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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Benfica e Sporting. O que vale mais: o treinador ou a equipa?

"Águias mantiveram a equipa e mudaram de treinador, os leões mantiveram o treinador e mudaram a equipa. Isto enquanto FC Porto manteve treinador e equipa.

Mercado fechado em Portugal e muitas ilações a extrair, algumas bem curiosas. A começar pelo Benfica, que se apresenta neste início de época a jogar o dobro do que exibiu tanto com Bruno Lage como José Mourinho em 2025/2026. Mérito total para Marco Silva, que já mostra o acerto da decisão de Rui Costa.
Com Lenglet como única cara nova no onze, a equipa desde cedo mostrou outra qualidade, entusiasmando os adeptos. Dinâmicos e ofensivos, os encarnados logo convenceram os mais céticos. O novo Benfica tem tudo para crescer, nomeadamente a partir do momento que João Palhinha entrou nas opções. O internacional português é, sem dúvida, uma mais-valia e o seu futebol musculado vai potenciar muito o rendimento dos mais diversos companheiros. Com um raio de ação tremendo, transmite força e confiança ao conjunto, tornando-o claramente mais forte, tanto pela qualidade futebolística como pela capacidade futebolística.
O Benfica está bem e recomenda-se, mesmo que na prática jogue apenas com dois reforços! Mérito, claro, para Marco Silva, que, em poucas semanas, transfigurou a equipa. Pavlidis recuperou o instinto goleador, Prestianni está a voar, Rafa reencontrou-se com a melhor versão e para o ataque rolar na perfeição só falta Sudakov demonstrar o potencial que levou as águias a investirem 27 milhões na contratação.
O futebol do Benfica é ofensivo, pressionante e os adeptos acreditam na equipa. Grande trabalho de Marco Silva, que, depois de ter alcançado o primeiro objetivo da temporada, a qualificação para a fase de liga da UEFA Europa League — na qual é um dos favoritos a conquistá-la, caso a leve a sério e não a torne uma prova secundária, como, por exemplo, o FC Porto optou na época transata — vai ter tempo para melhor integrar os mais recentes reforços (Echeverri e El Karouani) durante o interregno para os compromissos das seleções, embora até lá a equipa tenha os dois primeiros grandes testes: Milan, em Itália, no próximo dia 16, e FC Porto, no Dragão, quatro dias depois.
O FC Porto evolui na continuidade e teve o grande mérito de ter segurado todos os titulares, o que permite à equipa manter o nível que a levou ao título nacional. A novidade resume-se à posição de ponta de lança e só há alterações devido à grave lesão de Samu. André Silva tem sido a aposta mas o lugar, mais jogo menos, jogo é de Santiago Gimenez. De resto, conjunto ainda mais equilibrado, com várias soluções e o cuidado especial de ter duas opções de nível para cada posição — Inbeom Hwang, bem conhecido de Farioli do campeonato dos Países Baixos, e o resgatado Fofana, garantem tranquilidade nos momentos de rotação.
Curiosidade a recair no rendimento de Souza, a aposta para estabilizar a posição de lateral-esquerdo, a única sem um indiscutível, e a capacidade de resposta da equipa às exigências do calendário, esta época bem mais exigente, dado o regresso à UEFA Champions League.
Ao contrário do Benfica, que manteve a equipa e mudou de treinador, o Sporting manteve o treinador e mudou a equipa — o FC Porto manteve treinador e equipa, o que talvez explique a vantagem ganha já neste arranque de campeonato —, o que necessariamente tem custos, ainda para mais perdendo vários jogadores diferenciados, casos de Diomande, Hjulmand, Trincão, Pedro Gonçalves ou Quenda.
Rui Borges começa uma nova obra em Alvalade, depois de ter brilhado como trabalhador de recurso na primeira (e incompleta época) e de já com o estatuto de campeão ter falhado na segunda. Quis lutar por todas as competições e acabou por não ganhar nenhuma. Valeu-lhe a sensacional participação europeia, a qualificação in extremis e logo direta para a Champions e a… confiança de Frederico Varandas.
Feliz do treinador que tem o total apoio do presidente. Rui Borges precisa de tempo para reconstruir a equipa e Varandas, creio, vai dar-lho. A primeira prova foi a renovação de contrato após uma época de desilusão. O treinador só pode sentir-se tranquilo e motivado, até porque agora o peso da herança de Ruben Amorim se desvaneceu quase por completo — restam praticamente só Gonçalo Inácio, Maxi Araújo e Geny Catamo.
Manteve-se a defesa e a birra de Luis Suárez passou com o fecho do mercado, mas a base para a reconstrução ficou ainda assim instável e há que encaixar rapidamente vários dos 10 reforços. Tarefa difícil com o comboio em andamento, ainda para mais depois de as expectativas dos adeptos muito terem aumentado com um fator ao qual nunca dei o mínimo de relevância: os resultados de pré-época.
Sergi Altimira é, para já, o único reforço que não levanta dúvidas, pois Zalazar parece estar a acusar o peso dos 30 milhões e Doumbia ainda procura assimilar as ideias do treinador. Veremos como Rui Borges os encaixa. Diria que terá de insistir até à exaustão, pois considero o uruguaio um craque e o italiano um médio moderno, daqueles que fazem várias posições, e com uma enorme margem de progressão. O pior para ele é que terá de fazer isto a ganhar, pois ninguém lhe irá perdoar uma época como a anterior…"

