário
Estão agendados os jogos do Benfica da 28.ª à 30.ª jornada da Liga Betclic.

2. O sonho do Fandimatle
Uma iniciativa conjunta do Futebol Profissional e da Fundação Benfica.

3. Jogo do dia
Às 19h00, no Pavilhão Fidelidade, o Benfica defronta o SC Braga a contar para a fase de grupos da Taça Hugo dos Santos de basquetebol no masculino.

4. Agenda para 5.ª feira
Às 19h00, o Benfica visita o Famalicão em futsal. Às 20h30, as águias recebem a Oliveirense em mais uma jornada da fase de grupos da WSE Champions League de hóquei em patins.

5. Receção aos medalhados
A chegada ao aeroporto de Lisboa de Agate Sousa, campeã do mundo de salto em comprimento em pista curta, e de Isaac Nader, vice-campeão do mundo dos 1500 metros em pista curta.

6. Campeão nacional
O canoísta Fernando Pimenta é campeão nacional de fundo em K1 pela 18.ª vez consecutiva.

7. UEFA Youth League
Os bilhetes para a meia-final entre Benfica e Club Brugge já estão à venda. O jogo é em Lausana, na Suíça, no dia 17 de abril às 13h00 de Portugal Continental.

8. Esclarecimento
Kristian Olsen, andebolista do Benfica, aborda a recuperação da sua lesão.

9. Reencontro
Antigos jogadores de Benfica e Dukla Praha encontraram-se no Estádio da Luz, 40 anos depois da eliminatória da Taça dos Clubes Vencedores das Taças que opôs os dois clubes.

10. Legends
Equipas formadas por antigos jogadores de Benfica e Borussia Dortmund defrontam-se em jogo comemorativo. O encontro disputa-se hoje, às 18h00 continentais, no Estádio Rote Erde e integra as celebrações do centenário do antigo recinto do clube alemão.

11. Iniciativa do Museu
Veja as melhores imagens da iniciativa "O Melhor Pai do Mundo… Veste a Camisola!", organizada pelo Museu Benfica – Cosme Damião para assinalar o Dia do Pai.

12. Slide in Stadium e Radical
Experience by Night De 25 de março a 5 de abril, o Estádio da Luz está repleto de atividades radicais que vai querer aproveitar ao máximo."

A disciplina, o banco e a seca


"Já com o seu treinador no banco, em mais uma suspensão de uma decisão do Conselho de Disciplina que não perdeu a sua sanha com o Benfica e decidiu ainda castigar Dedic com dois jogos por ter agarrado outro jogador, e com algumas surpresas no "onze", como a estreia de Enzo a central, e que bem que jogou, e a titularidade de Sudakov e Prestianni, o Benfica conseguiu uma vitória justa contra um Vitória empenhado, mas infeliz a sair da pressão que o Benfica foi capaz de fazer a espaços.
Com Ríos a dar o exemplo e a apadrinhar o regresso de Prestianni à titularidade, depois de saber que está entre os eleitos do campeão do Mundo, e a acabar com a "seca" de golos de Pavlidis, que continua a lutar muito e, por vezes, demasiado longe da baliza, a exibição acabou por ser quanto baste para arrancar uma vitória tranquila e provar, mais uma vez, que o banco é rico em opções e capaz de dar qualidade como Ivanovic, que entrou muito bem, Rafa ou Lukebakio.
Nos sete jogos que restam, era bom que o Benfica mantivesse a eficácia, prolongasse a pressão que foi capaz de asfixiar o adversário nos primeiros 20 minutos e melhorasse o último passe para que possa fazer o que terá de ser feito, ganhar todos os jogos, e atingir objetivos importantes como o segundo lugar, que está longe de ser o primeiro dos últimos e, quem sabe, poder aproveitar uma improvável escorregadela do líder.
Que esta paragem permita a recuperação total de Otamendi e do "motor" Aursnes para a máquina estar afinada na reta final e que traga uma quebra acentuada de forma ao F. C. Porto são as amêndoas desejadas para a Páscoa."

