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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Campeão do Mundo

20 anos depois da Vanessa Fernandes se ter sagrado Campeã do Mundo, Vasco Vilaça, tornar-se o 1.º homem português a ganhar a maior competição do Triatlo mundial, com um 2.º lugar na última etapa do Circuito Mundial! Foi por centímetros que escapou a vitória na etapa de Pontevedra, mas o título não fugiu... A vitória da consistência, algo que no Triatlo não é nada fácil conseguir...


4.ª Supertaça

Benfica 73 - 31 GDESSA
20-10, 19-7, 17-7, 17-7

Autêntico capote! Depois dos comunicados pré-jogo, este resultado foi mel!!!
O adversário está mais fraco, mas o Benfica parece mais forte, e ainda falta uma jogadora importante (lesionada) além da lesionada para a época toda: Bettencourt, que com a idade provavelmente não irá regressar ao nível que jogou na última época, e que sem grande margem de discussão foi a nossa melhor jogadora ao lado da Nunn!!!

Novo treinador, novas ideias, ainda será cedo para retirar conclusões definitivas, mas estamos no bom caminho...

Empate a grande velocidade!!!

Sporting 3 - 3 Benfica

Empate, numa partida muito intensa... pessoalmente demasiado agressiva, mas com os árbitros a permitirem tudo, a tornar os jogos quase 'injogáveis', sem espaço para os jogadores demostrarem qualidade individual, tudo demasiado mecanizado! Estilo de jogo, que sempre beneficiou este Sporting, e que ao longo das épocas, tem tornado na minha opinião o Futsal menos atrativo à vista... A diferença é que o Benfica com o Cassiano tem tentado jogar com as mesmas armas... não são bem as mesmas armas, mas são parecidas! Os jogadores do Benfica por exemplo, quando sofrem cargas não se atiraram imediatamente para o chão, tentam aguentar... no outro lado, já se sabe! As primeiras faltas marcadas contra o Benfica hoje, deram falta e amarelo e com muitos mergulhos à mistura!

O Sporting foi mais forte na 1.ª parte, criou mais perigo... no 2.º tempo, o Benfica entrou melhor deu a volta ao marcador, mas o Sporting reagiu... com o jogo empatado perto do fim, o Rocha foi expulso, mas fomos muito incompetentes na forma como atacámos o 3x4 (sem guarda-redes) na quadra!

Depois do empate em Portimão, era muito importante não perder hoje, conseguimos esse objetivo, mas a equipa na minha opinião não está a render tanto como o ano passado, as ausências dos Pivot's (Jacaré e Higor) não foram colmatadas... os putos têm talento e futuro, mas ainda não são jogadores top neste momento!

O NOVO-VELHO AR QUE SE RESPIRA NO FC PORTO E NO FUTEBOL PORTUGUÊS


"1. André Villas-Boas deu-se a conhecer como um dirigente dos novos tempos, como alguém que vinha para ser o motor das mudanças de que o futebol português tanto carecia e carece, uma nova mentalidade, novos métodos de atuação, em suma, uma lufada de ar fresco. Pinto da Costa, porém, doutorado que era em bastidores de arbitragem, deixou o aviso na campanha eleitoral - e pouca gente o levou a sério ou se lembra agora disso: "A partir do momento em que apareceu uma candidatura do André Villas-Boas a arbitragem mudou, coincidência...". Lufada de ar fresco?

2. Árbitro condicionado no Dragão com lance ocorrido na primeira parte passado em vídeo interminável no seu balneário no intervalo do jogo, bolas escondidas pelos apanha-bolas para retardar o reinício do jogo em que o Porto vencia o Sporting pela margem mínima, frases intimidatórias no balneário do visitante no Dragão, temperatura de sauna no mesmo balneário, o primário discurso anti-clubes de Lisboa como a Santa Aliança ou o "manto marrom", a vitimização quando é beneficiado, os comportamentos do banco e as cenas no túnel, tudo isto é velho, tudo isto, sob uma ou outra forma, nós conhecemos há dezenas de anos. Lufada de ar fresco?

