Últimas indefectivações

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Antevisão...

Vitória na Taça Hugo dos Santos...

Benfica 110 - 75 Ovarense
31-21, 22-13, 23-29, 34-12

Com quase 50% nos Triplos somos imbatíveis...
Sem o Makram, sem problemas! O Gameiro continua a marcar muitos pontos!!!

Cuidado com o Braga, que também tem 3 vitórias em 3 jogos, e pode retirar-nos do 1.º lugar no grupo, e obrigar o Benfica mais uma eliminatória, isto depois de nos terem eliminado da Taça de Portugal....

Terceiro Anel: React - Mourinho - Antevisão - AFS

BI: Antevisão - AFS

O Benfica Somos Nós - È para cima deles #9 - AFS

Da rua para o relvado | Sudakov

Vinícius Júnior tem mesmo um problema


"O racismo é um monstro e continua vivo entre nós. Mas não queimemos etapas, seja para erradicá-lo ou confirmar a sua existência. Depois, há mais coisas que não batem certo

Deixem-me já simplificar. Há poucas coisas mais deploráveis e reprováveis do que o racismo e o fenómeno que não é bem um fenómeno, tão recalcado que ficou na consciência coletiva europeia pós-colonial e não só, deve ser mitigado por nós, pelos nossos filhos e pelas gerações seguintes até que desapareça por completo. Ou se torne apenas memória longínqua. Castigando, aplicando a lei, mas, mais importante, reforçando a educação familiar e escolar, a nossa própria cultura, já que não é a pena que nos impede de quebrar as regras e sim a forma como nos sentimos com os nossos atos e com a nossa consciência. Porque, amigos, o monstro continua aqui, vivo, entre nós.
Se houve, de facto, racismo no Estádio da Luz, não posso dizer que me surpreenda. Vivemos num país em que mais de um terço dos votantes queria um presidente racista e xenófobo, em que o discurso anti-imigração e a responsabilização dos imigrantes pelos males da sociedade está e estará sempre presente. O racismo anda pela rua, convive connosco nos empregos, entra nos cafés e restaurantes, ultrapassa-nos na estrada. Grita ao nosso lado nos estádios. Algum adepto por esse país fora já atirou certamente palavras feias à diferença de quem lhe roubava o sabor do resultado ou da vitória do seu clube. Uns mais a sério, outros mais a brincar, sim — porém, não se deve brincar com coisas sérias.
Não me surpreende também que um argentino, mais massacrado do que nós, ao quadrado ou ao cubo, pelas injustiças sociais, pelas dificuldades do dia a dia e por um passado, ainda que não vivido, tremendo de tortura e ditadura, o faça. Não que isso o desculpe, se o fez.
Deve fazer-nos pensar. O racismo também se insinua nas Pampas. Das canchas aos potreros, a Argentina convive com camadas de memória e sombra: desaparecidos da ditadura, injustiças veladas em praças, cânticos contra jogadores estrangeiros ou negros feitos por uma população europeizada devido à imigração massiva e com uma herança africana reduzida e silenciada. Recordações que atravessam bancadas e ruas, antigos campos de trabalho forçado no centro das cidades, fazendo de cada confronto um território inflamável.
Ainda mais explosivos o são diante do arqui-inimigo. Cada gesto se amplifica. Cada provocação ganha eco. É do outro lado da rivalidade que encontra o mulato malandro, o artífice do drible e do engano — de que até Vinícius será herdeiro direto —, que se tornou estereótipo e catapultou os canarinhos para as páginas mais ricas da história do jogo. É neste contexto que entra Prestianni, com o seu próprio temperamento, face a face com Vinícius, um provocador por natureza, a mover-se com a ginga e a teatralidade habituais. Claro que a competição em personalidades fortes cria um terreno fértil para tensões que explodem em segundos.