Prata da Casa #43 - Recordes Mudaram Muito ou Não, Meira + PIKI BLINDIRS, Quem Vê Caras

Rabona: The end of one of the most dominant Premier League eras

Zero: Entrevista - João Carvalho...

Zero: Negócio Mistério - S05E23 - Roberto...

SportTV: Vamos à Bola - Portimonense...

Os 15 anos da guerra fria entre a FPF e a Liga (2012/2026)


"A Liga Portuguesa de Futebol Profissional, fundada em 1979, organiza o principal campeonato desde 1995. Estruturalmente alinhada com a Federação Portuguesa de Futebol até 2011, a eleição de Mário Figueiredo, a 6 de janeiro de 2012, iniciou um ciclo de desalinhamento de 15 anos.
Reinaldo Teixeira é o presidente da Liga desde abril de 2025 e será reeleito para um novo mandato até 2031. Se os próximos cinco anos da sua liderança forem semelhantes ao primeiro, a FPF e a Liga vão completar um ciclo de 20 anos de Guerra Fria.
As sociedades desportivas, diplomaticamente, conseguem sempre evitar tomar parte da contenda, e são capazes até de apoiar em simultâneo dois líderes que se digladiem (o que ainda não é o caso atual).
Uma única vez tomaram partido e demitiram o presidente da Liga de forma fulminante — porque estava iminente a falência da Liga.
A ameaça mais evidente de não haver, neste momento, um entendimento entre a FPF e a Liga será um acordo de venda dos direitos televisivos pior do que seria possível, com perda de receita para os clubes. Se não fosse este o momento da centralização, o que por si só torna inevitável o alinhamento estratégico, um ciclo de cinco anos poderia passar depressa? Atentemos a dois períodos recentes.

O ciclo 1999-2004
Em 1999, numa rara convergência e sintonia entre o poder político, FPF, Liga e clubes, Portugal ganhou a organização do Europeu de 2004. Estávamos no 11.º lugar do ranking da UEFA e só tínhamos duas presenças na fase final do Mundial (1966 e 1986). Em cinco anos, foram construídos ou remodelados 10 novos estádios.
No início de 2022, Ernie Walker, o então presidente da Comissão de Estádios da UEFA, em visita a Portugal declarava: «É admirável o que se passa. Nunca nenhum país do mundo construiu 10 estádios num tão curto espaço de tempo (...) É incrível o que se passa em Portugal. No início havia algum ceticismo, a situação era mesmo algo dramática, mas já vimos que é possível alcançar os objetivos.»
Estes novos estádios, deram um grande impulso ao futebol português, aumentando muito as assistências, a segurança, mas também as receitas do dia de jogo. Benfica, FC Porto, Sporting, SC Braga e Vitória de Guimarães, como estariam hoje sem estes novos estádios? O estádio de Faro, embora não tenha uma equipa residente, é uma mais-valia enorme na região, são lá realizadas 150-200 atividades durante cada ano, e foi um investimento muito rentável — está pago desde 2024.
Os estádios do Bessa, Aveiro e Leiria, em graus diferentes, foram a sombra deste magnífico evento, devido ao seu custo (resultado da dimensão exagerada da lotação) e à inesperada perda de competitividade das equipas residentes (Boavista, Beira-Mar e União de Leiria).
Este ciclo de cinco anos, 1999-2024, impulsionou muito a competitividade do futebol português, que dele ainda hoje beneficia.

