Últimas indefectivações

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Saiu?

Intencional...

Além da Linha ter sido mal colocada no pé do jogador do Braga, no Ivanovic usaram o cotovelo!!!!

Liderança é fazer com que a mesa trema antes sequer de lhe tocar.


"A arbitragem de João Pinheiro foi habilidosa, inclinada, cheia daqueles pequenos grandes detalhes que mudam jogos e campeonatos. Um penálti evidente sobre Pavlidis transformado em falta ofensiva. Um golo anulado com base numa alegada saída da bola pela linha final sem existir uma única imagem conclusiva que o prove de forma inequívoca. Num campeonato sério, decisões destas exigiriam certezas absolutas. Em Portugal, basta a conveniência do momento.
Mas seria intelectualmente desonesto reduzir o eventual falhanço do Benfica à arbitragem deste jogo. O Benfica não hipotecou hoje a Champions nem o título. Hipotecou-os há muito mais tempo. Hipotecou-os no dia em que deixou de perceber que, em Portugal, os campeonatos também se ganham no plano institucional. Hipotecou-os quando entregou poder de mão beijada a quem está comprometido com dois grandes — e nenhum deles é o Benfica.
Os árbitros perderam o respeito pelas regras, mas acima de tudo, perderam o respeito pelo Benfica. E perderam-no porque sentiram que o Benfica deixou de ter força, influência, capacidade de pressão e liderança. No futebol português, quando um clube perde peso institucional, rapidamente deixa de ser temido. E quando deixa de ser temido, passa a ser tratado como um ator secundário.
Rui Costa nunca percebeu isso. Não adianta dar murros na mesa. A liderança não é bater na mesa, liderança é fazer com que a mesa trema antes sequer de lhe tocar.
Hoje ninguém leva Rui Costa verdadeiramente a sério nos corredores do poder do futebol português. Nem na Federação, nem na Liga, nem na arbitragem. E isso é fatal para quem lidera o maior clube português. Porque um presidente pode perder jogos. O que não pode perder é influência, respeito e capacidade de proteger o clube.
E Rui Costa perdeu os três."

BF: Mudanças...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Vice-campeão, Europa e descida: o que está em causa?

Observador: E o Campeão é... - Outra vez, Benfica? "É muito difícil ser benfiquista hoje"

Observador: E o Campeão é... - Só o segundo lugar vai segurar Mourinho na Luz?

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #136

Ineficácia


"Em destaque na BNews, o empate a duas bolas entre Benfica e Braga.

1. Resultado injusto
José Mourinho elogia a exibição e a postura dos jogadores: "O Benfica fez um grande jogo contra uma equipa que é difícil. A faltar obviamente eficácia, porque, a criar tanto, temos de fazer mais golos, mas com atitude, com coragem. Só um grupo de rapazes que luta até ao fim como eles consegue encontrar força para igualar e trazer ainda esperança para os últimos minutos do jogo."
Sobre a arbitragem, o treinador do Benfica deixa o lamento: "Já não vale a pena. Falta um jogo para acabar o Campeonato, pior do que aquilo que temos tido, penso que é impossível, e não me quero alongar."

2. Atitude não foi premiada
António Silva realça a atitude da equipa: "Tentámos chegar ao 2-1, os golos foram sempre anulados. Eles acabam por marcar o 1-2. Fomos atrás do resultado até ao fim."

3. Man of the Match
Schjelderup foi eleito o Homem do Jogo.

4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao Braga.

5. Calendário
O desafio da última jornada em que o Benfica visita o Estoril está agendado para sábado 16 de maio às 20h30.

6. Nas meias-finais
Os Sub-23 do Benfica apuraram-se para as meias-finais da Taça Revelação, ao eliminarem o SC Braga após desempate por pontapés da marca de grande penalidade.

7. Convocatórias
São 4 os andebolistas do Benfica convocados por seleções. E a mais recente chamada da seleção nacional Sub-16 de futebol inclui 7 atletas do Benfica. 

8. Bom desempenho
A equipa de râguebi do Benfica venceu a 2.ª etapa do Circuito Nacional de Sevens Feminino."

Rabona: AC Milan are collapsing... again?

