Últimas indefectivações

terça-feira, 13 de outubro de 2026

BI: Megafone #295 - Vitória no regresso do campeonato

Terceiro Anel: Bola ao Centro #238 - O REGRESSO PERFEITO!! 🦅🔴

Visão: S08E11 - Dahl(-lhe) Benfica!

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E20 - Guimarães

Benfica Economia: Quanto Ganha um Jogador da Formação do Benfica?

Benfica Economia: Como o Benfica Transformou o Estádio da Luz num Negócio de Mil Milhões?

Liga: Famalicão 1 - 4 Alverca

É só o início...!!!

Segue jogo...

Vêm aí três meses e meio de vertigem


"Começa agora uma nova fase da época, porventura decisiva, durante a qual cada clube vai saber ao que pode aspirar lá mais para maio. Mas ainda há Seleção...

Pronto: houve a pausa para as seleções, bem mais animada por cá do que é costume mas não exatamente pelas melhores razões. Quer dizer, olhando ao desempenho desportivo da Seleção Nacional pode até falar-se de duas semanas e meia de luxo, mas bem sabemos como isso importa pouco aos adeptos fiéis do futebol de clubes, o que verdadeiramente vende (e compra) direitos televisivos, camisolas, merchandising, jornais, audiências de rádio e cliques online. O assunto do momento foi, pelo menos até anteontem, Cristiano Ronaldo e a sua saída do estágio, mais o eventual regresso que muitos (eu não arriscaria todos) querem.
Entretanto regressou a Liga portuguesa e, com ela, as mais que previsíveis lamúrias sobre alegados erros de arbitragem. Contra os próprios queixosos, o que não deixa de ser mais ou menos normal embora evitável como prática recorrente, mas também — sociologicamnte muito mais interessante — em jogos de terceiros. Nada que não se previsse, tudo como dantes, quartel-geral em Abrantes.
Interessa mais por esta altura, contudo, perceber que se entrou na fase nevrálgica da época. Até final de janeiro (aqui já com o mercado a remexer nos fundamentos) são jogos atrás de jogos e vive-se a fase em que muita coisa fica decidida, ou na qual se decide, pelo menos, quais são os reais objetivos alcançáveis por cada um no final da temporada.
As principais equipas portuguesas parecem estar de saúde e recomendar-se, mas agora começa a vida dos três jogos por semana. É natural que estejam au point, mas também que se preparem para uma previsível quebra física e anímica (sobretudo quem vencer menos) antes do último terço das provas.
Pelo meio ainda haverá nova paragem de seleções, e não falta quem já anteveja Ronaldo a conviver de novo com Jorge Jesus como se nada tivesse sido. Ou não..."

BF: Rafa...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - FC Porto resiste, rivais de Lisboa perseguem

Observador: Três Toques - Messi leva raspanete do Barça por falta de despedida?

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - O vai-não-vai de Cristiano e o regresso da liga

Zero: Ataque Rápido - S09E11 - O novo Benfica: a ameaça ao domínio portista?

O Resto é Bola - VAR decisivo na Madeira, Sudakov faz as pazes com o tribunal da Luz e um frágil Braga contra o SCP

Transforma - Passa a Bola #231 - "A LIGA VOLTOU, E COM ELA, VOLTARAM OS MESMOS LADRÕES EM GRANDE FORMA"

Tailors - Final Cut - S05E42 - José Carlos

TugaFut - Semana #5

Falsos Lentos - S07E04 - Vítor Pinto invade o estúdio!

No Princípio Era a Bola - A ânsia do Benfica em ir para a frente e a amizade cada vez mais forte de Froholdt com a área adversária

Chuveirinho #192

A Feira dos Três - Feira da Bola #2 - ⚽ O FC Porto parece imbatível

Rola Bola - S03E06 - O Comunicado e a Despedida (Convidado especial)

ESPN: Futebol no Mundo #639

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Vitória justa

volei

"Perante 63 728 espectadores no Estádio da Luz, o Benfica ganhou por 2-0 ante o Vitória SC. Este é o destaque na BNews.

1. Três pontos merecidos
Marco Silva salienta a exibição da equipa e o papel dos adeptos: "Uma vitória justíssima, uma vitória da única equipa que criou realmente oportunidades para ganhar e da equipa que fez mais para ganhar também, como nos competia. Agradecer também aos nossos adeptos, mais uma vez mais de 60 mil na Luz, com apoio constante à equipa."

2. Man of the Match
Autor do golo inaugural da partida e considerado o Homem do Jogo, Dahl expressa o que sente por ganhar e marcar no Estádio da Luz: "É uma sensação fantástica conseguir esta vitória e, claro, marcar este golo. É incrível poder viver este momento em casa, com todo o carinho que recebemos sempre aqui."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao Vitória SC.

4. Novo espaço inaugurado
No Estádio da Luz, o Emirates Lounge abriu portas pela primeira vez no desafio com o Vitória SC e a BTV esteve presente.

5. Jogo do dia
A equipa B do Benfica recebe o Felgueiras, às 18h00, no adidas Benfica Campus.

6. Outros resultados
Nas modalidades, equipas masculinas, o Benfica ganhou, por 3-0, ao CV Melilla em voleibol e perdeu, por 93-86, com o FC Porto em basquetebol.
As equipas femininas de polo aquático e de râguebi obtiveram vitórias expressivas ante o Sporting (28-5) e o CR São Miguel (139-5), respetivamente. No voleibol, triunfo por 0-3 na visita ao Clube K.
No futebol de formação, os Juniores foram derrotados por 2-0 na visita ao Santa Clara e os Juvenis empataram a dois golos com o Casa Pia.