O declínio estrutural entre 2009 e 2014
Em 2009, foi aprovado o regime jurídico do seguro desportivo, uma pesada responsabilidade que agravou em mais de 10% os custos salariais com os jogadores.
Em 2012, o IVA dos bilhetes subiu de 6 para 23% e a taxa de IRS passou de 42% para 48% (mais 5% para rendimentos acima de 250.000 euros brutos, sendo que o salário médio na Primeira Liga era de 390 mil euros em 2024).
Como o mercado de jogadores é global, este agravamento exponencial da carga fiscal resultou numa grande desvantagem competitiva.
Outro golpe profundo na competitividade das equipas portuguesas foi dado em 2014 — a proibição dos fundos de investimento deterem direitos económicos de jogadores de futebol.
Com os novos estádios e o investimento partilhado com fundos de investimento na aquisição dos melhores talentos sul-americanos, Portugal conseguiu ter sete equipas presentes em finais da Champions e da Liga Europa entre 2003 e 2014. Em 11 finais, Portugal venceu três. Das 22 equipas que as disputaram, sete vezes foram portuguesas (32%). Desde que foi decretada a proibição, nem mais uma vez uma equipa portuguesa esteve numa final europeia.
Em cinco anos, a perda de competitividade das equipas nacionais foi gigantesca e, institucionalmente, nada se fez para o evitar.
Ao misturar combate à violência com ameaças à liberdade de expressão, a APAF está a dar passos firmes na direção errada.
Desde 2016 que o líder da APAF (associação de classe dos árbitros, o sindicato) transita diretamente para presidente do Conselho de Arbitragem da FPF. Embora não seja incompatível ou ilegal, gera legítimas dúvidas. Seria expectável que o líder da Associação dos Treinadores, escolhesse o próximo selecionador nacional?
Insistirem em querer ser a única classe profissional em Portugal que não pode ser criticada, é uma causa perdida. Uma pretensão irrealista e imoral num país democrático, em que os líderes das instituições são difamados diariamente, num país que pertence à União Europeia e se orgulha da liberdade de expressão. Como podem, em 2026, insistir em sanções devido a desabafos, a quente, no fim de um jogo?
A APAF deve evoluir e abandonar soluções irrealistas para problemas sérios, e dedicar a sua atenção em medidas que resolvam os problemas e não em procurar títulos de notícias que, além de efémeros, até podem ser considerados ofensivos para outros agentes desportivos, como os treinadores ou os jogadores.
Por exemplo, definir que a imagem da transmissão não se pode focar no árbitro principal no momento em que o VAR está a analisar um lance seria uma medida positiva.
Os intermináveis minutos que o árbitro principal é focado, enquanto aguarda por uma decisão do VAR, são uma pressão gigantesca. Sabe que a imagem está parada nele, enquanto aguarda saber se tomou uma decisão correta ou errada. Se é chamado a verificar a imagem, a corrida é um suplício. Os espectadores iam preferir ver e ouvir em directo quem está no VAR a analisar o lance — a ser filmado de costas."

Da hedionda ICE aos blues texanos


"CNN Internacional. Caos nos aeroportos americanos. Nem de propósito: as imagens das filas, agentes (curiosamente, nenhum caucasiano) da hedionda ICE a «passear». Pertenciam ao Aeroporto George Bush ou, se quiserem, Internacional de Houston, por onde muitos fãs portugueses terão de passar.
Conheci bem o Aeroporto mais frequentado dos USA. Provavelmente será uma surpresa para muitos, mas esse titulo pertence ao gigantesco hub de Atlanta, onde estive várias vezes. O George Bush fica a Norte e a cerca de 30 km da área citadina da, em geral, divertida e animada Houston. E há muito para fazer: por exemplo, visitar o Space Center.
Para os fãs de blues e música ao vivo, a proposta da Oitava é o muito Tejano local de nome House of Blues, situado na Caroline Street. Se virem um barbudo parecido com Billy Gibbons dos ZZ Top, pode ser que…
Para terminar esta primeira volta pela zona de divertimento da colossal cidade de Houston, sugiro uma visita ao único Rooftop Cinema Club onde, rodeados pela Skyline e uma iluminação alucinante, podem ver Cinema ao ar livre - uma experiência intensa para preparar o apoio à nossa Seleção.
Os luso-americanos concentram-se na Costa Leste e na Califórnia! Para muitos, Houston vai ser o primeiro contato com a «tal» América ! Vamos que Vamos? Sim!!!"