ESPN: Futebol no Mundo #564

No Princípio Era a Bola - Mourinho não é intocável e as suas opções podem ter deixado o Benfica sem Liga dos Campeões. Atenção ao futuro do SC Braga de Carlos Vicens

Transforma: Passa a Bola #223 - “LADRÃO QUE É LADRÃO, ROUBA EM QUALQUER OCASIÃO”

Oliveira: BENFICA PERDE O SEGUNDO LUGAR! ESCANDALOSO! UM DESASTRE

Bola na Trave - BENFICA EMPATA… E SCHJELDERUP DIZ ADEUS!

Zero: Ataque Rápido - S07E41 - Um final inesperado (ou nem por isso)

O Resto é Bola #51 - As dúvidas no FC Porto, a infelicidade do Benfica e a dúvida Mourinho e a vitória do Sporting ⚽️

Jogo Pelo Jogo - S03E40

Segundo Poste - S05E41

Pre-Bet Show #183 - DUELO PELO SEGUNDO LUGAR E A NOSSA CONVOCATÓRIA PARA A SELEÇÃO 👀

Vinte e Um - Como eu vi - Braga...

SportTV: NBA - S04E31 - Não há ninguém como eles

SportTV: Grelha de Partida - S04E12 - Uma furgoneta

Monteiro: Pizzi...

Tuga Fut #18 - BARCELONA CAMPEÃO NO EL CLÁSSICO!

Futebol à Parte #42 - PRÉMIOS Liga Portugal e AFS novo GRANDE

Suíça: Johan Vonlanthen chegou a ser o mais jovem de sempre a marcar num Europeu, até a religião o travar


"No Euro 2004, o avançado, considerado então uma das maiores esperanças do futebol suíço, marcou o golo que o colocou na história. Mas nas duas décadas que demorou a cair esse recorde a vida de Johan Vonlanthen deu muitas voltas: houve lesões, uma entrega a Deus, duas retiradas. E um talento que ficou por confirmar.

O lance é uma beleza: ainda no meio-campo da Suíça, o médio Gygax ganha uma bola mal lançada por Silvestre, Hakan Yakin deixa-a passar por entre as pernas e esta segue para a caminhada de Ricardo Cabanas, que assiste, com classe, o ponta de lança helvético dessa tarde em Coimbra. O seu nome era Johan Vonlanthen, cumpria apenas a sua terceira internacionalização nesse encontro do Euro 2004 e tornava-se, naquele momento, com um remate cruzado que passou pelo lado direito de Fabien Barthez, no mais jovem marcador de sempre num Campeonato da Europa, com apenas 18 anos e 141 dias.
O recorde do avançado suíço nascido no norte da Colômbia, em Santa Marta, terra de Valderrama e Falcao, e que deu os primeiros toques na bola nas praias do Parque Natural de Tayrona, durou 20 anos, batido apenas por Lamine Yamal no Euro 2024. Nessas duas épocas, a vida de Johan Vonlanthen deu muitas voltas. Acabou a carreira duas vezes, teve lesões graves. Entregou-se a Deus. E nunca confirmou as expetativas que rebentaram depois do golo frente a França.
Vonlanthen tinha já 13 anos quando se mudou para a Suíça, terra natal do padrasto, que conheceu a mãe de Johan numa viagem à Colômbia. O miúdo já jogava em clubes locais, onde até começou por ser guarda-redes, e acreditou que o sonho de ser futebolista morreria com a travessia do Atlântico. Mas o caminho dá-lhe logo sinais de que dele podia fugir o sol do norte da Colômbia, os pratos de arepas e as mangas, mas não a bola.
No dia da viagem para a Suíça, perde o avião em Bogotá. A família aloja-se num hotel e no elevador o adolescente Johan encontra Iván Córdoba, defesa da seleção colombiana, que lhe pisca o olho. Quando chega ao hall, estavam todos os maiores craques do país daqueles dias - o mais importante de todos, Carlos Valderrama, conterrâneo, o seu herói.
E o futebol continuava à espera de Johan na fria Suíça. Teve as suas dificuldades com a língua (hoje fala sete idiomas, incluindo o português) e com o clima, mas três anos depois já se estreava como sénior pelo Young Boys, marcando logo no primeiro jogo na liga suíça. Apareceu uma proposta do Real Madrid, mas preferiu transferir-se para o PSV, onde seria mais fácil ter minutos. As coisas começaram por correr bem nos Países Baixos, Vonlanthen chegou ao Euro 2004 com a marca de maior promessa do futebol suíço, mas o golo de Coimbra tornou-se rapidamente apenas um feito e não no início de algo glorioso.

