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sábado, 1 de agosto de 2026

Benfica: Marco Silva comprou paz e tempo


"À tenebrosa exibição na Suíça a águia respondeu com jogo com poucos sobressaltos. Resultado demasiado desnivelado, mas Marco Silva precisava deste balão de oxigénio

Há mais do que um Mundo de diferença entre o Benfica, o 18.º do ranking da UEFA, e o St. Gallen, o 228.º dessa hierarquia, e nada mais natural e previsível haveria do que a águia carimbar com facilidade o apuramento para a 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa, competição onde, pelo estatuto e pergaminhos do clube, está obrigada a ir muito longe. De anormal nesta eliminatória só o facto de, graças ao horrível jogo na Suíça, o apuramento não ter sido limpinho, mas a goleada de ontem, ainda que por números demasiado largos face ao que o Benfica produziu por conta própria, serviu como um muito necessário balão de oxigénio. No Benfica não há tempo, é certo, mas um trambolhão para a desprestigiante Liga Conferência seria golpe demasiado forte e do qual dificilmente a equipa e Marco Silva recuperariam.
A primeira parte foi mais repartida do que o treinador desejaria e sentiu-se, durante largos minutos, o nervosinho na Luz. Sem bola, a equipa desorganiza-se com facilidade e é lenta a reagrupar-se para defender. Em posse, os processos ainda não estão afinados e, demasiadas vezes até ao intervalo, o Benfica recorreu ao pontapé de Lenglet para a frente após procura de linhas de passe sem sucesso para construção eficaz no primeiro terço. Na segunda parte, e sobretudo após a expulsão de Stanic (57'), o jogo partiu de vez e a diferença nas individualidades veio ao de cima.
A integração dos mundialistas, a tendência será, claro está, melhorar. O critério de Aursnes e Schjelderup levará a equipa para outro nível em posse e o modelo de Marco Silva implora por um '6' que Manu Silva e Enzo não são. Palhinha cairia que nem uma luva, é verdade, mas até quando irá o Benfica esperar que o Bayern e o médio português se decidam? Há um mês de mercado pela frente e o sucesso do Benfica na época poderá depender dele, porque na próxima semana começarão as semanas com jogos de três em três dias e falta qualidade.
Trubin, que não transmite segurança, vai continuar? Dahl será o lateral titular no lado esquerdo? Quanto tempo mais demorará o substituto de António Silva a chegar, depois de o treinador não ter escondido que gostaria que o central continuasse? Schjelderup fica? Sai? E se sair, é Kaminski o escolhido para o lugar? É que, se for esse o caso, a amostra do polaco para ser o dono da titularidade é, até ver, curta.
São demasiadas inquietudes para Marco Silva trabalhar com a época em andamento, mas ontem, pelo menos, comprou alguma paz."

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E06 - St. Gallen...

A proposta de Infantino caiu, resta saber se ele também cai!


"Infantino convenceu-se de que se tinha transformado num monarca e de que a sua vontade era lei: acatada e incontestada. Enganou-se.
Sucedem-se críticas públicas de dirigentes de topo da FIFA, demissões e acusações de falta de transparência relativamente ao plano para alienar uma participação nas receitas futuras do Mundial através de uma nova estrutura comercial. A FIFA vive a sua maior crise institucional desde 27 de maio de 2015, quando vários dirigentes foram detidos em Zurique, no escândalo de corrupção que acabaria por precipitar a queda de Sepp Blatter e mudar para sempre a história da organização.
A este propósito, convém destacar a figura de Alejandro Domínguez, presidente da CONMEBOL (Confederación Sudamericana de Fútbol) . Cada líder escolhe o papel que quer desempenhar. Uns representam os interesses das instituições que dirigem. Outros preferem representar os interesses de quem ocupa o poder. Alejandro Domínguez parece ter feito essa escolha há muito tempo.
É uma figura pedante e bajuladora que se transformou na lebre de Infantino. Alguém sem credibilidade, sem carisma e sem estatura intelectual para liderar uma confederação com a história da CONMEBOL, mas com uma enorme necessidade de protagonismo e uma disponibilidade permanente para servir os interesses do presidente da FIFA.
Em 2023, foi o primeiro a anunciar como uma vitória sul-americana a solução encontrada por Infantino para o Mundial de 2030, apresentando-a como o "regresso" do Campeonato do Mundo à América do Sul, quando, na realidade, se tratava apenas da realização de três jogos inaugurais antes de a competição seguir para Portugal, Espanha e Marrocos. Tudo isto num tweet absolutamente decadente em que aparecia a dançar. Horas depois a FIFA confirmava os jogos comemorativos na américa do sul.
Há duas semanas voltou a desempenhar exatamente o mesmo papel, ao antecipar publicamente a proposta de um Mundial com 64 seleções, muito antes da FIFA apresentar oficialmente um estudo para tal alargamento. Domínguez é sempre o primeiro a testar a reação pública às ideias de Infantino e o primeiro a procurar legitimá-las. Age mais como um emissário do presidente da FIFA do que como representante do futebol sul-americano. Acaba por simbolizar uma parte da velha elite dirigente do futebol internacional: demasiado dependente do poder, demasiado conformada com ele e demasiado disponível para o servir.
A UEFA esteve bem e liderou o movimento que travou o projeto de Infantino. Pela primeira vez em muitos anos, o presidente da FIFA percebeu que o seu poder tem limites e que nem todas as suas vontades se transformam automaticamente em decisões. Resta saber se este foi apenas um revés político ou o princípio do fim de um modelo de liderança cada vez mais isolado."

