Últimas indefectivações

terça-feira, 10 de março de 2026

3 pontos muito importantes...

Benfica 3 - 0 Feirense
H. Araújo, Moreira, Freitas


Não foi o nosso melhor jogo, mas foi a nossa vitória mais larga da época! O jogo foi mesmo feio, com uma arbitragem horrível, que permitiu ao adversário dar porrada o jogo todo, com sucessivas cotoveladas à cabeça dos nossos jogadores, agarrões sucessivos, e cartões nada!!! Com o relvado ainda em mau estado, não foi fácil jogar futebol... Impossível, não detectar o ADN porco nesta equipa do Feirense, as ligações de jogadores e treinadores aos Corruptos, são indesmentíveis!

Chegámos ao golo com alguma sorte, mas soubemos aproveitar a vantagem, e com as substituições melhorámos!
Mas a vitória hoje, deveu-se mais à nossa capacidade de luta, do que outra coisa!

A titularidade do Henrique e do Anísio devem ter sido 'pedidos' da estrutura, se no caso do Anísio compreendo, no caso do Henrique não é fácil explicar!

BI: Megafone #283 - Clássico empatado e titulo por um canudo

O Benfica Somos Nós - S05E48 - Corruptos...

BolaTV: Pedro, Pedro, Pedro #8 - Os clássicos em análise

Vermelho no Branco #35 - Benfica - Porto - do Inferno ao... tudo na mesma

Mourinho deixou um recado a Rui Costa


"Discurdo após o clássico com o FC Porto foi uma mensagem política sobre a construção do plantel. O oposto do que aconteceu com Farioli; Pietuszewski será um caso sério

Num campeonato desnivelado como o português, são poucas as oportunidades que os perseguidores têm para roubar pontos a quem vai à frente. Não aproveitou o Benfica na receção ao FC Porto e tudo ficou na mesma nesta jornada, ao que se deve acrescentar o empate no SC Braga-Sporting (incrível a quantidade de vezes que os quatro primeiros se defrontam na mesma ronda, ano para ano).
O desfecho do clássico é daqueles que pode dividir opiniões em ambos os lados: há aspetos positivos e negativos a destacar em cada equipa, ainda que por motivos óbvios de calendário e tabela classificativa o dragão é aquele que leva mais motivos para sorrir. Afinal, mantém uma confortável vantagem de quatro e sete pontos sobre Sporting e Benfica, respetivamente.
Do ponto de vista do espetáculo, foi melhor que o encontro da primeira volta, mas também porque houve mais erros. Do lado do Benfica, cuja primeira parte colocou a nu as fragilidades da dupla de médios Enzo Barrenechea/Richard Ríos, dois jogadores que não casam bem desde que chegaram e cujos defeitos são mais expostos quando defrontam um adversário de elevado valor.
Fosse José Mourinho apenas um analista ou consultor externo do Benfica, a sua leitura no final da partida deveria ser encarada como um brilhante exercício de lucidez, mas tratando-se do treinador da equipa analisada o caso muda de figura e entra já no plano político: ao lembrar que Aursnes é o único que lhe pode dar a música que pretende (leia-se, um médio capaz de assumir o jogo e controlar os ritmos sem perder a bola), o setubalense apontou para um problema estrutural relacionado com a construção do plantel.
Recordando que, em oposição, Francesco Farioli recebeu, no verão e no inverno, jogadores com o perfil desejado para o estilo de jogo do italiano, a mensagem de José Mourinho não podia ser mais clara: se com ele o Benfica quiser lutar pelo título, Rui Costa tem de lhe dar outros jogadores, o mesmo presidente com quem, tal como recordou ontem, ainda não teve oportunidade de conversar sobre a possibilidade de renovar, aberta pelo próprio técnico há um par de semanas.
Até lá, resta a Mourinho e ao Benfica esperar por erros alheios. No caso do FC Porto, e depois de ultrapassado mais este teste, está mais candidato e ainda tem uma Liga Europa e Taça de Portugal pela frente. Sem Samu, é certo, mas com uma nova estrela que promete agitar a Europa em breve: é um prazer ver este menino de 17 anos chamado Oskar Pietuszewski."

Benfica - FC Porto: talvez só ponto e vírgula na luta pelo título...


"SC Braga-Sporting: 2-2. Benfica-FC Porto: 2-2. Liga parecia fechada até ao minuto 69 do jogo da Luz, mas reabriu-se um pouco após os golos de Schjelderup e Barreiro. Mas só um pouco...