Jogava futebol, menos ao sábado
As lesões começaram a ser uma constante - falhou os Mundiais de 2006 e 2010 por causa delas -, nos clubes demorava a impor-se. Foi por essa altura, disse ao jornal colombiano “El Espectador”, que começou a ler a Bíblia.
A religião rapidamente tomou um papel primordial na vida de Vonlanthen, que se juntou à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Sábado era dia sagrado, o que colidia ferozmente com a sua carreira de futebolista. O avançado começou a fazer cara feia a jogar ao sábado e o Zurique, que o tinha pedido emprestado ao Red Bull Salzburgo, recambiou-o de volta para a Áustria, apesar de estar a fazer uma das melhores épocas da carreira.
Mesmo admitindo que a religião estava a travar o seu percurso no futebol, Vonlanthen manteve-se firme nas suas convicções. Pouco depois, sem contrato, teve propostas de muitos cantos da Europa, mas preferiu regressar a casa, ao modesto Itagüi. Que, supostamente, havia acordado dar-lhe folga ao sábado. Só que não. Durou pouco a boa vontade com as crenças do jogador.
Tudo isto e mais uma lesão grave no joelho precipitaram um primeiro final de carreira aos 26 anos, em 2012. Um ano depois, deixou de lado a visão estrita dos ditames da religião e voltou a jogar nos campeonatos suíços. Primeiro no Grasshoppers, depois no Schaffhausen, Servette e, por fim, no Wil. Já sem as esperanças ou expetativas de outros tempos, desse verão de sonho em Portugal. Em 2018 chegou o segundo adeus, agora em definitivo.
Em retrospetiva, depois de abandonar os relvados aos 32 anos, Vonlanthen assumiu que a sua carreira poderia “ter sido melhor”. Faltou-lhe, disse então, “o ambiente perfeito”. Ainda assim, mostrou-se “agradecido” por tudo o que o futebol lhe deu. Na época passada voltou a ter uma passagem fugaz pelo futebol como adjunto de Ricardo Moniz no Zurique."

Um passo de cada vez


"1. O Benfica tem à sua disposição duas jornadas – a penúltima e a última – para segurar o 2.º lugar que lhe garante, hipoteticamente, a presença na próxima edição da Liga dos Campeões, que é a prova onde todos querem estar por um conjunto variado de razões, sendo que a razão financeira, romantismo à parte, é a maior de todas.

2. Voltemos ao “hipoteticamente”. Só um conjunto excecional de circunstâncias internacionais pouparia o 2.º classificado do campeonato português de percorrer, nos meses de verão e logo após o Mundial, o calvário das pré-eliminatórias para aceder à fase de liga da desejada Liga dos Campeões. Sendo francamente remotas as ditas circunstâncias internacionais, deve o Benfica focar-se nas circunstâncias nacionais que estão mais à mão de semear.

3. As circunstâncias nacionais resumem-se aos tais jogos das duas rondas finais do Campeonato Nacional de futebol que trazem o Sporting de Braga até à Luz na noite da próxima segunda-feira, e que, no fim de semana seguinte, levam o Benfica até Barcelos para defrontar o Gil Vicente no encerramento oficial de uma temporada que começou muito bem com a equipa a conquistar a Supertaça Cândido de Oliveira na decisão frente ao Sporting.

4. O Benfica não conquistou nem conquistará mais nenhum título em 2025/26, o que classifica como frustrante esta temporada que está quase, quase a terminar. Mal andaria o Benfica se classificássemos positivamente uma temporada em que o objetivo dos objetivos – o Campeonato Nacional de futebol – foi falhado. Isso não seria o Benfica.

5. Há coisa de poucas semanas, estava o nosso clube condenado ao 3.º posto da classificação final quando, de forma inesperada, o Sporting somou 2 empates consecutivos contra adversários do fundo da tabela depois de ter sido derrotado em sua casa pelo Benfica. E eis a hipótese do 2.º lugar final a animar as nossas hostes e a desanimar as hostes adversárias.

6. As hostes adversárias, no entanto, receberam um extraordinário suplemento de animação na jornada do último fim de semana graças ao empate que o Benfica, muito a custo, conseguiu segurar em Famalicão, forçado, como foi, a jogar com 10 contra 11 na segunda parte do desafio, e na 3.ª parte do desafio – porque não há maneira de chamar outra coisa ao tempo de compensação de 15 minutos fornecido pelo árbitro do jogo.