O ADEUS A ANTÓNIO SILVA, QUE VOLTE UM DIA!


"1. Ascendeu muito jovem à primeira equipa, foi logo campeão, disputou Champions com prestações ao mais alto nível perante craques mundiais, a Seleção bateu-lhe à porta, tornou-se um habitual das convocatórias nacionais. Nunca mais foi visto como o menino que ainda era, passaram a exigir-lhe tudo e mais alguma coisa como se de um consagrado se tratasse.

2. Foi muito atacado e nunca bem defendido, virou patinho feio para uma comunicação social ávida de pretextos para atacar o Benfica, muitos adeptos do clube alinharam pelo mesmo diapasão. Julgo que não lidou bem com a situação, difícil para qualquer um, mais ainda para um jovem como ele, a sua evolução acabou por não ter o nível para que a primeira época (22/23) apontava.

3. Aqui chegados, encontrando-se com a carreira numa espécie de beco sem saída após quatro épocas na equipa principal, é bem provável que o melhor passo tenha sido o de dar o salto para o estrangeiro.

4. Como Aktürkoglu há um ano atrás, é preciso relevar o profissionalismo demonstrado pelo António ao alinhar nas duas mãos da eliminatória com o St Gallen. (Ontem, então, fez um belíssimo jogo, o melhor que lhe vi de há muito para cá.) Podem dizer que tendo contrato com o clube só tinha mesmo era que ir a jogo - e eu digo-vos: quantos nas mesmas circunstâncias não viraram as costas ao clube que representavam porque já só pensavam naquele para onde iam jogar?

5. Deixo, enquanto Benfiquista, um agradecimento ao António - mas também um forte desejo: que volte um dia a vestir o Manto Sagrado, é um dos nossos, será sempre muito bem vindo a casa. No imediato, que tenha toda a sorte do mundo na aventura na Premier League, vou segui-lo com toda a atenção, torcerei por ele. Carrega, António!"

Burros!!!

Podem os áudios de Proença surpreender alguém? Absolutamente ninguém!


"Os áudios agora conhecidos não revelam nada de novo; apenas confirmam o carácter e o método de alguém com uma ambição desmedida. Um dirigente que faz da influência um instrumento de poder, que adapta o discurso ao interlocutor e que não olha a meios para atingir os fins.
Fala mal de uns quando está com os outros (mesmo tratando-se da classe onde militou durante anos) e fala mal dos outros quando regressa aos primeiros. Alimenta desconfianças, promove divisões e, sobretudo, recorre à ameaça e à pressão, mesmo quando se trata de matérias que nem sequer dependem da sua vontade ou da sua esfera de competência. Tudo isto é Proença.
Estamos perante um método de atuação profundamente preocupante e incompatível com as funções que hoje ocupa. Proença cria dependências com dinheiro, viagens e promessas; cultiva imprensa amiga através de avultados contratos publicitários e recorre à intimidação sempre que entende ser necessário.
Quando a memória não falha, estes áudios não podem surpreender ninguém. Proença, ainda presidente da Liga, foi denunciado por mandar instalar câmaras de vídeo na mesa de voto numa das suas reeleições; foi também denunciado, num processo que ainda corre no Ministério Público, por espiar Nuno Lobo durante a campanha para a presidência da FPF.
Nem José Sócrates foi 32 vezes à PJ! O problema não está na hipérbole, mas na forma como é utilizada: como instrumento de pressão que transpira chantagem por todos os lados e que não pode ter lugar na liderança de uma instituição como a FPF.
Se o tal "projeto" de que Rui Costa falou resultou deste tipo de ameaças, só resta um caminho a esta direção, porque pior do que a incompetência é a cobardia. Quem cede à chantagem perde a liberdade de decidir e perde a autoridade moral para liderar."