Um rápido duche de realidade para os clubes portugueses na Europa


"«É importante começar a ganhar, uma equipa jovem com jogadores a jogarem a Champions pela primeira vez.»
Rui Borges, treinador do Sporting, após a vitória sobre o Galatasaray

O Sporting venceu, o FC Porto perdeu, resultados pouco surpreendentes, atendendo à qualidade dos adversários na Champions, mas que valeram um pequeno duche de realidade, talvez não um banho completo, sobre a qualidade atual do futebol português e a capacidade de discutir jogos nas competições europeias.
Para o Sporting, ontem, ganhar em casa ao Galatasaray, do pote 3 (e a equipa com pior ranking desse pote), era quase uma obrigação para cumprir o objetivo de seguir em frente na Liga dos Campeões, mas aqueles primeiros 20 minutos serviram de aviso: a caminhada do leão na época passada foi excecional, em todos os sentidos da palavra — incluindo parecer irrepetível.
O Galatasaray pode ser do pote 3, mas é o tetracampeão dum dos maiores mercados da Europa, com encaixes televisivos incomparáveis com os lusos e a vantagem adicional de os jogadores praticamente não pagarem impostos — um contrato de 5 milhões na Turquia vale na prática o dobro de em Portugal.
Mesmo sem Osimhen ou Rafael Leão, aquele domínio inicial do Gala faz adivinhar que o Sporting não vai ter vida fácil na Champions, mais ainda com tantos jogadores novos nestas andanças, como assinalou Rui Borges — independentemente da qualidade dos jogadores, manter apenas dois titulares do meio-campo para a frente tem de ter consequências, pelo menos nestes ambientes diferentes, aos quais os reforços não estão habituados.
Para o FC Porto, perder em casa com o Manchester City nada tem de problemático, mas o mesmo não se pode dizer de ter feito apenas 5 remates em 90 minutos, e nenhum enquadrado com a baliza de Donnarumma, e de o primeiro ter surgido apenas aos 57 minutos de jogo, quando os dragões já perdiam (nunca o FC Porto tinha passado toda uma primeira parte na principal competição de clubes da UEFA sem fazer sequer um remate).
Na campanha positiva na UEFA Europa League na época passada, o FC Porto venceu 7 de 12 jogos. Dos cinco que não ganhou, três foram contra uma equipa inglesa, o Nottingham Forest (um empate em casa e duas derrotas fora), que eliminaria os dragões nos quartos de final. Se contra um clube que luta para não descer na Premier League as dificuldades foram tantas, porque haveria de ser diferente com o City?"

Os clubes fazem as regras e depois assobiam para o lado

"Enquanto não percebermos que há um desígnio comum, o produto continuará a valer pouco. E a centralização está aí a bater à porta. Mas há mesmo um desígnio comum?...