quarta-feira, 25 de março de 2026

Zero: Canto - Memórias de uma Luz que não se esquece

Falar Benfica #239

SEGURAR OS JOVENS DE VALOR É MEDIDA IMPORTANTÍSSIMA


"1. Se se pode (e deve) criticar o projeto desportivo do Benfica pela excessiva rotatividade de treinadores e jogadores, quando se sabe que a estabilidade é um valor importante na gestão do futebol, também se pode (e deve) elogiar as sucessivas renovações dos jovens campeões da Europa e do Mundo de sub-17: primeiro Anísio, logo que fez 18 anos, agora Banjaqui ao fazer 18 anos, seguir-se-á José Neto, que fará 18 anos a 19 de abril.

2. Segurar contratualmente jovens jogadores de qualidade produzidos na nossa formação é importante, mas mais importante é o que se segue: a correta e equilibrada gestão das suas carreiras até se imporem pelo seu inequívoco valor na equipa principal.

3. A aposta em jovens formados em casa apresenta múltiplas vantagens, a saber entre outras: a) diminui a necessidade de investir fora de portas, logo diminui o valor das amortizações que tanto peso têm nas contas da SAD; b) baixa a massa salarial, outra rubrica com muito peso do lado dos custos da SAD; c) acrescenta importantíssima identidade (e cumplicidade) Benfiquista à equipa; d) permite maior e melhor aproveitamento desportivo dos nossos ativos; e) admitindo que é impossível manter connosco os craques que formamos, quando chega a altura (retardada) de os vender as mais-valias são maiores do que as dos jogadores comprados fora.

4. Para além dos três aqui referidos, vários outros jovens há nas nossas equipas de formação que merecem ver realizado o sonho de se firmarem na equipa principal do clube. Assim seja!"

Até ao fim...

3x4x3


Segunda Bola...


Aceitem que dói menos: o Portugal que nos enche de orgulho é feito de todas as cores!


"A bofetada de ouro: quando o sangue imigrante faz tão mais por Portugal do que os falsos patriotas de gabinete. Guardem com amor e carinho estes nomes: Agate, Gerson e Isaac