Era engraçado... mas o proençinha já forjou uma desculpa!!!

Potenciais adversários...

Demasiado tempo...

Zero: Mercado - Live

Zero: Mercado - Irankunda faz força para ser leão

BF: Amoura...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Principais notas da noite europeia

Observador: E o Campeão é... - Portugueses cumprem na Europa com "All in" de Pavlidis

Observador: Três Toques - O adeus a Franco Baresi!

Sem Filtros #54 - Tiago Silva...

Comercial: O Meu Clube é o Maior - Rui Miguel Tovar

Zero: Afunda - S06E56 - Notas finais sobre Lebron, Curry e o verão

Os candidatos entre consolidação, reestruturação, refundação e progressão


"Não aprecio clichés, em nada, pelo que no futebol também não. Fujo das ideias repetidas, seja a de que uma equipa que se constrói de trás para a frente, como se pensar o momento defensivo fosse mais relevante que construir o ofensivo; a de que um ala deve respeitar sempre os movimentos em overlap dos laterais, quando a melhor opção é, tantas vezes, não os respeitar; ou que um central rápido garante o controlo da profundidade defensiva de uma equipa, quando a eficácia nessa missão depende de muitos outros fatores e tem sempre uma dimensão coletiva. Nem no futebol nem em qualquer outro setor de atividade está tudo inventado, pelo que repetir fórmulas gastas é, por regra, um obstáculo à descoberta do novo e mesmo, não raras vezes, o caminho para o equívoco.
É por isso que me parece desajustada a ideia de que o campeão parta sempre à frente para uma nova temporada. Percebe-se naturalmente o raciocínio lógico de que a estabilidade sugere continuidade de rendimento alto, e alto terá de ser quando se trata de um campeão em título. Acontece que a realidade não o confirma, já que é mais comum haver mudança de campeão do que não haver. Por exemplo, na Liga portuguesa, nos últimos 40 anos, houve campeão diferente em 24 situações (61,5%) e repetições de títulos em 15 transições apenas (38,5%). Coisa diferente é, avaliando cada um dos candidatos, nas forças e fraquezas, considerarmos que o favorito é o último a ganhar. E é por isso que considero que o FC Porto parte à frente, por estar taticamente em consolidação, frente a um Sporting em reestruturação e um Benfica em refundação. A seguir corre o Braga, em mais uma temporada de progressão.
Os portistas precisam ainda, e claramente, de um lateral esquerdo melhor que os que têm e de um ponta de lança que garanta golos, pelo menos até ao regresso de Samu. Não digo que André Silva não possa dar conta do recado, mas não estou seguro disso. E creio que os dirigentes (e os adeptos) do FC Porto também não. Lateral esquerdo é uma daquelas posições em que a procura é hoje bem superior à oferta. Basta perceber que os três grandes buscam jogadores para essa posição, sendo que o Sporting apenas precisará de um suplente se for bem sucedido na luta para manter essa raridade chamada Maxi Araújo. O FC Porto também luta para manter a jóia Froholdt, mas, se o vender, não só regressará fatalmente ao mercado como já revestiu o meio campo com uma solução tão boa como económica: Hwang In-Beom.
Os grandes de Lisboa enfrentam a época com maior risco, com a diferença de o Sporting optou por mudanças maiores do que estava obrigado e o Benfica está obrigado a mudanças maiores que as já garantidas. Nos leões, era inevitável substituir Hjulmand e Morita, daí a prioridade (certa) dada à contratação de médios. Já as partidas de Pedro Gonçalves e, sobretudo, de Trincão, resultam da vontade dos jogadores, mas percebe-se que o clube não colocou grande obstáculo, apenas preço. E o mesmo, adivinha-se, pode ainda acontecer com Daniel Bragança. Ou seja, a equipa perde de uma vez 5 ou 6 titulares (some-se Diomande), o que obriga à tal reestruturação, metade forçada, metade desejada.
O Benfica está em refundação, desde logo da ideia de jogo, que Marco Silva contrasta mais com Mourinho e Lage do que estes dois entre eles. No que havia de mais estratégico nos antecessores, há muito mais de modelar em Marco. Ou seja, o novo Benfica terá um perfil mais identitário, de ADN reconhecível, do que camaleónico, com nuances sensíveis em cada jogo. E esta é uma mudança essencial, porque força alterações em cascata, da baliza ao ponta de lança, na intenção de construir com risco, criar com critério, definir de diferentes formas e pressionar com eficácia. Não é pouca ambição, mas o Benfica não tem outra escolha que não a de dar a Marco o que ele precisa e decerto reclama. Até porque desta vez, não tenho dúvidas, acertou mesmo na escolha do treinador.
Treinador de qualidade, e de convicções, tem também o Sporting de Braga, e vai ser interessante perceber como crescerá a equipa de Carlos Vicens, com um padrão de jogo maturado e reforços que prometem acrescentar: Travassos, Huseinbasic, Gabriel Silva ou Jonas Wind. Pode não dar para lutar pelo título, mas nem isso excluo, para início de conversa."

