Últimas indefectivações

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Triunfo à bomba !!!

Benfica 1 - 0 Leixóes
Bernardes(6')


Estreia da nossa equipa B, com uma vitória sofrida, com um grande golo no arranque, mas com o adversário a ser melhor no resto da partida! Um Leixões, repleto de veteranos da I Liga, que fizeram uma pré-época boa, com vários jogos com equipas da I Liga!

A entrada de 4 jogadores que estão a treinar com a equipa principal, não ajuda nos automatismos, até porque estes 4 jogadores estão com poucos minutos, mesmo em particulares... Notou-se uma grande quebra física em vários jogadores na parte final da partida!

Nota negativa para a lesão do Índio, aparentemente grave, que poderá obrigar a uma paragem longa!
A gestão do Nuno Félix poderá ser um entrave na evolução do Quintas! Compreendo a aposta no Nuno Félix, após a lesão, mas o potencial do Quintas é evidente...

A equipa este ano, é bastante jovem, com muitos jogadores a estrearem-se neste escalão. A lesão do Edokpolor também não ajuda, um dos nossos principais desequilibradores...

Visão: S08E03 - O que mais querem? | Hearts MFC, Académico VFC

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E08 - Académico

Terceiro Anel: Bola ao Centro #218 - PLAYOFF A VISTA & ARRANQUE MISERAVEL!!

Benfica Podcast #597 - Rollercoaster Week! 6-1 Hearts Destruction & Viseu Stumble 🦅🔴⚪

Depois do jogo à porta fechada na Luz, na 2.ª jornada, temos um castigo ao Casa Pia, que vai impedir, novamente, muitos Benfiquistas de assistirem ao jogo... Coincidência de certeza!

Na 2.ª jornada, o adversário dos Corruptos, já terá um jogador castigado... deve ser recorde!!!

Será...

Ineficaz, anacrónica e desmiolada


"Jogos à porta fechada são um crime de lesa-desporto, cometido pelo legislador. O Benfica perdeu 1,5 milhões com a decisão? Então que fosse punido em 1,5 milhões e as portas se mantivessem abertas. Quem pode falar em justiça quando se trata, por igual bitola, o adepto ‘normal’ e o ‘hooligan’? Noutro âmbito, a centralização continua com muito que se lhe diga…

NÃO vou discutir o mérito da decisão de ordenar que o Benfica-Académico de Viseu se realizasse à porta fechada. Os tribunais não fazem as leis, aplicam-nas, e se queremos encontrar ‘responsáveis’ por esta medida devemos virar-nos para os legisladores.
Estes, ao estabelecerem como sanção o encerramento ao público dos estádios durante os eventos desportivos, prestaram um péssimo serviço, e colocaram-se contra a essência do futebol, que tem nos adeptos o alfa e o ómega. Quando determinaram esta medida não pensaram, ou, se o fizeram, não foram suficientemente profundos e maduros. Recorrer ao império do cimento e à ditadura do silêncio para resolver problemas disciplinares, não só não ajuda nada, como ainda cria uma sensação de revolta que tenderá a piorar a situação. Os adeptos, ‘lato sensu’, não têm culpa das ações de meia dúzia de energúmenos e não podem ser punidos todos pela mesma bitola. E, do que estamos a falar, é, a um tempo só, dos direitos dos adeptos e da essência do jogo, desvirtuado por uma legislação anacrónica, ineficaz e populista.
Peguemos no exemplo do Benfica-Académico de Viseu que trouxe ao Benfica, segundo a comunicação social, prejuízos na ordem dos 1,5 milhões de euros. Partindo do princípio de que os atos praticados, que levaram à sanção de se jogar à porta fechada, não podiam ficar sem punição (e quanto a isto, a doutrina parece-me pacífica), porque não alterar a lei e obrigar o clube prevaricador (que responde pelos ‘hooligans’ que são seus alegados adeptos) a uma sanção de igual valor monetário? Haverá alguém que pense que 1,5 milhões são trocos, seja para quem for? Não me parece. Assim, pela dureza do castigo, haveria eficácia garantida, ou, se quisermos, incentivo para uma maior proatividade quanto a quem tem acesso aos lugares destinados aos sócios e adeptos; e ao mesmo tempo não se assassinaria a natureza do futebol, impedindo a presença de adeptos.
Depois do que passámos durante a pandemia, em que foi preciso sobreviver (fechando, por questões sanitárias, as portas dos estádios), para que a seguir pudéssemos voltar a viver, deveria haver uma sensibilidade maior por parte do legislador, porque essa experiência, embora necessária, não deixou de ser traumatizante. Mas não. O empedernimento quanto à natureza do jogo foi total e, apesar da inquestionável legalidade da medida agora aplicada, ninguém poderá dizer que foi feita justiça. Pensem, pensem melhor, pensem com maior reflexão, e alterem a lei, no sentido de fazerem pagar o clube e não os adeptos. O Benfica ou outro qualquer…