7. Cabe agora ao Benfica deixar de lado lamentos e arrepelar de cabelos. Há 2 passos a dar para garantir o que se pretende. Um passo de cada vez. Dediquemo-nos, portanto, exclusivamente ao 1.º passo. Casa cheia e apoio incondicional. Vamos a isso."

Leonor Pinhão, in O Benfica

E vergonha na cara, têm?


"“Ninguém tem o direito de decidir quem ganha Campeonatos, quem vai à Liga dos Campeões sem serem os jogadores e os treinadores.” Foi com esta frase que Rui Costa, presidente do SL Benfica, iniciou o comentário à arbitragem no final do jogo do Glorioso em Famalicão. O antigo número 10 continuou: “Não há ninguém que me possa dizer que não há um penálti claríssimo a favor do Benfica aos 30 minutos, que pode dar os 3-0. Ninguém me vai poder dizer que o canto do segundo golo é canto. Ninguém me vai conseguir explicar que 15 minutos de desconto, mesmo com a substituição do fiscal de linha, tenha tido alguma justificação clara. Não há justificação sem ser que era um tempo suficiente para que o Benfica pudesse não sair daqui pelo menos empatado.”
As declarações – simples constatações do que se passou em campo – levaram a que a APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol) decidisse fazer uma participação disciplinar do líder do SLB. Não contente com isso, a APAF decidiu ainda fazer uma participação disciplinar do próprio clube. Em causa, uma publicação nas redes sociais em que era oferecido o prémio de Homem do Jogo (na prática, Schjelderup) à equipa liderada por Gustavo Correia.
Em mais uma das suas perseguições corporativas ao SLB, a entidade liderada por José Borges comprova o que já vem sendo hábito de há algumas épocas para cá. Pisões na cabeça, cotoveladas, gritante dualidade de critérios, incompetência, má-fé, desonestidade intelectual e inclinação constante dos campos em favor dos compinchas do Altis tornaram-se a regra no futebol português. Agora, é só esperar pela coima, jogos de castigo e tudo o mais que possam inventar para tapar o sol com a peneira. É que já não têm como esconder: a arbitragem portuguesa não quer sair do buraco. Pior do que isso, é nesses meandros que sobrevive, como os organismos pré-históricos que sobrevivem na escuridão das profundezas dos oceanos. Parasitam os clubes, os jogadores e os adeptos, sob o beneplácito de uma Federação e de uma Liga muito pouco recomendáveis, mais interessadas no show off do que na verdade desportiva. E enquanto nos calamos, os dois da vida airada vão dividindo taças para gáudio de especialistas e fazedores de opinião que não consideram a vergonha de Famalicão um caso de polícia."

Ricardo Santos, in O Benfica

Crime sem castigo


"Nenhuma equipa é obrigada a vencer 2 adversários ao mesmo tempo. Em Famalicão, além de um oponente com qualidade técnica e táctica, o Benfica teve pela frente um outro – esse com descaramento e armas para subverter o resultado. A equipa de arbitragem entrou, sem vergonha, na luta pelo 2.º lugar e pelos milhões da Champions. Gustavo Correia e Rui Oliveira não deixaram o Benfica averbar os 3 pontos. Só com grande capacidade de sacrifício foi possível salvar um, e assim continuar a depender de nós próprios (embora a formulação talvez careça de rigor) para alcançar o importante objectivo que resta.
Como disse José Mourinho, o jogo foi um retrato fiel do Campeonato. Chegados à fase decisiva não seria de esperar que a tendência mudasse. Faltando 2 jornadas, temo até que se acentue.
Segundo um balanço do insuspeito ex-árbitro Pedro Henriques, ficaram, em toda a competição, 8 grandes penalidades por assinalar a favor do Benfica. Algumas custaram pontos, como a última. Porventura, os pontos suficientes para que neste momento, em vez do 2.º lugar, estivéssemos a disputar o título com o FC Porto.
Na verdade, isto não começou na presente temporada. Teve data e hora marcada. Desde a tomada de posse do actual Conselho de Arbitragem, assistimos aos erros (vamos chamar-lhe assim) mais escandalosos da era VAR. Todos no mesmo sentido. Pisões na cabeça, rasteiras com o ombro, linhas de fora-de-jogo oblíquas, cartões de encomenda, agressões impunes, dualidade de critérios (beneficiasse Ríos da impunidade de Hjulmand e talvez se tivesse afirmado mais cedo) e a aplicação criativa de um protocolo VAR com demasiadas zonas cinzentas para garantir qualquer assomo de verdade desportiva.
Até quando isto vai durar? Não sei. Mas com esta gente será difícil que o Benfica ganhe seja o que for."

