Primeira medalha para Portugal, nos Europeus de Atletismo, a decorrer esta semana em Birminghan. Grande prova da Benfiquista Fatoumata Diallo, nos 400m obstáculos, com o recorde nacional a ser batido, com uns 53,55s!
Últimas indefectivações
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Destino: Edimburgo ✈️
Destino: Edimburgo ✈️ pic.twitter.com/GCbi4Lnyvi
— SL Benfica (@SLBenfica) August 12, 2026
Coincidências do destino...
Coincidências do destino, Ana Cláudia Ribeiro, que recebeu as insígnias FIFA como árbitra VAR graças à "abertura" do seu "amigo" Bertino Miranda (assessor do FC Porto), foi nomeada para VAR nesta 2.ª jornada.
— McQueeИ Infos 🚗 (@McQueenInfos) August 12, 2026
Alguém adivinha o jogo? Eu ajudo, Rio Ave - FC Porto. E a proeza não… https://t.co/IwykhEW4Rr
Querem ir mais atrás? Não me parece que queiram 🍊🍌🍉🍇🍈
Grandes penalidades a favor na Liga Portuguesa desde 2008/09:
— O Fura-Redes (@OFuraRedes) August 12, 2026
FC Porto - 176
Sporting - 157
Benfica - 154
É assim que se faz @FCPorto?
Querem ir mais atrás?
Não me parece que queiram 🍊🍌🍉🍇🍈 pic.twitter.com/WEY45IEXbD
Eles sabem...
Parece que a ausência de publico teve mesmo impacto no jogo da Luz. Se até o Costinha o reconhece... https://t.co/0nlXYk027a
— Polvo das Antas - Em Defesa do SL Benfica (@moluscodasantas) August 11, 2026
Porta fechada no Dragão
"Coesão defensiva continua a fazer a diferença a favor do FC Porto: se os rivais olham com dúvidas para a baliza, no Dragão ninguém vê a hora de fechar a janela de transferências
A Liga 2026/27 começou tal como acabou a anterior, com o FC Porto foragido aos rivais Sporting e Benfica, assim como ao SC Braga.
A repetida ideia de que o ponto está cada vez mais caro parece contrastar com uma certa ligeireza no planeamento da temporada, na forma de gerir o mercado e as opções, mesmo tendo em conta as ausências ou limitações impostas pela presença de alguns jogadores no Campeonato do Mundo, mas só o tempo permitirá perceber o impacto das quedas.
O que é certo é que o campeão — tradicionalmente apontado como favorito ao título no ano seguinte — foi o único dos candidatos que não tropeçou logo à entrada da praia. Embora seja cedo para tirar conclusões quanto à forma de jogar, na ronda inaugural da Liga os dragões voltaram a fazer da segurança defensiva o elemento diferenciador para os rivais.
De recordar que, na época passada, a equipa de Francesco Farioli sofreu apenas 18 golos no campeonato, menos seis do que o Sporting e menos sete do que o Benfica. A leitura dos números nunca deve ser simplista, mas é fazer a ponte para esta primeira jornada, até porque leões e águias também marcaram dois golos, mas acabaram por sofrer outros tantos, desperdiçando a vantagem que tinham, e que no contexto verde e branco até foi dupla.
Apesar das empolgantes exibições dos sul-americanos Rodrigo Zalazar e Gianluca Prestianni, leões e águias não foram capazes de gerir jogos que até estavam favoráveis, sendo que os erros da equipa de Rui Borges na Amadora foram mais individualizados (sobretudo a má abordagem técnica de Rui Silva no golo do empate), e as falhas da formação agora orientada por Marco Silva, na receção à porta fechada ao regressado Académico de Viseu, foram mais coletivas, com ambos os golos sofridos de bola parada (canto e lançamento lateral).
O FC Porto pode não ter deslumbrado, numa vitória consumada com dois golos de penálti, mas não permitiu sequer que o Alverca entrasse na discussão do resultado, embora a equipa ribatejana tenha feito por isso. Quando tudo o resto falhou, lá apareceu Diogo Costa, com cinco defesas, superado apenas pelos brasileiros Leo Linck (6) e Ewerton (8), que defrontaram Sporting e Benfica, respetivamente.