7. Agenda desportiva
Nesta semana há dois embates europeus de basquetebol na Luz. Na terça-feira, a equipa feminina recebe o Saarlouis Royals, da Alemanha (21h00); na quarta-feira, a equipa masculina é anfitriã do Denizli, da Turquia (20h00).
Amanhã há ainda os embates dos Sub-23 de futebol em Penafiel e da equipa masculina de andebol no reduto do Karvina, da Chéquia.
Na quinta-feira, a contar para a Liga Europa, o Benfica recebe o Celtic às 20h00.

8. Contributos internacionais
Seis atletas do Benfica contribuíram para o apuramento de Portugal para o Europeu de futsal feminino de 2027.

9. Casa Benfica Fornos Algodres
Esta embaixada do benfiquismo organizou a 15.ª edição do Passeio Anual."

Zero: Entrevista David da Costa...

Rabona: 25 Years, €7 Million, NO Verdicts (Yet): The Negreira Case Explained

O City ganhou (com batota). A confiança perdeu-se


"Quanto vale uma liga sem confiança? Mais de 900 milhões de libras.
É este o valor pelo qual, segundo uma comissão independente, o Manchester City terá inflacionado receitas e reduzido custos entre 2009/10 e 2017/18 para aparentar o cumprimento das regras financeiras. O clube contestou a decisão, declarou-se inocente e apresentou recurso. Ainda não existe uma sanção definitiva. Mas o caso já produziu um dano que não aparece nas contas: colocou em causa a confiança no produto Premier League.
A discussão tem estado concentrada na punição. Dedução de pontos, descida de divisão, multa ou retirada de títulos são algumas das hipóteses debatidas. É compreensível. No entanto, o verdadeiro problema ultrapassa o Manchester City. Uma competição desportiva vende, acima de tudo, uma promessa: todos podem ter recursos diferentes, mas devem competir sob as mesmas regras.
Quando essa promessa é quebrada, o prejuízo não pertence apenas aos adversários. Pertence à própria liga.
O processo envolve mais de 100 acusações e abrange nove épocas. A comissão considerou provadas todas as categorias relativas a infrações financeiras graves e três das quatro acusações relacionadas com a falta de cooperação. Segundo a decisão publicada, dos 949,94 milhões de libras registados como patrocínios provenientes de entidades de Abu Dhabi, apenas 119,25 milhões terão sido pagos diretamente pelos patrocinadores. Os restantes 830,69 milhões terão vindo do proprietário e sido apresentados como receita comercial. O Manchester City rejeita estas conclusões e sustenta que a decisão contém erros materiais de facto e de direito.
É precisamente por o recurso estar em curso que não devemos antecipar a decisão final. Mas não precisamos de esperar pelo último recurso para compreender o risco económico.
A Premier League é muito mais do que uma organização de jogos. É uma marca construída sobre competitividade, imprevisibilidade e credibilidade internacional. As dez marcas de clubes ingleses mais valiosas representam, em conjunto, cerca de 8,2 mil milhões de euros. O Manchester City, avaliado em aproximadamente 1,4 mil milhões, está entre as duas mais valiosas. Quando um caso desta dimensão atinge um dos seus principais ativos, o problema deixa de ser disciplinar. Torna-se reputacional.
Os primeiros efeitos já são visíveis. Clubes rivais instruíram advogados para avaliar pedidos de indemnização. Jogadores e agentes estudam compensações por prémios que poderão ter perdido devido a títulos ou qualificações europeias não conquistados. Até patrocinadores diretamente associados ao caso procuram proteger juridicamente a sua reputação.
Esta reação mostra que a integridade competitiva tem valor económico. Um título perdido significa prémios, direitos comerciais, exposição internacional e progressão salarial não recebidos. Uma qualificação europeia falhada pode alterar receitas, contratos e carreiras. No desporto profissional, a confiança não é um princípio abstrato. É um ativo partilhado por todos os participantes.
A investigação académica reforça esta relação. Um estudo realizado junto de 550 consumidores chineses da Premier League encontrou associações significativas entre as diferentes dimensões do valor da marca e comportamentos como intenção de recompra, recomendação e disponibilidade para pagar um preço superior. Outro estudo, com 502 consumidores, concluiu que a qualidade da relação com a competição influencia diretamente a intenção de recomendação. A confiança pode parecer invisível, mas afeta comportamentos concretos.
É por isso que a Premier League enfrenta uma decisão maior do que a punição de um clube. Se a sanção for considerada insuficiente, arrisca transmitir que as regras são apenas um custo operacional para quem possui recursos para as desafiar. Se for desproporcionada ou não resistir ao recurso, arrisca fragilizar a credibilidade do próprio sistema regulatório.
O futebol inglês construiu a liga mais valiosa do mundo transformando talento, rivalidade e incerteza em espetáculo global. Mas nenhuma estratégia de marketing consegue proteger indefinidamente uma competição cujos consumidores começam a desconfiar das condições em que os resultados foram alcançados.
Os adeptos aceitam perder jogos. O que não podem perder é a convicção de que o jogo é verdadeiro."

Antena 3 - Triplo Duplo - Hugo Ferreira

Billas-Boas não gosta!

