Últimas indefectivações

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Domingo Alvarvio...

Damaiense 0 - 4 Benfica

Thais: Amado(Neide, 69'), Carole, Diana C., Lund; Pauleta(Cameirão, 63'), Gasper; Chandra, Moller(Tristão, 69'), Lúcia(Engesvik, 75'); Diana S.(Prieto, 75')

Com a Damaia a 'mudar-se' para o Algarve, vitória tranquila, em mais um jogo feio...!!!
Grande golo da Rakel...

Juvenis - 4.ª Jornada - Fase Final

Real Massamá 1 - 1 Benfica
Ferrerinha


Dois pontos perdidos, numa jornada pós-seleções (vários jogadores viajaram aos EUA para um Torneio), com muitos jogadores de 1.º ano, num jogo que não vi, mas onde o número absurdo de cartões Amarelos (10 amarelos no total!!!), indica ou muita porrada, ou mais um apitador incompetente! Voltámos a sofrer um golo de penalty!!!

Rodrigo, o 'pequeno' Herói | SL Benfica x AFS

Sorriso...

O Benfica Somos Nós - S05E45 - AFS

Rola a Bola #57 - Resumos FCP-SCP & SLB-Real Madrid) Caos no futebol!

Benfica tem silêncio como pior aliado


"Tentei encontrar um tema diferente para esta crónica, mas o que aconteceu no Benfica-Real Madrid, jogo da Liga dos Campeões, tornou‑se impossível de colocar em segundo plano.
O caso entre Prestianni e Vinícius Júnior assumiu proporções gigantescas e graves, expondo mais uma vez o problema do racismo no futebol. Fingir que nada se passou, ou que o que se passou não é sério, seria enterrar a cabeça na areia. Infelizmente, casos de racismo continuam a acontecer com frequência não só no desporto, mas em todos os setores da sociedade. Concordo inteiramente com Pep Guardiola, treinador do Manchester City, que defende uma transformação que comece na educação e na empatia. «Paguem mais aos professores», disse ele — e com razão.
Mas voltemos ao centro da polémica: este é um caso grave que, também pela dimensão dos envolvidos — Vinícius Júnior, a UEFA, e o Benfica de José Mourinho —, tem repercussões globais. A verdade é que alguém está a mentir ou houve um enorme equívoco. Ou Vinícius ouviu mal o que Prestianni disse, ou Prestianni proferiu realmente um insulto racista. De qualquer forma, não há alternativa clara para os clubes: o Real Madrid defenderá o seu jogador até ao fim, e o Benfica fará o mesmo. Cabe à UEFA garantir uma investigação rigorosa e consequente, como exige um tema desta gravidade. Independentemente do desfecho, o gesto de Prestianni — tapar a boca com a camisola para esconder o que disse — é lamentável. Quando é que acabará este hábito ridículo de jogadores e treinadores taparem a boca, como se não estivéssemos a falar de adultos capazes de assumir o que fazem e dizem?
Há um atleta que se diz vítima de racismo, e isso basta para que o debate mude de patamar. Ninguém conhece a fundo a história pessoal de Vinícius; por isso, não devemos nunca desvalorizar o que aconteceu. Não conheço Prestianni, mas não acredito que seja racista. No entanto, um ato racista, mesmo isolado, merece punição. E se se comprovar que as palavras foram mal‑interpretadas, também isso precisa de ser explicado com transparência e humanidade. A forma como o Benfica geriu o tema foi, na minha opinião, pouco sensível — tanto em relação à gravidade do assunto como ao jovem Prestianni, de apenas 20 anos e com uma carreira inteira pela frente.
As declarações de José Mourinho e o comunicado oficial das águias ficaram aquém do momento. O Benfica deve humanizar mais a abordagem. Uma intervenção clara de Rui Costa, o presidente do Benfica, poderia ter mostrado de forma mais inequívoca que o clube não tolera, nem permitirá, qualquer forma de racismo.
Caso o erro tenha sido de Prestianni, o caminho correto é evidente: assumir, pedir desculpa e aprender. O futebol profissional é exemplo — e quando se trata de racismo, não há espaço para ambiguidades. Para Vinícius, para Prestianni, e para todos os que ainda hoje sentem esta ferida aberta no desporto mundial (e não só), este episódio deve servir de lição e mudança."