Luís Fialho, in O Benfica

Obrigado, GNR


"Num tempo em que se questionam as instituições e o funcionamento do Estado quase diariamente, importa reconhecer o que em Portugal se faz bem e é exemplo para todos do que deve ser o serviço aos cidadãos e do sentido de missão dos que servem a causa pública. E são muitos os que a ela se dedicam no nosso país, trazendo o bem comum da palavra para a ação. Eles praticam no dia a dia aquilo que a Constituição tem na letra e na forma, expressando um ideal e uma prática coerente das instituições que sustêm este país, que quer ser verdadeiramente livre, justo e tolerante. Um país que não quer deixar ninguém para trás nem deixar emergir a injustiça e a exclusão que minam os seus pilares. Se há instituição que pode falar disto sem se contradizer, é o conjunto das forças de segurança e muito particularmente a GNR, a “nossa” Guarda!
Esta é uma farda que nos habituámos a ver por todo o país, mais visível nas estradas, mas verdadeiramente embrenhada no Portugal de todos nós, cultivando a presença e a proximidade junto de todos, e reforçando presença e ação junto dos mais vulneráveis, dos mais velhos e mais isolados a quem faltam família e vizinhos, mas a quem nunca falha o sorriso e a palavra amiga do Guarda. Não falha no dia a dia, nos bons e nos maus momentos. Não falha na desgraça e na catástrofe, ajudando a suportar o que de pior acontece e a encontrar ânimo e soluções quando se avolumam a tristeza e os problemas.
Por isso, partilhando dos mesmos valores e focada nos idosos mais vulneráveis, a Fundação Benfica não poderia escolher melhor parceiro para o apoio à recuperação dos danos das trágicas tempestades que assolaram o nosso país. Obrigado, GNR!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Não está fácil para o Benfica ser o melhor dos outros e o SC Braga também não ajudou


"No Estádio da Luz, uma equipa cumpriu o objetivo e não foi o Benfica. Com o empate (2-2) na penúltima jornada, o SC Braga assegurou o quarto lugar, ao contrário dos encarnados, que deixaram fugir o segundo. A equipa de José Mourinho voltou a desperdiçar uma exibição diabólica de Schjelderup com um all-in com muita fé e pouca racionalidade