Semana após semana, e às vezes dia após dia, vemos protagonistas do futebol português a insurgirem-se contra tudo e um par de botas. Normalmente o «par de botas» pode trazer algo de original (um exemplo: porque não vender cerveja nos estádios?), mas o «tudo» acaba sempre nos regulamentos da Liga Portugal, que como o próprio conceito indica regulam as provas profissionais.
Ora, o mais engraçado para quem vê de fora será (até que a voz nos doa) lembrar que esses regulamentos são não só aprovados como redigidos e pensados pelos clubes profissionais. A Liga não é mais do que a soma dos clubes profissionais, com uma direção executiva para fazer cumprir o que eles, clubes, decidem soberanamente em assembleias.
Está vertido nos regulamentos que um relvado que tenha duas avaliações negativas consecutivas fica automaticamente interditado até nova ordem. Foram os clubes que aprovaram esta norma. Mas assim que um deles é apanhado nessa curva «ai Jesus que nos estão a tentar prejudicar». Não: os maus relvados é que prejudicam o futebol português. Como a má iluminação ou as bancadas vazias. São três pilares essenciais para o sucesso do negócio. Ou o futebol só é negócio quando nos convém?
Se está escrito que esta suspensão automática existe, não consigo entender, sequer, que se reclame. A não ser que o Estrela da Amadora coloque em causa a avaliação feita ao relvado, mas isso parece-me que ninguém poderá, de boa fé, contestar. 
O mesmo quanto aos calendários. A queixa do treinador do Moreirense sobre ter tido que jogar a meio da semana chega a ser risível. Os regulamentos — finalmente e de forma clara — privilegiam as equipas que representam o País na Europa. O Moreirense, clube altamente profissionalizado, dotado de meios suficientes para jogar ao mais alto nível (foi licenciado, certo?), vê-se forçado a jogar três partidas numa semana e queixa-se disso como aparente tentativa de justificação de uma derrota pesada frente ao Benfica.
O Moreirense fez, até ontem, cinco jogos esta época. O Benfica jogou 11.
Podemos tentar encontrar mil e uma razões de queixa para os desequilíbrios do futebol português, mas por favor não sejamos demagógicos.
Aliás: enquanto não percebermos que há (há?) um desígnio comum, o produto continuará a valer pouco. E a centralização está aí a bater à porta..."

Manipuladores de opinião

Falta total de credibilidade...

Interessante...

Números...

Medíocres...

“Jogo perigoso passivo” 🤣🤣🤣 Obrigado pela gargalhada matinal, O Jogo

Institucionalmente incompetentes...

Lembraram-se...

Impunidade...

20 Anos Benfica Campus | Episódio 9

BF: Marco Silva...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Da perturbação à paz, a noite do Sporting

Observador: E o Campeão é... - O Sporting renasceu e o Benfica esmagou sem piedade?

Observador: Três Toques - Bola de Ouro sem a rainha e com muito amor no ar no US Open

Liga: Estrela 2 - 1 Braga

SportTV: Europa - S02E01 - Melhor a Sul do que a Norte

BI: Megafone #38 - Portugal e as Apostas Desportivas

SportTV: Primeira Mão - Muitas trocas e baldrocas. Quem fez o melhor mercado?

Rabona: Fiorentina spent €120m to stop being a mess. It didn’t work…

ESPN: Futebol no Mundo #630

Zero: Fantasy - Jornada 6, um olhar para o futuro

DAZN: F1 - Antevisão ao Grande Prémio de Espanha

Três pontos merecidos

"O Benfica ganhou por 0-4 na visita ao Moreirense. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Triunfo e boa exibição
Marco Silva elogia o desempenho e a mentalidade dos jogadores: "Vitória totalmente justa. Mesmo não conseguindo marcar, a equipa manteve sempre a intensidade e a nossa identidade bem presente e praticamente jogámos nos nossos 50 metros ofensivos."

2. Focados
Autor de um golo e de uma assistência e considerado o Homem do Jogo, Prestianni valoriza o coletivo e perspetiva o futuro: "De jogo para jogo, estamos a fazer cada vez melhor. É continuar neste caminho. Há muito pela frente e vamos continuar a dar tudo."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os quatro golos marcados pelo Benfica ao Moreirense.

4. Agenda
A equipa B visita a Académica na sexta-feira, às 20h45.

5. Arranque da defesa do título
As hexacampeãs nacionais de futebol têm embate com o Racing Power, referente à 1.ª jornada da Liga BPI, no Benfica Campus (sábado, 20h30).

6. Contributos internacionais
Ana Clara Oliveira, eleita a melhor em campo, e Thaís Lima jogaram pelo Brasil no Mundial Sub-20 de futebol.

7. Movimentações do defeso
A hoquista Sofia Moncóvio prolonga o vínculo ao Benfica.

8. 20 anos do Benfica Campus
Veja o 8.º episódio da série dedicada ao 20.º aniversário do Benfica Campus."