Unum - Medida 9

Um caso sem boas soluções


"A situação criada pelo abandono da Seleção Nacional de Cristiano Ronaldo tornou-se numa bola de neve que provocou danos, quiçá irreparáveis. Fala-se muito de circunstâncias «win-win» em que todos ganham, mas desta feita estamos perante um caso de «loose-loose», em que todos, sem exceção, acabam perdedores… 

OS mais recentes desenvolvimentos do caso que envolveu Cristiano Ronaldo, Jorge Jesus e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), apontam para uma aparente vitória do capitão do Al-Nassr, a que corresponderá uma diminuição, nunca antes vista, da autoridade de um selecionador nacional, face à opinião pública e ao grupo de jogadores que lidera, com a bênção da FPF. E falo em aparente vitória de Cristiano Ronaldo, e não em vitória absoluta, porque há danos irreparáveis para a imagem do jogador, sem cosmética possível, indeléveis. As declarações, sobre o assunto, de Pedro Proença, no último sábado foram um tiro no pé, não pelo conteúdo, coerente com aquilo que o líder federativo já tinha dito na anterior intervenção (a da vénia a Ronaldo), mas por terem ocorrido na constância de um inquérito disciplinar ao jogador, a decorrer no Conselho de Disciplina (CD) da FPF. Em nome do respeito pela separação de poderes, qualquer que fosse a declaração de Proença, a favor ou contra, pouco importa, seria sempre fora de propósito. Como estamos perante uma situação eminentemente política, e na política, o que parece, é, a sensação que fica é de que houve uma pressão clara sobre os decisores do CD, no sentido de aligeirar a sanção a Cristiano Ronaldo. Aguardemos, pois, pela sentença, para a seguir fechar o capítulo disciplinar e abrir um outro, de natureza desportiva. E aqui surgem três ordens de questões:

1 - Se Cristiano Ronaldo estiver disponível para ser convocado para os jogos de novembro, e Jorge Jesus, chamado duas vezes de mentiroso pelo jogador, que, juntamente com o seu ‘staff’, lhe entregou um guião para ler na conferência de imprensa antes do jogo de Copenhaga, decidir incluí-lo na lista dos escolhidos para os confrontos com o País de Gales e a Dinamarca, colocar-se-á numa posição de subalternidade nunca nele vista desde que, em 1990, Mário Rui o convenceu a treinar o Amora

2 - E quanto aos restantes jogadores, que deram o seu melhor para que Portugal vencesse duas vezes a Noruega e uma vez a Dinamarca, como irão olhar para esta situação? A memória é, muitas vezes, curta, mas estão bem presentes as declarações, extremamente elogiosas para Jorge Jesus, após o triunfo em Copenhaga, feitas pelos internacionais portugueses, já depois de Cristiano Ronaldo ter viajado para Riade, via Madrid. E Jesus foi elogiado porquê? Pela forma como colocou a equipa a jogar um futebol moderno e agressivo, onde ninguém teve de trabalhar para ninguém porque todos trabalharam para todos. Foi dito recentemente que, sob a égide de Jesus, o relacionamento de Ronaldo com os restantes jogadores era como o de Deus e os anjos. Tenho fundadas dúvidas, independentemente de ‘soundbytes’ politicamente corretos, alinhados com a narrativa oficial, que já se ouviram, de que seja assim. Oxalá esteja enganado, mas temo pela coesão do grupo e pela autoridade do selecionador.

3 - Vamos então ao terceiro pilar, a questão desportiva. Não é segredo para ninguém - disse-o, de forma a não deixar dúvidas, antes do Mundial de 2026 - que na minha opinião (haverá outras, que respeito, mas das quais discordo) Cristiano Ronaldo não tem lugar no melhor onze de Portugal, tese substancialmente fortalecida pelos três últimos jogos da turma das quinas. Também afirmei, e mantenho, que se Ronaldo aceitasse fazer parte do grupo, com um espírito de missão que passasse por ficar no banco ou na bancada e ainda assim contribuir para o conforto de uns e a integração de outros, estaríamos perante uma reta final edificante de um ícone do nosso futebol. Francamente, não me parece que assim seja, e, confesso, não gostaria de estar na camisa de onze varas onde Jorge Jesus se meteu. Se Cristiano Ronaldo jogar, é porque o selecionador capitulou; se Cristiano Ronaldo não for titular, nunca se sabe se o jato do capitão do Al-Nassr não é chamado, de emergência, a aterrar no aeroporto de Cardiff ou no aeroporto Humberto Delgado. Poder-se-á dizer que a situação criada e a forma como foi extremada impossibilitou qualquer boa solução. É verdade, sim senhor…

ARBITRAGEM
VOLTA a estar, em cima da mesa, a criação de um Organismo Autónomo que dirija a arbritragem do futebol português a partir de 2029/30, apontando-se para fases intermédias que contemplam, já na presente temporada, a definição do modelo de governação, o financiamento e o funcionamento técnico; na próxima época a discussão e aprovação da adequação do projeto à Lei de Bases do Sistema Desportivo e ao Regime Jurídico das Federações Desportivas; para 2028/29 o início da implementação operacional; e para a temporada que terminará com o Mundial de que somos co-organizadores a entrada em pleno funcionamento do novo organismo. Todo este processo deverá decorrer sob a liderança de José Fontelas Gomes, antigo presidente da APAF e do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, e atual vice-presidente da Direção liderada por Pedro Proença.É aqui que se inicia a parte irónica deste processo. Fontelas Gomes, que teve uma presidência do CA arejada, procurando retirar da arbitragem o carimbo de sociedade secreta, opaca e corporativista, vai trabalhar num projeto que lançou, numa altura em que o atual CA rema em sentido diverso, adotando a lei da rolha, regredindo na transparência e adotando uma política de comunicação assente na realidade virtual, em que tudo está a correr pelo melhor, não há focos de insatisfação e os números são torturados até dizerem aquilo que pretendem que seja dito.
O Organismo Autónomo que se deseja em funções plenas a partir de 2029/30 aponta num sentido diametralmente oposto ao que está a ser seguido, adaptando a filosofia vigente em Inglaterra e na Alemanha, onde tudo se passa por cima da mesa e os árbitros são punidos - sendo dada disso notícia - sempre que interferem com a verdade desportiva. Não é possível observar o que se está a passar sem que um sorriso se forme no rosto, emergindo uma dúvida pertinente: irá Fontelas Gomes ter o respaldo suficiente para retirar a arbitragem da mão das corporações? Ou deverão ocorrer factos externos à FPF que criem essas condições? Enquanto várias investigações ocorrem em simultâneo, aguardemos pelas conclusões com a calma possível perante os retrocessos vigentes.