Não sei o que disse Prestianni. Sei o que Vinícius disse que ouviu. Os dois, e também outros, tiveram mais momentos em que taparam a boca enquanto falavam. Porque se antes era ponto de honra que o que acontecia no campo ficava no campo, como me fartei de ouvir dizer desde os primeiros tempos de jornalista, hoje há dezenas de câmaras e de microfones que não deixam que tal aconteça. Não me chateia que tapem a boca e falem apenas uns para os outros. Faz parte do código. Protegerem-se significa que pode não ser bonito, mas não necessariamente que seja criminoso e racista.
No entanto, aprendi, ao longo da vida, que o direito do respeito da individualidade, neste caso a raça, não substitui outros, como a presunção à inocência. Nem as redes sociais podem tomar o lugar dos tribunais. Avaliou-se a camisola por cima da boca. Viu-se medo na cara do jovem avançado quando Vinícius começou a correr para o árbitro. Mbappé ouviu cinco vezes a palavra maldita e disse quatro «tu és um puto racista» a Prestianni. Os benfiquistas lembraram que Eusébio é a sua figura maior. A leitura labial trouxe insultos para a boca do brasileiro. Repetiram-se imagens de Otamendi a mostrar-lhe a tatuagem de campeão do mundo e dele a tapar a boca para dizer o que achou que tinha dizer. E Camavinga ficou de braços estendidos sem perceber porque estava o colega a correr para o árbitro, numa cena a lembrar muitas que vi em criança, no recreio, com o queixinhas das calças de bombazine junto à contínua a apontar e a acusar «aquele menino chamou-me nomes».
Haverá inquérito, talvez testemunhos, amigos que defenderão amigos, colegas, o próprio clube, no entanto, vi e ouvi inúmeras teorias ao longo das últimas horas e continuo na mesma: no meio de um estádio ruidoso, com mais de 65 mil almas, apenas Prestianni sabe o que disse e Vinícius Júnior o que ouviu.
As condenações ao fenómeno, também o sei, são espoletadas por muitas coisas e, entre estas, pelo politicamente correto. Condenemos o racismo, não podemos é já condenar a pessoa. Sem esquecer que vivemos num mundo estranho, num ecossistema de hipocrisia, em que se organizaram Campeonatos do Mundo e outras competições da FIFA onde são públicos os constantes ataques a direitos humanos— aliás, desde a Rússia que não se vê outra coisa — e até se cria um prémio da paz para entregar a um governante que há muito tem os estrangeiros como alvo, acredita em muros e até prende e julga presidentes, ainda que ditadores, para lhes ficar com o petróleo.
No meio disto tudo, concordo em parte com Mourinho. Quando se marca um golo assim é tocar no céu, é para sair em ombros, abrir os braços e ser banhado pelo bafo dos deuses. Não é para provocar, gritar «Toma, toma!» e ver amarelo. Não estou a crucificar a vítima. Primeiro, nem sei se a há. Depois, é o comportamento desta que me faz pôr tudo em causa. Deixem lá a minissaia e a causa-consequência. Não é nada disso. Se esquecerem por uns segundos tudo o que se passou depois daquele pontapé e de muitos outros belos momentos num passado recente, conseguirão ver que Vinícius tem um problema. E que o primeiro passo para o resolver é o próprio reconhecê-lo. Se Prestianni foi racista, lamento, mas terá muitos mais."

A 'newsletter' do FC Porto, a resposta do Sporting e a noite de horrores do Benfica


"E além de tudo isso, depois, lembrando rábula do Gato Fedorento, 'Um gajo de Alfama' a comentar...