O desporto dá saúde? Nem sempre

"O ciclista português, João Almeida, lamentou que estejamos a chegar aos limites do que o corpo humano aguenta, dias antes do tenista espanhol Carlos Alcaraz ter vomitado em 'court' durante o US Open

Diz o velho ditado que o desporto dá saúde. Acredito que sim, mas há uma frase de João Almeida que não me sai da cabeça esta semana: «Estamos a chegar ao limite do corpo humano.»
Disse-a na Vuelta, a propósito do calor extremo que tem acompanhado a corrida e depois de pedir para que a entrevista fosse feita à sombra. Por causa do calor que obrigou, inclusivamente, a organização a encurtar uma etapa em 79 quilómetros. Não era uma metáfora. Estava a falar literalmente do corpo. Daquilo que consegue suportar antes de deixar de conseguir responder.
Pouco depois, do outro lado do Atlântico, Carlos Alcaraz ofereceu uma imagem quase perfeita dessa mesma fronteira.
O espanhol perdeu com Ben Shelton nos quartos de final do US Open, depois de 4 horas e 28 minutos de ténis. O encontro terminou às 3h33 da madrugada, no jogo mais tardio da história do torneio. Pelo caminho, Alcaraz chegou a vomitar em court. Ainda assim, recuperou, levou o encontro ao quinto set e só caiu no tie-break decisivo.
É extraordinário? É.
É também preocupante? Talvez devêssemos ter a coragem de dizer que sim.
Porque há uma coisa que o desporto parece ter aprendido a fazer que é transformar o sofrimento em virtude.
O atleta que joga lesionado é um guerreiro. O que compete com febre é um exemplo de compromisso. O ciclista que atravessa temperaturas impossíveis é um herói. O tenista que vomita, limpa a boca e continua a jogar está a «dar tudo».
E nós aplaudimos. Solidários.
Aplaudimos porque é emocionante. Porque é aquilo que queremos acreditar que distingue um campeão de todos os outros: a capacidade de ir onde os outros não conseguem ir. Mas talvez estejamos a confundir coisas.
A superação não pode significar ignorar os sinais do corpo.
João Almeida não estava a pedir menos competição. Estava a chamar a atenção para uma realidade que o desporto profissional conhece demasiado bem: há condições em que o corpo deixa de ser uma ferramenta de rendimento.
Porque os atletas não são máquinas, mesmo que alguns pareçam, como Fernando Pimenta, implacável na sua canoagem. Não são personagens de vídeo com uma barra de energia que se regenera-
Alcaraz regressava no US Open depois de quatro meses afastado devido a uma lesão no pulso.Depois de perder, disse que saía do court feliz, orgulhoso e saudável. Talvez esta última palavra seja a mais importante.
O problema não é o atleta querer ultrapassar os limites, faz parte da essência, da competição. O problema começa quando, espectadores, treinadores, organizações, patrocinadores esperaram que o faça sempre.
Quando a desistência passa a ser fraqueza.
Quando parar passa a ser falta de coragem.
O desporto precisa de continuar a ser extraordinário. ter emoção, histórias, recordes, feitos que parecem impossíveis.
Mas talvez tenhamos de começar a celebrar também outra forma de coragem: a coragem de dizer basta.
Até onde estamos dispostos a ir para continuar a ter espetáculo?"

A nota deve estar a ser negociada!!!

Realizadores são sempre os mesmos independentemente dos canais...

Manhoso, miserável e obediente ao dono

Benfica Podcast #601 - Scheldranni

Vinte e Um - Como eu vi - Moreirense...

Oliveira: Moreirense...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Moreirense

BF: Moreirense...

Observador - Relatório do Jogo - "Benfica faz um grande jogo com uma vitória indiscutível"

Observador: Relatório do Jogo - Homem do jogo? "Prestianni mete toda a gente a jogar"

Terceiro Anel: Moreirense...

MS: Moreirense...

BI: Rescaldo - Moreirense...

Terceiro Anel: Live - Moreirense...

5 Minutos: Live - Moreirense...

QUE BELA JOGATANA!

"Moreirense 0 - 4 Benfica

PRÉ-JOGO
Ideias escritas antes do jogo.
1. O que eu gosto de ver o Benfica no norte! Tomara que o Estádio da Luz, tantas vezes amorfo, replicasse - em maior, claro! - o ambiente de apoio à equipa que os Benfiquistas do norte proporcionam.
2. A nomeação de Fábio Veríssimo para este jogo, passadas que foram menos de 48 horas desde o final do Estoril-Arouca, é tudo menos transparente - por isto: a este nível os árbitros sofrem o mesmo desgaste físico dos jogadores, que precisam de 72 horas, como minimo, para recuperar fisicamente entre jogos. Então se a primeira categoria tem 26 árbitros, qual a necessidade de nomearem um que esteve em ação há menos de 48 horas?
3. A dúvida persistia: vai Marco Silva manter o Sudakov no onze? Não, não manteve, é Schjelderup que vai a jogo. Absolutamente de acordo. E no lugar de Bah vai Banjaqui! Carrega, miúdo!

