Últimas indefectivações

domingo, 28 de junho de 2026

13.ª Campeãs Nacionais

Gulpilhares 3 - 4 Benfica

TridecaCampeãs, pois é não é uma palavra muitas vezes usada!!!

Hoje, não foi fácil, tivemos quase sempre a perder, e muito tempo com dois golos de desvantagem, mas nos momentos finais da partida, concretizámos a reviravolta! Evitando assim, um terceiro jogo na Luz!

Internamente continuamos a dominar, mas faltou esta época o título Europeu, apesar das melhorias...


Dia 3

O que esperar de Rui Costa nas AG


"Há duas Assembleias Gerais hoje para debater o Benfica e o presidente dos encarnados deve estar preparado para a contestação e para dar uma visão do futuro O Benfica 2026/27 arrancou na quinta-feira, mas hoje tem um momento importante para a convivência dentro de portas. Está em causa mais do que o futebol, é verdade, e até pode parecer injusto para o futsal que decide o campeonato com o rival Sporting, mas as duas AG que hoje têm lugar somam importância no universo encarnado. A primeira vai ser para debater o desempenho desportivo de 2025/26 e aí, como se sabe, Rui Costa não pode fugir à frustração dos adeptos. O discurso tem de começar por reconhecer que o 3.º lugar no campeonato e a queda para a Liga Europa estão abaixo dos pergaminhos do clube e de um desígnio eleitoral apresentado nas últimas eleições de estar sempre presente na Champions. A maneira de resolver? Apontar ao título e à candidatura à Liga Europa. Esta é a fase de maior ilusão dos adeptos ou, usando uma palavra melhor, de maior expectativa. Esse é um fator que joga em benefício do presidente encarnado; mas há outros. O melhor Rui Costa viu-se quando falou à imprensa. Os adversários políticos podem não gostar, podem contra argumentar, mas a verdade é que a mensagem, ou a imagem, passa. Foi assim nas eleições, foi assim na última conferência de imprensa. Poderá ser assim hoje, embora esteja sempre dependente do público que aparece. De uma vez por todas, o Benfica tem de entender que falar apenas nos meios do clube não é propriamente o mesmo que falar para órgãos de comunicação social independentes. Rui Costa, aliás, ganhou com isso na última conferência. Posto isto, o líder do Benfica tem coisas a fazer hoje. A primeira, como já fez, assumir o fracasso da época passada (usará o argumento da arbitragem que aqui não se expõe). Mas imediatamente legitimar Marco Silva, não como penso rápido, mas como algo duradouro. Entre futebol e promessas eleitorais, estão os meninos da casa e Rui Costa deve lembrar que na ótica de promover o Seixal tem proposta feita a António Silva. Depois, na segunda metade do dia, ou seja, na AG do investimento, terá de justificar o orçamento à luz da promessa eleitoral da meta dos 500M€ de receita. Obviamente, estes não são para agora, mas este orçamento é também um caminho para eles e na AG estará quem lhe lembre aquele número. Mário Branco assumiu que o Benfica está prestes a fechar o substituto de Otamendi, algo a somar ao argumentário de Rui Costa - a expectativa aqui até joga a seu favor - e depois tem de se colocar um momento transitório. Do desempenho desportivo, de toda a reflexão da época 2025/26, para a AG seguinte, às 14h00, e o que vem aí: o apelo à união face às pré-eliminatórias da Liga Europa em julho e consequente aprovação do investimento do clube, porque tudo anda ligado. Em suma, Rui Costa não pode ser apenas alguém que apresenta números ou argumentos sobre o passado; tem de ser o líder que absorve a contestação, que existirá, assume falhas na época anterior e injeta nos sócios a convicção de que a estrutura aprendeu com os erros e que o compromisso com o Benfica está em marcha sob o comando de Marco Silva."