AF Porto
MAS também há boas notícias, daquelas que alimentam a esperança num futuro melhor. A Associação de Futebol do Porto, presidida por José Manuel Neves, inaugurou a segunda fase do Centro de Formação, em Ramalde, sendo o primeiro campo batizado com o nome de Diogo Jota. Até 2028 deverão estar em funcionamento quatro campos, uma área específica para o treino de guarda-redes, e um edifício multifunções, de apoio. Os objetivos são ambiciosos, assumindo-se tratar-se de um espaço comunitário que deve servir as seleções distritais, os árbitros e a formação dos clubes, podendo ainda vir a servir de apoio ao Mundial de 2030, que terá vários jogos no estádio do Dragão. Numa altura em que todos devemos olhar com desolação para o que está a acontecer ao campeão nacional de 2000/01, o Boavista, esta nova infraestrura é uma lufada de ar fresco, que coloca de parabéns a AF Porto e o seu presidente."

A despedida


"Acabou o Mundial e ele sentiu que tinha dado tudo. Safara a Seleção em momentos de aperto, como já tantas vezes acontecera, e a idade já começava a pesar. Jogar no clube, acumular isso com viagens para lá e para cá, tudo começou a ser avaliado para tomar a decisão que ia (novamente) ressoar por todo o mundo: uma despedida, um último, mesmo último, adeus. Ponderou-o com a família, seguramente, com amigos e companheiros mais próximos.
Contou então a toda a gente: a seleção ia ter alguns jogos em outubro e ele entraria num avião privado para chegar alguns dias antes e jogar o último encontro. Com um adversário improvisado, mas pronto, daqui a uns tempos ninguém se vai lembrar disso. Nem é por acabar com números redondos: foram 208 jogos e 126 golos. Mesmo assim, talvez encontre um espacinho para tatuar. Se é que liga a essas coisas de contar números para lá dos que estão no calendário.
Chegou e fez muitas coisas pela última vez: treinar, dormir numa certa cama, comer um churrasco com os companheiros dispostos a dar tudo por ele como tantas vezes acontecera ao contrário. No dia, emocionou-se no autocarro para o estádio, vestiu um equipamento especial. Foi adorado por 80 mil pessoas que esgotaram os bilhetes em minutos.
Enquanto isso, o rival - uso a expressão tantas vezes usada por treinadores em Portugal, como se dizer o nome deste lhe atribuísse uma importância que não se quer dar e omiti-lo diminuísse a história dele - na mesma semana, do outro lado do Atlântico, abdicou disto. Pelo menos com esta carga emocional. E não foi pouco, foi muito."

Edu Aguirre e Piers Morgan, os lambe-botas


"Um dia, Mourinho disse qualquer coisa como isto: «Quero ter a meu lado pessoas com ideias diferentes das minhas. Que, no fundo, não sejam yes men»

José Mourinho, o maior treinador português de todos os tempos — por muito que não tenha tido sucesso no Benfica e por muito que as coisas não lhe estejam a correr de forma perfeita no Real Madrid —, disse um dia qualquer coisa como isto: «Quero ter a meu lado pessoas com ideias diferentes das minhas. Que, no fundo, não sejam yes men». Parece-me, à distância, que pode ser esse um dos erros cometidos, nos últimos tempos, por Cristiano Ronaldo, o maior jogador português de todos os tempos, por muito que esteja a passar por um momento mais complicado na Seleção Nacional.
As pessoas a que Mourinho se referia quando falou em yes men são, em bom português, os lambe-botas: Aguirre e Morgan. Conheceram uma pessoa famosa, colaram-se a ela e tiram os melhores frutos dessa aproximação. Talvez CR7 (a caminho de ser CR1000) precise de alguém que não lhe diga o que ele quer ouvir, mas que lhe diga o que ele precisa de ouvir. Um Scolari, não um Martínez. Quando se atinge a dimensão que CR7 (quase CR1000) atingiu, deve ser difícil lidar com aquilo que considera serem erros alheios. Deve passar-se o mesmo, presumo, com Madonna, Trump, Swift, Putin ou DiCaprio, por exemplo.
Nas últimas duas semanas, estupidamente quanto a mim, os portugueses dividiram-se em dois grupos: pró-JJ e pró-CR. Ou quatro: pró-JJ, contra JJ, pró-CR e contra CR. Ou mesmo cinco: pró-JJ, contra JJ, pró-CR, contra CR e aqueles que acham que, sendo ambos maiores, vacinados e riquíssimos, eles que resolvam o problema. É o meu caso. Não estive na reunião tripartida nem no vídeo a quatro. Apenas presenciei, de novo à distância, alguns factos: Ronaldo não agradeceu aos adeptos no final do Noruega-Portugal (e devia ter agradecido), Jesus arrancou uma conferência pré-jogo com a Dinamarca demasiado belicosa (e não o devia ter feito), Ronaldo desertou da Seleção Nacional (e não o devia ter feito), Pedro Proença tentou pôr água na fervura a seguir ao segundo jogo com a Noruega (não de forma perfeita, mas tentou), Ronaldo largou uma bomba atómica na direção de Jesus (poderia ter sido bem mais diplomático) e, por fim, Proença voltou a falar e tentou abrir pontes em vez de fechar portas (talvez faça sentido).
Por fim, os 8 pontos. Anda muita gente a dizer que foi Tiago Craveiro quem escreveu o comunicado de Cristiano Ronaldo. Não acredito. Quanto a mim, é impossível. O homem que (dizem) inventou a Liga das Nações não pode ter escrito aquilo. Por entre ideias confusas, surge uma pérola: entre uma alegada comunicação de Jorge Jesus a Cristiano Ronaldo para que «estivesse preparado porque jogaria 30 min» e o ponto 5 do comunicado em que Jesus diria, em conferência, que avisou Ronaldo «que poderia ter de o utilizar», há uma distância imensa. Entre o «jogaria» e o «poderia ter de o utilizar» há um mundo. É por isso, com toda a sinceridade, que não acredito que tenha sido Tiago Craveiro a escrever o comunicado. Talvez Elma ou Kátia."