Passagem assegurada


"O Benfica, ao vencer o St. Gallen na Luz por 5-0, obteve o apuramento para a 3.ª eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa, na qual defrontará o Hearts, da Escócia. Este é o destaque da BNews.

1. Goleada dá apuramento
Marco Silva enaltece o desempenho da equipa na 2.ª mão da eliminatória frente ao St. Gallen: "Fizemos aquilo que nos competia. Ganhámos um jogo que tínhamos de ganhar para estar na próxima eliminatória. Foi isso que fizemos, de uma forma justa. Fomos mais fortes."

2. Força do coletivo
Para Pavlidis, autor de um póquer e considerado o Man of the Match, o desempenho da equipa foi positivo e os Benfiquistas tiveram um papel importante: "Mostrámos o que podemos fazer, mostrámos como a equipa se deve exibir. Os nossos adeptos ajudaram-nos, agarrámos a vitória e seguimos para a próxima ronda."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os cinco golos marcados pelo Benfica ao St. Gallen.

4. Bilhetes disponíveis
Na 3.ª eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa, o Benfica mede forças com o Hearts. Ingressos à venda nos locais oficiais do Clube.

5. Informação aos adeptos
Por razões de segurança, encontra-se vedada pelas autoridades a saída do Estádio da Luz para a Avenida Lusíada.

6. Movimentações do defeso
O basquetebolista Eduardo Francisco e a andebolista Joana Semedo renovaram os seus contratos com o Benfica.

7. Sorteios
Conheça o calendário das respetivas fases regulares das vertentes masculinas dos Campeonatos Nacionais de futsal e de hóquei em patins e da Série Sul do Campeonato Nacional de Iniciados.

8. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no site oficial.

9. História Agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira da BTV."

Tailors - Final Cut - Especial - João Nuno - St. Gallen...

Vinte e Um - Como eu vi - St. Gallen...

Terceiro Anel: Rescaldo - St. Gallen - Marco Silva...

Oliveira: St. Gallen...

Terceiro Anel: St. Gallen...

Observador: Rescaldo do Jogo - St. Gallen...

BI: Rescaldo - St. Gallen...

BF: St. Gallen...

Pavlidis, a fiabilidade em pessoa que deu outro ar ao Benfica frente ao St. Gallen


"O mínimo dos mínimos está alcançado. O Benfica continua na rota da Liga Europa após ter ultrapassado o St. Gallen na 2ª pré-eliminatória. Na Luz, os encarnados elevaram o nível exibicional face à 1º mão e venceram com conforto (5-0, 6-2 no agregado) com um poker de Pavlidis. Marco Silva teve oportunidade de reintroduzir os mundialistas que os encarnados tanto precisam