O TEMA da venda centralizada dos direitos televisivos dos clubes está muito longe de ser assunto arrumado. Depois de vários encontros com as lideranças parlamentares, o Benfica avançou com uma petição à Assembleia da República, no sentido de esta matéria ser discutida (e repensada) no Plenário de São Bento. Durante os próximos 60 dias, a petição dos encarnados, que tem em Rui Costa o primeiro signatário, estará em discussão pública; precisa de 7.500 assinaturas para subir ao Plenário para reapreciação da legislação aprovada pelo último governo socialista. Por não me parecer difícil que o Benfica consiga atingir os requisitos legais necessários, o melhor mesmo é não darmos nada como certo e prepararmo-nos para assistir às cenas dos próximos episódios.

FOTOLEGENDA
Há um número mágico no universo da FIFA, o 106, que corresponde ao número de votos necessários para eleger o presidente da instituição, num universo das 211 Federações nacionais que tomarão, em março de 2027, a decisão sobre o sucessor de Infantino. Pelo que se tem visto, o suíço que lidera o futebol a partir de Zurique, está mais do que disposto a ir a jogo e, pelo sistema eleitoral vigente, é tudo menos uma carta fora do baralho. Podemos estar na antecâmara do primeiro grande cisma na FIFA, desde a fundação, em 1904, e essa é uma questão que deve manter a chamada ‘família do futebol’ em estado de alerta máximo.

CAPA
Bernardo nunca viveu uma ‘chicotada psicológica’
Bernardo Silva, ao longo de 13 épocas, conheceu poucos treinadores, nos quatro clubes que representou: Jorge Jesus, Leonardo Jardim, Pep Guardiola e agora José Mourinho. Será, até, um dos poucos jogadores a poder dizer que não sabe o que é uma ‘chicotada psicológica’. Em Madrid, na ‘Casa Blanca’, logo que recupere índices físicos ‘normais’, ‘Mou’ tem-lhe reservado o papel de ‘playmaker’. Um desafio que não irá, por certo, tirar o sono a Bernardo…

CARTAS
ÁS
Demi Vollering
A neerlandesa de 29 anos, ciclista da FDJ United-Suez, venceu pela segunda vez o Tour de France, que juntou a um Giro e a duas Vueltas. Estamos perante uma das maiores desportistas da terceira década do século XXI, numa modalidade que, no feminino, está a viver um ‘boom’ espetacular.

REI
João Almeida
‘Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay…’ Eu sei que a vida de um desportista é assim mesmo, mas no que respeita ao ciclista de A-dos-Francos dá vontade de dizer «basta!». Depois de tudo o que passou não merecia aquela queda na Volta a Polónia. Enfim, venha de lá essa Vuelta.

DUQUE
Luciano Gonçalves
A nomeação de Gustavo Correia, que mentiu no relatório do Famalicão-Benfica da época passada, para o Gil Vicente-Rio Ave ontem disputado, é a prova provada de que o Conselho de Arbitragem não passa de uma extensão da APAF. É corporativo e desprestigia a arbitragem."

A 'rentrée' afinal foi 'reprise'


"Quem esperava grandes novidades (adeptos de Sporting, Benfica e SC Braga) tem, pelo menos por agora, de contentar-se com um filme igualzinho ao que todos vimos em 2026/2027