JOGO
Apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final do jogo.
4. Ainda mal começou e já tivemos a primeira oportunidade: Pavlidis para a cabeceira do estádio onde estão os nossos. Mais outra oportunidade (Rafa) e mais outra (Lenglet). Entrada forte!
5. Lance muito duvidoso sobre Pavlidis. Apitador Veríssimo ignora. Relvado a levantar tufos a qualquer mudança de direção. Mais um relvado pintado? Está caro o metro quadrado no último terço do nosso ataque. Chegam a fazer uma linha de seis. 25 minutos de algum domínio inconsequente.
6. Uma bela jogada Pavlidis-Prestianni-Schjelderup, toda de primeira, saiu um pouco ao lado o remate do miúdo norueguês, quase golo. Mas é esta a fórmula para desmontar o autocarro: troca de bolas rápidas, de primeira, em progressão.
7. Mais duas oportunidades: Dahl primeiro e no canto um cabeceamento ao terceiro poste para o meio e outro cabeceamento safo pelo redes em cima da linha. Cheira a golo mas não há golo. Mais uma: livre direto de Schjelderup a rasar o poste direito.
8. Banco do Benfica de pé por causa de uma falta sobre o Lenglet na área. O apitador Veríssimo mandou jogar, para ele não se passou nada. O costume. Entretanto o VAR chamou-o: está a oferecer resistência no monitor, demora, demora, demora, aí vem ele: penálti! PA-VLI-DIIIIIIIIS!!! Fez-se alguma justiça antes do intervalo. E eu estava a ver que não via um golo na "nossa" baliza.
9. A torrente ofensiva continua e o perigo na baliza deles também. O intervalo vem aí e é um verdadeiro balão de oxigénio para o Moreirense. Golos esperados: 0,08 para eles, 2,25 para nós, acumulámos 6 grandes oportunidades, etecetera, domínio no relvado e nas estatísticas.
10. Segunda parte começa com jogo mais aberto, o perigo maior é nosso, e o golo também: Prestianni a assistir, Schjelderup a faturar, nós a festejar! 1904! 1904! Vantagem justíssima!
11. Obrigado, Prestianni, obrigado, que lindo, mais um momento dos teus, que maravilha! Três-zero, crl, está feito. E que bonito foi ver agora o capitão Tomás a festejar com o Banjaqui uma ação defensiva do miúdo. Já escrevi isto no último jogo: Lenglet está a subir de rendimento a olhos vistos. Hoje foi um senhor! Patrão Palhinha com capitão Aursnes em campo: primeiros trinta minutos da dupla.
12. AURSNES!!! Quatro-zero, era impossível falhar este golo cantado e nós cantámos. Estamos a jogar muito. O capitão a merecer faturar no regresso. Amarelo pro Palhinha numa jogada inofensiva: estava mortinho para o amarelar. Mais uma destas, sai do jogo e fica de fora do Dragão. Eu tirava-o já.
13. Vamos lá ver um pouco do El Karouani. Como se diz boa sorte em marroquino? Fim do jogo, belo jogo, o melhor dos nossos que vi em Moreira, e já vi vários, uns cinco ou seis. Gostei!
Uma palavra especial para o Schjelderup na noite do regresso ao onze. Categoria, a mostrar que é craque, que podemos contar com ele. Junto com o Prestianni fazem estragos. Toca a preparar o Dragão! (Nota posterior: primeiro vencer o Gil na Luz)"

Olá, eu sou o Prestianni, viva, eu sou o Schjelderup. Nós somos os craques altamente compatíveis do Benfica


"Ambos marcaram, ambos assistiram. O argentno e o norueguês, titulares em simultâneo pela primeira vez, brilharam no 4-0 das águias contra o Moreirense, num triunfo aberto por um penálti de Pavlidis