Parecia ponto final, parágrafo até ao minuto 69. Agora, com os golos de Schjelderup e Barreiro e o empate final na Luz, na sequência do 2-2 no SC Braga–Sporting da véspera, parece ser apenas ponto e vírgula na luta pelo título. O FC Porto continua com quatro pontos de vantagem sobre o Sporting e sete sobre o Benfica e, entretanto, passou mais uma jornada. Menos 90 minutos para Sporting e Benfica recuperarem.
Os dragões têm a passadeira estendida para voltarem a ser campeões, quatro anos depois do título de 2021/2022. Têm o campeonato na mão, sim, mas, para já, a mão ainda está aberta e a liderança pode fugir. Para que tal aconteça, é preciso que os dragões percam pontos em (pelo menos) mais dois jogos: uma derrota e um empate. E, claro, que o Sporting não perca mais pontos. Parece difícil, mas não impossível. Isto, do ponto de vista verde.
Do ponto de vista vermelho, com sete pontos de atraso, será necessário que o FC Porto perca pontos em (pelo menos) mais três jogos: duas derrotas e um empate. E, claro, que o Benfica não perca mais pontos. A conjugação destes dois fatores parece muitíssimo complicada de acontecer. Do ponto de vista azul, é simples: podem empatar dois jogos que serão campeões.
Os jogos mais complicados de FC Porto, Sporting e Benfica até ao final da Liga serão, em princípio, com os nove primeiros classificados. Vejamos os do FC Porto: Moreirense (casa, 26.ª jornada), SC Braga (fora, 27.ª), Famalicão (casa, 28.ª) e Estoril (fora, 29.ª). Eis os do Sporting: Benfica (casa, 30.ª), V. Guimarães (casa, 32.ª) e Gil Vicente (casa, 34.ª). Os do Benfica: V. Guimarães (casa, 27.ª), Sporting (fora, 30.ª), Moreirense (casa, 31.ª), Famalicão (fora, 32.ª), SC Braga (casa, 33.ª) e Estoril (fora, 34.ª). Os encarnados parecem, pois, ter uma reta final muito mais difícil do que os azuis e do que os verdes. Algumas coisas são certas: o FC Porto só depende de si para ser campeão e Sporting e Benfica só dependem de si para serem segundos. Faz diferença.
Rui Borges ainda não ganhou qualquer jogo a um adversário direto em jogos de Liga: dois empates com o SC Braga (1-1 e 2-2), uma derrota e um empate com o FC Porto (1-2 e 1-1) e um empate com o Benfica (1-1). José Mourinho também não: dois empates com o FC Porto (0-0 e 2-2), um empate com o Sporting (1-1) e outro com o SC Braga (2-2). Carlos Vicens igualmente: dois empates com o Sporting (1-1 e 2-2), uma derrota com o FC Porto (1-2) e um empate com o Benfica (2-2). Apenas Francesco Farioli venceu equipas do top 4: vitória e empate com o Sporting (2-1 e 1-1), dois empates com o Benfica (0-0 e 2-2) e um triunfo sobre o SC Braga (2-1). Ou seja, até agora tudo muito equilibrado, pois ninguém venceu por mais de um golo.
Previsão para o final de maio: FC Porto, Sporting, Benfica e SC Braga. Como em 2006/2007 e em 2005/2006. As primeiras épocas de Lucho no FC Porto..."

BF: Culpas!

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - 2-2 na Luz e em Braga: quem saiu vencedor?

Observador: E o Campeão é... - Mourinho já pode deitar a toalha ao chão?

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #99 - A GRANDE JORNADA onde ficou tudo igual, batalha campal, Futebol Andado

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Miguel Deus

Benfica FM: Música da minha vida - Michel Preud'Homme

Empate no clássico


"Benfica e FC Porto empataram a duas bolas no Estádio da Luz. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Nunca desistir
José Mourinho enaltece a atitude da equipa que permitiu recuperar da desvantagem no marcador ao intervalo: "A minha preocupação maior foi equilibrar a equipa do ponto de vista psicológico. Foi coração, foi orgulho, foi desejo de ganhar, foi desejo de, se não ganhares, não perdes. Jogamos por nós e por uma classificação. Também jogamos pelos adeptos e pelo significado do jogo."

2. Resultado frustrante
Otamendi vinca a desilusão pelo desfecho da partida e apela à união: "Fica um sabor amargo, queríamos somar 3 pontos. Sabemos que ainda falta muito e precisamos de estar juntos em todos os momentos."

3. Man of the Match
Veja as melhores jogadas de Schjelderup, considerado o Homem do Jogo.

4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos do Benfica marcados ao FC Porto.

5. Jogos do dia
A equipa B do Benfica recebe o Feirense às 18h00.

6. Outros resultados
Em basquetebol no masculino, vitória do Benfica, por 75-102, no reduto do Esgueira. Em voleibol no feminino, triunfo caseiro benfiquista ante o Castêlo da Maia por 3-1.

7. Agenda para terça-feira
Os Sub-23 recebem o Torreense, às 18h00, no Benfica Campus. Na Luz há jogo europeu de andebol entre Benfica e IFK Kristianstad às 19h45.

8. Bicampeão nacional
Samuel Barata renova o título nacional da meia-maratona."

DAZN: The Premier Pub - Arsenal cada vez mais perto?

DAZN: The Premier League - R29 - Golos

DAZN: Bundesliga - R25 - Golos

No Princípio Era a Bola - O FC Porto deixou o Benfica a jogar à apanhada até Schjelderup liderar a reação. O Sporting não m...

Zero: Ataque Rápido - S07E32 - Jornada empatada, FC Porto livre

Segundo Poste - S05E32

Falsos Lentos - S06E27 - Diogo Bataguas revela ser do Benfica

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Em que ficamos depois de Benfica-Porto e Braga-Sporting?

Renascença: Jogo da Palavra - João Peixe...

Rabona: Predicting the Champions League Round of 16 (100% accuracy)

DAZN: F1 - Austrália...

A nova Fórmula 1: ama-se ou odeia-se


"Em Melbourne, o Grande Prémio da Austrália deu-nos o primeiro vislumbre da nova Fórmula 1 — e, como tantas vezes acontece no desporto, deixou a sensação curiosa de que o espetáculo que entusiasma quem vê pode não ser exatamente o mesmo que convence os protagonistas