A utilização do Francês, juro, não é fruto de exibicionismo barato. Já tinha uma ideia, mas perguntei a um LLM de IA generativa que palavras corresponderiam às do título no Português de Camões e Pessoa. O resultado comprovou os meus receios de que não caberiam numa linha, como manda o estilo gráfico do jornal de papel para estas rubricas de opinião: rentrée é uma expressão, nem sequer uma palavra — início de temporada ou abertura de época; reprise é reposição (menos mal) ou reentrada em cartaz. Fica portanto em Francês, com a devida explicação. E a justificação de que expressões como estas, utilizadas no campo das artes, são-no porque a alternativa nacional é menos eficaz. Como aquelas palavras inglesas que nos inundam e afogam todos os dias.
Bom, na verdade a explicação não era muito necessária para quem tenha acompanhado minimamente o desenrolar da primeira jornada (a rentrée) da Liga 2026/2027, porque ela foi, sem tirar nem pôr quase nada, uma repetição (reprise, num sentido mais lato) das tendências da época anterior no que aos quatro candidatos ao título diz respeito: primeiro o Sporting, com a sua propensão para querer controlar jogos quando está a ganhá-los, à espera de uma de duas coisas — o apito final ou o(s) golo(s) do (s) adversário (s), neste caso (pela 16.ª vez com Rui Borges) chegaram os golos do adversário e lá se foram dois pontos; depois o Benfica, a jogar bem ou benzinho, a criar muito, a falhar quase tudo e a distrair-se muito mais vezes do que é normal e aconselhável; vem então o SC Braga, habitualmente superior a quase todos os adversários que defronta em Portugal mas capaz, também ele e ainda um pouco mais que os outros, de perder pontos onde e quando menos se espera (desta vez no período de compensação); finalmente o FC Porto, que joga com mais intensidade que brilho, mais segurança que nota artística e... ganha.
Claro que é cedo, muito cedo, mas não deixa de ser assinalável a coincidência de a 1.ª jornada ter três resultados iguais de quem quer recuperar o título ou ganhá-lo pela primeira vez (2-2) e um resultado eficaz e pragmático, construído uma vez mais sobre coesão própria e erros alheios, de quem quer defender esse mesmo título. Para já leva dois pontos de vantagem. É pouco, a procissão vai no adro, tantos jogos que ainda faltam, o primeiro milho, candeia que vai à frente, etc. etc. (agora em Português). Tudo possíveis verdades: mas os argumentos não vão colher durante muito tempo se os rivais do campeão não arrepiarem caminho."

SportTV: Mercados - O adeus de Mora 💎

Zero: Mercado - FC Porto rejeitou proposta por Mora

BF: Stassin...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Os pontos mais marcantes sobre o arranque da Liga Portugal Betclic

Observador: E o Campeão é... - Benfica sem patrão na defesa, FC Porto tem monstro na baliza

Observador: Três Toques - Há quantos anos o Benfica não vence na primeira jornada?

Segundo Poste - S06E01 - "Rui Borges é o responsável do empate do Sporting"

Zero: Ataque Rápido - S09E02 - Dragão na frente, rivais a deslizar: é 25/26?

No Princípio Era a Bola - A consistência do FC Porto, a inconsistência do Benfica e os vícios do Sporting

Tailors - Final Cut - S05E33 - Guillermo Abascal

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - As decisões e os dramas do dia 1 da Liga

O Resto é Bola - Benfica e Sporting frágeis no arranque da Liga (já com polémica). FC Porto convence e aproveita

Antena 3 - Triplo Duplo - Paulo Neta

Liga: Santa Clara 2 - 2 Nacional

Liga: Moreirense 2 - 2 Braga

Liga: Gil Vicente 1 - 0 Rio Ave

Liga: Corrutpos 2 - 0 Alverca

Adesão...

Desperdício penalizador


"Na jornada inaugural da Liga Betclic, o Benfica, apesar das muitas oportunidades de golo criadas, empatou 2-2 com o Académico de Viseu perante as bancadas despidas do Estádio da Luz, mas ainda assim sentindo o muito audível apoio dos Benfiquistas que assistiram à partida na Fan Zone. Este e a petição pública apresentada pela Benfica são os temas em destaque na BNews.

1. Pela Suspensão da Centralização dos Direitos Televisivos
Saiba como pode subscrever a petição pública apresentada pelo Benfica à Assembleia da República. Um maior número de assinaturas reforçará a expressão da petição e a possibilidade de promover uma ampla discussão entre os partidos com representação parlamentar

2. Injusto
Marco Silva aponta a ineficácia ofensiva e os erros defensivos como razões do empate: "Criámos mais do que oportunidades para fazer mais golos. Na 1.ª parte, o jogo devia estar resolvido. Não esteve. Depois tem de vir a solidez da nossa equipa, como equipa grande que somos, porque é muito importante não sofrer golos da forma como sofremos."