A inflamação invisível: impacto da saúde oral no desporto de alta competição


"Atualmente, no desporto de alta competição, a margem entre o pódio e o esquecimento mede-se em centésimos de segundo ou em escassos milímetros. Para alcançar o topo, nada é deixado ao acaso: treino, nutrição, biomecânica, sono e recuperação física e mental são otimizados ao limite através de dados objetivos de desempenho. No entanto, existe um fator determinante que continua, muitas vezes, a passar despercebido nas análises de alta performance: a saúde oral e a escolha dos tratamentos médicos dentários.
A questão que se impõe é simples: será a alta competição compatível com os riscos e a inflamação associados aos tratamentos dentários convencionais?
A resposta clínica e biológica é clara. Qualquer processo inflamatório no organismo, por mais subtil que seja, representa uma carga metabólica e imunitária adicional. Num atleta de elite, um foco inflamatório constante consome recursos preciosos que deveriam estar orientados para a recuperação muscular e a disponibilidade energética.
O problema torna-se crítico na substituição de dentes ausentes através de implantes tradicionais. Vários estudos confirmam que cerca de dois terços dos pacientes com implantes de titânio desenvolvem inflamações nos tecidos — com 43% a sofrerem de mucosite e 22% de peri-implantite.
O grande perigo para o atleta reside no facto de estas condições serem frequentemente assintomáticas nas fases iniciais. A inflamação atua como um ruído de fundo invisível no organismo, desgastando a performance sem emitir um sinal de alarme óbvio.
A campeã mundial de downhill e super-G, Lizz Görgl, destacou este ponto no Congresso Paroknowledge 2026. A atleta explicou que sempre procurou otimizar o seu corpo para «evitar qualquer perda de desempenho», mas alertou: «Quando se trata dos dentes, a situação é mais complicada, porque as inflamações nem sempre são percetíveis de imediato.»
A medicina dentária evoluiu para responder às exigências do desporto de elite. A própria Lizz Görgl optou por um tratamento inovador após a perda de dois dentes, demonstrando que a escolha de um tratamento dentário não é uma mera questão estética ou mastigatória, mas sim uma decisão estratégica de gestão do rendimento desportivo.
A nova geração de implantes cerâmicos, como os Symbionic Teeth, integra-se diretamente no tecido mole, criando uma barreira natural de defesa na mucosa. Esta vedação impede a penetração da placa bacteriana — a principal causadora das infeções —, reduzindo drasticamente os índices de mucosite e eliminando praticamente os casos de peri-implantite. Reduzir as infeções orais a um valor próximo de zero tornou-se, assim, um objetivo viável e indispensável no alto rendimento.
À medida que a medicina do desporto se torna cada vez mais assente em dados rigorosos, os dispositivos médicos dentários têm de ser avaliados com o mesmo escrutínio aplicado ao material de treino ou aos protocolos de recuperação. Ignorar a saúde oral como variável de rendimento é dar uma vantagem direta ao adversário. Na era do detalhe, a verdadeira alta competição exige soluções que protejam o corpo contra qualquer perda de performance — a começar pela boca."