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Passada uma semana sobre o clássico FC Porto-Sporting e os dragões conseguiram recuperá-lo com o mérito de fazer com que as críticas de que foram alvo voltassem a marcar a agenda. Foi assim no dia dum muito aguardado Benfica-Real Madrid que depois, pelas piores razões (e já lá vamos mais à frente), acabou por ofuscar o que até à hora Champions agitou as águas na terça-feira. O chamado efeito bumerangue que teve o texto publicado na newsletter Dragões Diário em que dispararam para todos os lados, contra Sporting, Frederico Varandas, Rui Borges, Federação e seus Conselhos e ainda o Benfica.
Conseguiram os dragões fazer com que a rábula dos apanha-bolas e das toalhas roubadas a Rui Silva (para não falar do ar condicionado e das provocações permitidas/promovidas a jogadores) voltasse à voz mediática num dia em que se jogava play-off na Luz e conseguiram ainda legitimar as declarações que Varandas já tinha programado de véspera — embora com infeliz alusão a África, é certo que no contexto do que se passou na final da CAN mas infeliz. Ou seja, se alguém pudesse vir a criticar a forma e timing da intervenção do presidente do Sporting, os azuis e brancos deram-lhe um pretexto para falar nos termos em que falou e na altura em que o fez. Na mouche!
«Não fosse a intervenção do FC Porto, o Conselho de Disciplina preparava-se para fazer vista grossa ao lance em questão. Em abono da verdade, as imagens parecem desaparecer misteriosamente, inclusive as das revolucionárias bodycams dos árbitros — o ex-líbris da transparência, segundo o Presidente do Conselho de Arbitragem», escreveram os azuis e brancos sobre lance de alegada agressão de Hjulmand a Tiago Galletto, do Aves SAD.
Já no intervalo dos jogos no Dragão aparecem misteriosamente imagens no balneário dos árbitros da mesma forma misteriosa como desaparece o comando do aparelho. E vistas as coisas, entre apanha-bolas bem treinados e ladrões de toalhas, este caso que se passou no FC Porto-SC Braga no balneário de Fábio Veríssimo reveste-se duma gravidade tal que deveria fazer corar de vergonha quem segurou a pena duma newsletter que fala em… imagens.
Na mesma missiva em que o FC Porto aponta ao Conselho de Disciplina, nada de novo nem surpreendente, consegue colocar em causa decisões dos tribunais civis e recupera a santa aliança da Segunda Circular referindo-se ao «silêncio cúmplice» dos encarnados. Uma tática antiga, de estar de bem com um dos rivais de Lisboa e de mal com o outro, nunca com os dois ao mesmo tempo, como que a pedir ajuda àquele que considera estar pior para lutar com o que lhe faz mais frente...
«Jorge Nuno Pinto da Costa deixou-nos muitas lições e muitos alertas para os desafios que se avizinham. Dentro e fora do campo», apontam também os dragões. Villas-Boas surgiu como alguém que vinha para romper com o que de pior o antigo presidente dos azuis e brancos tinha implementado mas parece querer reclamar essa herança e dela fazer uso. Uma lufada de ar… bafiento.

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Vamos lá então à Luz, à noite dos horrores de terça-feira — do racismo às confusões no túnel e à intimidação a jornalistas até à desastrosa reação comunicacional do Benfica. O pior de tudo, claro, o racismo, presumo que o houve de Prestianni para Vinícius mas se sim ou não a investigação o dirá, onde o houve sem dúvida foi em todo o lado à volta do caso, o que não me surpreende numa sociedade (a portuguesa, sim, como arriscaria dizer todas em todo o mundo) intrinsecamente racista e que nos últimos anos perdeu a vergonha de o ser, com o crescimento da extrema-direita e com o algoritmo a ajudar...
Houve até um comentador que achou adequado fazer jus à rábula Um gajo de Alfama, do Gato Fedorento, e resolveu contar algo que tinha ouvido por aí, talvez numa tasca (mas reles, que as há muito boas). E passo a citar: «Hoje em dia não se pode chamar preto a um preto, cigano a um cigano mas pode chamar-se mulher a um homem.» Dizia o professor Manuel Sérgio que «quem só sabe de futebol, não percebe nada de Futebol». Neste caso, não percebe nada de nada."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica repudia de forma inequívoca os atos de violência registados ontem, antes do jogo de futsal entre Sporting CP e SL Benfica.
Os comportamentos verificados não representam nem dignificam os valores históricos e fundacionais do Clube, sendo frontalmente contrários ao espírito do desporto e àquilo que deve ser a vivência saudável da rivalidade.
O Sport Lisboa e Benfica está a colaborar ativamente com as autoridades competentes, com o objetivo de identificar responsabilidades e contribuir para a prevenção e erradicação de condutas desta natureza, que prejudicam gravemente o desporto português.
Perante os vários jogos que se avizinham entre os dois clubes, o Sport Lisboa e Benfica apela à responsabilidade de todos os intervenientes e adeptos, reforçando a importância de um ambiente de respeito, elevação e salutar competitividade, incompatível com qualquer forma de violência."