3. Passo em falso
Tomás Araújo lamenta o resultado da partida e enaltece os Benfiquistas: “É impensável começar assim um Campeonato, empatar 2-2. Certamente tivemos falta de sorte também, algumas bolas no poste, muitas oportunidades, mas acho que foi muito fácil a forma como consentimos os golos. Os adeptos fizeram-se ouvir os 90 minutos, muito obrigado por isso. E agora é continuar a trabalhar."

4. Man of the Match 
Prestianni, autor de um golo e de uma assistência, foi considerado o Homem do jogo.

5. Apoio extraordinário
Sem público nas bancadas, mas com fervoroso benfiquismo nas imediações do estádio, a receção à equipa foi memorável.

6. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao Académico de Viseu.

7. Contributo internacional
Michaely Bihina, guarda-redes do Benfica ao serviço dos Camarões, foi eleita a melhor em campo na vitória frente à Nigéria nos quartos de final do Campeonato Africano feminino 2026.

8. Movimentações do defeso
Luís Silva é reforço do basquetebol benfiquista.

9. Mundial Sub-20 de atletismo
Confira o desempenho dos cinco atletas do Benfica participantes no certame."

Nota de pesar e solidariedade


"O Sport Lisboa e Benfica manifesta a sua solidariedade e expressa condolências a todo o povo colombiano e, em particular, às famílias que perderam os seus entes queridos no devastador terramoto que atingiu o país nesta segunda-feira, 10 de agosto.
Neste momento de enorme desafio e dor, o Sport Lisboa e Benfica faz votos para que sejam concluídos com sucesso todos os esforços para recuperar com vida todos aqueles que se encontrem debaixo dos escombros.
Nas pessoas de Richard Ríos e Jhon Durán, internacionais colombianos ao serviço da equipa profissional de futebol do Clube, o Sport Lisboa e Benfica e a Fundação Benfica manifestam a sua disponibilidade para ajudar em tudo o que for necessário."

Vinte e Um - Como eu vi - Académico

Terceiro Anel: Académico...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Académico

Observador: Relatório do Jogo - Académico...

Santana: Académico...

BF: Académico...

BI: Rescaldo - Académico

Vermelho no Branco - Académico...

5 Minutos: Live - Académico

UM PASSO ATRÁS


"Benfica 2 - 2 Ac Viseu

PRÉ-JOGO

1. O estádio está interdito aos adeptos? Os adeptos deram a resposta: que bonita foi a chegada da equipa, foi até de arrepiar! E vai uma aposta? Mesmo com um jogo à porta fechada, vamos fechar a época com o maior número de espetadores na Liga.

2. A mesma equipa de quinta-feira. Marco Silva a dizer como é que é, mundialistas no banco, quem trabalhou com ele desde principio da época. É de líder. Gosto.

3. O Ac Viseu já analisou o Benfica em três jogos oficias. O Benfica ainda não teve oportunidade de os ver em jogos a sério. É uma desvantagem. Não, não é desculpa, é só uma constatação. A diferença de valores dos planteis mais do que nos obriga a ganhar.

JOGO (apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final)

4. Entrámos a carregar, aos 10 minutos já Pavlidis, muito bem assistido por Prestianni, fez um golão - e vou repetir: fez um golão de levantar o estádio! Mas, dirão, o estádio não está vazio? Levantou-se na mesma para aplaudir a obra prima de Pavlidis - até o silêncio aplaude as obras primas.

5. Prestianni está a jogar muito, que grande jogada culminada com tiraço ao poste. Continua assim que vais faturar, miúdo. Outro que está endiabrado é o... adivinhou: Pavlidis. Agora uma na barra.

6. Eles, mesmo a perder, continuam fechados como uma lapa. É que ninguém os tira lá de trás. Nós continuamos a pressionar e a perder oportunidades para o merecido dois-zero. Olhem lá: os ferros da baliza norte não deviam estar connosco? É que já nos tiraram dois golos cantados.

7. Resultado ao intervalo sabe a pouco. E mais não necessito de dizer ou demonstrar.

8. Reentrámos com uma jogada coletiva lindíssima, tinha que ter dado golo. Este Benfica demolidoramente ofensivo está a encher-me as medidas. Só está um-zero? E então? O futebol está lá.

