Últimas indefectivações

sábado, 14 de março de 2026

Estamos na Final...

Benfica 2 (5) - (4) 2 Leões Porto Salvo
(Coelho, Kutchy, Higor, Silvestre, Nunes)

Como era esperado não foi nada fácil, começamos a perder numa bola parada, e levámos muito tempo a empatar, com muito desperdício pelo meio... em mais uma grande jogada do Pany, chegámos à vantagem, mas depois acabámos por tentar gerir uma vantagem mínima, e permitimos novamente o empate logo que o Leões apostou no 5x4!

Sem prolongamento, o jogo foi para penalty's e o puto Carreira acabou por defender um remate, enquanto os nossos não falharam um único! Final no Domingo com o Elétrico de Ponte de Sor...

Conseguimos ganhar um jogo apitado pelos Gêmeos Lagartos, e não foi nada fácil, inacreditável a quantidade de reposições de bola em jogo, trocadas, sempre em prejuízo do Benfica! No nosso 1.º golo, o Higor sofre duas faltas, que nunca seriam marcadas, mas aguentou-se, equilibrou-se e acabou por marcar...

Regresso às vitórias na Taça...

Carvalhos 28 - 36 Benfica
12-18

Estamos nos Quartos-de-final da Taça de Portugal, após uma vitória tranquila, com muita juventude na equipa...

BI: Antevisão - Arouca...

O Benfica Somos Nós - É para cima deles #13 - Arouca

Depois da arbitragem do clássico AGORA O CASTIGO A MOURINHO


"Para lá dos pisões, empurrões e encontrões que passaram ao lado de árbitro e VAR, como foi possível um penálti que provavelmente daria a vitória ao Benfica, e nos abriria as portas da luta pelo título, ser revertido em falta contra o Benfica? Estranhei a pressa com que João Pinheiro assinalou a falta contra nós - o que foi que viu no lance? Então o Pavlidis sofre falta do Bednarek e do Diogo Costa, é abalroado pelos jogadores do Porto e é-lhe apontada falta a ele?
Pior: à luz do penálti assinalado na semana anterior ao Arouca no Dragão, aos 88 minutos de um jogo empatado, ou à luz do penálti que o mesmo João Pinheiro assinalou contra o Santa Clara, nos Açores, que permitiu ao Sporting manter-se na Taça, a falta sobre o Pavlidis não é só penálti, é um penálti do tamanho do mundo!
Ontem saiu o duplo castigo aplicado a José Mourinho para o tirar do banco dos jogos com o Arouca, fora, e o Vitória de Guimarães na Luz. O que é mais espantoso é que as imagens mostram à clarividência que o chuto dado por Mourinho na bola como expressão da satisfação do golo do empate marcado ao cair do pano não foi na direção do banco do Porto - e o acordão do Conselho de Disciplina também o confirma quando diz que "chutou uma bola na direção da bancada". Um jogo de castigo por dar um chuto numa bola na direção da bancada?
O Benfica emitiu um comunicado sobre o castigo aplicado a Mourinho.
O Benfica não pode passar a vida a reagir a injustiças e a arbitragens que adulteram a verdade desportiva através de comunicados.
O Benfica tem que fazer uso do peso da sua voz, assente numa história grandiosa e na maior massa adepta do país, para impor respeito e um tratamento justo nas arbitragens e na disciplina, os dois maiores pilares da verdade desportiva das competições.
Agora resta-nos copiar a estratégia Varandas: providências cautelares mais Tribunal Central Administrativo do Sul."

Contribuições...


"À primeira vista parece coisa pouca, mas há um outro fator que os rivais vão ocultar e que mesmo os nossos vão ignorar para desvalorizar, os nossos pontos são feitos única e exclusivamente na Champions League."