Monteiro: St. Gallen

Zero: Mercado - Dragão atento a craque da Colômbia

BF: Experiência...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão... - Mentalidade Ronaldo, precisa-se! Cabo Verde quer funaná com Messi

Zero: Afunda - S06E50 - Trouxemos especialista para falar de draft , de Giannis e LaMelo

História Agora


Controlar a emoção para entender a evolução


"O futebol raramente aceita zonas cinzentas, embora seja nelas que muitas vezes se revele a verdade mais profunda de uma equipa. Depois de um empate na estreia, ou se celebra uma equipa em construção, ou se anuncia uma crise. Entre esses dois extremos sobra pouco espaço para a serenidade, que é quase sempre a primeira vítima da pressão externa. Foi exatamente nesse intervalo que Portugal ficou preso após o primeiro jogo, num cenário em que o resultado não convenceu, a exibição deixou dúvidas e a pressa em julgar cresceu mais depressa do que a própria reflexão.
A equipa teve posse de bola, mas faltou-lhe clareza. Houve circulação, mas nem sempre houve profundidade. Houve incerteza e ansiedade. O talento existe, mas a identidade demora a consolidar-se. O suficiente para que surgissem fortes críticas, muitas delas centradas em Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, qualquer exibição menos conseguida do capitão reacende inevitavelmente o debate sobre a sua titularidade, a sua influência e o lugar que continua a ocupar no onze.
Para alguns, Portugal ganharia fluidez sem uma referência tão dominante. Roberto Martínez escolheu outro caminho. Sem dramatizar o empate nem alinhar na pressão exterior, o selecionador manteve a confiança na equipa e no seu capitão.
A resposta surgiu diante do Uzbequistão. Portugal apresentou-se mais agressivo e mais eficaz. A circulação de bola ganhou velocidade, verticalidade e objetividade. Os movimentos ofensivos tornaram-se mais naturais e a equipa revelou uma capacidade de finalização que tinha faltado no primeiro jogo. O resultado expressivo alterou profundamente a perceção do momento. Também Cristiano Ronaldo beneficiou desse novo contexto para responder às críticas mais demolidoras. Martínez, ao insistir na sua utilização, reforçou uma ideia de liderança racional e de controlo emocional que vai para além de qualquer crítica ou estatística.
Portugal continua à procura de consistência. O futebol, como qualquer processo de crescimento, exige continuidade. Não basta encontrar respostas uma vez; é preciso demonstrar que elas resistem ao teste do tempo.
É precisamente por isso que o jogo contra a Colômbia assume uma importância especial. A seleção sul-americana representa um adversário mais exigente, capaz de testar a organização portuguesa através da sua qualidade individual e agressividade competitiva. A Colômbia está entre as seleções que mais corresponderam às expectativas até agora: organizada, eficiente e com potencial para surpreender as favoritas tradicionais. Será um jogo que permitirá perceber se a melhoria exibida frente ao Uzbequistão foi apenas uma reação circunstancial ou o sinal de uma verdadeira evolução coletiva.
Entre o alarme e a resposta, Portugal já mostrou que nem tudo estava em crise. Agora falta provar que também nem tudo depende do momento. Porque o equilíbrio de uma equipa não nasce da ausência de falhas, mas da capacidade de não se deixar definir por elas. E é muitas vezes nesse espaço, entre a dúvida e a convicção, que começam a crescer as seleções capazes de chegar longe."

Os selecionadores nacionais


"Ser selecionador nacional em Portugal é, desde que a Lei Bosman levou para outros campeonatos os nossos melhores jogadores, mais fácil, porque foi erradicado, em grande medida, o vírus da clubite, que inquinava o apoio à equipa de todos nós. Os tempos mudaram. Em Espanha, por exemplo, não houve drama por não haver qualquer futebolista do Real Madrid convocado para a América do Norte pela ‘Roja’, sendo que os ‘merengues’ têm a disputar o Mundial onze dos seus craques.
São as circunstâncias do futebol moderno, que levaram a que nenhum dos jogadores marroquinos que empataram com o Brasi tivessem nascido no reino de Marrocos. Mas, sendo o trabalho dos últimos selecionadores nacionais menos complicado, não deixam de estar permanentemente sob a mira dos adeptos, cada um deles um potencial treinador.
Em 1970, a melhor seleção da história, o Brasil, começou a campanha com João Saldanha, que por não querer levar Pelé ao México e ter ideias políticas consideradas subversivas pelo regime, foi despedido. Entrou Zagallo e a ‘canarinha’ encantou o Mundo, sem críticas nem defeitos encontrados. Mas vi o mesmo Mário Lobo Zagallo quase chegar a vias de facto com um jornalista na Copa América de 1997, ou seja, ser selecionador ganhador não garante rigorosamente nada, se a seguir não houver resultados.
Um ano depois, em França, vi a mesma cena repetir-se com Javier Clemente, de Espanha (coisa mesmo feia!), e nesse mesmo 1998 Aimé Jacquet levou a França ao seu primeiro título mundial, aguentando as diatribes constantes da poderosa imprensa gaulesa.
Se é assim com todos, porque haveria de ser diferente com Roberto Martinez? Enquanto Portugal estiver em competição haverá sempre quem alvitre (eu próprio o farei, inevitavelmente) que devia ser dado descanso a este ou àquele, que o sistema não é o que melhor serve a Seleção Nacional, que o onze não foi bem escolhido, atendendo ao adversário, e por aí fora. Faz parte.
Uma coisa é certa: haverá, penso, oito seleções que podem levantar a Taça, e Portugal é uma delas. Mas só uma vai fazê-lo. O que significa que estaremos perante fins de ciclo para muitos. E talvez valha a pena lembrar Scolari em 2002, campeão do Mundo, que preferiu vir para Portugal a continuar no Escrete… * Eusébio da Silva Ferreira jogou no México (CF Monterrey), Estados Unidos (Boston Minuteman, Las Vegas Quicksilver e New Jersey Americans) e Canadá (Toronto Metros-Croatia). O Mundial de 2026 joga-se onde o ‘King’ espalhou o que lhe restava de magia…"