Calhou bem a Benfica e Sporting: rivais pressionam Dragão


"Leões e águias venceram e convenceram, que é mesmo aquilo de que o FC Porto está a precisar... Pode ser injusto, mas parece que nesta altura quem vai à frente tem mais a provar

Sporting e Benfica venceram ontem os respetivos jogos mas, mais do que a aproximação pontual ao líder do campeonato (que joga hoje), ficou um sério aviso por via dos resultados avolumados (3-0 em ambos os casos) e pelo domínio total das partidas.
Numa Liga historicamente muito desigual entre os três primeiros e todos os outros, nem sempre os grandes têm conseguido impor-se do primeiro ao último minuto de jogo, como aconteceu ontem na Luz e em Moreira de Cónegos. O grau de exigência não era, à partida, o mesmo, uma vez que o Benfica recebia o último da tabela e o Sporting viajou até uma das sensações do Minho, mas à medida que o campeonato avança é certo e sabido (e repetido à exaustão, desculpem) que todos os pontos ficam mais difíceis de conquistar. Se havia dúvidas sobre as exibições e os resultados inconstantes dos encarnados, ou sobre os muitos golos decisivos dos leões apenas nos últimos minutos, a 23.ª jornada veio pelo menos acalmá-las, para não dizer dissipá-las.
Calhou bem ao Benfica, que daqui a uns dias vai a Madrid menos escondido atrás da camisola, e calhou bem ao Sporting, cujos adeptos gritaram «tricampeões» com plena convicção de que estão destinados a isso, ainda com tanta jornada por jogar.
A Norte, tem a palavra o FC Porto, que recebe esta noite um frágil Rio Ave no Estádio do Dragão, mas que também terá de superar as próprias dificuldades, seja através de lesões ou da qualidade de jogo. Na conferência de imprensa de antevisão, Francesco Farioli revelou que esteve a rever com a equipa 33 momentos dos quatro últimos jogos em que o que podia ter sido uma grande oportunidade não deu golo. Por muito que o italiano desdramatize, são mesmo muitos momentos que demonstram a atual fragilidade ofensiva dos dragões, ainda por cima agora sem Samu.
E nesta Liga, que repito ser muito desigual entre os três grandes e os outros, dá muito jeito marcar golos para vencer tanto as partidas mais difíceis como estas que teoricamente não o são. Pode ser injusto, mas por vezes acontece: quem vai à frente parece que tem nesta altura mais a provar. O FC Porto de Farioli chegou até aqui por ser o melhor, mas também especialmente por sofrer muito pouco. Só que essa prioridade abanou com o Casa Pia e o Sporting e o jogo seguinte, com o Nacional, só veio mostrar que os azuis e brancos não desejam (ou conseguem) muito mais do que um 1-0. E claro que se pode ser campeão com muitos 1-0, mas a convicção dos que ganham por três e a jogar muito bem é outra..."

BF: Zé Neto...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Bah como uma fénix, o génio Catamo e um FC Porto "meio coxo"

Tony: Narrativa...

CBS: Rafa Leão...

Bonamici: Seixas...

Triunfo tranquilo


"Em destaque na BNews, a vitória do Benfica, por 3-0, ante o AFS, numa partida marcada também pelo regresso à competição de Bah após longa paragem devido a lesão.

1. Três pontos conquistados
José Mourinho elogia a exibição e realça a importância do triunfo: "Continuamos nesta caça ao ponto e a fazermos a nossa obrigação, que é, independentemente da classificação, dar o máximo e ir atrás de pontos. Com uma 1.ª parte que acaba com o jogo e, depois, com uma 2.ª parte melhor da parte do AFS, e mais tranquila da nossa parte, baixando ritmos, tendo sempre o jogo controlado e estando sempre perto de fazer mais um golo ou outro."

2. Regresso feliz
Bah partilha a felicidade por ter voltado à ação: "Ainda há um longo caminho a percorrer, mas senti-me muito bem nos treinos e senti muita falta disto. É emocionante porque há muito trabalho por trás. Estou muito feliz por estar de volta e em casa."

3. Man of the Match
Veja as melhores jogadas de Schjelderup, considerado o Homem do Jogo.

4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os três golos marcados pelo Benfica ao AFS.