Enquanto os rivais da Segunda Circular olham com dúvidas para a baliza, no FC Porto só mesmo o mercado pode colocar em causa a influência que o guarda-redes tem. Na equipa e no campeonato."
Pensar e agir
"As férias dão-nos uma coisa rara: tempo. Para ler, observar e, supostamente, pensar menos em futebol. A última parte nunca funciona bem, principalmente em ano de Mundial e com a Liga a começar mais cedo.
Regresso a este espaço depois de uma derrota do Vitória e com “Pensar, Depressa e Devagar”, de Daniel Kahneman, ainda fresco na memória. Dois sistemas: um rápido, intuitivo; outro lento, racional e deliberado. Este Vitória precisa dos dois.
Na área, precisamos do primeiro. Instinto. Alguém que chegue uma fração de segundo antes e marque. Podemos construir, competir e criar, mas o futebol tem uma crueldade elementar: decide-se por golos.
Fora dela, precisamos do segundo. Muitas das limitações da época passada continuam lá. Há um novo treinador e novas ideias, mas, com os mesmos ingredientes, até um bom cozinheiro terá dificuldade em fazer um prato diferente. É preciso reforçar, mesmo que a capacidade financeira seja limitada.
Precisamos também de um “Sistema 2” para nós. Não podemos recuperar, ao primeiro contratempo, o “tu votaste em X, eu em Y”. Aceitar o que decidimos não significa baixar a exigência. Pelo contrário. Apoiar não é conformar.
Uma coisa é certa: uma derrota não define uma época, mas ignorar sinais conhecidos pode defini-la. Se é verdade que as férias acabam, também o mercado acabará. Até lá, talvez seja boa ideia pensar devagar. E agir depressa.
Em campo, a começar pelo jogo de sexta-feira. Um bom tónico para fazer esquecer a entrada em falso."
Portugal quer o Mundial de 2030. Entre as memórias do FIFA-2026 e os desafios do futuro
"Depois de 2026, entre milhões, interesses privados e soft power, organizar jogos será a parte mais fácil. A Espanha sagrou-se campeã do mundo em Nova Iorque/Nova Jérsia, depois de derrotar a Argentina, mas a principal lição de 2026 está para lá do marcador. O maior Mundial da história, com 48 seleções, 104 jogos, 16 cidades e três países, confirmou a força global do futebol e expôs os limites do gigantismo.
Para Portugal, eliminado pela futura campeã nos oitavos de final, este Mundial deve ser observado para lá da emoção. Daqui a quatro anos, o país será anfitrião, com Espanha e Marrocos, do Mundial do centenário. O que aconteceu em 2026 é um manual para 2030.
Em maio, nestas páginas, defendemos que o maior jogo de Portugal em 2030 não se disputaria no relvado. O Mundial confirmou-o. Organizar não garante reputação. A exposição cria uma oportunidade de soft power, a capacidade de gerar atração, confiança e influência através da imagem, dos valores e da experiência proporcionada.
O balanço não pode ignorar o êxito popular. Os estádios receberam perto de sete milhões de espectadores e milhões de adeptos conviveram nas cidades. Poucos acontecimentos concentram semelhante atenção internacional.
Mas a festa teve um reverso. Episódios concretos mostraram como a universalidade proclamada pela FIFA cedeu perante políticas nacionais e como a experiência do adepto foi convertida em oportunidades comerciais.
Dificuldades na emissão de vistos para jogadores, oficiais, árbitros e adeptos, criando obstáculos à participação plena num evento que se apresenta como universal. Para citar apenas alguns exemplos:
Exclusão do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos apesar de nomeado pela FIFA, expondo os limites da autonomia organizativa perante as políticas migratórias.
Restrições à delegação do Irão, que instalou a sua base em Tijuana, no México, e teve de gerir deslocações transfronteiriças para competir nos Estados Unidos.
Episódios com a seleção do Egito com percalços logísticos enfrentando restrições de segurança locais que impediram a equipa de permanecer em determinadas cidades durante o torneio.
Mercantilização de um torneio que deveria ter uma amplitude universalista, inclusiva e sustentável:
Bilhetes a preços muito elevados e mecanismos de preço dinâmico, criticados por afastarem os adeptos e colocarem o torneio entre os mais caros da história.