Quando a inspiração falha, tem de falar a raça


"Há jogos que contam três pontos. E há jogos que contam uma época inteira. Este, o Benfica-FC Porto do último fim de semana, no domingo, era um deles.
Mas tudo isso ficou comprometido demasiado cedo. Uma primeira parte desastrosa deitou praticamente tudo a perder. E não foi apenas uma questão de organização tática ou de decisões técnicas. O problema foi mais profundo. Faltou intensidade competitiva. Faltou a urgência que um jogo desta natureza exige. Faltou, sobretudo, aquela energia que costuma distinguir as equipas que percebem que estão perante um momento decisivo da época.
É verdade que também faltou inspiração. O Benfica foi previsível, lento na circulação, incapaz de acelerar o jogo ou de criar desequilíbrios com regularidade. Houve pouca criatividade e ainda menos capacidade para desmontar um adversário que, nesses momentos, parecia sempre mais confortável dentro do jogo.
Mas a inspiração nem sempre aparece quando queremos. O futebol é feito também desses dias em que o talento não flui com naturalidade. Quando a inspiração falta, têm de aparecer outras coisas. A entrega. A concentração. A agressividade competitiva. A vontade clara de ganhar cada bola dividida. Quando a inspiração falha, tem de falar a raça. E, durante demasiado tempo na primeira parte, o Benfica não apresentou nem uma coisa nem outra.
Os clássicos decidem-se muitas vezes em algo que não está propriamente nos detalhes ou nos pormenores. Está na forma como se disputa uma segunda bola. Na rapidez com que se reage à perda. Na autoridade com que se entra num duelo. Durante a primeira parte na Luz foi o FC Porto quem mostrou essa presença competitiva. E quando uma equipa entra num clássico com menos intensidade do que o adversário, o jogo começa imediatamente inclinado.
O resultado dessa primeira parte sente-se agora na classificação. O Benfica continua a sete pontos da liderança. No plano matemático não é uma distância impossível. O futebol já produziu recuperações improváveis e campeonatos que pareciam decididos demasiado cedo acabaram por conhecer desfechos inesperados.
Mas convém não confundir esperança com realidade. Quando o calendário já entrou na sua fase decisiva e quando a margem de erro se aproxima perigosamente de zero, recuperar sete pontos transforma-se numa tarefa extremamente difícil. A verdade é simples: o primeiro lugar tornou- se altamente improvável. Não vale a pena fingir o contrário. O campeonato dificilmente cairá para o lado da Luz esta época.
Mas isso não significa que a temporada tenha perdido relevância competitiva. Neste momento, em Portugal, o segundo lugar não é um detalhe estatístico nem um prémio de consolação. Não alimenta a alma nem o coração, mas pode ser determinante para a carteira. Pode significar acesso à Liga dos Campeões e uma diferença financeira que ronda os cinquenta milhões de euros. Num futebol cada vez mais condicionado por equilíbrios orçamentais, essa diferença pesa muito. Curiosamente, e apesar da primeira parte realizada contra o Porto, quando se observa o desempenho recente das equipas que lutam nos lugares cimeiros percebe-se que o Benfica não está propriamente a atravessar um período de quebra. Pelo contrário.
Com os resultados registados nas últimas jornadas, o Benfica continua a ser uma das duas melhores formações desta segunda volta. Perdeu apenas quatro pontos, exatamente os mesmos que o Sporting. O FC Porto já deixou sete pelo caminho. Ou seja, retirando aquela malfadada primeira parte no clássico, e não consigo deixar de repetir isto, o rendimento competitivo da equipa tem sido relativamente consistente nesta fase da época.
Durante várias semanas discutiu-se se José Mourinho conseguiria impor as suas ideias num contexto que encontrou longe de ser estável. Lesões, um plantel ainda em construção e uma dinâmica coletiva por consolidar tornaram o início do processo bastante complicado.
Com o passar do tempo, a equipa tornou-se mais organizada, mais equilibrada e mais previsível nos seus comportamentos coletivos. Essa estabilização teve também um efeito interessante noutro plano. Com maior controlo sobre a gestão do plantel, abriu-se espaço para a integração progressiva de alguns jovens formados no clube. Banjaqui, José Neto ou Anísio começaram a aparecer com maior regularidade nas opções da equipa principal.
São jogadores ainda em fase de crescimento, naturalmente. Ainda cometerão erros e ainda precisarão de tempo e de contexto para amadurecer. Mas já deixam sinais de qualidade e personalidade competitiva. Num clube cuja identidade está profundamente ligada à formação, estes momentos têm um significado enorme. Representam investimento no futuro e reforçam uma ligação que tem de continuar a fazer parte da história do Benfica.
Talvez por isso a sensação dominante neste momento seja paradoxal. O Benfica parece hoje mais estruturado e mais estável do que há alguns meses. Mas paga caro por momentos de desconcentração que, em jogos de grande dimensão, acabam por custar demasiado. O clássico com o FC Porto foi um desses jogos."