5. Nova camisola
O Benfica estreou uma nova camisola na partida com o AFS, desenvolvida em colaboração com o artista português Vhils.

6. Inexplicável
Contra o Benfica, penálti. A favor, já não é. Afinal, qual é o critério?

7. Últimos resultados - formação
A equipa B do Benfica perdeu, por 1-0, na visita ao Torreense. Os Juniores empataram 4-4, com o FC Porto. E os Juvenis empataram a uma bola (1-1), na deslocação ao Real SC.

8. Outros resultados
Nos masculinos, o Benfica obteve vitórias em andebol (23-43, Arsenal Clube da Devesa), hóquei em patins (3-1, Sanjoanense) e voleibol (3-0, GC Santo Tirso) e sofreu uma derrota no polo aquático (5-13, Clube Fluvial Portuense). Nos femininos, as águias obtiveram triunfos em andebol (34-26, Gil Eanes; 34-14, Juve Lis), hóquei em patins (1-2, Escola Livre) e polo aquático (22-14, Clube Fluvial Portuense). Em futebol, vitória, por 0-4, no Algarve frente ao Damaiense.

9. Jogos do dia
Hoje jogam três equipas femininas do Benfica: em voleibol, embate com o Sporting, às 15h00, na Luz; em hóquei em patins, deslocação ao CENAP (18h00); e, em futsal, visita ao Nun’Álvares (20h00)."

DAZN: Bundesliga - R23 - Golos

VOLTOU A CENSURA VAMOS ÀS RAZÕES


"1. Em julho de 2021 fui convidado por um grande jornalista, um jornalista à antiga, respeitador da opinião, promotor da liberdade nas páginas dos jornais, amador da diferença de pontos de vista, de seu nome Carlos Pereira Santos, entretanto falecido, fui convidado, escrevia, para assinar uma crónica semanal enquanto Benfiquista para a edição de domingo de "O Jogo". Explicou a enorme miserabilice do valor de que o jornal dispunha para pagar pelo trabalho e assegurou: "Tens total liberdade para escrever o que entenderes, podes criticar todas as semanas o Pinto da Costa, ninguém te censurará, só não podes faltar ao respeito nos termos que usares para escrever."

2. Em 242 crónicas que escrevi jamais o jornal me contactou para me dizer que tinha pisado qualquer risco relacionado com o racismo ou qualquer outra forma de discriminação - e é fácil constatar porquê: as crónicas estão publicadas, podem-nas passar todas as 242 a pente fino na procura de algum sinal, de algum termo ou de alguma ideia, por ténue que seja, que permita a alguém conotar-me com o abjeto racismo.

3. Ontem, já depois de ter mandado a crónica 243, depois do jogo do Benfica como sempre fiz em vésperas de saída do jornal, detetei no meu email uma mensagem do diretor do jornal a dispensar liminarmente a minha colaboração. Disse que me tinha tentado contactar, no meu telemóvel não existem registos de chamadas não atendidas da rede móvel ou no WhatsApp.

4. É feio ao fim de quase cinco anos de uma colaboração sem mácula dispensar alguém sem previamente o ouvir sobre o assunto que alegam incomodá-los, de mais a mais porque, como reconheceu o diretor do jornal na troca de mensagens de email que depois teve comigo a este propósito, me considerava "um dos melhores cronistas do jornal".

5. É fácil concluir que a polémica desencadeada por uns pulhas acerca do meu suposto racismo por causa das posições que tomei sobre o caso Prestianni, foi o pretexto a que se agarraram para por ponto final à colaboração de um cronista incómodo para o clube que a linha editorial do jornal defende. (Voltarei ao assunto dos pulhas muito em breve.)

6. O mesmo fizeram com o sportinguista Manuel Moura dos Santos, que também viu liminarmente suspensa a sua colaboração com o jornal, igualmente ontem, com um pretexto ainda mais absurdo do que o meu, mas, curiosamente, o Manel no programa da noite de sexta-feira do canal V+ havia feito a defesa do meu caráter antirracista, ele que, ao contrário dos pulhas que procuraram fazer o assassinato do meu caráter sem alguma vez me terem conhecido, priva comigo há mais de trinta anos, conhece-me de ginjeira."

Código de Insultos !!!