9. Tanto golo perdido e eles empatam num canto em que o Samu não podia ter ficado a meio caminho. Se o um-zero ao intervalo já era injusto, o empate agora ainda é mais, muito mais. Temos 35 minutos mais descontos para garantir os três pontos. Espera aí que o Prestianni já meteu de novo alguma justiça no resultado: que jogada individual, que golo monumental, todo só dele! Lindoooooooo!!! Tiro-lhe o chapéu!

10. Eles têm vindo a chegar à nossa área com demasiada facilidade. Reposicionar o nosso meio-campo é necessário. Porra, eu a escrever e eles a empatarem, de novo de bola parada, desta vez sem quaisquer hipóteses para o Samu.

11. Há por ali uma bola na mão de um defesa deles na área que deixou muitas dúvidas. Para o apitador não foi nada, pode não ter visto, e o VAR?

12. Prestianni continua a querer mostrar como se faz para ganhar este jogo. Agora o redes negou-lhe o merecido bis com grande defesa para canto. Lukebakio, Durán, Schjelderup, todos lá dentro, estamos com a carne toda no assador. Jogadas de perigo, várias, bolas salvas em cima, quase dentro, da linha, etecetera. Golo? Nada!

13. Melhor a exibição que o resultado. Mas o resultado é que vale. Dois pontos desperdiçados em casa com um primodivisionário é péssimo. Muito mau mesmo. As contas fazem-se em maio, mas constroem-se ao longo de toda a época. E arrancámos muito mal na Liga."

O Benfica criou muitíssimo, desperdiçou muito e aproveitou pouco


"Num encontro cheio de ação junto das balizas, as águias cederam um empate (2-2) caseiro contra o regressado Académico de Viseu. Com a Luz sem adeptos, a equipa de Marco Silva teve inúmeras ocasiões de golo, mas foi deixando os visitantes com vida e arranca a I Liga com um tropeção