Uma vitória não tem inimigos


"Alguns treinadores convocam jogadores. Outros convocam uma nação. A diferença não está na tática. Está na linguagem. Está nas palavras que escolhem quando o jogo acaba e o microfone se aproxima.
Porque uma seleção nacional não veste apenas camisolas. Veste memórias, pronúncias, divergências, afetos. Transporta um país inteiro às costas. E um país nunca cabe dentro de um balneário.
Carlo Ancelotti percebeu isso no Brasil. Quando decidiu chamar Neymar de volta, não chamou apenas um futebolista.
Chamou um símbolo. Sabia que as pernas de Neymar já não resolvem tudo, mas também sabia que há coisas que não se medem em quilómetros percorridos. Medem-se no brilho dos olhos de quem volta a acreditar. Um Mundial também se joga nesse território invisível onde a esperança vale tanto como um drible.
Scaloni compreendeu a mesma lição há muito tempo. Nunca utilizou Messi para separar os argentinos. Fez precisamente o contrário. Transformou-o num ponto de encontro. Nunca alimentou guerras com quem criticava a seleção. Nunca precisou de inventar inimigos para fortalecer o grupo.
Percebeu que a identidade de uma equipa cresce quando deixa de procurar culpados e começa a oferecer motivos para acreditar. Essa é uma virtude dos grandes líderes. Não gastam energia a dividir. Administram-na para unir.
Portugal parece ter escolhido outro caminho. Depois da vitória sobre o modesto Uzbequistão, vários jogadores e o próprio selecionador insistiram na ideia de que a resposta tinha sido dada aos críticos.
Falou-se demasiado dos portugueses que acreditam e dos portugueses que criticam. Como se existissem duas seleções. Como se o país estivesse condenado a escolher um dos lados.
É uma armadilha. As críticas ao empate com a RD Congo não nasceram da maldade nem da falta de patriotismo. Nasceram de um mau jogo perante um adversário acessível. Fazem parte da exigência que acompanha as grandes seleções. Quem veste aquela camisola pede aplausos quando joga bem e deve aceitar perguntas quando joga mal. É o contrato invisível entre uma equipa nacional e o seu povo.
Ganhar continua a ser a forma mais poderosa de reconciliar um país. E se for a jogar bem ainda melhor. Mas vencer não obriga ninguém a falar em vingança. Muito menos depois de um triunfo esperado contra o modesto Uzbequistão. A vitória pode fechar uma discussão. Não precisa de abrir outra.
Os grandes selecionadores sabem que uma nação não se governa emocionalmente contra alguém. Governa-se a favor de todos. É por isso que Ancelotti tem a inteligência de apresentar Neymar como património afetivo do Brasil. É por isso que Scaloni fala de Messi como quem fala de um velho amigo que pertence a todos os argentinos.
Não procuram convencer apenas quem acredita. Procuram também recuperar quem duvida. Porque a dúvida não é uma traição. É apenas uma forma imperfeita de amar.
Uma seleção nacional não existe para derrotar jornalistas, comentadores ou adeptos desiludidos. Existe para representar um povo inteiro. Inclusive aqueles que sofreram demasiado para aplaudir de imediato.
No futebol, como na vida, há vitórias que somam pontos e há vitórias que somam pessoas. Aqui vale a pena recordar 2004.
Portugal começou a perder, mas acabou por caminhar inteiro. Scolari nunca pediu que o país escolhesse um lado.
Pediu apenas que escolhesse a bandeira. E talvez seja essa a primeira vitória que qualquer seleção deve procurar."