O exame cardíaco padrão de uma época contempla um pico de batimentos lá mais para diante, quando os títulos se decidem. Foi detetada no Benfica uma inversão dessa tendência. Ainda vamos no dealbar da temporada e já as pulsações estão a um ritmo elevado.
Não é um indicador de boa saúde que a 2ª pré-eliminatória da Liga Europa, contra o St. Gallen, tenha mexido com as emoções encarnadas. Para um Benfica na plenitude das capacidades, este casting não devia passar de um registo gratuito na fase seguinte. Como essa não parece ser a condição da equipa de Marco Silva, a gaveta dos sentimentos foi remexida.
O treinador já conhecia o Estádio da Luz como adversário. Nessas circunstâncias deve-se ter sentido mais confortável do que nos instantes iniciais do jogo de estreia no ninho encarnado. Nos primeiros cinco minutos do primeiro jogo da época em casa, o Benfica já estava a ser assobiado.
Na memória dos adeptos estava a exibição desconectada das águias na 1ª mão, situação que deixou o Benfica na ânsia de reverter uma desvantagem de 2-1. A calmaria na circulação de bola não era, no entender da bancada, consentânea com o sentido de urgência que precisava de ser aplicado.
Apesar de tudo, na 2ª mão, o Benfica esteve num nível digno e a vitória por 5-0, que permitiu inverter a eliminatória, assim o indica. Coloquemos os números de parte: Pavlidis transmite desde o primeiro dia da pré-época 2024/25, quando chegou a Portugal, um nível de confiança condizente com alguém a quem poderíamos entregar os nossos bens mais valiosos. Num momento de intranquilidade para os encarnados, surgiu o Sr. Fiabilidade.
O St. Gallen estava assanhado e Trubin funcionava como tubo de escape da troca de passes. Ninguém se metia com o guarda-redes, mas também era quando a bola chegava aos pés do ucraniano que a movimentação emperrava para desagrado das almas revoltas.
Por sorte, Pavlidis cedo colocou um pano ensopado com água morna na cabeça de quem estava a perder as estribeiras. O serviço de concha de Rafa, com o pé debaixo da bola, deixou o avançado grego nas melhores condições para marcar. O Estádio da Luz aliviou a pressão.
Quer Rafa, quer Bah, vilipendiaram o corredor esquerdo dos suíços para tirarem cruzamentos que nem sempre foram acompanhados pela devida agressividade de quem os atacava. A pré-eliminatória estava igualada, mas apenas isso, quando o St. Gallen rematou ao poste. Foi para aproveitar o adiantamento da linha defensiva que Aliou Baldé foi deixado lá na frente. A compostura de Trubin, que muitas vezes esteve perto de se desfazer, sobreviveu a mais um sopro.
O aguerrido Leandro Barreiro roubou a titularidade a Miguel Figueiredo e diluiu-se no Benfica para espalhar o efeito da sua genica. Faltou-lhe, ainda assim, delicadeza nos pés para ser recompensado com um golo. Foi uma coincidência carregada de um ensinamento para o médio que, no mesmo lance, Pavlidis tenha bisado com mais uma finalização aprimorada. Que seja reconhecido o mérito de António Silva, que se inspirou em David Luiz para fazer progressões de vastos metros, por conta de quem ficou um relevante passe interior. Aquele que parece ter sido o último jogo de águia ao peito, foi de um nível que gostaria de ter sempre apresentado.
O dominado St. Gallen, de vez em quando, lá espreitava. Teria sido fatal para o Benfica se Lenglet e António Silva não se tivessem atravessado em frente de Leon Frokaj para impedir a resposta dos helvéticos. Nos instantes finais, o mesmo Frokaj voltou a ter uma grande oportunidade para marcar, expondo debilidades defensivas que não devem ser ignoradas por Marco Silva.
O Benfica, antes de terem sido atingidos os 60’, enfrentou uma catadupa de acontecimentos felizes. Logo após fazer o 2-0, Jozo Stanic foi expulso por cometer falta sobre Pavlidis. Os encarnados passearam até ao final e o resultado não ficou por aí. Um lance confuso envolvendo Bah, junto à linha de fundo, foi inicialmente anulado. O escrutínio do VAR permitiu perceber que nada existia de irregular que pudesse impedir mais um golo de Pavlidis.
Marco Silva começou a reintroduzir os mundialistas. Começou por Ríos e, mais tarde, juntaram-se Schjelderup, Lukebakio e Dedić. Num momento em que o St. Gallen estava decrépito, o Benfica vestiu a melhor versão. A força de Ríos arrancou de imediato uma grande penalidade. Era dia para Pavlidis absorver tudo o que a felicidade tivesse para lhe dar e chegou ao poker. Para complementar, Lenglet também provou o sabor do golo na Luz na sequência de um canto.
Feito o mínimo dos mínimos, que era ultrapassar a 2ª pré-eliminatória da Liga Europa, o Benfica tem agora que fazer o mínimo: ultrapassar os escoceses do Hearts em mais um degrau antes da fase principal da competição. Atenção que eles têm Cláudio Braga."

VENHA DE LÁ O HEARTS


"BENFICA 5 -0 St Gallen

1. Que maravilha o regresso a casa. Saudades dos amigos e do Benfiquismo anónimo, que é o Benfiquismo bom, que corre pela Fanzone. Na foto com o Tó Melo, o Toni Gutierrez, o Jorge e o Tiago Fernandes, estes dois últimos proprietários do restaurante Primeiro Pecado (Charneca da Caparica). Além do muito Benfiquismo que lá se respira, que não é coisa pouca, come-se muitíssimo bem!

2. Diz-se que o St Gallen vem muito desfalcado à Luz. Desfalcados andamos nós desde o arranque da época. Não obstante, seria vergonhoso não seguirmos em frente no acesso à fase de liga da competição. Vamos seguir!

3. O jogo estava aparentemente dividido, mas uma transição com Rafa lançado a assistir o Pavlidis, este na cara do redes pôs, cedo, aos 10 minutos, a eliminatória empatada. Era o que Marco Silva queria e nós também: caminho aberto para a passagem da eliminatória.