Domingo, na Polónia, o ar estava gélido, daquele que corta a pele e encolhe a alma aos mais distraídos. Mas, entre o tartan de Torun e o pódio que teima em falar português, o calor que nos chegou à alma não veio do sol, mas do voo. Do voo de Gerson Baldé, da passada imparável de Agate de Sousa e da resistência de aço de Isaac Nader. Três nomes que, no mapa da nossa euforia, desenharam a geometria perfeita da vitória: dois ouros e uma prata. Três medalhas que pesam tanto como a nossa História, mas que parecem não caber na balança de alguns.
É curioso, para não dizer sintomático, o silêncio que se abate sobre certas bancadas da nossa praça pública quando o brilho do ouro não condiz com a paleta de cores de quem advoga uma portugalidade de sangue puro e árvore genealógica imaculada. Enquanto o País real vibrava com o salto de Gerson — que limpou a fasquia como quem limpa o pó a um preconceito antigo — e se rendia ao talento de Agate, os arautos da exclusão, os defensores de uma pátria pequena e ranhosa, pareciam sem rede ou sem voz. Onde andam os guardiões dos «portugueses de bem»?
Onde se meteram os que gastam o latim a dividir o «nós» dos «eles», quando o «eles» é, tantas vezes, o melhor de nós? Pelos vistos, o patriotismo desta nova direita radical, que cresce à sombra do medo e do ruído, é um patriotismo seletivo. Gostam da bandeira, mas preferem-na sem as mãos que a seguram, se essas mãos tiverem memórias de outras paragens ou apelidos que não soem a convento antigo.
Não há «portugueses de bem». Essa expressão é um escarro na face da nossa identidade. O que há é, e sublinhe-se, portugueses que fazem bem. Portugueses que sofrem no treino, que abdicam da juventude e que, na hora da verdade, elevam a esfera armilar ao topo do mundo.
Gerson, Agate e Isaac não são «imigrantes que correm por nós». São Portugal. Ponto final. Sem asteriscos, sem notas de rodapé, sem pedidos de autorização a quem se acha dono de uma linhagem que, na verdade, sempre foi feita de encontros, de partidas e de chegadas.
É de uma hipocrisia gritante celebrar as conquistas de Quinhentos e, depois, torcer o nariz aos que hoje, em sentido inverso, fazem o caminho da esperança para nos dar glória. Portugal sempre foi maior do que o seu território. A nossa verdadeira fronteira é o talento e a nossa língua é a da superação. 
Quando Isaac Nader cerra os dentes na última curva, não está a correr pela sua herança; está a correr pela nossa esperança. Quando Agate voa sobre a areia, ela não está a saltar de um país para outro; está a aterrar no panteão dos nossos heróis desportivos.
Esta mudez da direita radical perante o sucesso destes atletas é a prova provada de que o seu projeto não é de amor à pátria, mas de ódio à diferença. Querem um Portugal a preto e branco, quando a nossa maior força sempre foi o tecnicolor da beleza da mistura.
O silêncio deles é o nosso maior aplauso. Porque enquanto eles se fecham em gabinetes a discutir quotas de pureza, o Gerson Baldé sobe mais alto, a Agate chega mais longe e o Isaac corre mais depressa.
Domingo, na Polónia, o hino nacional não desafinou. Foi cantado com sotaques diferentes, com peles de tons distintos, mas com o mesmo bater de coração.
No fim do dia, as medalhas não têm cor de pele; têm a cor do suor e a luz do orgulho. Portugal abraçou os seus filhos. Todos eles. E aos que ficam no canto, amargurados, a tentar definir quem pode ou não ser português, deixamos um conselho: olhem para o pódio. Lá em cima, o ar é mais puro e não se ouve o ruído da intolerância. Lá em cima, somos apenas Portugal. E como sabe bem ser este Portugal assim: livre, misturado e, acima de tudo, campeão."

Benfica: Rui Costa a pensar e a fazer bem


"Renovações com campeões do mundo sub17 são boas notícias para o Benfica, mesmo num plano de contingência que possa ter de ser aplicado.

Anísio Cabral renovou, Daniel Banjaqui já o fez e só falta o anúncio e, como escreve A BOLA, seguir-se-á José Neto. Três notícias boas para o Benfica e que, provavelmente, são uma das intenções mais lúcidas do presidente Rui Costa a nível da gestão desportiva. Porém, como tudo que é estratégico, terá de ter aplicação prática.
Como primeiro ponto é preciso revelar os três rapazes. A qualidade que têm demonstrado, já com provas na equipa principal. Sabemos que no futebol hoje pode estar-se no topo e amanhã dar-se um trambolhão. Não faltam exemplos no Benfica, já agora, de que assim é.
Posto isto, viremo-nos para as implicações das anunciadas renovações, que terão sempre de passar por uma aposta do treinador. Anísio, Banjaqui e Neto estarão nos planos para o plantel de 2026/27. Assim sendo, pode ser o fim do «scouting de emergência». Sob a batuta de uma estrutura técnica que os valorize (a presença de Mourinho no horizonte do clube e as suas próprias declarações sobre os jovens reforçam esta exigência), estes jogadores entram no balneário com selo de qualidade, criam uma base forte da formação e permitem ao Benfica ter também um núcleo que sente a mística. Mais importante, reduzem a necessidade de ter «suplentes de mercado» que custam milhões em comissões e salários e de qualidade por comprovar, como Issa Kaboré ou Jan-Niklas Beste.
Com a Champions em risco, apostar nestes talentos é também a forma mais eficaz de conter custos sem perder competitividade. Cada vaga no plantel principal preenchida por um Neto ou um Banjaqui é um investimento de milhões que o Benfica deixa de gastar num jogador vindo do estrangeiro e uma redução na folha salarial. Ou seja, converte-se o talento do Seixal em capital próprio, garantindo que o orçamento de transferências pode ser canalizado apenas para contratações cirúrgicas e diferenciadoras, como Mourinho seguramente «pedirá».
No entanto, para que a estratégia seja mestre e não apenas cosmética, é imperativo que estes jovens sejam, no mínimo, segundas opções reais. O tempo das «chamadas para treinos» acabou.
Se Banjaqui e companhia ficarem na bancada a ver passar minutos, o ativo desvaloriza e a motivação quebra. A estratégia só será efetiva se o treinador tiver a coragem de os lançar não só quando o titular vacila, mas numa lógica de gestão do plantel e de evolução do trio. Só assim o Benfica poderá vir a ter, em 2026/27, jogadores prontos para a titularidade absoluta e/ou para vendas astronómicas.
Rui Costa segurou o talento (perante assédio europeu também), mas o sucesso depende da evolução em campo. Se a estratégia for bem executada, o futuro do Benfica não está no mercado; está a assinar contrato no gabinete do presidente."