Como eu ganharia à Colômbia


"Quando preparo um jogo, raramente começo pelos jogadores. Começo pelas relações que existem entre eles. Porque uma equipa não vive apenas da qualidade individual. Vive das conexões que cria dentro do jogo. 
Se me perguntassem como prepararia Portugal para defrontar a Colômbia, a minha resposta seria simples: procuraria quebrar as conexões que alimentam o futebol colombiano, sem nunca perder a identidade da nossa equipa.
A Colômbia chega a este encontro com duas vitórias, quatro golos marcados e apenas um sofrido. Mais do que os resultados, impressiona pela forma como joga. Néstor Lorenzo construiu uma equipa intensa, organizada e emocionalmente muito forte. Não depende apenas do talento de Luis Díaz, James Rodríguez ou Daniel Muñoz. Depende da forma como estes jogadores se relacionam dentro do jogo.
A primeira conexão que procuraria limitar seria a de James Rodríguez. Continua a ser o cérebro da equipa. Sempre que recebe entre linhas, encontra soluções, muda o centro do jogo e aproxima Luis Díaz das zonas de decisão. Mais do que uma marcação individual, procuraria retirar-lhe tempo e espaço para pensar.
A segunda conexão está em Luis Díaz. É um jogador capaz de decidir um jogo num único lance. Não o defenderia apenas com um jogador. Exige coberturas permanentes, proximidade e coordenação coletiva. O objetivo não seria apenas impedir que recebesse a bola, mas evitar que a recebesse nas condições em que faz a diferença.
A terceira ligação surge com Daniel Muñoz. O lateral do Crystal Palace é uma das grandes armas ofensivas da Colômbia. Ataca como um extremo, aparece frequentemente em zonas de finalização e já marcou dois golos neste Mundial. Mas essa vocação ofensiva também deixa espaço nas suas costas. Portugal terá de ter inteligência para explorar esse corredor sempre que recuperar a bola.
No futebol de alto rendimento, há uma ideia que me acompanha há muitos anos: os jogos não se decidem apenas pela qualidade dos jogadores. Decidem-se pela qualidade das relações que conseguem construir dentro do jogo.
É por isso que, se fosse eu a preparar esta partida, não passaria a semana obcecado com Luis Díaz ou James Rodríguez. Passá-la-ia a estudar as ligações que tornam esta Colômbia uma equipa tão competitiva. Porque os grandes jogadores podem decidir um lance. Mas são as conexões entre eles que decidem muitos jogos.
Portugal tem qualidade para vencer. Mas, para o conseguir, terá de impedir que a Colômbia jogue o jogo que mais gosta. Terá de quebrar as suas conexões sem perder as suas próprias.
No fundo, é isso que eu procuraria fazer. Porque, no futebol moderno, não basta marcar jogadores. É preciso compreender sistemas. E, muitas vezes, é aí que nasce a vitória."

Dembélé não tem igual porque não quer


"Sabemos que, agora, os extremos vão sempre para dentro, à procura do melhor pé, da mesma forma que seu Mané Garrincha e outros do seu tempo saíam invariavelmente pelo lado de fora, o mais junto à cal que podiam. E o pequeno pássaro, um anjo de pernas tortas, até esperava algumas vezes pelo rival. E driblava-o outra vez… pelo mesmo lado.
Sabemos que hoje até lhes podem oferecer o flanco, que não os seduz. É incontornável. Já não são figurantes, mas sim personagens principais. A dada altura, arrancam. Talvez o defesa antecipe o momento, talvez não, todavia, o mais certo é que já vá atrasado, talvez desequilibrado, o que pode abrir, se não houver ajudas, o caminho em definitivo para o 'side spin'. Como se fosse um Rafa Nadal a chegar com aquela direitaça tremenda para o definitivo 'passing shot'.
Há outra verdade mais ou menos adquirida, ainda que de forma empírica: o canhoto tem o pé direito mais cego do que o destro tem o esquerdo. Mal serve para subir ao autocarro, gozam-nos tantas vezes. Contudo, nunca o fizeram com Dembélé. Que nunca foi nada disso. O direito é muito melhor do que a ferramenta profissional de muitos destros e o esquerdo uma arma letal. É ambidestro. No controlo, no drible e na finalização, o que o torna imprevisível, em bola corrida e nos livres e penáltis. Porque Robben era Robben, e o francês gosta de ter todas as opções em aberto.
Depois de as lesões o terem afetado muito tempo durante a época, o 'hat-trick' à Noruega, que distribuiu pelos dois pés, é um excelente sinal de retoma. Ainda que devolvido à direita, empurrando o brilhante Michael Olise para o meio.
É verdade que os vikings não levaram os melhores para a batalha e foram mais negociantes do que conquistadores, ao darem tantos tiros nos pés. Mas é uma França que já vê tudo muito simples e que nem precisa de ter todos 'a top' para se manter na velocidade de cruzeiro. Há uma avalanche a formar-se, pintada de azul."