4. O jogo a continuar equilibrado, bola cá - com Trubin a impancientar o tribunal - e bola lá - como é que aquele empurrão ao Barreiro na área não foi penálti? -, mas com pouco perigo. Claro que o adversário não é de elevado grau de dificuldade, porém notam-se já alguns princípios do modelo de jogo do Marco Silva, nomeadamente um futebol que atrai atrás para lançar rápido na frente. Pavlidis de longe o melhor nesta primeira meia hora de jogo, seguido de Rafa - está de regresso! - e Barreiro - quantos pulmões é que ele tem? Já Kaminski tem que melhorar muito para justificar 17M€...

5. Quinze minutos mais dinâmicos, jogo melhor, mais perigo nas áreas, uma bola defendida pelo nosso poste, estou-lhe grato. Estatísticas da primeira parte só nos dão vantagem clara na posse de bola e nos cantos. Não chega.

6. Segunda parte a atacar para a baliza grande. Começamos a apertar com eles. São fracos a defender, criamos perigo, Barreiro só com o redes pela frente não fatura, logo de seguida o Pavlidis, em posição idêntica assistido pelo Kaminski, espeta-a lá dentro, este é fera. E vai um deles para a rua com segundo amarelo. Venha de lá o Hearts.

7. Estamos donos do jogo: eles em desvantagem na eliminatória, mas com dez, mal saem lá de trás. Um fora de jogo que não entendi tirou o hat trick ao Pavlidis - uma pena! Ríos lá para dentro - seja bem reaparecido -, Barreiro para o merecido descanso. Ui, espera aí que o VAR dá o golo como válido, isto na Europa é outra coisa: três-zero!

8. O António a querer despedir-se em beleza - está a fazer um belo jogo: que desmarcação para o Ríos, ceifado na área, penálti, toma lá o poker do PA-VLI-DIS!!!! E já aí estão o Lukebakio - bem, que jogada logo que lhe deram a bola! - e o Schjelderup. E vêm lá o Duran e o Dedic. Coitados dos suíços...

9. Sudakov finalmente a mostrar-se e Lenglet a marcar para gáudio dos 60 mil que quase lotaram a Catedral. E logo de seguida o francês safou com corte extraordinário um golo cantado na nossa baliza após defesa incompleta de Trubin.

10. Um jogo de pré-época a doer. Excelente para a equipa se encontrar. Muito boa a segunda parte, mas não vamos ignorar o fraco valor do adversário. Em todo o caso, útil para espantar os fantasmas que qualquer nosso mau resultado faz pairar em tudo o que é programa de comentário."

Nem foi precisa a cavalaria para a goleada acontecer


"Dedic, Tomás Araújo, Aursnes, Ríos, Lukebakio, Schjelderup e Durán começaram no banco, mas houve um enorme Pavlidis (quatro golos) e mais meia dúzia de jogadores em muito bom nível