Mau carácter... existem em todas as cores!!! Novos-ricos, sempre foram os mais cagões!!!

Muito grave o que se passou em Braga... autoridade sem tino, é um péssimo indicador!!!

Nem o Vhils escapa ao Lupin!!!

Qual é o critério?

Benfica FM: Obra-prima...

COM TODA A NATURALIDADE


"BENFICA 3 - 0 Aves

Pré-jogo 1.
Salvé o regresso de Bah após tanto tempo. Sejas bem regressado, craque!

Pré-jogo 2.
Muito bom ver um jogo começar de dia - e que dia primaveril.

Pré-jogo 3.
Com o bom amigo Benfiquista Luís Ferreira, perguntem-lhe pelo meu "miserável racismo", sff, ele responderá.

LA LA LA
LA LA LA LA
FORÇA BENFICA,
VENCE POR NÓS!

00 revolução no onze: Bah, António, Zé Neto, Barrenechea, Ríos e Sidny, carrega!
10 um-zero: mas que regresso do BAH! Defesa direito a concluir com regarga na pequena área? Entrou com o gás todo. Outro que entrou a todo o gás: Schjelderup.
25 golo cedo, toada morna no jogo.
28 Rafa, sozinho, trivela para defesa apertada do redes. Toma lá canto, toma lá golo, dois-zero: muito bem BARRENECHEA de pé esquerdo
34 grande transição, Schjelderup que está a entender-se às mil maravilhas com Pavlidis, isolou-o para mais um tiro ao boneco
35 apitador deixou jogar - bem! - e depois ficou esquecido no bolso um amarelo mais que garantido... se o homem fosse competente
38 Sidny muito individualista e a perder muitas bolas...
42 shôr VAR, faça lá o favor de não tirar esta obra prima ao RAFA. Não tirou: três-zero!
46 Otamendi no banho, dupla da formação - Tomás e capitão António - no eixo central da defesa 58 e os amarelos que não saem do bolso do homem!
60 esta segunda parte não ata nem desata e a gente com vontade de ver mais golos
67 Sidny no ferro e na recarga vai ao braço do defesa. VAR está um tempão para decidir que não - estamos habituados
80 o Anísio hoje vai ter mais minutos. Pavlidis, mesmo sem golos, tributado na saída, trabalhou muito
58.784 na Catedral
84 espero que o Trubin tenha trazido o pacote das pipocas, o filme não está de fechar o comércio, mas ele não tem sido mais do que um mero espetador
90+4 ponto final, mais três pontos, poupámos o Aves a uma goleada das antigas, rodámos a equipa, siga para Madrid!"

Benfica encontrou tranquilidade no meio do furacão


"No final de uma semana marcada pelo caso Prestianni-Vinícius Jr., os jogadores do Benfica não tremeram emocionalmente e a vitória por 3-0 frente ao AVS terá sido mesmo uma das mais tranquilas da época. Alexander Bah regressou mais de um ano depois e marcou o primeiro golo dos encarnados, que continuam a 3 pontos do Sporting