3. André Villas-Boas tem que decidir, se é que quer ter alguma coerência naquilo que vai sucessivamente afirmando, normalmente na revista da casa ou à entrada para um qualquer summit, tem que decidir se Rui Costa é um malfeitor que faz alianças espúrias com o doutor Varandas para tramar o Porto, ou se é, como afirmou não há muito tempo, mais precisamente em 28 de maio último, "um senhor do futebol, uma pessoa digna e humana", com quem tem "uma relação muito estreita e franca". A técnica de mudar radicalmente o discurso conforme serve às circunstâncias de cada momento também não é nada de novo por aqueles lados, era uma das técnicas mais utilizadas por Pinto da Costa. Lufada de ar fresco?

4. Pegando na divulgação de emails roubados, descontextualizados e truncados para fazer passar uma ideia que não estava de todo nos seus conteúdos, crime esse já condenado pelo tribunal de primeira instância e sucessivamente confirmados pelo Tribunal da Relação, pelo Supremo Tribunal e pelo Tribunal Constitucional, pelo qual teve o Porto que indemnizar o Benfica em cerca de oitocentos mil euros, fora o que aí vem por danos reputacionais, pegando na divulgação criminosa desses emails veio André Villas-Boas dizer que o Benfica queria um padre no clássico do Dragão. A técnica de deturpar a verdade e baralhar assuntos para esconder escandalosos benefícios próprios também não é nada de novo por aqueles lados. Lufada de ar fresco?

5. A consideração de que André Villas-Boas era uma lufada de ar fresco no futebol português só pode ter vindo de gente ingénua e completamente descontextualizada da realidade. Até quando?"

Puritania rasca!!!

Deve ser proporcionalmente invertido com os pontos perdidos!!!

A sério?! Ninguém sabia disto...!!!

O Elogio Invertido !!!

Batoteiros até ao tutano!!!

Não é Ficção !!!

O que o clássico nos mostrou


"Para que a credibilidade não seja colocada em causa, é imperioso que quem esteja a ver o jogo não tenha a sensação de estar perante um campo inclinado. Foi essa sensação que ficou no Dragão.

Os grandes jogos são aqueles que nos deveriam promover melhor no estrangeiro. Com o processo de centralização nas etapas finais, todos temos a noção de que estes eventos são muito importantes para elevar o nosso produto para outro patamar. Se estivermos atentos, o que se passou dentro e fora das quatro linhas dá-nos uma ideia muito clara da realidade do futebol profissional em Portugal.

FC Porto: preparação ao pormenor
No relvado, a equipa de Farioli tem uma forma de jogar facilmente identificável. Processos simples, mas automatizados. Humildade para dar a iniciativa de jogo aos adversários. Capacidade de luta e de sofrimento. Nas bolas paradas, defensivas e ofensivas, é uma equipa muito forte. Junta a tudo isto uma enorme dose de agressividade. Neste contexto e nesta forma de jogar, o FC Porto é uma equipa muito competente. Tem ainda individualidades que, pela sua capacidade e qualidade, desbloqueiam adversários e seguram vitórias. À cabeça, encontram-se Diogo Costa e Froholdt.
A vertente mental também é muito bem trabalhada. Os jogadores do FC Porto estão preparados para jogar nos limites, para desestabilizar os adversários com palavras e disputas de bola. Aproveitam o ambiente do estádio para condicionar os adversários. Nem todos têm a capacidade de se adaptar a esta exigência, mas, quando se consegue criar este espírito, a probabilidade de sucesso aumenta. Este ADN é um dos pontos fortes do FC Porto.
Fora do relvado criam-se condições para os adeptos entrarem no jogo. A pressão que se coloca nos adversários é enorme e exige um grande autocontrolo, algo que faltou em alguns momentos ao Benfica. Percebemos que todos os pormenores contam quando olhamos para o banco do FC Porto. Está constantemente ativo. Nos momentos de maior tensão, há sempre um adjunto ou um diretor que assume a frente e acaba por absorver parte dessa pressão, deixando o treinador mais resguardado para intervir quando entende ser necessário. Em comparação, no Benfica vê-se precisamente o contrário: o desgaste fica para o treinador.
O FC Porto sabe criar o seu ambiente e utilizá-lo a seu favor. Faz parte da preparação do jogo e é uma das suas formas de competir. A responsabilidade de controlar esse ambiente, dentro das regras, não é do FC Porto. É de quem tem essa função. Se não o fizer, o FC Porto, naturalmente, aproveita.
Pode-se gostar ou não da forma como o FC Porto joga ou como cria adversidades para os adversários. A realidade é que o clube trabalha em conjunto. Existe uma grande organização e nenhum pormenor é descurado.