Era o que faltava, meus caros, o Benfica cair na 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa e frente aos descoloridos suíços do St. Gallen. Mesmo tendo perdido na primeira mão por 1-2, mesmo ainda sem alguns dos mais valiosos jogadores do plantel em alto rendimento, mesmo com Marco Silva a apalpar terreno para perceber, com exatidão, o que é preciso para redimensionar o clube encarnado para o patamar que merece, era o que faltava o 18.º do ranking UEFA ser eliminado pelo 228.º!
Havia em cima da mesa a dúvida, lançada por Marco Silva, sobre quais os jogadores que chegaram mais tarde aos treinos que iriam a jogo. Dedic? Tomás Araújo? Aursnes? Ríos? Lukebakio? Schjelderup? Até mesmo Jhon Durán? O treinador surpreendeu ao não surpreender: nenhum destes sete nomes esteve no onze inicial e, relativamente à primeira mão, houve apenas duas trocas: Manu Silva por Enzo Barrenechea e Miguel Figueiredo por Leandro Barreiro. Surpresa talvez apenas a inclusão do argentino, depois do jogo nada conseguido em St. Gallen. A cavalaria, excluindo Aursnes, ficava no banco.
O Benfica entrou mal no jogo. Parecendo nervoso e com alguns passes errados, permitiu ao St. Gallen, nos primeiros minutos, dar a sensação de que era uma equipa de média dimensão europeia. Os suíços começaram por andar perto da baliza de Trubin e, com o ucraniano sempre muito hesitante a sair da baliza, os adeptos encarnados sofriam um pouco.
Porém, pouco a pouco, com Barreiro a dar maior dinamismo ao meio-campo e com Sudakov muito mais mexido e ousado do que tem sido normal, o Benfica passou a tomar conta do jogo e, mesmo antes de o dominar por completo, chegou ao golo. Bah a executar rapidamente um lançamento lateral na direção de Rafa, este progrediu dez metros e colocou a bola, milimetricamente, ao alcance do pé esquerdo de Pavlidis, o qual, sem ninguém a seu lado, rematou por entre as pernas do guarda-redes, igualando a eliminatória.
E, de repente, tudo melhorou. Bah e Dahl transformaram-se em pequenas setas pelas laterais, Kaminski começava a criar algum perigo através da sua velocidade, Pavlidis segurava bolas à espera de que alguém aparecesse para tabelar, Rafa crescia a olhos vistos e até António Silva ousava entrar com a bola dominada pelo meio-campo e defesa do St. Gallen. Por duas vezes, esteve perto de marcar. Tal como Baldé, que, num lance quase fotocopiado do golo que marcou na Suíça, enviou a bola ao poste direito da baliza de Trubin.
O Benfica dominara 90 por cento da primeira parte, mas o remate de Baldé, em cima do intervalo, não deixava espaço para grandes dúvidas. Era preciso que os encarnados, pós-intervalo, atacassem, sim, mas não pudessem esquecer-se de defender a baliza de Trubin.
Os primeiros minutos da segunda parte foram quase iguais aos primeiros da primeira parte. St. Gallen a aparecer, de novo, muito atrevido e à procura do golo que lhe voltasse a dar vantagem na eliminatória, mas a ousadia durou pouco. Ao minuto 54, Leandro Barreiro andou muito perto do golo e, aos 55’, o 2-0 chegou. No meio da avalancha ofensiva encarnada, Kaminski encontrou Pavlidis sozinho no meio e este, de novo de pé esquerdo, fez o 2-0.
Logo a seguir, Sudakov obrigou Stanic a fazer-lhe um paredão perto do círculo central e o croata viu, de forma justa, o segundo amarelo e consequente vermelho. Em vantagem na eliminatória e com um homem a mais, só um terramoto impediria o Benfica de seguir em frente para a 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa. E aos 65’, numa jogada com múltiplos toques de múltiplos jogadores, Pavlidis, de cabeça, com assistência de Bah, fez o hat-trick e fechou, com chave de ouro, jogo e eliminatória.
A seguir, Marco Silva começou a meter a cavalaria: Leandro Barreiro por Richard Ríos (66’). E foi mesmo este quem, fugindo pela direita, entrou na área e sofreu falta para grande penalidade. Pavlidis, o herói da noite, transformou-a no 4-0 e no seu quarto golo.
Mais cavalaria logo a seguir: Kaminski por Lukebakio e Rafa por Schjelderup (ambos aos 75’); Pavlidis por Jhon Durán e Bah por Dedic (ambos aos 77’). A partir de então, com quatro golos de vantagem e um homem a mais, a dúvida era apenas uma: até onde subiria o resultado?
Aos 82, foi a vez de Lenglet, após passe atrasado de Lukebakio, fazer golaço de pé esquerdo: 5-0! Por fim, regresso ao princípio: era o que faltava, meus caros..."

Éna, dío, tría, téssera, pénte — as notas do Benfica


"Pavlidis foi o rei da eliminatória

Melhor em campo: Pavlidis (8)
Marcou golos (quatro) para todos os gostos, dois de pé esquerdo, um de cabeça e um de pé direito. Mas, para qualquer treinador, deve ser um gosto ver como foi muito mais que isso. Para lá de finalizador letal, deu-se ao jogo, ocupando por vezes as áreas de Sudakov, quando recuava no terreno, para receber a bola e combinar com os companheiros e permitir a saída de bola. Jogou bem, por isso, de costas para a baliza e ainda mais de frente para o guarda-redes . No primeiro golo, finalizou de primeira com o pé esquerdo; no segundo, recebeu a bola de António Silva, tocou para Kaminski, recebeu com pé direito e disparou com o esquerdo; no terceiro, cabeceou após centro de Bah; no quarto fuzilou com o pé direito no penálti. Éna, dío, tría, téssera. E como houve cinco, então pénte. Percebe-se que é um, dois, três, quatro, cinco em grego, certo?

Trubin (5) — Não passou tranquilidade à equipa, apesar de ter começado bem, agarrando um centro após um canto aos 3’ e defendendo um remate forte, cruzado e perto de Balde. Aos 17’, saiu mal da baliza, Balde ficou com a bola, mas Lenglet salvou o empate. Defesa complicada e apertada para a frente aos 84’.

Bah (5) — Com o St. Gallen distraído, lançamento lateral rápido a servir a velocidade de Rafa, que assistiu Pavlidis no primeiro golo. Também assistiu Pavlidis no terceiro golo, depois de um bom lance ofensivo. Aos 43’ também cruzou para finalização perigosa de Leandro Barreiro. Mas teve vários momentos negativos: aos 13’ foi batido por Balde e permitiu depois o remate perigoso do avançado; aos 17’ perdeu lance de cabeça com Boukhalfa na área; aos 40’ perdeu dois duelos com Balde, que rematou ao poste. Segunda parte mais tranquila.