“Já falou com o Real Madrid?”, “confirma?”, “quer?”. O ego de José Mourinho cobre tantos hectares que é capaz de engolir a equipa de futebol que o próprio treina e, por vezes, até o julgável trabalho que faz. O Real Madrid está para os clubes como Mourinho está para os treinadores e, quando ambos interagem, sorvem a dose mundial de interesse. A luta do Benfica pela presença na Liga dos Campeões foi mediaticamente trocada pela novela e os encarnados esqueceram-se que tinham de vencer para defenderem a segunda posição que, à entrada para a última jornada, é agora do Sporting.
A sobreposição de destinos que obriga os jogos a estarem entrelaçados no mesmo horário é o melhor indicador de que as velas estão quase a parar de arder. O Benfica atentava ao que o Sporting ia fazendo em Vila do Conde, zelando por ser o melhor dos outros. O SC Braga cuidava de estar informado sobre o jogo do Famalicão, de modo a ficar bloqueado na quarta posição, meta que veio a assegurar.
Sincronizar tanta gente em ação no fenecer do campeonato levou a um atraso de quatro minutos em relação à hora prevista para o início do jogo. Impaciente, o Benfica entrou a abrir. O canto foi inspirado no futsal. Aursnes bombeou para o exterior da grande área e Schjelderup não deixou o envio aterrar. Saiu pior a emenda do que a intenção e a muralha arroxeada taxou força à bola, mas colocou-a a jeito de Ivanović, ligeiramente adiantado para o gosto do VAR, impiedoso na anulação do remate certeiro.
Para quem a certo ponto da época chegou a ser escondido das opções do SC Braga, Leonardo Lelo encontrou uma maneira de se restabelecer. Até pela estatura, via-se no terceiro central dos minhotos era um improviso para compor a organização defensiva, que apelava também ao recuo de Gabri Martínez. Juntos moldavam o que os arsenalistas queriam nas diferentes fases. Em construção e bloco médio, Lelo aconchegava-se à lateral.
As cautelas eram menores no outro flanco. Tão grande era a trajetória que Gorby tinha que fazer do centro para a direita que a demora a chegar à lateral já só lhe permitia limpar o rasto de destruição provocado por Schjelderup. Para piorar, Rafa surgia-lhe nas costas, colocando dúvidas ao médio sobre a capacidade de cobrir tanto espaço.
Schjelderup está a diabolizar-se. No bom sentido, claro. Deixou de poder ser julgado pela aparência. Ali dentro mora um demónio que o Benfica não aproveita. Enquanto os defesas olham para ele a pensar “qual é a pior coisa que este baixinho me pode fazer?”, escapa dando a volta aos tornozelos de quem o tenta parar.
O norueguês criou as próprias chances. Picou sobre Horníček e Lelo cortou em cima da linha. Foi também importunado na finalização por Lagerbielke. Até partilhou a inspiração com Rafa que, rodopiando sobre si, obrigou o guarda-redes a mostrar como voa a sua robusta estrutura. O SC Braga confiava totalmente nas saídas a ritmo próprio de Gabri Martínez, pouco apelativas para o envolvimento dos dois avançados espanhóis, Pau Victor e Fran Navarro. O fôlego viria a faltar ao extremo que foi rendido por Dorgeles.
A partir do momento em que João Moutinho comete um erro tão clamoroso, temos razões para deixar de acreditar no conceito de imunidade. Imediatamente após o intervalo, o médio fez um passe intercetado por Prestianni e foi assim que Rafa marcou na jogada inaugural da segunda parte.
O SC Braga acionou logo o plano Victor. Como não se tinha visto até então por estar demasiado entretido com Schjelderup, Gómez subiu no terreno e, num aproveitamento total dos avanços, cruzou para Pau empatar dois minutos depois.
Ivanović é um avançado com uma certa utilidade, mas a monofuncionalidade não tem aplicação universal. Contra o SC Braga, por exemplo, serviu de pouco. Mourinho lançou Pavllidis que, de imediato, marcou. Acontece que Schjelderup – sempre ele – deixou a bola fugir ligeiramente pela linha de fundo antes do cruzamento.
Com o passar do tempo, o SC Braga aceitou o resultado que lhe permitia cumprir o objetivo traçado. A equipa de Carlos Vicens foi à Luz espairecer da eliminação na meia-final da Liga Europa, em Freiburg. Nenhum resultado que viesse a obter conteria uma recompensa mais prazerosa do que chegar a Istambul, mas, no mínimo, garantiu mais uma época em que ninguém interceta o ponto de contacto com os grandes.
Horníček, preponderante como habitualmente, segurou o empate. Mourinho começou a descompensar a equipa entregando praticamente todo o meio-campo a Aursnes e lançando opções ofensivas com pouco enquadramento. Gorby surgiu à entrada da área sem esboço de oposição e deu ao remate uma bela combinação de jeito e força que entrou na malha lateral.
Ao contrário do que geralmente acontece, Schjelderup não foi substituído, somando o terceiro jogo na época em que foi titular e prevaleceu até ao final em campo. Foi ele que arrancou uma grande penalidade que veio atenuar o desastre. Pavllidis viria mesmo a chegar ao 30º golo da época, igualando o registo da temporada passada e também o resultado.
Na última jornada, o Benfica vai implorar que o Sporting perca pontos em casa contra o Gil Vicente. Porém, a condição primordial é os encarnados vencerem no Estoril."

O endiabrado menino de Bodo e os seus múltiplos 'slaloms'


"Havia velocidade no jogo do Benfica? Era Schjelderup. Havia perigo junto de Hornicek? Era Schjelderup. Havia talento? Era Schjelderup. Schjelderup, Schjelderup, Schjelderup e pouco mais 

O Melhor em Campo - Schjelderup (7)
Andou endiabrado o tempo quase todo, entrando diversas vezes pela defesa bracarense, jogando com ambos os pés. Teve um remate que seria assistência para Ivanovic, caso o croata não estivesse quatro (!) centímetros fora de jogo. Grande slalom aos 16’ pela esquerda, entrando na pequena área, passando por três adversários e criando grande perigo junto de Horníček. Teve uma jogada brilhante aos 64’, fugindo pela esquerda e cruzando sobre a linha de fundo para Pavlidis fazer golo. O lance, porém, seria anulado, pois a bola saíra ligeiramente antes do cruzamento do norueguês. Foi ele ainda quem sofreu a falta para grande penalidade que originou o 2-2 final de Pavlidis.