A experiência conta
Todos sabíamos que o jogo entre FC Porto e Benfica iria ser muito exigente a todos os níveis. A questão da arbitragem é sempre um tema muito polémico, mas fundamental. Por norma, costumamos dizer que os melhores devem estar nos melhores jogos. A definição de melhor não tem só a ver com a qualidade técnica do árbitro. A experiência deve ser um ponderador muito importante nestes encontros. Refiro isto porque os clássicos são muito exigentes e obrigam a que a equipa de arbitragem não se foque apenas na bola, mas em tudo o que se passa no relvado.
Não tenho dúvidas de que Miguel Nogueira ajuizou bem praticamente todos os lances que estiveram no seu raio de ação. A questão é que o jogo também se foi desenrolando no ângulo morto do árbitro e, nesse caso, a equipa de arbitragem tem de ter uma visão mais abrangente do que se passa no relvado. Se, por exemplo, Lenglet foi admoestado por ter tocado na cabeça de André Silva, porque motivo existiu um critério diferente para Alberto Costa ou Samu? Uma equipa de arbitragem mais experiente estaria mais alerta para este tipo de situações.
Pior, destes lances, não só Alberto Costa e Samu não foram admoestados, como Prestianni e Bah, as vítimas, levaram cartão amarelo. Sendo a agressividade nos duelos uma das características do jogo do FC Porto, o facto de não ter visto cartões amarelos deu-lhe a vantagem de os seus jogadores poderem jogar tranquilos e sem condicionamentos praticamente durante todo o jogo, algo que não aconteceu com o Benfica. Para que a credibilidade não seja colocada em causa, é imperioso que quem esteja a ver o jogo não tenha a sensação de estar perante um campo inclinado. Foi essa sensação que ficou no Dragão.

Rui Costa: a (não) reação
Depois de um jogo exigente, com dualidade de critérios, o presidente do Benfica tinha duas hipóteses: falar de uma forma dura ou não falar e ignorar o pedido do seu treinador. O primeiro erro foi ter falado com o símbolo do FC Porto atrás de si. É uma questão básica, um pormenor que demonstra precisamente o contrário daquilo que vemos no FC Porto: fora do relvado, o Benfica não esteve tão atento aos detalhes.
O segundo erro foi o discurso. Nestas ocasiões, os presidentes têm dois minutos para passar a sua mensagem, que deve ser clara e objetiva. Ora, Rui Costa começou por fazer uma análise ao jogo, que é mais o trabalho de um comentador ou treinador, apontou o dedo ao seu jogador, Lenglet, referindo que não deveria ter feito o que fez e, no fim, falou de dualidade de critérios sem tocar em exemplos.
Com esta mensagem, Rui Costa conseguiu transmitir o que queria? Claro que não. Um presidente tem também uma responsabilidade institucional: garantir respeito pelo clube, pelos seus adeptos e pelos seus funcionários.
No final do jogo, o FC Porto passou duas músicas de galinhas, o que demonstrou falta de respeito pelo adversário e pelos seus adeptos. Rui Costa não reagiu a este episódio quando o deveria ter feito e com firmeza. Deste caso saem duas conclusões: a primeira é que o respeito nunca pode faltar entre instituições e que, para que a centralização funcione, este é um pilar fundamental. A segunda é que as grandes instituições também se distinguem pela forma como sabem ganhar. Este tipo de comportamento não contribui para a valorização do produto que todos queremos promover.