Concussão cerebral continua a ser subvalorizada


"Choque de cabeças: o jogador cai, hesita alguns segundos, levanta-se e retoma o jogo. Enquanto a bancada aplaude a resiliência, o jogador pode ter sofrido a lesão mais séria dos 90 minutos.
A concussão cerebral resulta de forças biomecânicas transmitidas ao cérebro, por impacto direto ou indireto. Não implica, necessariamente, perda de consciência, podendo manifestar-se por sintomas como confusão, alterações visuais, défices de memória, entre outros. Contudo, engana por não ter o aparato de uma lesão musculoesquelética e, por isso, continua subvalorizada por atletas, treinadores e, muitas vezes, pelos próprios profissionais de saúde.
No futebol de elite, a incidência de concussão ronda 0,85 a 1,63 por cada 1.000 horas de jogo (Sprouse, B. et al., 2025), sendo mais frequente que a rotura do ligamento cruzado anterior (LCA) (cerca de 0,40 por 1.000 horas de jogo) (Ortiz-Sánchez, D. et al., 2026), uma das lesões mais temidas no futebol. A diferença é que a rotura do LCA é óbvia, pois o jogador cai, grita e sai de maca. Na prática, uma equipa de elite pode esperar, em média, uma concussão por época.
No entanto, ainda persiste uma desigualdade entre sexos. No futebol feminino, as recuperações são tipicamente mais lentas, sendo que esta representa 5 a 7% de todas as lesões, o dobro do que se observa no masculino.
A preocupação já mudou as regras no futebol: em Inglaterra, o cabeceamento está proibido até aos 11 anos e, nos EUA, essa proibição existe desde 2015 — sinal de que o risco em cérebros ainda em desenvolvimento deixou de ser um pequeno detalhe.
Mal gerida, a concussão pode evoluir para síndrome do segundo impacto (que pode até, no limite, levar à morte em campo), síndrome pós-concussional eou, a longo prazo, encefalopatia traumática crónica — a mesma condição que ficou associada à morte de Nobby Stiles, campeão do Mundo por Inglaterra em 1966.
Apesar de existirem protocolos internacionais para reconhecer a concussão, afastar o atleta e orientar o seu retorno gradual ao relvado faz com que o seu cumprimento fique, muitas vezes, aquém do necessário. A UEFA registou um tempo mediano de regresso de apenas 5 dias em clubes europeus de elite, menos do que os 7 mínimos recomendados pelo protocolo da FIFA.
A proteção da saúde cerebral dos atletas exige muito mais do que um protocolo. A sua eficácia exige árbitros capazes de interromper o jogo e solicitar a avaliação da equipa médica, a sensibilização de equipas técnicas e a promoção de uma cultura em que a ocultação dos sintomas não seja encarada como sinal de resiliência. A lesão pode ser invisível, mas a sua desvalorização poderá traduzir-se em consequências graves na saúde e no futuro enquanto atleta."

Terceiro Anel: Guimarães...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Guimarães

Oliveira: Guimarães...

Santana: Guimarães...

Esteves: Guimarães...

BI: Rescaldo - Guimarães...

Observador: Relatório do Jogo - “A asa esquerda do Benfica está a funcionar”

Observador: Relatório do Jogo - “O Benfica tem treinador e tem equipa!”

BF: Guimarães...

Terceiro Anel: Live - Guimarães

5 Minutos: Live - Guimarães...

GRANDE PRIMEIRA PARTE!


"Benfica 2 - 0 Guimarães

1. Saudades disto, crl, até que enfim na Catedral para ver o Glorioso! Vamos Benfica!

2. Quanto maiores são as paragens FIFA mais prejudicadas saem as equipas que mais jogadores cedem às seleções. No caso a nossa.

JOGO
3. Ainda agora isto começou e já o Prestianni partiu a louça - o Schjelderup não podia ter perdoado o golo cantado e o Barreiro na recarga somou mais uma à estatística da liga de bolas nos ferros que é largamente liderada por nós. 
Boa entrada no jogo, o Guimarães a segurar-se com faltas duras em zonas perigosas.
Dez minutos de domínio e criação de perigo.

4. Faltas e mais faltas. O que espera o apitador Godinho para amarelar um deles? Assim é fácil travar equipas que jogam mais.
Estamos a fazer boas transições. O Prestianni a jogar ao nível de quando foi prá seleção. É o nosso melhor, máquina.

5. Mais uma oferta do Prestianni para mais uma perdida incrível do Schjelderup, sozinho com o redes pela frente não acertou com a baliza. Acorda aí, miúdo, já nos deves dois golos.
UM-ZERO! O golo adivinhava-se a todo o momento desde os 3 minutos. Grande assistência em tabela perfeita, aliás perfeitíssima, do Pavlidis e o Dahl a concluir isolado, picou a bola por cima do redes, viste como é Schjelderup? 

6. Eles continuam a dar pau com fartura, a cada bola dividida sai mocada sem medida. Apitador Godinho a poupá-los aos amarelos. E nós a poupá-los à goleada.
45 minutos: 16-3 em remates, 9-1 em cantos, etecetera. Não vos canso com mais dados estatísticos, podem agradecer-me.

7. Segunda parte: vamos lá acalmar a malta com o segundo golo, equipa. Não tarda sai-lhes do nada um chouriço, metem-se lá trás em autocarros de dois andares, a perder tempo por tudo e por nada, e depois é um cabo dos trabalhos. 

8. Rafa não está nos dias dele. O Guimarães veio muito mais atrevido do descanso. Estamos com dificuldade em criar perigo ao nível do que fizemos nos primeiros 45 minutos. Vêm aí Echeverri e Aursnes para os lugares de Schjelderup e Barreiro.

9. Echeverri tão bem que se desmarcou, tão bem que foi assistido pelo Tomás, tão mal na finalização isolado, também precisa de aprender com o Dahl a picar bolas por cima do redes.
65 minutos e eles cheios de fezada a jogarem para a frente. Temos que voltar a pegar continuadamente no jogo. Mas não está fácil.

10. Vai para aqui uma ansiedade... fdx Prestianni que esta não era para tu falhares, sozinho por cima da barra?
Godinho é sempre Godinho, com mais ou menos luto é sempre Godinho.
DOIS-ZERO! Simples: Prestianni, Echeverri... Sudakov! O golo que faltava ao ucraniano para se soltar. E para nós descansarmos.

11. 63.728 foram os que vieram matar saudades à Luz. Espetáculo!
🎶 SLB, SLB, SLB, SLB, GLORIO SLB, GLORIOSO SLB
O segundo golo acabou com eles, mas ainda mandaram uma ao barrote, com Samu a fiar-se no golpe de vista à maneira do Diogo Costa... Não fosse o poste, não era perú como o do outro, mas era frango, lá isso era.

12. Grande primeira parte, segunda de nível mais baixo, vitória indiscutível, mais três pontos. Grande jogo do patinho-feio Dahl, mostrou como seconclui usolado e esteve irrepreensível no resto das ações defensivas e ofensivas 👏👏👏 Quinta-feira cá estaremos para receber o Celtic."