Trubin (5) — Dois golos sofridos e ambos indefensáveis. O desvio de cabeça de Pau Víctor foi fulminante e o remate em arco de Gorby foi fantástico. Teve pouco trabalho direto no primeiro tempo, segurando com facilidade um remate de Gorby (8’). Na segunda parte, foi espectador atento do jogo e lançou-se bem no remate de Gorby, mas só mesmo com asas lá chegaria.

Dedic (6) — Tem sangue na guelra e em todos os poros do corpo, mas foi um dos melhores, talvez só superado por Schjelderup. Defendeu muito bem o lado direito da defesa encarnada e foi um dos que mais atacaram a área de Hornícek. Muito trabalho frente a Gabri Martínez.

Tomás Araújo (5) — O SC Braga teve muita bola, controlou bem o jogo, mas quase sempre longe da zona dos centrais encarnados. Mostrou-se disponível no apoio ofensivo, surgindo na área aos 59' para um cabeceamento ao lado, mas ainda viria a sofrer um pouco, na segunda parte, com a velocidade das transições do SC Braga.

António Silva (5) — Exibição quase a papel químico do seu parceiro de eixo, mas um pouco mais ousado ofensivamente, chegando a estar perto do golo num desvio de cabeça perto do final (84’), que passou a centímetros do poste.

Dahl (5) — Teve um papel interessante na construção, sendo ele a descobrir Rafa com um passe preciso aos 34' para uma das melhores ocasiões da primeira parte. Teve de estar mais atento na parte final do jogo a partir do momento em que Zalazar entrou. Não deu espaço ao uruguaio.

Leandro Barreiro (5) — Muito trabalhador no capítulo da pressão. Quase marcou de cabeça nos descontos da primeira parte (45'+1), obrigando Hornícek a uma boa defesa. Saiu aos 76' para dar lugar a Lukebakio, quando o Benfica já desesperava por mais golos.

Aursnes (6) — O operário inteligente do costume, geometricamente colocado sempre nos locais onde era mais necessário que estivesse. Marcou o canto que originaria, depois de remate de Schjelderup, o golo anulado a Ivanovic. Tentou a sorte de longe aos 55' com um remate forte e foi ele quem desviou a bola no primeiro poste para a grande oportunidade de António Silva aos 84'. 

Prestianni (6) — Foi um dos elementos mais perigosos. Assistiu Rafa para o primeiro golo após recuperar uma bola (46'), na sequência de uma má entrega de João Moutinho, e esteve sempre ativo no corredor direito, embora tenha pecado na pontaria em remates aos 58' e 72'.

Rafa (6) — No jogo 343 pelo Benfica, marcou o 99.º golo pelo clube ao encostar para o 1-0, 27 segundos após o regresso do intervalo, aproveitando muito bem um cruzamento rasteiro de Prestianni. Obrigou Hornícek a uma defesa enorme aos 34'.

Ivanovic (4) — Se fosse apenas por este jogo, o croata estaria fora do Mundial. Sem rasgo, sem velocidade e verdadeiramente desastrado no ângulo que mais interessaria ao Benfica: o remate. Aos 20 minutos, tentou o remate de muito longe, mas a bola saiu pela linha lateral do outro lado. O melhor momento foi o golo anulado por quatro centímetros logo ao minuto quatro, na sequência de um remate de fora da área de Schjelderup. Desperdiçou uma boa chance aos 31' e acabou substituído por Pavlidis aos 61'.

Lukebakio (6) — Entrou com muita energia e criou uma excelente jogada individual aos 84', cruzando a bola que António Silva quase desviou para golo no último suspiro do jogo.

Pavlidis (6) — Não tem estado bem, longe dos muitos golos que marcou até meio desta época, mas pareceu um ou dois degraus acima do rendimento dos últimos meses. Viu um golo ser anulado aos 64' e, apesar de ter desperdiçado duas oportunidades de cabeça (80' e 81'), não tremeu no momento de converter a grande penalidade aos 90'+5, garantindo o empate."