A valorizar: Petit
Está a fazer um arranque de Liga muito bom. Santa Clara tem a segunda melhor defesa e o quinto melhor ataque.

A desvalorizar: Vasco Matos
Está a ter um início de época complicado. Ganhou um voto de confiança e uma segunda oportunidade para deixar a sua marca no Estoril."

Hoje veremos que lições Jorge Jesus aprendeu


"Vitória sobre o País de Gales permitiu ao novo selecionador 'molhar os pés' sobre o que é treinar Portugal. Agora chega o primeiro grande teste

A Noruega não é o País de Gales, o Ullevaal não é Alvalade, e Jorge Jesus enfrenta hoje o primeiro grande teste como selecionador nacional, depois do jogo de quinta-feira ter servido para molhar os pés e perceber, afinal, o que é isso de treinar uma equipa nacional.
Mas o Portugal de domingo também não será o que jogou contra Gales na primeira jornada da Liga das Nações. E o Jesus de hoje também não será o de quinta-feira, porque não faltaram lições do primeiro jogo, uma vitória magra que poderia ter tido números bem maiores mas que, valha a verdade, também ficou marcada por um grande susto, aquele aos 74' em que a bola bateu primeiro na trave e depois Rúben Dias evitou o empate sobre a linha.
O problema é saber a que lições Jesus vai ligar — porque é impossível fazer todos os trabalhos de casa quando o tempo é tão curto, dois dias entre jogos, com viagem pelo meio, sem tempo para treinar.
Uma é fácil: Cristiano Ronaldo, neste momento, não tem condições para ser titular na Seleção. Talvez, com mais alguns jogos na liga saudita, encontre melhores índices físicos, mais confiança, e consiga dar uma resposta melhor lá para a frente. Neste momento, vê-lo a falhar golos mas, mais que isso, a tentar chegar às bolas sem o conseguir, a tentar mover-se para ela sem que o corpo corresponda, chega a ser penoso. Ter Cristiano Ronaldo a titular, esta noite, na Noruega, não seria apenas mau para a Seleção — seria péssimo, atrevo-me a dizê-lo, até para o capitão de Portugal (mesmo que ele não concorde), cuja imagem se degrada dia após dia, jogo após jogo da equipa das Quinas, atendendo ao que não consegue fazer...
Mas se uma das lições do jogo com Gales é que CR7 não pode ser titular, não é assim tão evidente quem deva alinhar em vez dele. A resposta óbvia seria Gonçalo Ramos, mas, valha a verdade, o avançado do Milan também não começou bem a época, e nos 23 minutos, mais uns pozinhos, que fez contra Gales esteve longe de encantar.
Por isso, depois de ver ontem Jorge Jesus, em flash-interview no canal 11, a admitir que está «à procura de encontrar um ou outro jogador diferente» em relação ao seu primeiro onze, «que jogue no um contra um, que vá para cima», não me admiraria nada que Rafael Leão fosse hoje um dos dois avançados. E que Francisco Conceição jogasse numa das alas, em vez de Pedro Neto.
Resultará? Só vendo. Mas sem tempo ou treinos para fazer milagres, só mesmo puxando um ou dois coelhos da cartola..."

A “Santa Aliança”: a recriação do “fantasma” que tudo justifica


"André Villas-Boas (AVB) afastou Pinto da Costa mas agora parece empenhado no espírito da sua recriação. Outra vez com a recuperação da narrativa do “contra tudo e contra todos”, talvez a única forma de se convencer a si próprio que não se verga para afirmar, internamente, a sua liderança…