Dizem os mais sábios que o futebol não é um jogo de soma e subtração, mas sim de multiplicação e divisão. Um bom jogador numa equipa não é apenas mais um, é a introdução de um novo agente capaz de mutiplicar a qualidade total, sendo o inverso, também, verdade.
Não é uma questão de acrescentar ou retirar qualidade. É todo um ecossistema que se multiplica.
O bom momento do Benfica tem sido feito sem recorrer ao uso simultâneo dos dois mais entusiasmantes homens do plantel. Há Prestianni, a voar neste arranque de época, há Schjelderup, quem mais cresceu na temporada passada, mas só fora possível ver a dupla em conta-gotas.
Até Moreira de Cónegos. Marco Silva lançou-os de início pela primeira vez e viu-se uma conexão assinalável, uma compatibilidade quase natural, um entendimento entre quem fala a mesma linguagem, joga o mesmo jogo. Multiplica-se.
Andreas marcou e assistiu. Gianluca assistiu duas vezes e fez um golo notável, um exercício de supremo talento. E o Benfica já vai em seis triunfos consecutivos, goleando o Moreirense por 4-0.
A equipa de Vasco Botelho da Costa, depois da excelente imagem no Dragão, sofreu desde o início com a pujança atacante dos lisboetas. Havia dinâmica, movimentos já padrão, uma equipa que em tempo recorde criou um saber jogar estável e cheio de automatismos.
O 1-0 só foi em cima do intervalo, mas aí já as águias poderiam lamentar-se de muito desperdício. Com Daniel Banjaqui a titular, aproveitando a lesão de Bah, Pavlidis, Rafa ou Dahl foram falhando bolas de golo.
Do outro lado, o Moreirense pouco mais foi fazendo do que atrasar o 1-0. Botelho da Costa falou sobre o desafio, para si e para os jogadores, de jogar a meio da semana, e notou-se um conjunto diminuído face ao passado desafio, para isso contribuindo também a indisponibilidade de João Veloso.
O aguardado 1-0 chegou no tempo de compensação da primeira parte. Alexandre Parsemain não tem encantando pela qualidade goleadora na I Liga e, para piorar, ainda fez uma abordagem imprudente quando estava a defender um canto. Na sequência de longa revisão de VAR foi assinalado penálti, transformado por Pavlidis.
A segunda parte foi o apogeu do Schjelderup-Prestianni, do Andreas-Gianluca, do talento vezes talento. Eles procuraram-se, eles encontraram-se, eles divertiram-se. Eles contornaram até as dificuldades de um relvado em mau estado, um clássico deste campeonato.
Aos 55', Prestianni trabalhou pela esquerda e, em vez de colocar de forma mecânica na área, olhou, deu atrasado e Schjelderup surgiu para marcar. Aos 59', os papéis inverteram-se, mas com toques de solista argentino: Gianluca arrancou, ultrapassou Gilberto Batista, teve notável força física para se manter na jogada e finalizou com precisão. Está imparável.
Marco Silva aproveitou para gerir os minutos de vários titulares. São já seis vitórias seguidas, vindo aí a receção ao Gil Vicente antes das visitas a Milão e Porto, testes de alta exigência.
Fredrik Aursnes, livre de lesão, saiu do banco para fixar o 4-0 final. A assistência? De Schjelderup. Se Marco Silva já vinha construindo um coletivo de respeito, juntar-lhe os craques complementadores, os elementos de multiplicação, pode tornar o Benfica em caso sério."

Um anjo a derramar bênçãos e a consolar corações contritos

"Prestianni foi a figura maior da vitória do Benfica sobre o Moreirense. Num mini-inferno da Luz, ou melhor, num paraíso vermelho no Minho, encarnados, com exibição de alto nível, fazem sonhar adeptos