Honra seja feita aos jogadores do Benfica. Essencialmente por, no meio do furacão onde o clube se meteu na última semana, terem reagido a tudo de forma diametralmente oposta à dos responsáveis da equipa, do presidente ao treinador, até a quem quer que tenha tido a brilhante ideia de colocar aquele vídeo nas redes sociais sobre distâncias e o que podem ou não podem ter ouvido adversários a sair ou não da boca de Prestianni.
José Mourinho, na antevisão que resolveu ofertar apenas ao canal oficial do clube, falou de um momento difícil de gerir emocionalmente, mesmo amenizado, seguramente, por Prestianni estar castigado e assim impedido de jogar frente ao AVS, evitando assim decisões moralmente complexas. Pelo menos para já.
Se foi difícil de gerir - e face à proporção internacional que o caso Vinicius Jr. ganhou, não há como não acreditar - não se notou em campo. O Benfica, ou pelo menos os seus futebolistas, souberam encontrar a tranquilidade no meio do furacão, tratando bem cedo de descansar os adeptos, com o 3-0 final a ser construído ainda na 1ª parte.
Promovendo uma primeira titularidade ao campeão mundial sub-17 José Neto e o regresso de Bah, mais de um ano depois de uma grave lesão, José Mourinho geriu também desportivamente. A meio campo, regressaram Enzo Barrenechea e Richard Ríos, um risco face à coerência de Aursnes e Leandro Barreiro nos últimos jogos - e ao que os dois primeiros não produziram antes disso. Sem Prestianni, Sidney subiu para o lado direito. E não terá sido por acaso que o Benfica afunilou o jogo essencialmente para o lado esquerdo, onde Schjelderup se exibiu com o diabo no corpo.
Os pés do norueguês fabricaram boa parte dos lances que permitiram ao Benfica resolver a questão bem cedo, frente ao último classificado, é certo, mas uma equipa a subir de rendimento com João Henriques. Depois de uns primeiros minutos de dificuldades em encontrar vias para a baliza, aos 10’ Pavlidis veio ao lado esquerdo, Schjelderup tentou o túnel e foi feliz, com o grego a aproveitar o espaço magicado para rematar. Adriel travou o tiro, mas Bah apareceu na área para a recarga. Numa semana com tantas manchas e porradas na alma do futebol, um golo do dinamarquês, depois de um longo calvário, ameniza algumas dores - apesar de tudo, o futebol dá-nos mais histórias de esperança do que o contrário.
Sem medo de ir para cima dos adversários, Schjelderup ia continuando a sua busca pela recuperação moral do futebol. Aos 16’, ofereceu novo golo a Pavlidis, que rematou ligeiramente ao lado. Rafa, também vagabundo, a aparecer tanto à esquerda como pelo meio, quase marcava de trivela depois de tirar Devenish da jogada, com Adriel atento. O Benfica não tinha dificuldades em criar, nem em visar a baliza. O AVS, ofensivamente, nem tinha oportunidade de tentar.
Do canto consequência do momento de levantar o estádio de Rafa, nasceu o canto que deu ao Benfica o 2-0. Richard Ríos ganhou a primeira bola, colocou-a no coração da área, onde apareceu Enzo, bem a sair da marcação com a receção, rematando a contar. Aos 30 minutos, o Benfica estava no controlo absoluto da narrativa. Em campo, claro. Schjelderup, com mais quilómetros de túneis do que o Marão, insistia em oferecer golos a Pavlidis, que ia desperdiçando a boa vontade nórdica.
Não marcou Pavlidis, marcaria Rafa, o seu primeiro golo desde o regresso à Luz e da forma mais Rafa possível. Numa jogada que começou num imenso remate de Schjelderup, o lance seguiria para Sidny e depois para Rafa, a marcar de letra. Na sua aparente ausência, o antigo internacional português soube, ao mesmo tempo, matar o jogo e dar força de lei ao equipamento utilizado pelos encarnados, da autoria de Vhils, uma homenagem ao futebol de rua.
Olhando para o outro lado, só uma debacle épica mudaria o filme do jogo. A 2ª parte foi, por isso, jogada a um ritmo mais contido, com o Benfica a controlar e gerir com bola e a reservar forças para o embate de Madrid a meio da semana, que será uma guerra física e psicológica. Descansou Otamendi e Pavlidis, Diogo Prioste, Anísio Cabral e Ivanovic tiveram minutos, tal como Lukebakio, a regressar de lesão.
Pelo prisma competitivo, não houve consequências do que se viu na Luz na última terça-feira. Em tudo o resto, dificilmente."

Jogo colorido e muita arte antes da ida à 'Casa Blanca'


"José Mourinho calculou o risco, jogou dois jogos e venceu o último da Liga. Schjelderup e José Neto em grande nível e Rafa Silva com um golo belíssimo na técnica. A Luz voltou à normalidade