1. .… Mas já vergou: AVB não seguiu o seu caminho, está a ser no pensamento uma cópia mal acabada de Pinto da Costa, não percebendo que os sequazes do ex-líder portista nunca lhe perdoarão. A “Santa Aliança” é apenas uma invenção para tentar manter unido um clube (fundamental para o futebol português) que se apresenta ainda muito dividido. As vitórias estão a dar-lhe alento para recuperar a ideia do bastião. Do ADN. Da perseguição territorial. Do discurso divisionista. E dos plantadores da ideia de que “o resto do País” não quer que o FC Porto ganhe. Não é verdade. São fantasmas. São imagens (antigas) agora utilizadas em forma de holograma. Realidades virtuais. Convenientes. Que têm o condão de atemorizar. Como, aliás, se viu agora no “clássico” com a recriação de um clima e de um ambiente emocionais tendentes a levar o adversário e a arbitragem para uma evidente zona de conforto. Entre méritos e alavancas sistémicas que tornam o futebol em Portugal uma actividade com “coisas muito estranhas”. Mas não apenas de um lado. De muitos lados. O futebol português tem de valer por aquilo que se joga, com base na qualidade do treino e da gestão. E não através de técnicas que não se importam com o lado marginal desta indústria e que ainda dominam o torrão pátrio.

2. No pós-clássico entre o FC Porto e o Benfica houve uma Gala. Glamour, muitos sorrisos, luzes, cumprimentos, abraços, reencontros, prémios e consagrações, palmadinhas nas costas, o ramalhete perfeito. Dois presidentes dos clubes dominantes: André Villas-Boas, presidente-campeão, e Frederico Varandas, questionado acima de tudo sobre o presente e o futuro de Rui Borges. O presidente do Benfica, ausente.

3. E, na plateia, José Fontelas Gomes, vice-presidente da FPF, ex-presidente do CA da FPF, entre Pedro Proença e Reinaldo Teixeira, presidente da Liga. Interessante. Nas declarações à imprensa, André Villas-Boas, vencedor do “clássico”. Nas Galas, somos de facto brilhantes (no sentido da emanação do brilho, mesmo que seja meio natural, meio artificial), mas no intervalo das Galas é que percebemos a realidade do futebol, tipo “Titanic”. Uns de boquilha, outros de salva-vidas. A realidade, extra-Gala, aponta-nos para uma guerrilha institucional, para cenas que não deveriam acontecer nos jogos entre oficiais do mesmo ofício, como ambientes difíceis pré-construídos, acentuada agora pelas declarações de André Villas-Boas (AVB), que relançou o tema da… “Santa Aliança”.

4. Santa Aliança?! Onde? Na segunda Circular ou na narrativa que André Villas-Boas percebe que tem de utilizar porque continua a ter o clube dividido, porque há uma ala que interpreta — apesar dos elogios cirúrgicos — a forma como AVB tratou Pinto da Costa nos seus últimos tempos de vida como uma “traição” irreparável? Villas-Boas apresentou-se como regenerador, como elo de ligação capaz de acabar de elevar o nível do discurso e para, ele próprio, recusar certas técnicas de antanho, sustentadas na promoção interna através da escolha do inimigo externo. E qual foi sempre o “inimigo externo”? Os clubes de Lisboa, a comunicação social de Lisboa e todos os movimentos que não dessem cobertura à dinâmica da vitimização contra o “centralismo”. André Villas-Boas utilizou, de início, um discurso elevado de agregação e, sobretudo, de crítica em relação à gestão de Pinto da Costa e prometeu não dar tréguas a todos aqueles que, dentro do clube, tivessem prejudicado o FC Porto. Onde está essa “limpeza” que prometeu? O grau de satisfação terminou quando o ex-líder da claque [F. Madureira] foi preso? E quem alimentou a estratégia anti-democrática e de abuso da qual AVB se confessou prejudicado e só teve consequências mais visíveis para o ex-líder da claque? Onde estão os resultados da sugerida conduta ética? Onde ficou a crítica de AVB a todos aqueles que deixaram o FC Porto na exaustão financeira e nas condutas paralelas anti-desportivas?

5. Esta asserção da “Santa Aliança”, que é um fantasma e uma asserção de um certo complexo de inferioridade que não tem adesão à realidade de um clube com expressão nacional e internacional, caiu logo pela base no local onde AVB a proferiu, porque se houve esse Santa Aliança Frederico Varandas e Rui Costa estariam alinhados no tema da centralização e estariam alinhados no posicionamento contra o actual presidente da FPF. E não estão.