BolaTV: Pedro, Pedro, Pedro #10 - Será que vai haver festa nos Aliados?

BolaTV: Fora de Jogo - 90+3 - S03E25 - Pauleta

BF: Saídas e Entradas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Da baliza ao ataque: análise às opções de Roberto Martínez

Observador: E o Campeão é... - Paulinho tem oportunidade, mas será difícil estar no Mundial

Observador: Três Toques - Requisito para jogar ténis? É só falar português

BolaTV: Mais Vale â Tarde que Nunca #108

Pre-Bet Show #176 - ESCOLHEMOS OS JOGADORES BOMBA DAS MELHORES SELEÇÕES 💣

Jogo Pelo Jogo - S03E33 - Porto é Rei?

O Resto é Bola #44 - Semana europeia perfeita, FC Porto pré-campeão e Paulinho na Seleção ⚽️

Zero: 5x4 - S06E27 - Nova vida em Braga?

ESPN: Futebol no Mundo #549

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Rabona: Will Italy Fail AGAIN? | World Cup Playoff Predictions

Rabona: The Reasons Liverpool Fell Apart This Season

Zero: Entrevista - Carlos Barroca

BolaTV: Afunda - S06E35 - Está na altura de pensar em Seeding e Matchups

SportTV: NBA - S04E24 - Vem aí mudança!

SportTV: Grelha de Partida - S04E05 - Alonso em Portimão

Viva Aursnes!


"1. O Benfica reuniu na noite de terça-feira um largo grupo de convidados e um honrado contingente de concorrentes aos prémios Cosme Damião, mais os respetivos acompanhantes e ainda os membros dos órgãos sociais do Clube e a da administração da SAD. Ou seja, reuniu-se no Pavilhão n.º 2 uma plateia bem composta para assistir à Gala com o nome de uma figura fundadora do Benfica e do “benfiquismo”, assinalando-se o 122.º aniversário do Clube, cuja efeméride se comemorou no dia 28 do mês passado.

2. Foi uma noite norueguesa no que ao futebol profissional masculino diz respeito. Andreas Schjelderup foi o vencedor do prémio para a Revelação do Ano e Fredrik Aursnes foi o vencedor do prémio para o Jogador do Ano. Ninguém de bom senso poderá contestar as razões que levaram os sócios do Benfica a votar nesta dupla oriunda da Noruega.

3. Houve tempos em que os adeptos se deliciavam com jogadores vindos dos Brasis e da Argentina, agora é da Escandinávia que nos chegam estes jogadores que nos encantam. O significado deste fenómeno é que os tempos mudam, apenas isso.