Um Benfica virado à esquerda ganhou com os seus novos bons hábitos


"Superior em toda a partida, a equipa de Marco Silva derrotou (2-0) o Vitória SC, que não fez qualquer remate enquadrado com a baliza das águias. Dahl e Sudakov, que não marcava desde dezembro de 2025, fizeram os golos

A esquerda política não tem vivido, um pouco por todo o mundo, tempos eleitoralmente fáceis. Particularmente dos dois lados do Atlântico, as derrotas recentes têm-se acumulado, motivando grandes debates e reflexões internas quanto às causas desta perda de força.
Pois bem, na Luz a esquerda futebolística vive momentos de grande êxito. Tudo parte de Prestianni, o argentino que já é a cara deste Benfica, o desequilíbrio, a finta, o drible com sentido e sequência. O golo, a assistência, o núcleo criativo que beneficia os colegas. Mesmo que ele não tenha participação direta nos lances que terminam nas balizas adversárias, ele está lá, influente.
A equipa de Marco Silva bateu (2-0) o Vitória SC. Dahl e Sudakov, um em cada parte, marcaram em ações que arrancaram da esquerda, com Schjelderup e Echeverri exercendo como sócios de Prestianni. Os goleadores sueco e ucraniano foram, digamos assim, a consequência desta força à esquerda.
Os padrões e rotinas recentes que Marco Silva já tatuou neste coletivo foram, novamente, evidentes. Uma primeira parte de força ofensiva, um banco capaz de ter impacto. Até houve uma baliza a zeros, como em quatro dos últimos seis desafios. O FC Porto segue a cinco pontos de distância.
Se excluirmos Sporting, FC Porto e Belenenses, o Vitória Sport Clube é o adversário que mais vezes o Benfica defrontou, sendo este o 187.º embate entre ambos os clubes. As idas à Luz têm sido difíceis para os vimaranenses, que lá não vencem desde 2009, levando, desde então, 17 derrotas e meros três empates. Tendo somente em conta o campeonato, são 29 desafios seguidos das águias sem derrotas face a esta oposição minhota.
Logo de arranque viu-se um ajuste de Marco Silva. Desta feita, era claramente Prestianni quem partia da esquerda, com Andreas Schjelderup arrancando de zonas centrais e Rafa Silva no centro-direita. A divisão de espaços de início não excluia que o norueguês lateralizasse a posição para se encontrar com Prestianni, numa conexão que junta cérebro, pernas, técnica, imaginação.
Tardaram três minutos para que o elétrico Prestianni tirasse parte da defesa rival do caminho e desse para Schjelderup atirar em boa posição. Zych defendeu e, na recarga, Rafa pareceu fazer o mais difícil, acertando na barra. O encontro, nisso, foi honesto: este é o Benfica de Prestianni, do hábito de ter Prestianni a desequilibrar, e ele fê-lo desde a madrugada do jogo.
O Vitória vive mais uma época de plantel magro em soluções, um elenco longe das expetativas dos adeptos. Não, não é um grupo de futebolistas que, em condições normais, lute pela Europa. Há juventude valiosa, como a dupla de Nogueiras, mas parece sempre curto, por muito que Tiago Margarido já tenha provado saber fazer milagres. Os visitantes saíram da Luz com o total de zero remates enquadrados com a baliza de Samuel Soares.
Sem surpresa perante a superioridade local, o 1-0 apareceu aos 24'. Samuel Dahl pode aproveitar para ser o beneficiado das atenções que Prestianni e Schjelderup concentram, como uma manobra de diversão própria de uma tentativa de assalto a uma galeria de arte. O sueco tabelou com Pavlidis e picou com classe para abrir o marcador.
Até ao descanso, Barreiro e Prestianni estiveram perto do 2-0. Do lado do Vitória, Jakupovic parecia uma espécie de pequeno Arnautovic, requinte técnico, segurar a bola, servir de referência frontal, um austríaco com raízes balcânicas. Mas sem baliza, como se viu depois do intervalo, quando cabeceou sem direção em zona frontal.
A segunda metade foi de menos intenso domínio do Benfica, como se a inspiração fosse diminuindo ao ritmo que o dia dava lugar à noite de outubro na capital. Chegaram a ser minutos de vestir o fato do pragmatismo, mas sem sofrimento. O Vitória, carente de poder de fogo, ou não fosse o terceiro pior ataque do campeonato, jamais deu a impressão de poder aproveitar o momento para, sequer, criar uma oportunidade de golo.
Marco Silva lançou Echeverri, formando com Prestianni uma parelha de argentinos sub-20 que traz o potrero, o baldio, o futebol de rua, para a Luz. Tomás Araújo viu a desmarcação do diablito e isolou-o, mas Zych parou o remate. Pouco depois foi Prestianni a finalizar por cima.
Nunca chegou propriamente a haver intranquilidade entre o público da casa, mas um 1-0 é um 1-0, basta o mínimo erro para haver problemas e mais umas quantas frases freitas do dicionário da bola. As dúvidas dissiparam-se aos 75': novamente criando a partir da esquerda, Prestianni concentrou atenções, deu para Echeverri e este solicitou Sudakov. O ucraniano, que tem vivido meses difíceis em Portugal, com falta de confiança e o pano de fundo da guerra no seu país sempre presente, marcou pela primeira vez desde 5 de dezembro de 2025. Foi mais do que um mero remate certeiro para o médio.
O apito final chegou sem que o Vitória esboçasse uma reação, ainda que Telmo Arcanjo, num cruzamento venenoso, tenha acertado no poste. Apenas uma vitória em oito rondas é pouco num ambiente em que a paciência escasseia, mas provalmente Tiago Margarido é mais vítima que culpado. O Benfica, após a derrota no Dragão, retornou às vitórias, fiel ao ritmo que Marco Silva desde cedo está a colocar."