Pode-se elogiar uma equipa que luta pelo título e que arranca o campeonato com um empate caseiro contra um adversário que pisava a I Liga pela primeira vez no presente século? Claro que sim.
Sem ninguém para aplaudir ou criticar nas bancadas, o Benfica mostrou a evolução que já vive com Marco Silva. Um ataque de combinações e permutas com sentido. Um produto final feito de oportunidades claras de golo. 28 remates, 11 deles enquadrados com a baliza. Gente a crescer de rendimento. Mas...
... do outro lado estava quem entra em 2026/27 com argumentos no ataque. Há o descaramento de Zamora, o critério de Kahraman, os golos de André Clovis. Se o guião do visitante com menos argumentos dita que se deve ser sólido defensivamente, o Académico de Viseu não o foi. Mas conseguiu criar na dianteira e sofrer no fim.
O 2-2 traduz uma bastante entretida noite de futebol em Lisboa. Podia haver goleada ao descanso, acabou com empate no fim. Da capacidade que Marco Silva terá para agarrar nos progressos e não deixar estes pontos perdidos serem mais do que um deslize estará parte do êxito futuro dos encarnados.
Sem público devido a castigo, a Luz tem ares de futebol de pandemia, de bola de Covid, um 2020 em 2026. Os adeptos, do lado de fora, faziam ouvir-se na parte de dentro. O Académico, na I Liga passados 37 anos, certamente desejaria um cenário diferente para apadrinhar o retorno.
O onze do Benfica somente apresentava um reforço. Ainda que Lenglet fosse a única cara nova face a 2025/26, esta já é uma equipa totalmente diferente, uma entidade desportiva transformada, como um homem que entrou num qualquer retiro de metamorfose espiritual. As oportunidades foram-se sucedendo e logo ao descanso a melhor notícia para os visitantes era que o marcador mostrava margem mínima.
O tsunami ofensivo das águias arrancou com dois pontapés de canto, ambos com Ewerton a efetuar as primeiras das oito intervenções que protagonizaria. O 1-0 chegou aos 10', em novo grande lance de Pavlidis, que recebeu de Prestianni e, de pé esquerdou, abriu o marcador.
O remate de Zamora ao poste, ameaçando o 1-1 para o Académico, foi um intervalo na sequência de grandes chances para os da casa. Pavlidis olhava para os colegas e para a baliza, Rafa assumia-se supersónico, Prestianni atuava como quem quer provar algo, mas fazendo-o com cérebro e consequência.
Mas do outro lado mora quem sabe jogar, tem argumentos ofensivos, evidencia boas triangulações e uma fórmula que ainda apresenta o embalo da II Liga. Os viseenses eram frágeis atrás, mas tinham argumentos à frente. Após o intervalo, isso foi evidente. Samuel Soares ainda tirou o 1-1 a Clovis, mas no canto que se seguiu Ruben Pereira, homem de 28 anos a debutar no campeonato de elite e com passagem pelo Seixal, cabeceou para igualar o embate. Falar em sonho cumprido será pouco para o central.
Enumerar as oportunidades que o Benfica foi tendo levaria um extenso lençol de texto. Digamos, em resumo, que Pavlidis mandou ao poste, Prestianni também, que Ruben Pereira salvou no limite um remate de Rafa, que Robinho fez o mesmo com Barreiro, que Ewerton foi brilhando. Havia fluidez e boas combinações, padrões ofensivos nítidos, um ataque que não era só a soma dos seus executantes, mas uma multiplicação, eles ajudando-se e melhorando-se mutuamente.
A equipa forasteira fez o 1-1 aos 55', mas encaixou o 2-1 passados três minutos. Prestianni vai aproveitando uma certa indefinição quanto ao futuro de Schjelderup para viver partindo da esquerda, onde o seu futebol se multiplica. O argentino desequilibra, tendo as suas fintas relação direta com a baliza. O 2-1 foi uma obra de arte.
Talvez tenha sido este o único momento de alguma desconexação do Benfica. O Académico de Viseu já provara a si mesmo ter recursos para marcar e voltou a fazê-lo. André Clovis, homem-golo da II Liga nas campanhas recentes, trouxe para o degrau de cima a sua arte na área e correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Robinho.
Os últimos 25 minutos foram algo diferentes. O conjunto de Bruno Pinheiro assumiu que era preciso juntar-se e sofrer. Marco Silva fez uso do seu rico banco, lançando Ríos, Lukebakio e Durán, e o Benfica teve menos critério, mais precipitação, uma nota superior de individualismo. Nesta linha entrou Lukebakio, um extremo de cara ou coroa, de ganhar o jogo ou perdê-lo. Roçou o golo em duas ocasiões, mas continua sem festejar no campeonato.
O Benfica acabaria por não conseguir desfazer o nulo. Uma noite que chegou a dar ares de goleada acabou em desilusão. O desperdício explica parte do empate, a qualidade do Académico de Viseu também, mas, sim, há sinais positivos neste arranque da era Marco Silva."

Um diabo que traz golos e demónios que reaparecem


"Águia devia ter resolvido jogo antes do intervalo, mas desperdiçou várias ocasiões. Prestianni trouxe rapidez e perigo, mas desatenções deixaram equipa em maus lençóis. Empate histórico do Académico!