A normalidade voltou à Luz, depois de Vinícius e Prestianni terem deixado tudo do avesso e aos gritos. O Benfica somou o 38.º jogo sem perder no campeonato, mas, mais do que isso, venceu de forma clara, «descansou» para quarta-feira, com Mourinho a assumir, com as suas escolhas, que neste sábado ia jogar dois jogos. Um frente ao último classificado da Liga e, o outro, a segunda mão da Champions com o Real Madrid.
Em teoria, este era o melhor jogo que o Benfica podia ter após os acontecimentos com os merengues e na véspera de visitar o Bernabéu. Na prática, também o foi. Mourinho, recorde-se, até começou a jogá-lo nos Açores, com amarelo ‘forçado’ que levou a um descanso obrigatório de Prestianni, ‘limpo’ para outras batalhas da Liga.
Com tudo isso em cima da mesa, o onze anunciava o regresso de Alexander Bah, a estreia de José Neto a titular e uma pequena revolução. As fragilidades do adversário do dia permitiam que esse fosse um risco calculado. A equipa de João Henriques entrou para o jogo a dez pontos do penúltimo fruto de várias incapacidades que mostra: de recordar, tem quatro treinadores na época, um deles, Fábio Espinho, de forma interina naquele que até foi o primeiro rival de Mourinho no regresso a Portugal.
Ainda assim, perante este contexto, o Benfica precisava de passar a teoria à prática. A execução só não foi perfeita porque os homens que vestiram de negro e encarnado falharam oportunidades imensas. Alexander Bah voltou a ser feliz, não só por voltar a jogar, mas porque assinalou-o com o 1-0, aos 11’. O golo do dinamarquês desbloqueou o duelo praticamente na primeira ocasião do Benfica e a partir daí o jogo só teve um sentido: rumo à baliza de Adriel.
Portanto, resta saber como é que o Benfica chegou lá e essa resposta também é simples: sobretudo por Schjelderup. O norueguês foi quem mais vezes levou a bola para a área contrária, ainda que o serviço tenha tido bom apoio de Pavlidis na criação, nem por isso na finalização.
Quase a seguir ao 1-0, aos 16’, o Benfica teve uma ocasião pelo grego, seguiu-se um período de calma, mas dez minutos depois começaram surgiram oportunidades atrás de oportunidades e o resultado chegou a 3-0. As águias estiveram perto do golo aos 26’, aos 29’, marcaram aos 30’ por Barrenechea, novas ocasiões aos 35’ e 43’ e neste mesmo minuto Rafa meteu um pormenor na bola e fez um golo gigantesco na arte.
Um momento sublime a fechar uma primeira parte em que o Benfica só podia lamentar o desperdício e que, para quem estivesse distraído por ele raramente estar em jogo, convinha lembrar: Trubin também equipava diferente e jogava de cor-de-rosa.
O caleidoscópio futebolístico que foi o primeiro tempo do Benfica ressurgiu no segundo. Rios desperdiçou a primeira oportunidade e as águias desperdiciariam todas as outras que se lhe seguiram. O triunfo fora garantido antes, num jogo sem história, mas com muitas histórias nele inseridas. A de José Neto, por exemplo. O jogador mais novo da Liga pode não estar pronto para o Bernabéu, mas está claramente apto para estes jogos de campeonato. Lukebakio também teve minutos para voltar a entrar no ritmo, à medida que Mourinho continuava a jogar para Madrid - tirou Otamendi ao intervalo e Schjelderup aos 71' - muito mais do que jogava para o resultado deste encontro.
Ainda apareceram Ivanovic, Anísio Cabral e Prioste, últimos protagonistas de um jogo que deixa a águia na mesma a três pontos do Sporting, a quatro do FC Porto, mas com vários apontamentos para o futuro. José Neto o maior deles."

Schjelderup foi fogo no rastro gelado de Neto


"Jovem lateral de 17 anos fez jogo exemplar e muito competente e influente nos dois meios-campos, com o norueguês a abrir o livro no plano ofensivo. Por ele, os encarnados teriam goleado o Aves SAD

MELHOR EM CAMPO: Andreas Schjelderup (8)
Se alguém perguntar onde estava escondido este Schjelderup a resposta mais correta é que estava provavelmente tapado pelas dúvidas dos vários técnicos que os treinaram. Foram as constantes saídas do onze, quando parecia arrancar definitivamente para a afirmação, que lhe roubaram o moral que o poderia ter conduzido a este nível mais cedo. Lage devolveu-o ao banco, Mourinho até o teve na lista de saídas. O primeiro e o terceiro golos foram provocados por si, respetivamente quando, primeiro, tentou furar e, depois, obrigou Adriel a uma boa intervenção, e serviu os perdulários Richard Ríos e Pavlidis em mais uma mão-cheia de situações. Aos 35 minutos, assinou um dos melhores momentos da partida quando fez a bola passar entre as pernas de um adversário antes de chegar ao grego.