Confirma-se: o segundo lugar está mesmo a ser discutido ao centímetro


"O Benfica foi melhor, mas quase perdia este jogo. Dois golos (bem) anulados por centímetros terão feito a maior diferença, também justificada pela solidez do SC Braga, que garante o 4.º lugar

O Benfica foi mais perigoso que o SC Braga, mas não conseguiu vencer um dos jogos mais difíceis da época e acaba por ver fugir o segundo lugar a uma jornada do fim.
Aos 4 minutos, foi por 4 centímetros que não se colocou na frente do marcador, na sequência de um canto batido para a meia-lua que deixou pelo menos 4 jogadores bracarenses mal plantados na área e Ivanovic finalizou após passe de Schjelderup. No Canadá, onde se aplica experimentalmente a lei Wenger, teria sido 1-0, mas as linhas oficiais da FIFA são quem ordena, e contra matemáticas pouco há a dizer.
Aos 64 minutos, terá sido por mais ou menos 4 centímetros invalidado um segundo golo aos donos da casa, o que daria então o 2-1. Acabado de entrar, Pavlidis respondeu presente a cruzamento (mais um!) de Schjelderup, mas a bola tinha ultrapassado a linha de fundo antes do toque do norueguês.
O lance aos 4 minutos não era, curiosamente, o primeiro sinal dos donos da casa, que ainda antes de cumprido um minuto de jogo já se tinham aproximado da baliza de Hornicek pelo suspeito número um de quase todas as ofensivas. Esse mesmo, Schjelderup, quase serviu Prestianni, valeu a atenção de Gabri Martínez.
Passado o ímpeto inicial, foi a vez de o SC Braga estabilizar o seu jogo e, ainda antes da dezena de minutos, mostrar que não tinha viajado até Lisboa para facilitar. Sem criar grande perigo, o visitante foi tendo cada vez mais bola e equilibrando a partida, mostrando-se, acima de tudo, muito ciente da forma como deveria proteger as suas linhas mais atrasadas. Zalazar, um dos homens do momento, estava no banco devido a amigdalite e a acutilância ofensiva teria de ressentir-se, mas a qualidade dos centrocampistas e dos alas minhotos conferia muita estabilidade.
O Benfica jogou a primeira parte bastante descaído para a esquerda, por força do já referido Schjelderup e de um afoito Dahl, que foi aparecendo cada vez mais pela frente. Saíram da criatividade dos dois — e dos passes de rotura de Aursnes — os melhores momentos do primeiro tempo. Sim, se é verdade que o Braga queria a bola, a verdade é que o Benfica lha foi roubando à medida que os minutos passavam e chegou-se ao intervalo com a clara ideia de que a haver alguém em vantagem teriam de ser os donos da casa. Nenhuma oportunidade gritante, mas muito mais aproximações sérias à baliza adversária, onde mora um senhor guarda-redes chamado Hornicek.
O checo foi para o descanso sem defesas de elevada dificuldade, mas foi mesmo de Rafa, aos 34 minutos, o melhor remate até ao momento, e a esse o número 1 bracarense respondeu com nível.
A segunda parte começou com duas improbabilidades que colocaram o Benfica na frente: um passe errado de João Moutinho e uma jogada vinda do lado direito encarnado, de onde Prestianni serviu Rafa para o 1-0. Quase tão improvável, após este golo servido a frio, foi a reação bracarense, com a sociedade espanhola Víctor Gomez-Pau Víctor a restabelecer a igualdade menos de dois minutos depois.
Coube aos donos da casa, que precisavam de mais que um ponto, correrem atrás da vantagem. E eles correram, sempre sob a batuta de Aursnes e a acutilância de Schjelderup. Criaram algumas ocasiões, não muitas, e tiveram o tal lance do segundo golo anulado.
Perto do final, o SC Braga mostrou ser equipa muito madura e reequilibrou o texto. Num lance de inspiração pura de Gorby chegou ao 2-1. O Benfica ainda encontrou forças para empatar, de penálti. Mas já o jogo ia na compensação e a força anímica que agora sobrava de um lado já faltava do outro."

Vermelho no Branco #41 - Braga...

Águia: Braga...

Possessivo: Braga...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Mourinho - Braga...

Terceiro Anel: Braga...

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BF: Braga...

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força: Braga...

BI: Rescaldo - Braga...

Terceiro Anel: Live - Braga

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