Há corridas que inauguram épocas e outras que inauguram debates. O GP da Austrália, primeira prova desta nova era da Fórmula 1, conseguiu fazer as duas coisas ao mesmo tempo. E isso, por si só, já diz muito.
Do lado de fora do carro — no sofá, na bancada ou com o telemóvel na mão — a sensação foi clara: houve espetáculo. As sucessivas trocas de liderança entre Charles Leclerc e George Russell deram à corrida aquela vibração clássica de início de temporada, quando ainda tudo parece possível e ninguém tem respostas definitivas. Houve luta no meio do pelotão, houve incerteza e houve a perceção de que as novas regras podem mexer com a forma como as corridas se desenham.
Mas, como quase sempre acontece na Fórmula 1, o espetáculo de um é o desconforto de outro.
Dentro do cockpit, alguns pilotos olharam para a corrida com sobrancelha levantada. Max Verstappen resumiu a sensação com uma imagem que dificilmente faria parte do léxico tradicional da Fórmula 1: «parecia Mario Kart». A ideia de ultrapassagens numa reta seguidas de contra-ataques imediatos não é propriamente a visão romântica de duelo que durante décadas definiu o desporto.
E, no entanto, outros preferiram respirar fundo antes de entrar no coro das críticas. George Russell pediu tempo. Kimi Antonelli reforçou a ideia: é cedo demais para tirar conclusões. Há circuitos diferentes, contextos diferentes, corridas que podem contar histórias distintas.
Talvez tenham razão. Porque, olhando para Melbourne, houve algo que não se pode ignorar: a corrida foi melhor do que muitos esperavam. As novas dinâmicas — como o tal botão de boost que Leclerc descreveu como um elemento estratégico — podem transformar a forma como se ataca, defende e calcula um momento de ultrapassagem. Menos instinto puro na travagem tardia, mais xadrez a 300 km/h.
No plano competitivo, o primeiro retrato também começou a ganhar forma. A Mercedes parece ter arrancado a temporada com autoridade suficiente para se assumir como referência. Russell e Antonelli confirmaram-no na pista. Mas a Ferrari mostrou argumentos para discutir corridas — e possivelmente algo mais — enquanto a Red Bull continua demasiado competente para ser ignorada.
A McLaren, por agora, parece ser a quarta força entre as equipas da frente. O que, numa Fórmula 1 tão comprimida, pode significar tanto proximidade como frustração. Lewis Hamilton talvez tenha resumido melhor o espírito de batalha deste arranque: «Mais algumas voltas e teria ultrapassado o Charles [Leclerc]», disse.
É cedo para saber se esta nova era da Fórmula 1 será um sucesso. Os pilotos ainda estão a tentar perceber as regras do jogo. Mas uma coisa é certa: para quem estava a ver, a primeira corrida já trouxe aquilo que sempre se pediu à Fórmula 1: emoção."

Dorival Júnior está errado


"«Acho que está na hora de intervirmos em relação ao número de estrangeiros em cada equipa brasileira. Nós estamos penalizando uma geração e, futuramente, pagaremos um preço muito alto.»
A frase é de Dorival Júnior, treinador do Corinthians, e prova que as questões da emigração hoje em dia não têm fronteiras — anda nas manchetes em Portugal e demais países europeus, nos Estados Unidos e, pelos vistos, no Brasil.
No Brasileirão, que permite que cada equipa convoque até nove atletas de fora do país por partida, há 131 estrangeiros inscritos na edição de 2026 entre os cerca de 600 espalhados pelos 20 participantes.
Na Liga Portugal há, pelo contrário, 138 portugueses em 489, segundo contabilidade do site Sportingpedia. Na Premier League, são 149 ingleses num total de 528 atletas.
Ou seja, há exatos 71,78% de não portugueses na Liga Portugal e de não ingleses na Premier League. No Brasileirão, há, aproximadamente, 21% de não brasileiros.
Se Dorival se queixa à imprensa, os treinadores portugueses e ingleses deviam, portanto, suplicar ao Papa.
Por outro lado, o Brasil exportou 1217 jogadores de futebol em 2023, segundo o relatório anual de transferências da FIFA daquele ano. O valor dos negócios envolvendo atletas do país do futebol respondeu a 10%, o equivalente a 935 milhões de dólares, do valor total movimentado no planeta. No contexto da globalização, as exportações de pé de obra cresceram 66% em 10 anos, com franceses e argentinos no segundo e no terceiro lugares, dizia ainda o estudo.
Noutra pesquisa, do site Trivela, daqueles mais de 1200 jogadores brasileiros emigrados, 195 atuavam nas sete ligas mais fortes da Europa, a Premier League, a LaLiga, a Bundesliga, a Serie A, a Ligue 1, a Eredivisie e a Liga Portugal, a mais concorrida, com 108 atletas do maior país sul-americano. Somadas todas as divisões portuguesas, o número disparava para 684.
Ou seja, em nome da reciprocidade, como o país que mais exporta se permite preocupar-se com o número, por comparação ínfimo, de importações?
Depois, o argumento de Dorival do «preço muito alto» também não colhe. Ainda segundo o estado da Sportingpedia, no top-10 das ligas europeias em volume de transferências, as citadas inglesa e portuguesa são as que menos apostam nos jogadores dos próprios países.
E, no entanto, as gerações de uma e outro até são chamadas de douradas pela crítica: a Inglaterra foi semifinalista mundial em 2018 e finalista das duas últimas edições do Europeu, a melhor performance pós-Mundial de 1966; já Portugal ganhou os primeiros títulos seniores, duas Ligas das Nações e um Europeu, nos últimos 10 anos."

Demasiado desporto e pouca atenção: quem vai sofrer em 2026?