Há Mundial sem Queiroz ou Hugo Broos?


"CARLOS QUEIROZ
Para quem segue o seu trabalho desde a década de 80 do século passado, o quase milagre até agora conseguido à frente da seleção do Gana não surpreende
Talvez há três meses Carlos Queiroz pensasse numa tranquila reforma, longe dos holofotes e dos desafios que caracterizaram toda a sua vida profissional. Mas o chamamento do jogo e a dificuldade suplementar de orientar uma seleção africana, com apenas 60 dias de antecedência em relação a mais uma fase final de Mundial falaram mais alto e mais forte para o homem que revolucionou mentalidades no futebol português.
A proposta, simples e ao mesmo tempo profundamente desafiadora, era a de recolocar as Estrelas Negras no mapa, depois de terem falhado a CAN 2025, e integradas num grupo complexo, com Inglaterra e Croácia à cabeça. Ainda nada está ganho (como o próprio Queiroz referiu após o excelente nulo com os ingleses), mas a construção de uma equipa também pode passar por terapias de emergência e estratégias de choque.
Foi o que o treinador português já conseguiu, com quatro pontos em dois jogos e a qualificação para a fase eliminatória do Mundial praticamente garantida.
Recebido em Accra como um Deus do belo jogo, Queiroz reforça, a cada minuto que passa, a gratidão dos ganeses, e continua a mostrar que o conhecimento e o carisma podem ajudar — e muito — a consolidar uma carreira e a empolgar adeptos, dirigentes e jogadores.

GUILLERMO OCHOA
É verdade que os guarda-redes sempre foram, no futebol, os mais resistentes à erosão do tempo e do desgaste, garantindo uma longevidade em média em superior à generalidade dos seus companheiros de campo.
Não é menos verdade que poucos (muito poucos…) chegam a um patamar como o de Guillermo Ochoa. Seis Mundiais, algo de que apenas Cristiano Ronaldo e Lionel Messi se podem também orgulhar. A história de Ochoa confunde-se com a própria história do futebol mexicano, embora o guarda-redes tenha feito do mundo a sua casa. Até em Portugal jogou, representando o Aves SAD na primeira liga.
A capacidade física e técnica são evidentemente essenciais para a manutenção de um posto tão específico, mas também o caráter e o espírito de equipa. Quando beijou os postes da baliza que defendeu, no estádio Azteca, nos últimos minutos do jogo do seu México frente à Chéquia, Guillermo estava a enviar uma mensagem de esperança a todos os jovens que agora abraçam a difícil especialidade: de resiliência, de paixão pelo jogo, de entrega total e de disponibilidade para, ainda que como suplente, dizer permanentemente sim ao seu país e à sua seleção.
Do Alemanha 2006 às Américas 2026, Ochoa escreveu das mais belas páginas da história do futebol moderno.