4. Parabéns aos dois. O mais jovem, Schjelderup, esteve quase de saída nos últimos mercados, mas a sua perseverança manteve-o connosco. Hoje é um titular do Benfica. Dá o que tem e o que não tem, marca golos, assiste os companheiros. A única coisa que lhe falta é aprender mais umas quantas frases em português. Schjelderup chegou ao Benfica em janeiro de 2023, já lá vão três anos, tempo suficiente para mais do que uma “boa noite a todos”.

5. Aursnes, por sua vez, chegou ao Benfica em agosto de 2022 vindo do Feyenoord. Terá sido por indicação de Roger Schmidt e custou 13 milhões de euros, segundo relatou a imprensa na altura. Como é próprio de um trabalhador incansável, fez em português todo o seu discurso de agradecimento pelo Galardão que recebeu na noite de terça-feira.

6. “Não estava à espera deste prémio, acho que os outros jogadores eram melhores, mas vou aceitar. Eu sinto-me muito bem aqui e sou um benfiquista.” Agradeceu ainda aos colegas, aos treinadores, ao presidente, a todos os que acreditaram nele. Não precisou de dizer mais nada para ter a merecida salva de palmas.

7. Poucos jogadores do Benfica contratados nestes últimos anos foram tão mal estimados pela imprensa à chegada como Aursnes. Mas quem é este sujeito? O que é que vem fazer um norueguês para o Benfica? Pensam que vai tirar o lugar a quem? As dúvidas cedo se dissiparam entre os adeptos e nas redações dos jornais. Que bom é ter este jogador connosco."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Ganhámos todos


"A cerimónia dos Galardões Cosme Damião é um dos mo mentos altos anuais do Sport Lisboa e Benfica. Seis atletas, um treinador e uma modalidade receberam esta semana a distinção, mas não foram os únicos a ganhar nas 8 categorias em votação no site do clube. No total, houve 32 vencedores, o número de nomeados, mas quem deve estar a festejar somos nós, os benfiquistas, sócios, adeptos e simpatizantes dispersos pelo mundo.
Ter de escolher, na Revelação do Futebol Masculino, entre Anísio, Samu e Schjelderup ou, na Revelação Feminina, entre Carolina Tristão, Clarinha e Thaís Lima, é um bálsamo de esperança para o futuro. Nas modalidades, o orgulho faz com que se encha ainda mais o peito: Kutchy (mago no futsal), Mariana Garcez (decisiva no voleibol), Pedro Afonso (máquina da velocidade nacional) e Viti (artista nos rinques).
Foi difícil, com certeza, ter de escolher entre melhor a modalidade da época passada: a incrível equipa delas no basquetebol, a épica conquista deles no futsal ou o percurso histórico do voleibol feminino – ecletismo e conquistas em estado puro.
Entre os atletas de alta competição, não há como não ficar embevecido ao ver o talento de Aimée Blackman no hóquei em patins, a magia de Arthur no futsal, a entrega e qualidade de Ben Romdhane no basquetebol ou a história escrita nas estrelas do power couple Salomé Afonso e Isaac Nader no atletismo. Entre os treinadores, que qualidade esta, a de termos tido entre nós, 4 vencedores com estilos tão distintos e eficazes: Cassiano Klein, o cerebral no futsal, Norberto Alves, o homem do leme do basquetebol, a glória Paulo Almeida que personifica o benfiquismo e o feito histórico de Rui Moreira na reconquista, 50 anos depois, do voleibol das senhoras.
Para o final, deixo os 10 vencedores nomeados para o futebol profissional. Nelas, o relógio alemão Anna Gasper, a locomotiva Christy Ucheibe, a matadora Cristina Martin-Prieto, a muralha Lena Pauels e a todo o terreno (e coração) Lúcia Alves. Neles, um trio de defesas de meter respeito: Otamendi, António Silva e Tomás Araújo, com o homem dos 7 instrumentos que veio do frio, Aursnes, e a máquina grega de fazer golos, com nome de compositor, Vangelis Pavlidis. Mais uns Galardões Cosme Damião, mais uma noite em que os homens e as mulheres do Glorioso foram justamente homenageados."