"2026 vai ser um teste brutal à sobrevivência de muitas competições, clubes e modalidades, não por falta de qualidade desportiva, mas por falta de espaço mental. O calendário está a ficar impraticável e isto não é um desabafo de adepto cansado: é uma realidade da indústria.
Em janeiro tivemos em poucas semanas a Taça da Liga, os Europeus de andebol e futsal, o Australian Open e jornadas decisivas das competições europeias, tudo a competir pelo mesmo: tempo de ecrã, atenção do consumidor e orçamento das marcas.
A UEFA, aliás, realizou a última jornada da fase de liga da Champions para um único 'super-evento' numa noite só, com 18 jogos em simultâneo, porque percebeu que o produto precisa de intensidade concentrada para ser relevante.
E isso é a confirmação de uma tese simples: já não basta “ter calendário”, é preciso “ter momento”. O problema é que o resto do ecossistema não tem a capacidade de criar momentos tão fortes e começa a ser esmagado por uma sucessão de grandes acontecimentos. Este ano ainda por cima é ano de Mundial, com a competição a decorrer entre 11 de junho e 19 de julho, e a própria FIFA a aumentar o tamanho do evento, o que significa mais jogos, mais conteúdos, mais patrocinadores e mais espaço mediático ocupado durante semanas.
Acrescenta-se a isto os Jogos Olímpicos de Inverno, já realizados, em Milão-Cortina, que atraíram investimento e agenda global para outro território de consumo. E depois há o que muita gente esquece: a Champions, a Europa League e as ligas nacionais não páram. Comprimem-se cada vez mais. O resultado é inevitável: alguns produtos vão perder relevância não por serem maus, mas porque não conseguem furar o ruído.
O que muda com tamanha saturação? Quando o público tem demasiadas opções, começa a consumir por critérios diferentes: não escolhe 'o melhor jogo', escolhe o mais fácil, o mais curto, o mais comentado, o mais emocional ou o que aparece primeiro no feed. É aqui que o meu ponto e vista se torna incontornável: os produtos desportivos têm de ser modificados para continuarem a competir pela atenção.
A era em que bastava existir uma competição e ter uma transmissão garantida acabou. Em 2026, a sobrevivência vai pertencer aos produtos que dominem três variáveis: narrativa, formato e distribuição. Narrativa, porque o público segue histórias e não calendários. Formato, porque a imprevisibilidade e a urgência vencem a rotina. E distribuição, porque o jogo já não é apenas no estádio ou na televisão: é no telemóvel, nos clipes, nos bastidores, na personalização e na conversa social.
Portugal tem um problema adicional: o nosso mercado já é pequeno e muito concentrado. No futebol, os três grandes capturam a maior fatia de atenção e receita. Fora do futebol, as modalidades competem por migalhas mediáticas, muitas vezes com modelos de patrocínio ainda baseados em presença e não em performance. Num calendário global saturado, isto é um risco existencial.
Se não houver estratégia, vamos ver um efeito dominó: marcas a concentrarem investimento em menos propriedades (as que entregam escala e dados), media a reduzirem espaço para conteúdos de nicho, e adeptos a consumirem modalidades apenas em picos de resultado em vez de acompanharem jornadas e épocas. A consequência é clara: a saturação vai matar silenciosamente a regularidade, e sem regularidade não há receita recorrente, não há base de adeptos sustentável, não há produto.
A grande pergunta que se coloca para 2026 não é “quantos eventos temos”, mas “quantos eventos têm realmente relevância”. E a resposta é desconfortável: muitos vão desaparecer do radar. A solução não é fazer menos desporto, é fazer melhor desporto enquanto produto. Mais colaboração entre entidades, melhor calendarização, criação de janelas protegidas, formatos mais intensos, experiências mais ricas e uma narrativa digital contínua. Caso contrário, vamos ter um país que produz atletas e resultados, mas que continua a perder o jogo onde hoje se decide tudo: o jogo da atenção."

Amostra em duas semanas!

Só verdades!

Já saiu comunicado?!!!

MELHOR PARA ELES


"BENFICA 2 - 2 Porto

Pré-jogo 1.
Vejo a zona dos adeptos visitantes cheia antes do jogo começar. Não preciso de dizer mais nada, pois não?

Pré-jogo 2.
Um minuto de silêncio em memória de um grande Benfiquista: António Lobo Antunes. Bonito!!!

CARREGA BENFIIIICAAAAAAA!!!

00 meio-campo do início da época com Barrenechea e Ríos. Tomás no lugar do António, a rotação habitual entre eles.
02 tochas, fumos, fogo de artifício, dispensável festival de pirotecnia, jogo parado, a quem é que isto interessa? 08 primeiro remate enquadrado: Pavlidis, fácil para Diogo Costa.
10 ó Trubin, uma bola fácil como esta e defendes para a frente? Sem hipóteses na recarga, claro. Fdx zero-um. Para já não falar da autoestrada aberta no nosso meio campo para o Froholdt...
14 segunda transição que o Rafa conduz a bola até a perder. Tem linhas de passe, entregue a bola!
20 a bola parece que queima os nossos jogadores. Calma, crl, para quê tanto erro não forçado, tanta precipitação?
25 grande iniciativa de Prestianni, sempre em pé, sempre com a bola, travado em falta, livre perigoso batido por Schjelderup a rasar o poste.
30 o Schjelderup não sabe que os apitadores portugueses só marcam falta quando o jogador vai ao chão? Sofre falta, tem que ir para o chão, resistir e continuar a jogar é nas ligas a sério.
32 chutem, crl!!! Na área chuta-se à baliza, depois discutem-se as outras opções.
40 zero-dois, equipa subida, duelos perdidos, mais uma autoestrada, aliás uma avenida da Liberdade oferecida até ao golo.
45+7 primeira parte para esquecer. Dá ideia de que fazemos tudo em esforço. 46 voltam os mesmos. Marcar três ou ou mesmo dois golos a esta defesa encostada lá trás é tarefa dificílima. Acreditar!
48 bola dividida, jogador do Porto no chão, e o Pinheiro, está no chão?, é falta, claro, isto é ridículo.
54 eles a distribuir fruta, amarelos no bolso do apitador. É este o melhor árbitro português? Tudo dito.
57 o Rafa agora parecia um avançado da distrital: no momento de rematar, bem enquadrado, no meio da área, escorrega e manda uma rosca com o pé esquerdo na bola. Não está nos dias dele.
61 com pretexto ou sem pretexto é vê-los no chão a cortar o ritmo, a fazer passar tempo, a jogar com o antijogo.
69 um-dois!!! Grande jogada do Lukebakio, no poste, muito bem SCHJELDERUP a aparecer para a recarga. Carrega!
80 jogo aos repelões, muitas faltas, paragens, é o jogo que lhes interessa, vamos Benfica!
88 BA-RREI-RO!!! Centro perfeito do Ivanovic, conclusão ainda mais perfeita do patinho-feio, dois-dois! Jogo parado, mais confusão, vamos ver o tempo que vai dar. 90 só mais 6? Vergonha!!!
66.366 na Catedral.
90+5 na dúvida é sempre contra nós! Então isto não é penálti por falta do Diogo Costa? Da bancada pareceu, a rever na televisão.
90+6 tanta pressa para acabar com o jogo! Acabou-se a luta pela liga? Resta tentar o segundo? A ver vamos! Boa resposta ao zero-dois, merecíamos mais. Obrigados a ganhar os jogos todos até ao fim e depois se vê!"