Pausas obrigatórias de hidratação de três minutos em cada parte, mesmo com temperaturas moderadas ou em recintos cobertos. A justificação oficial foi a proteção dos jogadores, mas a publicidade transmitida nessas interrupções alimentou dúvidas sobre a motivação comercial.
Debate sobre o prolongamento do intervalo da final para acomodar o espetáculo e a transmissão, reacendendo a discussão sobre a adaptação do futebol aos interesses comerciais.
Distâncias enormes entre cidades anfitriãs, com mais desgaste, custos, complexidade logística e uma pesada pegada ambiental.
O conflito tornou-se mais nítido depois do torneio. Gianni Infantino tentou criar a FIFA Forward Enterprise, subsidiária que concentraria operações comerciais, transmissão, patrocínios, bilhética e licenciamento. Avaliada em cerca de 20 mil milhões de dólares, venderia até 20% do capital para captar até 4,2 mil milhões. A oposição da UEFA, da Concacaf e da Confederação Asiática, perante a falta de consulta e transparência, levou ao abandono do projeto.
Não se tratava de vender o Mundial, mas de abrir o seu motor comercial a investidores privados. A proposta expôs o cruzamento entre lucro, governação e soft power. O acesso prometido às 211 federações a financiamento adicional poderia apoiar o desenvolvimento, mas também acentuaria dependências e influência política. A disputa revelou quem procura converter o futebol global em poder económico, institucional e geopolítico.
Portugal deve retirar daqui cinco ensinamentos.
O primeiro ensinamento é de governação: 2030 tem de ser um projeto de país, apoiado numa estrutura verdadeiramente integrada e sustentável. A preparação não pode ficar circunscrita à Federação Portuguesa de Futebol, às cidades anfitriãs ou às entidades responsáveis pelos estádios. Exige articulação permanente entre Governo, Federação, Turismo de Portugal, municípios, entidades regionais de turismo, forças de segurança, transportes, aeroportos, hotelaria, restauração, universidades, empresas e comunidades locais: o futebol organiza a competição, mas é o território que recebe os visitantes.
Antes do torneio, um estudo encomendado pela FIFA estimava que o Mundial de 2026 poderia contribuir com até 40,9 mil milhões de dólares para o PIB mundial e sustentar cerca de 824 mil empregos equivalentes a tempo inteiro. Vários economistas consideraram a projeção exagerada, e a ressalva serve a Portugal nos dois sentidos: nem os números prometidos se cumprem sozinhos, nem os benefícios chegam automaticamente aos territórios anfitriões. Sem coordenação entre os sistemas desportivo e turístico, Portugal poderá realizar bons jogos e, ainda assim, desperdiçar parte substancial do valor económico, turístico e reputacional do Mundial.
O segundo ensinamento é sobre a mobilidade, que será determinante. Em 2030, a experiência do visitante dependerá da capacidade do aeroporto de Lisboa, dos acessos aeroportuários, da evolução da alta velocidade Lisboa-Porto e da ligação a Vigo, bem como do reforço da capacidade ferroviária no eixo Norte-Centro. Portugal terá poucos estádios, mas pode envolver o território através de centros de estágio, fan zones, rotas turísticas e programação cultural. Serão decisivas as ligações entre aeroportos, cidades, estádios e regiões: o visitante não distingue responsabilidades administrativas, avalia a viagem como um todo.
O terceiro diz respeito aos residentes: não podem ser figurantes. Em Portugal, onde o acesso à habitação já constitui uma das questões sociais e políticas mais sensíveis, o Mundial não pode agravar a pressão sobre o arrendamento, converter mais habitação em alojamento temporário ou afastar moradores das zonas mais procuradas. As comunidades devem participar nas decisões e reconhecer benefícios duradouros: melhor espaço público, transportes, oportunidades económicas, emprego qualificado e infraestruturas úteis depois de 2030. Se os custos forem suportados pelos residentes e os ganhos concentrados noutros atores, o evento perderá legitimidade, mesmo que os estádios estejam cheios.
O quarto é a sustentabilidade, que deve passar do discurso à decisão: reutilizar infraestruturas, reduzir deslocações, medir emissões, melhorar transportes coletivos e garantir transparência no investimento público.
O quinto é que Portugal precisa de uma narrativa própria na organização partilhada. Deve afirmar-se pela hospitalidade, segurança, proximidade e capacidade de ligar futebol, turismo, cultura, saúde e qualidade de vida. Sem estratégia, podemos receber jogos sem transformar atenção em valor.