A reação tão eufórica quanto apaixonada por amor correspondido, como a que se viu desde o apito inicial até à despedida da equipa, foi a melhor prova de que os adeptos do Benfica voltam a acreditar depois de passarem por provações, adversidades ou dúvidas que corroem a fé como a ferrugem o ferro. A equipa de Marco Silva reconquistou essa força para atacar a conquista do título de campeão, confirmou sinais de evolução, suficientes para golear, sem mácula e com exibição de luxo, o Moreirense. Não é um produto acabado, longe disso, afinal ainda ontem se estreou mais um reforço (El Karouani), mas os sinais são tão positivos que o mini-inferno da Luz no Minho se transformou em espécie de paraíso vermelho.
Será quase obrigatório dar o pontapé de saída desta crónica por Gianluca Prestianni, hoje um anjo que derrama bênçãos (um golo e uma assistência, e muito mais do que isso) a atender corações contritos de adeptos pelo passado recente. Foi o avançado argentino, sobretudo, que fez palpitar os corações vermelhos e quem os consolou. Foi acompanhado por outros, como Schjelderup ou Pavlidis, e foi acompanhado depois por todos. O Benfica foi equipa completa, com erros também, claro, da baliza ao ataque.
Os três pontos conquistados neste jogo em atraso da terceira jornada mostraram o Benfica no caminho certo para jogar como gostam sócios e adeptos, à Benfica — entrada fortíssima em campo, utilização de vários recursos no ataque (passes curtos ou longos com vertigem pela baliza, explorando, sobretudo, o corredor esquerdo), linhas adiantadas, recuperação da bola rápida e no meio-campo adversário, velocidade, oportunidades em abundância, embora desperdício a mais para tanta produção.
Aos 10 minutos, o Benfica tinha construído e perdido três oportunidades claras de golo, arrancou logo com Pavlidis aos 36 segundos. Desde aí não parou até ao fim.
Marco Silva apostou, pela primeira vez, em Prestianni e Schjelderup de início, que tinham coincidido em campo nos últimos 30 minutos com o Marítimo. Esse ensaio no Funchal foi positivo e conheceu, agora no Minho, a evolução. O argentino jogou nas costas de Pavlidis, em detrimento de Sudakov, e o norueguês na esquerda — foi por aí que a bola mais andou, sem que o Moreirense encontrasse soluções para travar o impacto dos três.
Já com alguma ansiedade no banco do Benfica, provocada pela sucessão de ocasiões desperdiçadas, o golo chegou depois de intervenção do videoárbitro, depois de Fábio Veríssimo, condescendente disciplinarmente, não ter visto pontapé de Parsemain sobre Lenglet, após cabeceamento do francês num canto. Pavlidis não perdoou — bola para um lado, André Ferreira, que já tinha feito tantas defesas, para o outro. Os números do final da primeira parte diziam tudo sobre o domínio do Benfica — 25 ataques, 72 por cento de posse de bola, 13 remates, seis cantos e 14 cruzamentos.
O Moreirense, apesar de pouco ter conseguido sair para o ataque, foi, na primeira parte, equipa competitiva, intensa e quase imaculadamente competente a defender, mesmo em muitos momentos de aflição. Ameaçou Samuel Soares só uma vez. No segundo tempo, chegou duas vezes à baliza dos encarnados nos primeiros dois minutos, mas o génio de Prestianni — deixou Dinis Pinto pregado ao relvado antes de assistir com tanta classe como tranquilidade Schjelderup para o segundo golo. O avançado argentino derramou mais uma bênção — deixou Gilberto Batista para trás, depois de aguentar carga do rapagão mais alto 21 centímetros, e finalizou à frente de André Ferreira.
Marco Silva começou depois a pensar nos próximos jogos, o primeiro já no domingo, com o Gil Vicente, na Luz, tirou do jogo Prestianni, Barreiro e Pavlidis, para alimentar o desejo de jogar de Durán, Aursnes e Lukebakio.
Já com o Moreirense destruído, houve ainda mais um golo, de Aursnes, com a cortesia de Schjelderup na assistência."

Prestianni e Schjelderup: o novo pesadelo dos defesas

"Argentino e norueguês endiabrados na goleada das águias em Moreira de Cónegos, 3.ª jornada do campeonato

Melhor em campo - Prestianni (8)
Mais um jogo incrível do argentino de 20 anos, desta vez não na posição de extremo, mas ao centro, como número 10, onde até aqui jogava Sudakov. Prestianni voltou a colocar talento, alma e eficácia no jogo e voltou, igualmente, a ser o elemento mais entusiasmante da equipa. Logo no primeiro minuto do jogo colocou Pavlidis na cara do golo, mas o grego estava em posição irregular. Aos 6’, Prestianni rematou para boa defesa de André Ferreira, aos 18’ disparou por cima da trave, aos 28’ fez novo remate em zona frontal à baliza, aos 29’ ofereceu a Schjelderup a possibilidade de rematar com perigo. Voltou a vestir a pele de assistente quando, aos 35’, deixou Dahl em situação perfeita para finalizar e, no intervalo de tanto, Prestianni foi ainda mais: intenso e agressivo na recuperação, inteligente a recuar para receber bola e ligar a equipa. E parecendo difícil, ainda conseguiu melhor: depois de grande jogada ofereceu o segundo golo a Schjelderup e aos 59’ correu meio-campo fora e finalizou com classe, para o terceiro golo das águias.