Desculpem, Benfica e FC Porto empataram, mas vamos falar de futebol


"Os dragões entraram fortes, pressionantes e decididos a resolver o clássico cedo, marcando dois golos na primeira parte, um deles uma obra de atrevimento dos 17 anos de Oskar Pietuszewski. Depois, na segunda, as substituições de Farioli amainaram o FC Porto enquanto as de Mourinho acicataram o Benfica, que empatou (2-2) já tarde. No Estádio da Luz, onde houve quem assobiasse durante o minuto de silêncio a António Lobo Antunes (a quem o título desta crónica é roubado), pouco se driblou e improvisou

Em que ano foi, não sei, recente será, mas o desalento na cabeça de António Lobo Antunes que perdemoshá dias quedou na tinta, bendito escrito vindo de quem era de um tempo sem “jogadores burocratas, funcionários, escrevendo memorandos, copiando minutas, distribuindo circulares”, uma analogia de escritório deixada pelo homenageado no Estádio da Luz, benditas as palmas nas bancadas e a força do clap, clap que engoliu, durante um minuto, os assobios de gente desmiolada por vaiar quem tinha um pedido para o futebol, um pedido que é todos:
“o improviso, o inesperado, a falta de lógica, a maluquice, o génio. Que me driblem. Que me enervem. Que me surpreendam.”
Nada. O clássico iniciou com o FC Porto planeado, esperado e previsto, bola de saída em Diogo Costa, quase todos os restantes jogadores portistas a avançarem no campo, saiu o chutão para a frente do guarda-redes e o primeiro ato foi despejado assim, de forma curiosa: com um lance programado para a aleatoriedade. A bola ficou do Benfica, houve um contra-ataque, a velocidade de Rafa ainda provocou um arrepio ao chegar à área, deu canto e os ânimos atearam tochas na plateia. A fumarada parou o que as gentes pagaram para ver, incluindo as que acenderam o nevoeiro artificial. Durante três minutos não houve jogo.
Quando foi reatado, a pressão vivaça dos dois lados, alta e intensa, a obrigar os jogadores a despacharem a bola várias vezes, fez do jogo um que pouco permitiu jogar. As equipas encaixavam-se, chavão que costuma abonar coisa pouca para quem procura espetáculo.
Alan Varela tinha uma sombra chamada Rafa, o penso no nariz de Richard Ríos vigiava Gabri Veiga, a camisola de Enzo Barrenecha com o 5 nas costas, para os argentinos é esse o número de quem manda a meio-campo, suava por lhe calhar acompanhar o pulmão incansável de Victor Froholdt. Perdeu-o de vista quando olhou só para o que tinha à sua frente: no passe de Jan Bednarek, defesa central, a procurar Deniz Gül, avançado que recuou uns metros, o turco dividiu a bola com Otamendi, mas o desenho da jogada pretendida pelo FC Porto seria cumprido na mesma.
A bola ficou com Varela. De frente para a baliza, o argentino desmarcou quem já há muito corria para o buraco vagado pela movimentação de Gül sem que Enzo desse conta. Era uma seta loira a sprintar no espaço aberto pela mecânica coletiva, não fruto de um rasgo individual. Anatoly Trubin parou o primeiro remate de Froholdt, nada pôde contra a recarga (10’), os dragões punham-se cedo a ganhar na Luz.
O clássico teve então períodos clássicos destas ocasiões, longe do improviso e da fantasia que Lobo Antunes viu do cimo do antigo terceiro anel, não o que terá visto lá de cima, por onde estiver agora. O jogo parou éne vezes, interrompido por faltas e faltinhas, paragens prolongadas por jogadores a protestarem com o árbitro, teatrais nas quedas e exagerados no queixume. Cheia de lombas, a partida demorou a permitir que se visse futebol.
Disposto a não amainar na pressão a todo o campo, o FC Porto quis incomodar os médios do Benfica, que assim sofria, incapaz de ligar jogadas de uma área à outra por Enzo ou Ríos, absortos na falta de tempo para terem a bola. Na ausência ficou clara uma relevância: sem Aursnes, os encarnados jogam menos. O que jogaram, até ao intervalo, veio de quem mais improvisava.
Pela esquerda, Andreas Schjelderup foi em passinhos na ponta dos pés até fixar Alberto Costa e passar a Rafa, que na área hesitou, receou o remate e desperdiçou o espaço ao dar a bola para o lado. Ao contrário do norueguês, antes já pontapeador de um livre direto que rasou o poste da baliza. Ele depois foi quem viu Vangelis Pavlidis com a benevolência de algum espaço, rasgou o passe, o grego virou-se com a bola, sapateou diante de Jacub Kiwior, bailou um pouco à espera da abertura para lançar Gianluca Prestianni, na esquerda. O remate foi às mãos de Diogo Costa.
O Benfica visitava o reduto portista não com jogadas construídas, mais em transições a partir de bolas recuperadas. O melhor que lhe saiu foi um cruzamento de Rafa desviado no corpo de Martim Fernandes, obrigando o capitão dos dragões a evitar o golo por instinto. Nada além do ricochete assustou o FC Porto, geómetra a sair com a bola dos centrais e a solicitar Deniz Gül, corpo raro em golos, mas, na Luz, frequente em bons apoios frontais a jogar de costas para Nicolás Otamendi, prendendo o argentino.
Os nervos do estádio e a urgência do Benfica impeliram a equipa, a forma como se lançava para a frente parecia a de quem pouco tempo tinha, não era o caso, mas atacava com muitos, demasiados, como se viu quando o FC Porto cortou uma tentativa na sua área, Gabri Veiga apanhou a bola à entrada da área e pronto se fez a lançar, com o exterior da chuteira, o petiz em campo. Oskar Pietuszewski tinha ficado à esquerda, correu atrás do passe, embalou mais ainda já com a bola e correu, com descaro descomunal, contra Otamendi.