6. Tivemos no Dragão duas ‘escolas’ de futebol e ganhou aquela que melhor preparou o jogo em termos emocionais, ao seu estilo e sem contemplações.
O FC Porto não é apenas uma equipa com bons executantes e com uma forma de expressar os seus talentos futebolísticos que o leva a gerar supremacias.
O FC Porto, nestas partidas mais quentes, sobretudo com os rivais, transporta o jogo para o patamar que mais lhe convém, porque tem uma história que se convencionou chamar o tal ADN à qual junta, hoje, com André Villas-Boas, a certeza de que é preciso criar um determinado ambiente a partir do qual — quando é necessário — os adversários se sintam desconfortáveis.
O FC Porto aguentou o ‘forcing’ inicial do Benfica, mas nesse embate foi criando as condições necessárias para emocionalmente o Benfica se sentir desconfortável. E o Benfica, com alguns jogadores sem experiência de “clássicos” em Portugal, caiu redondamente na esparrela.
Pôs a funcionar a máquina do seu próprio conforto e, repito, levou o jogo para onde queria, em relação ao rival e também em relação à arbitragem. O árbitro Miguel Nogueira até viu coisas que mais ninguém viu e não viu coisas que deveria ter visto (excesso de dureza).

7. Não me pareceu que Marco Silva, como muitos fazem após derrotas, quisesse tapar o sol com a peneira. Assumiu, aliás, os erros próprios, deixando, no entanto, uma mensagem muito clara, do tipo: eu vim de outra realidade, onde se joga futebol e onde o respeito pelo público e o respeito por oficiais do mesmo ofício e a noção de competir se sobrepõem ao jogo rasteiro e subterrâneo que continua a dominar o futebol em Portugal, em muitas latitudes.

8. O que Marco Silva quis dizer é que, para se sobreviver neste contexto de toxicidade que se cultiva há anos no futebol indígena, é preciso que os homens se transformem em monstros. Sem respeito por ninguém. E isto é dramático. São centenas de mensagens que me chegam a dizer: ‘já não gosto deste futebol que se respira em Portugal, ninguém faz nada para mudar, é sempre a mesma coisa’. E depois vem a lengalenga e as técnicas do costume, muito alavancadas nas redes sociais, em que nada é por acaso. Há muita coisa concertada. Existe uma obsessão de difamar todos aqueles que não dizem ámen a esse tipo de técnicas, gente da televisão — os chamados comentadores-adeptos que, nalguns casos, atiram mesmo o futebol para as profundezas do esgoto — e todos assistimos a este degradante espectáculo com uma permissividade total, sejam governantes, presidentes de câmaras, alegados ilustres cidadãos deste país, gente com ligações à comunicação social e “tutti quanti” de uma “fauna futebolística” sem uma centelha de vergonha e de nível, com preocupações até ao nível de uma certa paz social.
As regras têm de ser iguais para todos. Repito: para todos.

9. Tudo o que vemos sobre os relvados, em termos da capacidade de resposta de um FC Porto forte, nos limites da sã competitividade, é de aplaudir e não venham dizer que esse apego à competição de uma forma militante é uma resposta ao “centralismo”, que já cansa de tanto ouvir e, hoje por hoje, passadas décadas, é uma conveniente mas mera falácia. O problema é o resto: a falta de desportivismo, a procura do conflito gratuito e as pressões feitas sobre quem não se deixa capturar e alinha nessa narrativa ou na exteriorização dessas estratégias.

10. Um dos problemas do futebol português é o corporativismo entre os agentes (nem todos mas muitos ex-treinadores, ex-jogadores, ex-árbitros, candidatos a novos empregos, que, para ganharem os seus milhõezinhos e/ou participarem em ações que lhes dão visibilidade, têm de se calar e fazer de conta que não veem nada e que é tudo uma confabulação anti-futebol. Não se importam de fazer a defesa da corporação, mesmo que ela não ultrapassasse a fasquia de uma certa corrupção intelectual.
Não nos enganem!
Uma vergonha, ainda por cima, cheia de sorrisos falsos e hipócritas! Somos, de facto, um país de “chicos-espertos”!…
Metam a mão na consciência e parem enquanto for tempo!"