O Mundial de 2026 mostrou que a projeção mundial não produz, por si só, reputação favorável. A mesma competição que enche estádios pode expor desigualdades, falhas de coordenação e experiências negativas. A visibilidade amplia qualidades e fragilidades.
Para Portugal, o desafio será transformar a atenção internacional em confiança duradoura. Esse resultado dependerá menos das cerimónias e dos discursos do que da experiência de quem nos visita, da participação e dos benefícios reconhecidos pelos residentes e da capacidade de atuação conjunta das instituições. Quando os jogos terminarem, o saldo reputacional não se lerá no marcador, mas na memória de quem cá esteve e de quem cá vive. Essa memória começa a construir-se agora, nas decisões sobre transportes, território, serviços, transparência e coordenação. Em 2030, a reputação de Portugal será a consequência concreta da forma como o país tiver preparado, recebido e partilhado o Mundial."
Em frente, Benfica
"1. O Benfica começa o Campeonato no domingo a
jogar à porta fechada na Luz. O adversário é o Académico de Viseu, que regressa nesta temporada à
primeira divisão, que era como se chamava antigamente à Liga principal.
2. Em 2026/27 chama-se Liga Portugal Betclic. “Liga”
porque é organizada pela Liga de Clubes, “Portugal” porque decorre em Portugal – o que explica
muita coisa – e “Betclic” porque é o nome do patrocinador principal, uma casa de apostas. Para a
minha geração continua a ser muito esquisito que
uma casa de apostas seja o patrocinador de referência do velho campeonato nacional da primeira
divisão, mas devemos aceitar a modernidade tal
como ela se nos apresenta.
3. O Benfica está obrigado a jogar sem público no
estádio – fora do estádio é outra história – o seu
desafio de estreia na Liga por uma decisão disciplinar que castiga o uso e abuso de pirotecnia por
parte de um grupo de adeptos. A nível internacional, o Benfica já foi penalizado nas provas da UEFA
não podendo ter gente sua nas bancadas de estádios no estrangeiro. A nível nacional é a primeira
vez que semelhante sanção tomba sobre o Estádio
da Luz. Voltará, certamente, o Benfica a ser penalizado com este castigo, e pelos mesmos motivos, se
não estabelecer medidas concretas para se ver
livre desta praga.
4. Oficialmente, a nova época começou no último fim
de semana em Coimbra com a discussão da Supertaça num relvado que parecia um batatal e com um
lance que, de um modo quase unânime, foi tido
como erradamente ajuizado pelo árbitro e pelo
VAR. Está tudo na mesma. Nada de extraordinário.
5. O único momento extraordinário vivido em Coimbra
por ocasião do primeiro jogo oficial da época foi o
teor da alocução de Pedro Proença, o ainda presidente da Federação Portuguesa de Futebol, no fim
da sessão: “Em momento nenhum as opiniões do
cidadão Pedro Proença se podem confundir com as
opiniões formais do presidente da Federação.”
6. É preciso ter lata para se dizer uma coisa destas
sem rir.
7. Depois dos 5-0 ao St. Gallen, esta semana foram
6-1 ao Hearts e com 6 marcadores diferentes.
O Benfica irá na próxima semana até à Escócia
para jogar a 2.ª mão da 3.ª pré-eliminatória de
acesso à Liga Europa e vai com uma vantagem
confortável. Muito confortável e merecida. Não se
pode dizer outra coisa. O Benfica é muito melhor
equipa do que o Hearts e seguirá, naturalmente,
em frente. Na noite de quinta-feira, na Luz, a superioridade foi bem evidente embora o golo escocês
tenha complicado um bocadinho, mas só um bocadinho. Em frente, Benfica!"
Leonor Pinhão, in O Benfica
Campismo e Arte Juvenil no Estádio da Luz
"NOS BAIXOS DO 3.º ANEL,
REALIZOU-SE EM 1961 UMA
EXPOSIÇÃO PARA FOMENTAR
ESTE DESPORTO ENTRE
OS ASSOCIADOS DO CLUBE.