O polaco bamboleou na cara do argentino, fingiu seguir para um lado ou se calhar seria o outro, aguentou a decisão, empurrou o campeão mundial de 38 anos área dentro e obrigou-o a arriscar um corte; fê-lo tombar na relva enquanto os seus 17 aninhos simularam o remate com o pé direito para fazer o golo (40’) com o esquerdo. Bradava Lobo Antunes por quem o deixasse de boca aberta e viera à Luz um adolescente para empurrar queixos para baixo.
Quis Francesco Farioli cerrar o seu e o da equipa, mantê-lo fechado, os dentes a rangerem. Tirou as ligações garantidas pelas chuteiras de Gabri Veiga, ao intervelo, para ter o corpanzil de Seko Fofana e, sem periclitar na defesa, o FC Porto deixou de espraiar os seus ataques com a mesma fluência. Contaria 20 minutos na segunda parte a suster o adversário mais do que a jogar, sinónimo de quem pretendia trancar a vantagem no cofre, protegendo a fechadura mais do que elaborando uma combinação indecifrável.
O Benfica de picareta nos pés tentava arrombá-lo, desferia golpes, ia contra a porta, mas longe de o fazer com rasgo. As precipitações abundavam: Rafa arranjou espaço na área, o seu remate saiu em rosca; Prestianni dava um toque em excesso a cada intervenção na direita, frustrava as bancadas porque o gesto a mais vinha quando já parecia ter vantagem na jogada. Pavlidis era um bibelô na sala de estar polaca, Bednarek e Kiwior a permitirem quase nada ao grego.
O pouco que os encarnados produziram, feita a hora de jogo, veio com as entradas de Leandro Barreiro e Dodi Lukebakio. Um teve a missão de correr área dentro, no centro-esquerda e por dentro de Schjelderup, para arrastar uma marcação que escancarasse algum espaço para o norueguês em cada bola que lhe chegasse. O belga, na direita, fez-se catapulta de cruzamentos com efeito, curvos na direção da baliza. O plano do Benfica assentou na insistência em ambos, seriam os dois a alumiarem o caminho: o canhoto rematou ao poste e, na recarga, o destro reduziu (69’) a desvantagem.
O golo encarnado tocou uma campainha no FC Porto. A equipa, por momentos, interrompeu a tendência de ir baixando, e baixando, e baixando o seu bloco, repetente no comportamento de querer controlar o que só é controlável caso os níveis se mantenham. Durante uns 10 minutos, enquanto o Benfica se projetou mais ainda para diante, Deniz Gül martirizou Otamendi a jogar de costas (o argentino acumulou duelos perdidos) e Borja Sainz teve várias situações de vantagem em campo aberto, em transições, desperdiçadas com decisões erradas. O espanhol não é dos que arrebatam no improviso.
Pouca dura teve a reação dos dragões ao golo sofrido. Seriam empurrados para trás, Alan Varela enfiado entre os centrais para formar uma linha de cinco na área, um recuo tão forçado quanto auto-imposto. Os portistas ecoavam os escritos de quem uns quantos tinham assobiado na Luz, ao contarem os derradeiros minutos parecendo “funcionários escrupulosos”, sobretudo “obedientes”: quiseram fechar-se em copas, guardar a vantagem, defender a área. Há uma citação mais concreta a ser feita. “Com o tempo, não soubemos gerir bem o jogo”, diria Diogo Costa no final.
Seria uma jogada entre desencaixados a forçar essa afirmação ao capitão do FC Porto. Pela direita, um Alexander Bah ainda fora de forma após uma severa lesão devolveu a tabela pedida por Franjo Ivanović, avançado pouco admirado por José Mourinho, que correu, atacou as costas do lateral e cruzou para a área onde as probabilidades desfavoreciam o sucesso. Havia três jogadores de encarnado para os seis às listas azuis e brancas, a bola caiu no encalço de mais uma corrida de Leandro Barreiro a atacar a área vindo de trás. O luxemburguês empatou (88’) com uma finalização de rompante.
E depois, outro clássico, viu-se escaramuça e sururu, os corpos que estavam nos bancos de suplentes a fundirem-se, Mourinho a pontapear uma bola supostamente contra o banco do FC Porto, dedos apontados, dezenas de homens adultos aos agarrões, de olhos esbugalhados, impropérios e insultos certamente a encherem o ar. O treinador encarnado seria expulso, mais um cartão vermelho esta época. O jogo prosseguiu, mas nada de relevo coube entre mais faltas, mais protestos, mais gritos, e mais outras queixas e esbracejares para alimentarem casos e casinhos. Mais de tudo o que serve para desviar a atenção do jogo que se joga.
E agora “desculpem mas vou falar de futebol“.
Porque houve quem driblasse (Pietuszewki e Schjelderup), fugindo às amarras coletivas. Houve quem enervasse (viu-se a acabar, não por bons motivos). Houve quem surpreendesse: Deniz Gül jogou o que pouco jogara até ao clássico, Ivanović pede mais do que a irrelevância a que está vetado, Alan Varela já se chega à frente, simples e certeiro nas ações, em jogos desta exigência. Mourinho tardou, mas atacou a debilidade dos dragões na esquerda da defesa, colocando Lukebabio a carregar sobre Francisco Moura. E ao FC Porto que Farioli encolheu, de novo, faltaram intérpretes para aproveitar a muita relva disponível para contra-atacar quando os encarnados se lançavam com tudo.
O 2-2 de Benfica e FC Porto, acrescentado ao 2-2 entre SC Braga e Sporting da véspera, deixa tudo igual no terraço do campeonato, os dragões com quatro pontos à maior sobre os leões, com sete de vantagem para os encarnados e com 27 (nove jornadas) por disputar. Falta ainda jogar bastante futebol, seja esse um futebol com mais futebol, não tanto com este futebol cheio de interrupções, gritaria e confusões. Um que nos faça realmente falar mais sobre futebol.