Um estádio sem alma, uma equipa que se apaga e um argentino endiabrado que não conseguiu resolver todas as questões que o Benfica ainda tem para tratar. Prestianni foi verdadeiro diabo vermelho à solta, mas um Académico resistente colocou visíveis as fragilidades das águias com duas ou três jogadas bem feitas e dois golos bem apontados.
Para os viseenses, foi uma noite histórica, para o Benfica foi mais uma noite frustrante.
Pelo resultado e menos pelas ocasiões criadas, pois os encarnados podiam ter chegado ao intervalo com vantagem tranquila, mas continuam a dar vidas aos adversários como em épocas recentes e isso, perante quem carrega Viriato na história, redundou num empate amargo.
O Benfica queria repetir a vitória de quinta-feira e, por isso, praticamente não mexeu no «protocolo» dentro do estádio. Marco Silva repetiu o onze, as canções foram as mesmas, o speaker teve o entusiasmo habitual - algo estranho perante as bancadas vazias - e Pavlidis fez golo. A rotina do grego chegou aos 10 minutos, num golo que mostrou a clareza de Prestianni e, sobretudo, a confiança de um ponta de lança em forma.
O 1-0 foi o culminar de um bom início dos encarnados, que só não foi melhor porque Prestianni atirou por cima o lance aos 13’. As notas iniciais mostravam um Benfica bem na recuperação, com Rafa, Pavlidis e Sudakov a darem apoio frontal, Prestianni a meter velocidade. Quando se chegou ao intervalo, havia muitas ocasiões para os encarnados e uma para o Académico: excelente saída de bola, com Zamora a rematar ao poste.
O Benfica saía por cima porque conseguia aproveitar a profundidade perante uns viseenses que se propuseram sempre a jogar e não se refugiaram na «cava» até que o rival os obrigou a fazê-lo.
De lá de fora chegavam cânticos de apoio e talvez tenha faltado povo para não deixar a equipa desligar. No primeiro tempo, já havia sinais, no segundo eles confirmara-se. O Benfica perdeu a concentração por momentos, o Académico ganhou um canto e ganhou um golo: de bola parada, algo a rever pela equipa de Marco Silva.
Seria necessário voltar à cadência de ocasiões do primeiro tempo. Na realidade, bastou a bola chegar a Prestianni. O argentino arrancou um golaço e até aí era a lei do encontro. O camisola 25 transformava em perigo tudo o que recebia, tudo o que distribuía, até que saiu já com 2-2 no marcador e o Benfica lançado no ataque. Porquê? Porque as desatenções continuam.
Não é de hoje, passou por várias épocas e merece reflexão. O povo, por vezes, serve para deixar a equipa em alerta, não a deixar cair, porque no fundo faz parte da sua alma. Mas se parte dessa alma fica à porta, têm de ser os 11 em campo a meter tudo no relvado.
Marco Silva trocou as alas, lançou Durán e ainda substituiu Bah por Dedic. O Benfica finalmente encostou o Académico lá atrás, mas como tantas noites noutras ligas recentes, ficou sem tempo. Ewerton salvou uma bola em cima da linha, Lukebakio atirou ao ferro.
O Benfica jogou em urgência, sob pressão do relógio e marcador. Tem de lembrar-se que ela existe em todo e qualquer momento e uma bola que é atirada para fora da área, pode ser devolvida. Parece básico, mas enquanto não resolver estes demónios, os duelos que parecem pequenos, mas que afinal são decisivos, o Benfica pode muito bem voltar a frustrar-se, como sucedeu neste primeiro empate da História do Ac. Viseu em casa das águias."

Prestianni: 166 centímetros de puro talento


"Nesta fase, agosto de 2026, é ele e mais dez, pois o argentino está 'on-fire'. Pavlidis marcou e falhou três ou quatro. Jhon Durán? Nada egoísta. Barrenechea? A subir. Lukebakio? Entrou bem.

Prestianni (8)
Caros benfiquistas, os 166 centímetros do argentino estão on fire. Nesta fase, agosto de 2026, é ele e mais dez. Começou por ver, ao minuto 12, uma nesga por onde poderia colocar a bola em Pavlidis. Viu e meteu-a. O peito e o pé esquerdo do grego fizeram o resto: 1-0. Pouco depois, recebeu a bola de Barrenechea, passou em ritmo de velocista um defesa viseense e tentou o golo com um chapéu. Saiu ligeiramente por cima da barra. Em cima do minuto 15, obrigou Mestanza a ver amarelo e aos 22’ teve uma jogada absurda, passando, na direita, por dois defesas e rematando, fortíssimo, à base do poste direito de Ewerton. Em cima do intervalo, driblou um adversário e rematou cruzado, ligeiramente em arco, com Ewerton a esticar-se e a evitar o segundo do Benfica. Foi o primeiro a reagir, três minutos depois, ao golo do Académico: recebeu, junto à linha lateral, a bola de Barrenechea, em meia dúzia de toques chegou à área e rematou em arco, golo igualzinho ao que apontou frente ao Hearts. Aos 78’, de novo, remate de muito longe, com Ewerton a desviar para canto. Saiu, pouco depois, para entrar Jhon Durán, o que permitiu ao Benfica jogar com dois pontas de lança.

6 Samuel Soares Viu ao minuto 18 a bola bater no poste direito, mas ficou a sensação de que, se o remate de Zamora fosse mais enquadrado, SS estava lá. Só muito mais tarde, aos 55’, foi verdadeiramente posto à prova. André Clóvis fugiu ligeiramente e disparou forte, mas Samuel Soares desviou pela linha de fundo. Do canto, marcado por Kahraman, nasceu o golo de Rúben Pereira. Sem culpas para o guarda-redes, tal como no golo de André Clóvis. Bem no chão, aos 90+2’, a desfazer um cruzamento rasteiro de Gohi.