E m maio de 1961, o Benfica viveu
momentos gloriosos que ficaram inscritos a ouro nas páginas da sua história. No futebol, a equipa das águias
marcava pela primeira vez presença na final
da tão ambicionada Taça dos Clubes Campeões Europeus, sagrando-se campeão europeu frente ao Barcelona. Oliveira Ramos, um
dos melhores mesa-tenistas de sempre e um
dos atletas mais medalhados do Clube, colocou um ponto final à sua carreira de 26 anos,
com uma belíssima festa de homenagem que
teve por cenário o Pavilhão dos Desportos.
Foi também neste mês que, no âmbito da
divulgação e fomento da prática do campismo
entre os seus associados, a respetiva secção
realizou a II Exposição Campista e o I Concurso
Campista de Arte Juvenil. Este evento decorreu nos baixos do 3.º Anel do Estádio da Luz,
entre 7 e 14 de maio de 1961, em estreita colaboração com o SNI e os organismos de Turismo espanhol, suíço, francês, italiano e alemão.
Na cerimónia inaugural, marcaram presença o
presidente Maurício Vieira de Brito, os dirigentes Justino Pinheiro Machado, Fagulha Saraiva, Fernando Caseiro, Rui Guedes, Álvaro
Curado e Augusto Raposo, elementos da Secção de Campismo e muitos associados.
A comitiva visitou demoradamente a
exposição, na qual, para além de diversas
tendas, figurava ainda todo o tipo de materiais indispensáveis ao conforto dos campistas nas suas atividades ao ar livre. Ao longo
da mostra era também possível admirar um
numeroso conjunto de fotografias alusivas a
acampamentos do Clube e a outros de carácter internacional. Estiveram ainda expostos
interessantes e curiosos desenhos de crianças, enviados de várias partes do país,
alguns deles reveladores do seu talento
artístico. Foram muitos os artistas de palmo
e meio que quiseram deixar a sua marca e o
seu testemunho nas telas colocadas à sua
disposição para o efeito. Outro dos pontos de
interesse foi o posto que os CTT ali colocaram, atraindo uma grande quantidade de
filatelistas que se deslocaram para adquirir
o envelope com o carimbo comemorativo
deste certame.
No dia 11, o Orfeão do Benfica, dirigido
pelo maestro Casimiro Silva, atuou no recinto, demonstrando não só a qualidade dos
seus dotes musicais como a sua importância
cultural na vida do Clube. Nas noites de 12 e
13, por iniciativa do Turismo Alemão e do
Turismo Suíço, foram exibidos documentários sobre aqueles países, que contaram com
larga presença de público. Ao longo de todo o
evento foram colocadas à venda senhas ao
preço de 2$50, sorteando um candeeiro-fogão
a gás, cujo produto das vendas reverteu a
favor da campanha pró-parque de jogos do
Benfica.
Para saber mais sobre esta e outras histórias, visite a área 16 - Outros Voos, do Museu
Benfica – Cosme Damião."
Ricardo Ferreira, in O Benfica
Porcos na lama
"Já sabemos o estado das coisas no futebol português. Bastou ver o primeiro jogo da
época nacional, a final da
Supertaça masculina. Primeiros 90 minutos e os critérios –
malditos critérios – voltam a
dar que falar. Cartões amarelos
por mostrar, grandes penalidades por assinalar, um relvado
sem condições e quem decide a
assobiar para o lado.
Nada mudou. Só piorou. À
boleia da mentira e do sensacionalismo, eis que se passaram as semanas de defeso a
falar do “descalabro” do mercado de transferências do
SL Benfica. Um “desastre”, ouvi
e li. Tudo escalpelizado ao pormenor, mas a cada contratação
um revirar de olhos e um torcer
de orelha – não estavam à
espera nem os nomes faziam
parte da longa lista de “desejados” por Marco Silva. Para os
outros, que desfazem equipas
inteiras e que perdem peças
importantes, só notas de rodapé ou elogios desmesurados.
A “boa gestão” também se faz
assim, com o beneplácito dos
comentadores e de alguns,
infelizmente, jornalistas.
Nada de novo. É um sinal dos
tempos. A mentira saiu das
redes sociais e dos grupos de
discussão para as páginas dos
jornais e para os programas de
televisão. E tal como nessas
redes online, também o ódio
anda à solta.