Nota: “Desculpem mas vou falar de futebol“, é o título de uma das crónicas de António Lobo Antunes. Nela a prosa é sobre os porquês de o escritor ter deixado de gostar de futebol."

Schjelderup a tempo inteiro numa equipa em 'part-time'


"Acordou tarde o Benfica, a quem as substituições fizeram muito bem. Depois de gritante falta de entrosamento durante uma hora, os encarnados ganharam lucidez na reta final, aceitaram o risco que o contra-ataque do FC Porto representava, e até podiam ter ganho a partida. Invencíveis ainda, mas com o ‘39’ longe demais...

Melhor em campo: Andreas Schjelderup, 7
O jovem norueguês, que luz na camisola o número da sua idade (21), além de ter marcado o golo do 1-2, mostrando faro pela baliza ao ser o primeiro a perceber para onde o poste direito da baliza de Diogo Costa ia desviar o remate de Lukebakio, foi o benfiquista com rendimento mais constante ao longo dos 90 minutos (ele, que apenas uma vez não tinha sido substituído...), criando inúmeras dificuldades a Alberto Costa, especialmente na parte final do encontro. Foi travado em faltas para amarelo (que o árbitro exibiu), por William Gomes e Alberto, e tanto nas vezes em que procurou a linha como quando se decidiu pelo jogo interior revelou sempre grande concentração e lucidez. Ficou na retina a execução de um livre direto, aos 27 minutos, com a bola a passar muito perto do ângulo superior direito da baliza portista.

Trubin (5) — Podia ter feito mais no golo de Froholdt? Francamente, creio que sim. O remate, embora desferido relativamente perto, saiu fraco e à figura, e a bola devia ter ‘morrido’ nas mãos do ucraniano. Tal não sucedeu e o médio portista faturou na recarga. Sem qualquer hipótese no 0-2 (uma obra de arte), brilhou com grande intensidade ao deter um livre superiormente apontado por Gabri Veiga (45+2).

Dedic (4) — O lateral bósnio teve a melhor ação no encontro ao 73 minutos, com um grande corte a uma iniciativa de Deniz Gul que parecia destinada ao fundo da baliza de Trubin. Porém, o contributo que deu à equipa nunca foi sólido do ponto de vista defensivo, enquanto que a atacar continua sem ter a mínima ideia de como definir as jogadas.

Tomás Araújo (5) — Um jogo de menos a mais. Inicialmente também sem confiança, quer no transporte, quer no passe, o central encarnado foi crescendo à medida que os minutos foram passando, marcou bem Deniz Gul (um duelo muito físico) e acabou a empurrar o Benfica para a frente.

Otamendi (4) — O capitão teve uma noite apenas sofrível, dando a sensação de estar condicionado fisicamente. Durou 74 minutos, mas nunca esteve confortável e foi apanhado desposicionado na desmarcação de Froholdt no 0-1. Aos 19 minutos teve uma ação que o define, ao dar o corpo, com graves riscos para a sua integridade física, a um remate de Gul.

Dahl (6) — Outro dos jogadores do Benfica que esteve vivo durante todo o encontro, combinando bem com Schjelderup e tapando com eficácia o seu flanco. Percebeu-se a dificuldade no momento de cruzar, atendendo à superioridade no jogo aéreo que o FC Porto estava a revelar.

Barrenechea (4) — Perdido no jogo, perdido no campo, perdido ante a superioridade numérica do FC Porto a meio-campo, o argentino nunca revelou confiança e não foi o motor de que José Mourinho precisava. Foi bem substituído por Barreiro (74).

Richard Ríos (5) — Melhorou quando fez dupla com Barreiro. Até lá, esteve intermitente, ora a falhar passes fáceis, ora a ganhar bolas divididas, onde não virou a cara à luta. O Benfica precisava mais lucidez do seu playmaker colombiano.

Prestianni (5) – Muita parra e pouca uva. O jovem argentino merecia um dez em entrega e um zero em definição. Deu-se ao jogo como se não houvesse amanhã, mas das suas constantes iniciativas pouco ou nada resultou, quer a cruzar, quer a rematar.