6 Bah Como tinha pouco para defender, foi-se aventurando no ataque e, perto dos 45’, rematou forte, na zona frontal da baliza do Académico, mas a bola esbarrou num defesa. Entrou bem na segunda parte, fugindo na área pelo lado direito e rematando contra os pés de Ewerton. Não atacou a bola, como devia, no golo de Rúben Pereira.

5 Tomás Araújo Muito lento a subir na sequência do cruzamento de Robinho, permitindo que André Clóvis estivesse em posição legal no segundo dos viseenses.

5 Lenglet Tentou alguns lançamentos longos para os atacantes, mas todos sem grande perigo. Tal como Tomás Araújo, muito lento a subir no golo de André Clóvis. 5 Dahl — Primeiro tempo a tentar ajudar nas tarefas ofensivas, já que, a defender, pouco teve que fazer. Baixou de rendimento até ao 2-2 e voltou a ser influente no final da segunda parte, em combinações sucessivas com Schjelderup.

6 Barrenechea Está a subir de rendimento. Mais solto, mais rápido, mais intenso. Se continuar assim, Richard Ríos vai ter vida difícil para reentrar no onze. Fez, aos 58’, a assistência para o golo de Prestianni. Assistência semelhante à de Héctor Enrique no golaço de Maradona à Inglaterra no Mundial-1986, mas, mesmo assim, assistência. Quis, já com Ríos em campo, ajudar a desbloquear a defesa viseense, mas era tempo em que havia muitos homens de negro junto do guarda-redes Ewerton.

3 Leandro Barreiro Muito discreto. Sem a intensidade que se lhe conhece e, por isso, sem qualquer influência no jogo dos encarnados.

5 Rafa Andou um pouco escondido até perto da meia hora e depois melhorou um pouco. Primeiro, a contornar Ewerton e, sem ângulo aberto, a rematar com perigo contra um defesa. A bola sobrou para Pavlidis rematar à barra. A segunda parte, porém, foi semelhante ao início da primeira. Saiu aos 76' e saiu bem.

6 Sudakov Apareceu bem cedo a dar nas vistas, quando, sobre a esquerda e junto à linha de fundo, contornou Mestanza. Contemporizou e rematou, mas o espanhol recuperou e intercetou o remate. Baixou de rendimento com o passar do tempo e saiu pouco depois da hora de jogo, cedendo o lugar a Schjelderup.

4 Schjelderup Não foi o dinamizador atacante que costuma ser. Tentou por diversas vezes o golpe de asa, mas mostrou-se pouco objetivo e perdido em demasiados rodriguinhos.

5 PavlidisComeçou por ser um pouco lento a tentar o golo na sequência de um canto de Sudakov, permitindo que Ewerton fizesse a mancha. Pouco depois, redimiu-se. A bola veio pelo ar e desceu quando Pavlidis foi ao seu encontro. O peito do grego fê-la cair na relva e depois o remate de pé esquerdo saiu forte e espontâneo, rente ao poste esquerdo: 1-0. Aos 36’, a bola surgiu-lhe na frente, bem dentro da área, depois de jogada de Rafa, rematando com estrondo à barra. Logo de seguida, rematou forte para grande mancha do guarda-redes do Académico. Podia ter feito melhor no golo de Rúben Pereira, pois a bola, vinda do canto marcado por Kahraman, passou-lhe ligeiramente por cima da cabeça.

5 Ríos Conseguiu fazer o que Barreiro não estava a conseguir: rasgar um pouco as linhas do Académico, indo em busca de cruzamentos para a área. O ponto alto surgiu aos 90’, colocando a bola, na área, em Dedic, que atrasou para o remate perigoso de Lukebakio.

5 Jhon Durán Dizem que é egoísta e só pensa nele próprio, mas não foi isso que se viu na Luz. Muito bem e nada egoísta, junto à linha de fundo, a ceder a bola a Pavlidis, quando poderia ter tentado o golo. Bem também em alguns lançamentos para Schjelderup.

5 Lukebakio Entrou bem. Rápido e incisivo, com sucessivos cruzamentos para a área. Quase marcou em cima dos 90’, após combinação com Dedic. Livre direto muito bem marcado, na direita, com Ewerton a evitar o golo, em cima da linha de baliza, com o pé esquerdo.

Dedic Sete minutos em campo e um atraso para remate perigoso de Lukebakio."