TORI PENSO e KATIA GARCIA
Já Stéphanie Frappart (agora chamada pela UEFA para a gestão de arbitragem no velho continente) tinha feito história no Qatar, há três anos e meio. A árbitra francesa estabeleceu patamares de excelência, abolindo guerras de sexos e nivelando-se com os melhores.
Nos Estados Unidos, e depois de uma ascensional e muito segura carreira na vertente feminina do jogo, a nível interno e internacional, Tori Penso apitou nesta fase final do Mundial com a autoridade serena e a capacidade reconhecida de um dos grandes nomes da arbitragem mundial.
Juntemos-lhe Katia Garcia. O nome, para os menos atentos a este setor do futebol, pode passar despercebido, mas é, no México, uma respeitável figura da arbitragem na Liga MX. Licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, Garcia junta-se à estado-unidense como representante feminina nas figuras centrais da Team One, neste Mundial.
A capacidade não se mede pelo sexo ou pelos palmos, e a FIFA, na sua componente de exigência máxima aos seus árbitros, tem esse fator bem presente.
Tori Penso e Katia Garcia são, sobretudo, duas árbitras de excelência e dois extraordinários fatores de motivação transversal para quem lhes queira seguir as pisadas. A prova de que os sonhos comandam a vida, e de que o impossível é apenas um pouco mais difícil…

HUGO BROOS
Quando, carinhosamente, dizemos de um treinador é uma velha raposa do futebol mundial, queremos, no fundo, cumprimentá-lo e celebrá-lo. É o que devemos a Hugo Broos, o septuagenário selecionador da África do Sul, que, nos últimos cinco anos, tem conduzido os Bafana Bafana a um crescimento que coloca a seleção nacional masculina sul-africana entre as melhores do continente.
Mas, para quem segue o futebol, não é estranho que o que verdadeiramente importe seja a representação no maior palco do planeta. A fase final do Mundial surge para Hugo Broos como, possivelmente, o último grande desafio de uma carreira longa e trabalhada a pulso.
Com a vitória sobre a Coreia do Sul, os Bafana assinaram um dos mais marcantes e históricos momentos do futebol no seu país, em boa parte responsabilidade de Broos, um belga chegado ao extremo sul de África há vários anos, e responsável pela estruturação de uma verdadeira equipa, baseada, sobretudo, nos valores domésticos, isto é, em atletas que evoluem todas as semanas na Premier Soccer League, o principal campeonato profissional do país.
Aconteça o que acontecer, no jogo frente ao Canadá (16-avos-de-final), Hugo Broos terá o nome gravado a dourado na história do futebol sul-africano.

AUSTIN MACPHEE
Só não passa despercebido porque o longo cabelo louro o denuncia à distância e, justamente por essas características, porque não parece português. E não é, de facto, embora o seja um pouco, de coração.
Austin MacPhee é escocês, e de há muito tempo está ligado ao futebol. Aliás, quem acompanha regularmente a Premier League, repara na sua presença junto a Unai Emery, no banco do Aston Villa. Lá, em Birmingham, mas também com a seleção de Portugal, MacPhee é o responsável pelo treino das set pieces, curiosa expressão inglesa que podemos livremente traduzir para bolas paradas.
Momento cada vez mais particular e decisivo nos jogos de futebol, o pontapé de canto ou o pontapé livre nas imediações da área adversária constitui matéria especializada, a requerer alguém que a ela se dedique em exclusivo.
Aos 46 anos, Austin integra a equipa técnica de Portugal e os resultados, com exímios executantes como os que estão ao serviço da equipa das quinas, começam a fazer-se sentir.
Uma prova de que o treino tático é um vetor muito significativo da preparação no alto rendimento, e de os verdadeiros especialistas não são dispensáveis, sobretudo num edifício competitivo tão desafiante como o de um Mundial de futebol…"

O MacGyver está entre nós


"Nós, portugueses, achámos que patenteámos a célebre lei do desenrascanço. Mas não. Antes de mais, havia MacGyver, a célebre personagem do final dos anos oitenta que construía uma bomba com um palito e um canivete-suíço. Para além disso, há o MacGyver que vive em cada americano, sobretudo aqueles do sul da Florida.
A história é simples.
O cenário de caos está montado a cada dia de jogo: a FIFA, com a sua habitual modéstia, confisca todos os parques de estacionamento oficiais em redor do Hard Rock Stadium. Para ajudar à festa, a polícia corta as ruas num raio de quilómetros.
Resultado? Tentar chegar de carro perto do recinto é o equivalente moderno a tentar encontrar o Santo Graal, mas com mais trânsito, suor e buzinadelas.
Ora como qualquer bom empreendedor já sabe, onde existe uma necessidade está uma oportunidade. Vai daí, os moradores das redondezas, donos daquelas típicas casas térreas de madeira, olharam para os seus curtos jardins frontais e não viram relva: viram notas de dólar a piscar.
De repente, qualquer canteiro com três metros quadrados transformou-se num parque de estacionamento VIP.
«Quer ir à bola? Encoste aí o jipe em cima das minhas begónias, o preço é de amigo!»
No fundo, é reconfortante perceber que nós - os portugueses que desenrascam - não estamos sozinhos no mundo. A burocracia pode fechar as ruas todas, mas a alma humana arranja sempre um atalho. Onde a FIFA fecha uma cancela, um morador de Miami abre o portão.
O MacGyver está entre nós."