António Silva (8) — Que bela forma de se despedir da Luz. A partir da meia hora, depois de já ter feito um excelente passe vertical para Rafa, percebeu que a equipa precisava dele a atacar. Aos 35’ arrancou para o meio-campo adversário, quebrou a marcação individual, meteu a bola em Pavlidis e foi recebê-la na área de Rafa, mas Balde cortou o lance. Forte nos duelos individuais, o lance do segundo golo nasce depois de um passe do capitão para Kaminski. Ainda foi protagonista de mais duas arrancadas com bola de fazer inveja a qualquer médio e foi eficaz também a meter bolas longas no ataque. Foi líder quando a equipa precisou. Ah, e esteve perto de marcar num cabeceamento após canto apontado por Sudakov.

Lenglet (7) — Salvou de cabeça o empate (13’), evitou que Hunziker marcasse aos 84’ e falhou o momento de corte a Frokaj que se isolou e falhou na cara de Trubin. Fez dois bons passes para Rafa e Sudakov na segunda parte e fez de avançado ao marcar, com o pé esquerdo, o quinto golo, depois de centro de Lukebakio.

Dahl (5) — Sem grande influência ofensiva na primeira parte, melhorou na segunda, destacando-se num remate de pé direito fora da área para defesa de Dumrath e num bom centro de Sudakov. Leandro

Barreiro (6) — Energético, não deixa qualquer adversário descansado. Aos 19’ queixou-se de ter sofrido penálti e pela área surgiu a finalizar várias vezes, aos 43’ até esteve bem perto de marcar, mas a bola saiu por cima da barra. Andou para a frente e para trás, para a esquerda e para a direita, e aos 54’, isolado por Sudakov, rematou para defesa de Dumrath.

Enzo Barrenechea (5) — Aos 3’ apanhou um susto, deixando escapar Boukhalfa para um ataque perigoso. Demorou a encaixar no jogo, ou seja, onde posicionar-se, que movimentos fazer, quando e onde e como pressionar. Também raramente foi a melhor solução para a saída de bola. Tinha sempre Gortler. Estabilizou depois do intervalo, aos 52’ recuperou uma bola perto da área do St. Gallen e meteu-a logo em Pavlidis, que decidiu mal.

Rafa (7) — Veloz como uma chita, desmarcou-se nas costas da defesa suíça e meteu a bola em Pavlidis no lance do primeiro golo. Aos 19’ isolou Leandro Barreiro com um toque de calcanhar. Aos 45+2’ recuperou a bola e rematou em arco por cima da barra. Aos 53’ cruzou com açúcar, mas Pavlidis e Kaminski não chegaram a tempo para encostar. Aos 65’ isolou Bah no lance do terceiro golo.

Sudakov (6) — Pouco influente na primeira parte, apesar de ter cruzado para cabeceamento perigoso de António Silva. Deu-se ao jogo na segunda parte. Aos 54’, fez um grande passe de trivela a isolar Leandro Barreiro. Três minutos depois foi derrubado por Stanic, que viu o segundo amarelo e o vermelho. Somou ainda três remates. E foi, sobretudo, uma solução ofensiva, mais confiante e com muita vontade de ter influência.

Kaminski (6) — Primeira parte negativa, com más decisões, embora com compromisso defensivo. Subiu muito de rendimento na segunda. Aos 55’ simulou receber a bola, deixou-a para Pavlidis, foi receber mais à frente para fazer assistência para o segundo golo do grego. Sentiu-se melhor quando pisou terrenos interiores.

Ríos (6) — Entrou aos 66’ e pouco depois estava a ser derrubado na área. Com larga área de ação e sem estar pressionado, até pareceu soltinho, apesar de ter poucos dias de trabalho.

Schjelderup (5) — Sem impacto ofensivo, ainda tentou acelerações pela esquerda.

Lukebakio (6) — Entrou cheio de vontade e genica, na primeira jogada deixou Owusu para trás, tirou Okoroji da frente e rematou rasteiro em arco ao lado do poste direito. Fez também a assistência para Lenglet. Manteve o ritmo alto da equipa.

Dedic (5) — Logo no primero lance já estava perto da área com a bola. Aos 90+3’, depois de arrancada, meteu a bola em Lukebakio, que decidiu mal.

Durán (5) — Apenas lhe chegou uma bola, após centro de Lukebakio, que quase nem conseguiu cabecear. Mas também vinha muito alta."

5 Minutos: Live - St. Gallen...