Aquecimento...


Lanças...


História Agora


BF: Plano inicial ?!

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Dérbi aquece regresso do futsal

Observador: E o Campeão é... - As preocupações de Mourinho perante a turbulência na Luz

Observador: Três Toques - Figo x Ronaldo. Afinal, quem jogou com quem?

BolaTV: O Lado do Mister #3 - A polémica entre Prestianni e Vinícius Júnior

BolaTV: Toque de Bola - S01E12 - Filipe Cândido

Zero: Fantasy - S03E23 - A jornada 23 e as funcionalidades ZZ

SportTV: Primeira Mão - 😲 Quando o Vitória apoiou o Braga? A história incrível de 1963/64

BolaTV: Lado B - S02E27 - O Gyokeres tem namorada!!

Renascença: Jogo da Palavra - Diogo Luís...

BolaTV: Afunda - S06E30 - Regressar do break com candidatos e jogadores-chave

Terceiro Anel: DRS #39 - FIM DOS TESTES E ASAS MISTERIOSAS!! 🏎️🏁

Possessivo: BENFICA VS REAL MADRID! PRESTIANI e VINI JR!

Muito bem, todos os benfiquistas, que nas bancadas não se sabem comportar, não podem continuar a 'representar' o Benfica!

A Lei Prestianni !!!

Numa Era onde todos se acham habilitados a opinar e condenar sumariamente tudo e todos, é agradável ouvir este tipo de respostas!

Concordo com tudo... realço a parte, onde o Pep reflete que a discriminação acontece quando alguém pensa que é superior !!!

Linchamento?! Sim...

Curriculum...

A ignorância elevada a sacanice!!!

Conduto...


 

No meio do Circo, ninguém falou desta diferença de critério, que valeu um golo!


 

Empate com sabor a vitória!

Sporting 2 - 2 Benfica

Já na 2.ª parte, comentava para mim mesmo: "já fizemos melhores jogos esta época, mas este 2-0 é totalmente mentiroso, sofremos dois golos com alguma 'azar', e no final, as análises resultadistas, vão 'condenar' o Benfica..."!!!
Mas o Pany não quis injustiças nas análises, e com dois golos, muito bem construídos, sem ressaltos, fomos a tempo de empatar a partida, e assim garantir uma vantagem de 6 pontos, que são de facto 7 pontos no campeonato, basicamente ficamos com duas derrotas de margem, para garantir a vantagem no Play-off!

O Sporting entrou melhor, mas a partir do 1-0, o Benfica foi melhor... mas notou-se alguma quebra na equipa, em relação ao período pré-Europeu!

Além do campeonato, este empate que na forma como aconteceu até pareceu uma vitória, deu uma boa 'onda' para a eliminatória da Champions, na próxima semana. Uma derrota hoje, daria alguma vantagem emocional para os Lagartos.

Uma última nota, para a forma como os Pivot's do Benfica continuam a ser marcados. Basicamente é permitido tudo, mas mesmo tudo! Os anos passam e nada muda!!!

Da rua para o relvado | Pavlidis