TRUBIN (5) — Pouco trabalho. Na segunda parte, foi testado na concentração por um cruzamento da esquerda, a que reagiu bem.

BAH (6) — Voltou 378 dias depois de romper o cruzado e, aos dois minutos, já estava a meter o pé numa dividida. O golo, recarga a remate de Pavlidis, é prémio por todo o esforço que fez, durante mais de um ano, para recuperar. Percebe-se que lhe falta ritmo para chamar a si todo o corredor.

ANTÓNIO SILVA (6) — tarde segura, perante um adversário que desde cedo se perdeu em campo e que, quando atacou, nunca levou muitos nem teve grande discernimento. Importante a qualidade do passe para a projeção de Bah pelo corredor. Algumas bolas longas necessárias para a variabilidade do ataque.

OTAMENDI (6) — pouco trabalho, é certo, nem teve de se preocupar em empurrar a equipa para a frente, com as habituais arrancadas, porque a equipa já praticamente só atacava. Devia ter descansado 90 e não 45 minutos.

JOSÉ NETO (7) — começou a todo o gás nas sobreposições a Schjelderup, mostrando um à-vontade pouco habitual para quem tem 17 anos. Com o tempo, geriu mais a projeção, uma vez que também sobre esse lado aparecia por vezes Rafa a reclamar espaço. Duas ou três bolas longas a merecer melhor sorte ou afinação, concentrado e veloz no momento defensivo e influente nos dois meios-campos. Está mais do que pronto para a Liga e, eventualmente, ser titular desta equipa. Mesmo que o Aves SAD seja o último.

ENZO (7) — regressou disposto a morder, como gosta o treinador, procurando o desarme em carrinho e agressividade nos duelos. O passe longo, por vezes, não chegou ao destino, algo que tem de melhorar. Muito bom golo com o pior pé, a fazer a bola passar no meio da floresta de pernas à sua frente antes de bater Adriel. Muito rematador, ameaçou bisar.

RÍOS (6) — está no 2-0, servindo Barrenechea, porém a maior parte das iniciativas não lhe correu bem. Houve mais, mas os exemplos mais claros estão em duas finalizações no segundo tempo, a segunda em fora de jogo, após passes de filigrana de Schjelderup, em que não enquadrou a bola com a baliza.

SIDNY (6) — também assinou uma assistência, para o terceiro das águias, que teve caligrafia especial de Rafa, mas cada vez deixa mais dúvidas sobre o seu possível impacto no conjunto a médio, longo prazo. Melhorou na segunda parte, no entanto, voltou a mostrar dificuldades nos duelos ofensivos, abusou de cruzamentos (quando não há cabeceadores na área) e, apesar de ter chamado a si praticamente todos os livres e cantos, raramente criou situações de finalização. Ainda assim, esteve perto de marcar, ao rematar ao poste. Prestianni, suspenso, não ficou esquecido.

RAFA (6) — ainda tem a justificação da falta de ritmo, mas a sua produção resumiu-se praticamente ao (belo) golo, de letra, que marcou. Tentou ligar-se com Schjelderup (e Neto), o que deu algumas superioridades numéricas sobre a esquerda, mas não criou muitos momentos para si ou para os companheiros.

PAVLIDIS (7) — falhou golos a mais, é certo, alguns cantados, mas a dimensão do seu futebol é muito maior do que isso. Está nos apoios que faz a toda a largura, no que recupera, na forma como provoca o caos na linha defensiva contrária. Baixou no segundo tempo, mas o primeiro foi excelente.

TOMÁS ARAÚJO (6) — a qualidade de sempre com a bola nos pés. Concentrado a defender.

IVANOVIC (5) — entrou com vontade, mas vive um momento em poucas coisas lhe saem bem. Moral em baixo.

LUKEBAKIO (5) — a força de sempre no 1x1, sem grandes oportunidades criadas.

ANÍSIO (-) — nove minutos em que confirmou que atrai a bola, mas ontem não era preciso marcar.

PRIOSTE (-) — quatro minutos em campo."

Vinte e Um - Como eu vi - AFS...

Águia: AFS...

Observador: Relatório do Jogo - AFS...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Rescaldo - AFS

Terceiro Anel: AFS...

BF: AFS...

BI: Rescaldo - AFS

5 Minutos: Live - AFS