Do Sporting ao FC Porto: a falácia do belo 'chutão'

"Culpar a saída curta pelo desaire do Sporting na Noruega é ignorar a má execução. Entre o risco de Rui Borges e a lição de Farioli, atirar para longe continua a ser o ópio do povo.

Li nas últimas horas várias críticas à saída de bola do Sporting, sobretudo na situação do penálti que ofereceu o 1-0 ao Bodo/Glimt, em contraste com o 2-0, que nasce p
recisamente do guarda-redes Nikita Haikin pontapear a bola para a frente em situação simétrica. Amigos, quando queremos encontramos sempre argumentos para aquilo que queremos defender. No entanto, o facto de termos vivido um outro futebol não torna errado tudo o que seja novo. E não se trata de defender uma moda ou um treinador. Apenas um processo válido.
Na jogada da grande penalidade (inexistente, diz o analista Pedro Henriques), não se trata da situação em si, mas sim da forma como é executada. Primeiro, porque se constrói a partir da baliza? Porque se quer precisamente atrair o adversário, ainda mais um tão pressionante como o Bodo. O risco existe. No entanto, também o há para o adversário. Ao subir linhas, ameaça partir-se em campo e expor-se ao ataque rápido dos leões. No entanto, naturalmente só se vê algo de errado em quem sai a jogar. E quem estava a sair a jogar até tem qualidade no passe, o que até reduz o perigo.
A disposição de Rui Silva e dos centrais é normal, com um de cada lado e os laterais baixos para dar maior segurança. Hjulmand é apoio central, embora já tapado, mais à frente e o resto da equipa está projetada, incluindo João Simões. Até aqui, tudo bem. Se os da frente baixarem já, comprimem o espaço por onde os companheiros podem sair.
Rui Silva já está virado para Diomande e, com isso, denuncia por onde tudo começará, retirando tempo de decisão ao marfinense. Este, depois, também hesita, uma traição num modelo de risco e o gatilho de pressão de que os nórdicos precisavam. Quando se decide, não vai pela opção segura: dar em Vagiannidis, que, depois, poderia bater na profundidade, para Catamo ou Suárez, ou até igualmente ligar com Trincão, provavelmente mais à espera deste passe. Não, Diomande tenta ainda assim rasgar o Bodo/Glimt com um passe difícil para um Trincão que lê o colega tarde demais.
E é então que tudo se precipita. Mas, mesmo aí, o Sporting está equilibrado — chega até a fazer um 2x1 sobre Fredrik Bjorkan junto à linha —, culminando então no penálti escusado, cometido por Vagiannidis. Tudo isto, a partir de certa altura, poderia ter acontecido num pontapé longo, perdendo-se a posse. Nesta má execução da saída, ainda assim, os leões mantêm quatro defesas e três médios (e atenção que Catamo ainda recua) atrás da linha da bola!
Existe equilíbrio também no 2-0, apesar de Diomande não conseguir ser assertivo o suficiente pelo ar. A defesa está posicionada, não há qualquer superioridade numérica conquistada pelos nórdicos. Ter resultado de um pontapé longo é apenas coincidência (e talento, já agora, em ambos os casos, da equipa da casa; e desnorte absoluto dos visitantes).
Dito isto, a exibição do Sporting foi terrível. Talvez Rui Borges tenha tentado jogar com as mesmas armas do adversário, mas nitidamente falhou. Talvez lhe faltasse a certa para entrar de forma mais estratégica, nomeadamente Pedro Gonçalves, que poderia tornar o leão mais cerebral e as contas mais equilibradas no miolo. Talvez um Morita dos velhos tempos também. Reter bola, organizar, controlar. Colocar-se bem para recuperar rápido.
Diante de um conjunto que tem muito a ensinar às equipas portuguesas, sobretudo na forma como se evolui de forma sustentada, com um projeto e boa liderança, o Sporting capitulou. Não em definitivo, mas capitulou.

De Estugarda, com amor
Um dia depois, o FC Porto venceu em Estugarda. Os alemães são uma equipa com fragilidades defensivas, como quase todas as do seu país exceto apenas o Bayern, contudo, não deixa de ser quarta na Bundesliga e é um feito para o clube e para o futebol português.
Os dragões ganharam mantendo a identidade, não abalada com mais uma revolução no onze. Houve organização defensiva e explosão e contundência no ataque, mas também pressão agressiva e construção a partir da baliza. Mesmo sabendo da pressão terrível dos germânicos, Farioli não recuou e conseguiu impor-se. Teve momentos de sufoco na segunda parte, mas sobreviveu. Diogo Costa mostrou que não havia outra solução, quando tentou meter na frente e, pouco depois, desistiu.
Os que defendem que se deve bater sempre longo devem certamente ter ficado satisfeitos. O guarda-redes estava a passar a bola diretamente ao adversário.