Aqui, manda o clima, mr. Roberto Martínez!

"Uma violenta tempestade elétrica obrigou anteontem Portugal a recolher ao pavilhão após meia hora de treino. No estado onde os raios não perdoam, as quinas aprenderam que por estas paragens a meteorologia dita as regras com mão de ferro

PALM BEACH GARDENS — O plano tático estava desenhado, o relvado impecável e Roberto Martínez dava as primeiras instruções sob o calor abafado da Florida. Contudo, nesta península dourada do sul dos Estados Unidos, há um selecionador invisível que manda mais do que qualquer treinador de futebol: o céu.
E na preparação para o duelo com a Colômbia, bastaram trinta minutos de trabalho para que o eco surdo de uma trovoada tropical rasgasse o horizonte e recolhesse a Seleção Nacional aos balneários. O treino ao ar livre deu rapidamente lugar a um improvisado laboratório de pavilhão, numa demonstração clara de que, por estas coordenadas, o respeito pelas forças da natureza é uma questão de sobrevivência.
Não se trata de preciosismo ou de excesso de zelo por parte das comitivas. A Florida carrega o trágico e isolado primeiro lugar no ranking norte-americano de mortes causadas por raios naturais — com números que chegam a duplicar o segundo estado desta lista negra. A gravidade da situação ficou tragicamente vincada ainda esta semana, com a notícia do falecimento de uma criança local, atingida por uma descarga elétrica. Aqui, as autoridades não brincam em serviço e o protocolo de segurança é implementado com rigor militar.
A regra é clara e inflexível para locais e visitantes: se uma tempestade elétrica entra num raio de 12,9 quilómetros da nossa localização, a ordem é imediata para abandonar as ruas e procurar abrigo sob um teto seguro ou no interior de veículos blindados. Foi precisamente esse cenário de isolamento forçado que nos envolveu esta quinta-feira em Palm Beach, com o estrondo dos trovões a abafar as buzinas e a transformar a rotina da Seleção numa operação de abrigo.
Para Portugal, a interrupção acabou por transferir a vertigem tática do relvado para o piso de madeira do pavilhão, onde o drible curto e a troca de bola rápida substituíram a profundidade das alas. Longe do perigo dos relâmpagos, as quinas continuam a afinar a estratégia para o duelo de sábado frente à Colômbia.
Na Route 66, a caminhada faz-se de superação, e se o céu da Florida insiste em ditar as regras com eletricidade, Portugal responde com a envolvência e a capacidade de adaptação que definem os candidatos ao título. Este sábado, em Miami, espera-se que a única tempestade seja mesmo a de futebol."

Rola a Bola - Mundial #3 - RBP Cabo Verde 1% virou 100%|CR7 is BACK !!

BolaTV: Dias de Mundial...

No Princípio Era a Bola - Chegou o momento de Portugal mostrar tudo no desafio com exigências inéditas contra a Colômbia

TNT - Convocados...

LiveMode: Aquece vais entrar #24

Observador: Minuto 90 - A Bélgica sabe que os golos são o mais importante do futebol

Observador: Minuto 90 - Uruguai. Equipa sem inspiração falha qualificação

Observador: Minuto 90 - Tubarão azul caça gigante e quer eliminar rei do mundo

Observador: Minuto 90 - França convence e quer convencer que deve ganhar tudo

Observador: Minuto 90 - Pape Gueye. Era joker colocou duas pérolas na baliza

Quezada: A batalha de Miami

Futpedia #15 - Mundial...

LiveMode: Late Night #6

AA9: Mundial - Day 16

Rabona: Uruguay KNOCKED OUT & France-Norway Flops | World Cup Day 16

FIFA: Canadá...

FIFA: África do Sul...

SportTV: Egipto - Irão

SportTV: Uruguai - Espanha

SportTV: Cabo Verde - Arábia Saudita

SportTV: Nova Zelândia - Bélgica