Choca-me a facilidade – continua a chocar-me e já passaram
alguns anos – com que se destrói, insulta e põe em causa o
nome de jogadores, treinadores e dirigentes. Se isso é
expectável (infelizmente) por
parte daqueles que se dizem
nossos rivais, não consigo aceitar esse tipo de discurso por
parte de alegados benfiquistas.
Seja qual for o presidente, o
treinador ou os jogadores do
plantel, é vergonhosa a forma
como se escreve e se fala de
quem veste a nossa camisola.
Já deixei de ler as caixas de
comentários há bastante
tempo. O pior é que agora são
os posts, as reflexões e as críticas internas a inundar de lama
e sujidade aquele que deveria
estar acima de todos: o Sport
Lisboa e Benfica."
Ricardo Santos, in O Benfica
Férias!
"Cada vez mais um privilégio de
poucos, raramente uma certeza
na vida de muitos. Não me refiro
ao tempo livre, mas ao que
podem fazer dele as camadas
menos privilegiadas da população quando enfrentam tantas
dificuldades, urgências e prioridades, que passar férias fora da
área de residência é quase sempre impossível. É por isso que
os jovens do projeto Para ti Se
não faltares! valorizam tanto a
colónia de férias e se esforçam
exemplarmente todo o ano para
conquistar o bilhete que os leva
a um destino fantástico com os
colegas para passarem um
tempo inesquecível. Constroem
memórias, consolidam amizades, reforçam o compromisso
com a Fundação, com a escola e
consigo próprios, confirmando
que vale a pena ter ambição e
trabalhar para a sua conquista.
Aprendem, como ao longo do
ano letivo, que não há limites
para o sonho e que o trabalho e a
perseverança devolvem sempre
resultados. Essa é a verdadeira
lição que treinam com a Fundação ao longo de todo o ano,
durante 3 anos. Uma lição simples e direta, no campo como na
escola, na escola como na vida:
como diz o velho ditado “querer
é poder”, por isso, quando parece faltar a força de vontade,
busca-se a superação; quando
se tropeça na desilusão ou no
fracasso, cada jovem apoia-se
na equipa e levanta-se individualmente, mais forte e capaz,
em prontidão para o que vier.
E assim, dia a dia, mês a mês, se
treinam o corpo e a mente para
uma atitude vencedora, com
muito futsal, mística e amizade,
beneficiando na vida escolar do
ambiente de valores, humanismo e emoção que só no Benfica
se encontra!"
Jorge Miranda, in O Benfica
Editorial
"1. Na capa deste jornal O Benfica,
a palavra que resume o atual
momento do futebol do Benfica: Confiança. Equipa a melhorar, primeira parte muito sólida e impositiva frente ao
Hearts, bons sinais para a 2.ª
mão e, sobretudo, para o jogo
de domingo, com o Académico
de Viseu. Não faz sentido um
estádio vazio, sem adeptos.
Decisão injusta, desequilibrada e desproporcionada por
parte da APCVD. Faremos
ouvir-nos no domingo na Fan
Zone, a apoiar a equipa antes,
durante e depois do jogo.
2. Nesta edição destacamos a
despedida de Viktoriya Borshchenko depois de vários
anos no Benfica. A gratidão é
um dos valores mais importantes na relação de um clube
com os seus atletas e ouvir
Viktoriya em entrevista à BTV
expressar o seu profundo
agradecimento por tudo o que
viveu no Sport Lisboa e Benfica engrandece-nos a todos e é
um enorme motivo de orgulho. Que seja um bom regresso à Ucrânia e, por certo, um
dia, estaremos de novo juntos
nesta caminhada que é a vida,
recheada de desafios desportivos e triunfos por alcançar.
Como ela própria diz: “Não é
um adeus, é um até já!”
3. Ponto alto neste jornal O Benfica, a reportagem do regresso do futsal aos treinos, na
preparação para a nova
época. Intensidade, ambição e
fome de vencer. A equipa
bicampeã foi das que mais
“agarraram” os adeptos na
reta final da época transata e
parte agora com um desígnio
claro: selar o tri. Tal como
explicita Cassiano Klein, o
Benfica é um clube obcecado
por conquistas e vitórias e
essa é uma tremenda responsabilidade para quem veste o
manto sagrado. Um primeiro
capítulo de um longo percurso
árduo que se estende por
vários meses, para ler nas
páginas deste jornal."
Pedro Pinto, in O Benfica
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