Até quando? Até onde?


"Abrimos o site da FPF e vemos invariavelmente Pedro Proença. Ligamos o Canal 11 e lá está Pedro Proença em todos os espaços de emissão entre programas e jogos. Começo a temer que as Selecções passem a usar a foto de Proença, em vez das tradicionais Quinas – como nos aventais do restaurante do Barbas.
Lembremos que este era o homem que vinha para pacificar o futebol. E que há poucos meses dizia, perante a estupefação geral, que o futebol português vivia um momento de união.
O certo é que, apesar de toda a cosmética e culto de personalidade tipo norte-coreano, se olharmos sobretudo para a arbitragem, as coisas andaram muitos anos para trás.
Desde que existe VAR, não tenho memória de 12 meses tão negros na arbitragem portuguesa. O jogo de Arouca foi apenas mais um exemplo de uma actuação desastrada e tendenciosa de árbitro e vídeo-árbitro.
Em jornadas sucessivas, lances faltosos dentro da área dos adversários do Benfica nem sequer são revistos. Pelo contrário, ao arrepio dos protocolos, qualquer picadela de mosquito na área benfiquista é escrutinada até se encontrar a borbulha que fundamente o castigo máximo. A gestão disciplinar dos jogos é, digamos, criativa. E com os rivais vai sucedendo o inverso. Em Arouca, o próprio árbitro agarrou e empurrou Dahl com modos que não me recordo de ver em nenhum país do mundo. E a forma despótica como tirou António Silva da próxima jornada deixa poucas dúvidas sobre o estado de espírito com que certos juízes entram hoje em campo.
Muitos benfiquistas queixam- -se do apoio do Clube a este elenco federativo. Mas, além de ser injusto inverter o ónus da culpa (como a rapariga violada porque estava de minissaia), a verdade é que, mesmo sem o suporte do Benfica, eles estariam lá. Porventura ainda com menos vergonha do que a pouca que já demonstram."

Luís Fialho, in A Bola

Mãe é Mãe!


"Parece um paradoxo, e na verdade acaba por ser, quando sabemos que devemos educar os nossos filhos com os valores da justiça, da igualdade e da liberdade, mas, por outro lado, tendo contrariado nós próprios esses valores, sofremos as consequências em privação de liberdade e, ainda assim, temos os nossos filhos junto connosco para educar.
Esta é sem dúvida uma das situações limite a que nenhum de nós gostaria de se sujeitar. Mas a vida é como é e, num estado de direito, a lei é feita para todos e tem de ser cumprida por todos. Num estado de direito assume-se que os erros se pagam, mas as oportunidades não se retiram, pelo que toda a gente deve ter a possibilidade de se corrigir, mudar comportamentos e conquistar um futuro diferente sem os erros do passado. Para isso, a instituição prisional é, não só punitiva, também uma instituição de reeducação de adultos e reintegração social.
No entanto, quando falamos de uma prisão em que as condenadas são mães e em que a Justiça considera o mal menor que as crianças na sua primeira infância fiquem delas mesmo em ambiente prisional, a situação complica-se, e adquire contornos difíceis de gerir. Por isso, a instituição prisional procura também adaptar-se, proporcionando às crianças o melhor que pode ao nível da sua educação e não as privando da relação com a mãe numa altura tão importante da sua vida.
Mãe é Mãe, mas como fica o coração materno, dividido entre a alegria de ter a criança junto de si e a culpa de estar presa? Por isso são tão importantes atividades que ajudem estas mulheres a reconstruir um pouco do seu bem-estar emocional para que possam melhor gerir a relação de maternidade em benefício dos seus filhos. É essa a razão de ser da Fundação Benfica: manter atuação neste domínio, sempre com a participação emotiva de atletas nestas ações. Obrigado, Benfica!"

Jorge Miranda, in O Benfica