(6) SAMUEL SOARES - Exibição sólida e segura, entre os postes e também fora deles. Aos 13 minutos percebeu que Parsemain iria ficar isolado e antecipou-se fora da área. Merece destaque o lance, aos 40’, em que o guarda-redes se projetou em voo e a soco, com muita coragem, negando possibilidade de remate potencialmente perigoso, novamente a Parsemain.

(5) BANJAQUI - Estreia absoluta, e a titular, o jovem lateral-direito de 18 anos começou um pouco nervoso, perdendo alguns passes em zona defensiva. Foi crescendo, jogando pelo seguro e sobretudo ganhou atrevimento para se projetar pelo flanco, no ataque. Até final do jogo alternou entre a insegurança e a vontade de mostrar serviço.

(6) TOMÁS ARAÚJO - Esteve perto de marcar de cabeça (36’), mas André Ferreira fez uma grande defesa. Globalmente atento e prático a limpar lances defensivos, mas aos 40’ deixou-se bater em velocidade e não teve força para travar Parsemain; valeu Samuel Soares à equipa.

(7) LENGLET - Primeira parte de grande nível, com o central a juntar a competência defensiva a uma invulgar capacidade no passe longo. Dessa forma, aos 6 minutos descobriu Prestianni solto na área do Moreirense e Pavlidis, aos 15’. Aos 7’ subiu e rematou de cabeça com perigo, fazendo o mesmo aos 38’ e aos 44’; neste último lance ‘ganhou’ penálti para o primeiro golo da equipa.

(5) DAHL - Certinho como um relógio a defender e na segurança do passe, mas com impacto discreto no ataque. Aos 35 minutos teve possibilidade de se destacar, mas falhou incrivelmente o remate, no coração da área, na sequência de grande passe de Prestianni.

(6) JOÃO PALHINHA - Lutou muito no meio-campo, recuperou muitas bolas, dobrou bem os laterais, mas também se precipitou um pouco no passe e perdeu alguns lances. Aos 51 minutos fez um belo passe longo para a velocidade de Prestianni e depois seria o próprio Palhinha a finalizar, com um remate ao lado do poste. Aos 65’ voltou a ter qualidade para lançar Rafa na área.

(6) LEANDRO BARREIRO - Batalhador e contribuição preciosa para uma reação forte à perda da bola. Aos 28 minutos quase conseguia desviar para a baliza do Moreirense um remate deficiente de Prestianni e aos 39’ conseguiu ganhar espaço e com mais qualidade no domínio da bola poderia ter causado muito perigo.

(7) RAFA - Sempre à espreita do espaço para finalizar e influente na circulação de bola. Aos 6 minutos teve grande oportunidade, mas rematou ao lado do poste. Aos 35’ voltou a tentar a sorte, e desta vez foi André Ferreira a travar a intenção. Rafa também foi solidário a defender.

(8) SCHJELDERUP - Estreou-se a titular na Liga. Revelou entendimento perfeito com Prestianni, somando lances, cruzamentos, remates que colocaram em água a cabeça dos defesas do Moreirense. Aos 7 minutos colocou a bola na cabeça de Lenglet e aos 29’ rematou com perigo, ao lado do poste. Aos 42’ o extremo norueguês voltou a ficar perto do golo, num livre direto, aos 55’ marcou mesmo, de primeira, na sequência de novo lance de entendimento com Prestianni. Aos 72’ assistiu, ainda que de forma involuntária, no golo de Aursnes. Até final, Schjelderup continuou a acelerar na direção do golo.

(7) PAVLIDIS - Logo no minuto 1 surgiu solto na área e rematou com perigo, mas estava em posição irregular. Recuou, jogou de costas para a baliza para ligar a transição, esticou a equipa pelas alas, serviu companheiros e procurou espaço para o remate. Aos 45+3’ não tremeu e concretizou o penálti para o primeiro golo.

(6) AURSNES - Entou aos 72 minutos e precisou apenas de mais 6 para marcar o quarto golo da equipa, aparecendo com oportunidade a aproveitar um passe de Schjelderup que nem era para ele. De resto, sem mácula: critério no passe, geometria em favor da equipa. Procura ainda o melhor ritmo.

(5) LUKEBAKIO - Tentou ser influente e teve momentos interessantes no flanco.

(5) DURÁN - Dinâmico e disponível para ser o primeiro defesa. Não teve espaço, nem bola para ser mais influente.

(5) EL KAROUANI - Estreia do lateral-esquerdo ainda com pouco para registar. A defender foi competente, a atacar teve pouco espaço para se projetar.

(—) SUDAKOV - Entrou no final e manteve a ideia da equipa, sem tempo para mais."