The Seleção Podcast - Match Reaction to Portugal’s 2-1 win over Norwaya

Eco: Mauro Xavier

SportTV: Quem é o Pro? - André Almeida vs. Sílvio

Terceiro Anel: Café #25 - EMANUEL ALMEIRANTE, UM BENFIQUISTA COM MUITO SENTIDO DE HUMOR! 🦅🔴☕️

BF: Jogadores...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Samu deve ser castigado?

Throne: The ABSURD Portuguese Rivalries Nobody Talks About

Lesões do menisco: mais vezes acusado ou culpado?


"Operação de Enzo Barrenechea voltou a pôr o joelho no centro das conversas de futebol

A notícia de que Enzo Barrenechea foi operado a uma rotura do menisco medial voltou a pôr o joelho no centro das conversas de futebol. Num desporto feito de travagens, mudanças de direção e contacto, o joelho é particularmente exposto. Mais do que o caso de um jogador, vale a pena perceber o que está em causa numa das lesões mais frequentes do desporto.
Os meniscos são duas estruturas de fibrocartilagem em forma de meia-lua, uma interna (medial) e outra externa (lateral), situadas entre o fémur e a tíbia. Funcionam como amortecedores: distribuem a carga, absorvem impactos e dão estabilidade à articulação. Uma rotura é uma fissura nesse tecido, que no futebol surge quase sempre numa torção com o pé fixo no relvado. Dor, inchaço e, por vezes, sensação de bloqueio do joelho são os sinais mais típicos.
Nem todas as roturas precisam de cirurgia. Lesões pequenas e estáveis podem evoluir favoravelmente com tratamento conservador e reabilitação. Quando a rotura provoca dor, bloqueios, é instável ou tem potencial de reparação, a cirurgia é a melhor opção.
A cirurgia é hoje feita por artroscopia: através de duas pequenas incisões, introduz-se uma câmara e instrumentos finos que permitem ver e tratar a lesão articular. Há duas estratégias de tratamento. A meniscectomia parcial remove o fragmento lesionado e permite, em regra, caminhar logo nos primeiros dias e regressar ao treino em quatro a oito semanas. A sutura meniscal repara o menisco e exige uma progressão mais lenta: descarga, seguida de apoio parcial com canadianas nas primeiras semanas e um regresso ao desporto que ronda os quatro a seis meses.
Poderia parecer que a opção mais rápida é sempre a melhor, mas não é bem assim. Estudos publicados com atletas mostram que apesar da meniscectomia e a sutura meniscal permitirem taxas semelhantes de regresso ao desporto, a articulação tolera pior a remoção de tecido do menisco lateral. Assim, a conduta a adotar deverá ser ligeiramente distinta quando falamos de menisco medial ou lateral, devendo reparar-se quase sempre o menisco lateral, e ponderar com grande critério a reparação do medial, uma vez que a taxa de falência da reparação é superior. A longo prazo, preservar o menisco é proteger a cartilagem e reduzir o risco de artrose.
Depois da cirurgia, a reabilitação é tão importante como o bloco operatório: controlar a dor e o inchaço, recuperar a mobilidade, reforçar a musculatura e só depois reintroduzir corrida, mudanças de direção e treino com bola. A corrida em linha reta surge, em geral, duas a três semanas após uma meniscectomia e cerca de três meses após uma sutura. O regresso deve ser guiado por critérios funcionais, e não apenas pelo tempo.
A maioria dos atletas volta ao mesmo nível. O que determina a rapidez é o tipo e a localização da rotura, lesões associadas como a do ligamento cruzado anterior, a idade, a qualidade da cartilagem e o rigor da reabilitação. Cada joelho tem o seu tempo, e respeitá-lo é a melhor forma de garantir que a lesão de hoje não se torna o problema de amanhã."