O bom Schjelderup de sempre!
Andreas passou de flop, de alguém que se esquecia de defender e fazia sempre o mesmo movimento para dentro, para um outro, que se integra sem bola em termos posicionais e é o mais decisivo elemento do ataque no momento do desequilíbrio.
Claro que muita gente vai apontar essa evolução ao treinador, se calhar até mesmo o próprio, porém não vejo aí mais do que uma afinação do que o jogador já tem nele, com um acréscimo: a confiança. Hoje, o norueguês sabe que, mesmo que 60, 70 por cento dos seus movimentos sejam diagonais, conseguirá ultrapassar adversários na rota para a baliza. É certo que beneficiaria de um lateral mais profundo do que Samuel Dahl, e que acredito que possa ser José Neto, e de alguém que combinasse de forma mais proativa e seja melhor na tomada de decisão, como Sudakov; além de, obviamente, de uma equipa que soubesse coletivamente tirar-lhe adversários da frente, atraindo-os para o lado oposto antes de o chamar a jogo.
Não me surpreende nada a ascensão de Schjelderup a este novo estatuto, de renovação iminente depois de há poucos meses estar-lhe a ser apontada a porta do empréstimo. Minto. Surpreende-me apenas tê-lo conseguido enquadrado num onze que fala uma linguagem bem diferente, de transição, bola no espaço e explosão. Só que este Schjelderup sempre esteve lá. Já era o mais associativo de todos os extremos e aquele que o clube mais precisava em campo. Faltou, mais uma vez, bom senso."

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Mário Zambujal: o Bom Malandro de A Bola


"Escritor e jornalista falecido esta quinta-feira encaixa como luva numa certa herança da arte, num chapéu de criação e evolução. Deixa obra, ensinamento e sorrisos

Há um legado que os grandes deixam, normalmente em forma de escrita, música, ciência, humanismo, teatro, política.
Mário Zambujal — escritor, jornalista, criador e humorista, não necessariamente por esta ordem — encaixa como luva nesta herança da arte, neste chapéu de criação e evolução. Deixa obra, ensinamento e sorrisos. Sim, risos e sorrisos. Gargalhadas, até, como as que soltei deitado ao sol numa praia de Lagos, ainda miúdo, lendo as desventuras da Crónica dos Bons Malandros, em particular a que recordo de um capítulo em que, às tantas, já ia o ladrão a perseguir o polícia, numa reviravolta de subtileza e saudável malandrice. Tentei encontrar esta passagem a que me refiro, ainda ontem, assim meio apressado, mas perdi-me nas páginas e entretanto distraí-me com outras engraçadas das quais já nem me lembrava. Paciência. A tal, de certeza, está lá pelo meio, legada, artística. É também essa uma das magias da literatura: deixar-nos impressões emocionais, mais do que factuais.
Talvez seja sobretudo uma coisa, uma ideia, uma memória, um sorriso que Mário Zambujal me deixou na cabeça ao longo de todos estes anos.
E porque li eu, afinal, a Crónica dos Bons Malandros quando miúdo? Por que razão lhe peguei? O nome curioso da obra terá ajudado, é certo, porém o essencial terá sido o facto de o escritor ser então o apresentador daquele mágico programa da RTP, de domingo à noite, onde víamos os golos que tínhamos ouvido nos relatos do fim de semana. Para as gerações de 70 e 80, Mário Zambujal é Domingo Desportivo e vice-versa.
Mais tarde, li-o nas páginas de A BOLA, na forma suprema da crónica. Só ainda mais tarde percebi que afinal tal mestre da ironia fina e do humor inteligente se fizera jornalista na casa que haveria também de ser minha.
Por fim: conhecê-lo pessoalmente, numa tarde solarenga de uma recente Feira do Livro de Lisboa, foi um gosto tremendo.
Falei demasiado de mim neste texto. Lamento. Pareceu-me que seria a melhor forma de mostrar que a dádiva dos grandes perdura num cidadão quase anónimo."