Rafa (4) — Um jogo muitos furos abaixo do que pode e sabe. Nitidamente desinspirado, Rafa não aproveitou inúmeras bolas entre linhas em que ficou de frente para os centrais. Teve um lance que desperdiçou ao cair sozinho (63) e outro em que, em boa posição, escorregou no momento do remate (58). Aos 24 minutos, num cruzamento da direita desviado por Martim Fernandes, obrigou Diogo Costa a grande defesa.

Pavlidis (6) — O que trabalhou o grego em prol da equipa, sem ter, quase nunca, a mínima hipótese de ganhar lances em que estava em gritante inferioridade numérica. Foi dele o primeiro remate do jogo (8), à figura de Diogo Costa e assinou uma excelente jogada, da direita para a esquerda, aos 34 minutos.

Lukebakio (6) — Entrou aos 65 minutos e de imediato o Benfica ganhou maior dimensão no flanco direito. Quatro minutos depois rematou ao poste e, na recarga, Schjelderup diminuiu o prejuízo. Fez bons cruzamentos, da direita de pé trocado e não se escondeu defensivamente.

Ivanovic (6) — Com o croata em campo, aumentaram as dificuldades para a defesa portista que, declaradamente, juntou Varela aos centrais. Precioso, pela excelente técnica, o cruzamento da direita para o 2-2 de Leandro Barreiro. Aos 90+7 ainda assustou, mas a bola saiu à figura. 

Leandro Barreiro (6) — Entrou muito bem no jogo, mandando no seu espaço e arrumando uma casa que estava anárquica. Teve ainda chegada à área no lance do golo do empate, que conseguiu através de um remate de difícil execução.

António Silva (5) — Substituiu Otamendi aos 74 minutos e nunca tremeu. Aguentou bem os duelos e ainda tentou municiar o ataque.

Bah (5) — Fez uma boa dupla com Lukebakio, temporizando quando era caso disso. Uma grande diferença entre estes dois e Dedic e Prestianni que querem sempre fazer tudo muito depressa e muito bem."

Um xeque-mate em duas jogadas travado pela raça


"FC Porto teve o clássico na mão e deixou-o fugir. Marcou em erros estratégicos e individuais do rival. Entradas de Lukebakio e Ivanovic decisivas para o Benfica. Mourinho continua sem ganhar em dérbis e clássicos

Quando era a altura de fazer contas, faltava sempre um. José Mourinho mandava subir linhas para pressionar a fase de construção portista no habitual 4x4x2 sem bola, porém não era mais do que uma espécie de hara-kiri. Porque havia Diogo Costa e a sua maior capacidade com os pés, os dois avançados (Pavlidis e Rafa) nunca conseguiram encaixar na dupla de centrais polaca e abria-se um buraco nas suas próprias costas. Gabri Veiga ainda o aumentava em largura, ao chegar-se mais para a esquerda, arrastando Ríos. Se com o duplo-pivot já estariam demasiado expostos, o efeito de arrastamento provocado pelo espanhol deixava Barrenechea a ter de lidar com Varela e com as acelerações de Froholdt. A batalha estratégica estava a perder-se.
No primeiro golo do FC Porto, aos dez minutos, há a juntar ainda outros dois erros ao contexto anterior. À descida de Deniz Gul para o apoio frontal, juntou-se o acompanhamento de Otamendi, apanhado depois de fora de posição pelo movimento vertical de Froholdt, que, bem mais veloz, já ultrapassara Enzo. O primeiro remate é defendido por Trubin, mas o ucraniano deixa, fatalmente, a bola fugir para a frente e aí o ex-Copenhaga já não perdoou.
Os encarnados reagiram. Diogo Costa mostrou elevados níveis de concentração ao reagir a um tiro de Rafa desviado por um companheiro, aos 24 minutos, e nas restantes jogadas à consistência do bloco defensivo azul e branco, com setores muito juntos, aliou-se a displicência de alguns elementos do ataque dos da casa. Rafa esteve sempre num mundo só dele, impreparado para as bolas que lhe caíram nos pés.
Feridas com o golo sofrido, as águias vieram em número para a frente. Percebe-se a ansiedade, porém o jogo pedia cabeça. O risco era tremendo e não compensou.
O 0-2 surge quando o Benfica tentava empurrar o rival para trás. Uma bola perdida cai em Gabri Veiga, que descobre de imediato Pietuszewski. O jovem extremo fica apenas com o já amarelado Otamendi pela frente e vai para cima, virando o argentino do avesso antes de fuzilar Trubin. Parecia jogada de xeque-mate, no entanto, faltava muito tempo.

RECORRER AO INDIVIDUA
Se os de Farioli nunca perderam sentido de baliza, faltando definição em várias transições, o Benfica teve de voltar a assentar na raça e no talento individual para dar evitar a primeira derrota na Liga. Aos 65', Lukebakio substituiu o frenético, mas ainda assim irregular Prestianni e, quatro minutos depois, enrolou a bola desde a direita contra o ferro. Schjelderup foi quem adivinhou o ressalto, reagindo mais rápido do que Alberto, e reduziu.
Os dragões não souberam meter gelo e, embalado por uma Luz a acreditar, o Benfica chegou a um empate pouco provável. Ivanovic, também ele entrado (para o lugar de Rafa), cruzou para um desvio de primeira de Barreiro para o 2-2, aos 89'. Era um mal menor, mas desperdiçada a derradeira oportunidade para ainda sonhar. E a penúltima para vencer um rival."

Daizer: Corruptos...

Esteves: Corruptos...

Simples: Corruptos...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Rescaldo - Corruptos...

Terceiro Anel: Corruptos...

BI: Rescaldo - Corruptos...

Observador: Relatório do Jogo - Corruptos...

BF: Corruptos...

Terceiro Anel: Live - Corruptos...

5 Minutos: Live - Corruptos...