Dahl foi lá à frente mostrar (e com classe) como se faz


"Foram muitos os remates do Benfica, mas foi um defesa, no caso o lateral-esquerdo sueco, a desbloquear o resultado com um golo de belíssimo efeito. Médio ucraniano sossegou os adeptos. Prestianni em alta

O MELHOR EM CAMPO
7 PRESTIANNI — Não marcou (honra a Dahl e Sudakov) nem assistiu (mérito de Pavlidis e Echeverri), mas jogou muito à bola! Por certo motivado pela presença na seleção da Argentina, Prestianni começou a dar nas vistas logo ao minuto 4, a oferecer o golo a Schjelderup, que obrigou o guarda-redes vitoriano a brilhar. Já depois de ter arrancado um cartão amarelo a Strata, criou perigo aos 21', num remate (ou terá sido um cruzamento?) para defesa de Zych com os pés. No mesmo minuto descobriu Schjelderup, mas este falhou o 1-0. Ainda na etapa inicial, e pelo meio de alguns pormaiores bastante interessantes, arrancou mais um cartão amarelo, agora a Miguel Nogueira. Na etapa complementar deu menos nas vistas, mas aos 71' podia ter feito o segundo golo, só que o remate à entrada da área saiu por cima.

5 SAMUEL SOARES — O guarda-redes teve uma primeira parte tranquila, na qual não fez qualquer defesa. Na segunda também continuou quase sem trabalho, mas apanhou um susto em cima dos 90' após cruzamento de Telmo Arcanjo que levou a bola ao ferro.

5 BAH — Sem muito trabalho a nível defensivo na etapa inicial, deu mais nas vistas no ataque, procurando, nem sempre bem, combinar com Rafa e companhia. Viu-se em muitas ações ofensivas e também quando saiu aos 73'.

6 CIRCATI — A expulsão de Lenglet no Dragão catapultou o internacional australiano para o onze. Em estreia na equipa inicial, revelou bom entendimento com Tomás Araújo e nas bolas paradas ofensivas tentou sempre a sorte. Aos 40' acertou, de cabeça, de raspão na bola. Na segunda parte continuou em bom plano e mostrou ser opção para Marco Silva.

6 TOMÁS ARAÚJO — Teve novo parceiro no eixo da defesa — novo na perspetiva do onze inicial, já que na última jornada fez dupla com o aussie após a expulsão de Lenglet — e não estranhou. Central com pés de médio, cumpriu na principal missão, a defensiva, e aos 55' viu o cartão amarelo por falta sobre Strata.

7 DAHL — Nota inflacionada (não muito, refira-se) pelo golaço que marcou. Nunca tinha faturado no Estádio da Luz, mas quebrou o enguiço e logo com elevada nota artística. Após tabelar com Pavlidis, isolou-se pela meia-esquerda e, com enorme classe, picou a bola sobre Zych. Seguro a defender e cirúrgico a atacar.

6 PALHINHA — Mais posicional que Barreiro, nem por isso deixou de tentar a sorte, como aos 20', remate que acertou na muralha defensiva dos minhotos. Lê bem o jogo e fecha bem os espaços nas saídas do adversário, mas ontem pecou no passe — nesse aspeto falhou mais do que o habitual.

6 LEANDRO BARREIRO — Com ordem para se soltar mais do que Palhinha, tentou alguns golpes de asa, como um pontapé de bicicleta e um toque de calcanhar. Médio de alta rotação, tentou surgir em zonas de finalização e ser um dos primeiros a obstar às iniciativas ofensivas do Vitória. Aos 51' viu o amarelo por falta sobre Samu e 10' depois foi substituído.

5 RAFA — Começou o jogo com um remate que levou a bola a bater com estrondo no ferro da baliza de Zych ao minuto 4. Tentou, sem sempre com sucesso, criar desequilíbrios pela direita, mas não teve final de tarde particularmente inspirado. Saiu aos 73'.

6 SCHJELDERUP — Foi aposta no onze e abriu as hostilidades aos 4' com um remate rasteiro para defesa de Zych — diga-se que podia ter feito bem melhor. Aos 21' surgiu isolado frente ao keeper polaco, mas rematou ao lado. Começou endiabrado, mas foi perdendo gás e sem surpresa foi rendido aos 61'.

6 PAVLIDIS — Trabalhou muito, está motivado, mas não conseguiu o que mais pretendia: marcar. Não o fez, mas esteve no lance do primeiro golo ao tabelar com Dahl. Aos 34' foi egoísta e tentou o remate (que saiu por cima após desvio num defesa) quando tinha Rafa em melhor posição. Começou a segunda parte com um remate à malha lateral e nesse período, até sair aos 82', deu mais nas vistas como pivot, tal a quantidade de bolas que segurou e distribuiu — nem sempre bem, diga-se.

5 AURSNES — Entrou aos 61', foi para o meio-campo, mas com a saída de Bah recuou para o lado direito da defesa. Cumpriu.

6 ECHEVERRI — Entrou aos 61' e dois minutos depois esteve perto de marcar, mas rematou para defesa de Zych. Aos 73' assistiu Sudakov para o 2-0. Promete.

6 SUDAKOV — Entrou aos 73' e dois minutos depois... marcou, com um remate de pé direito no coração da área.

5 LUKEBAKIO — Entrou aos 73' e não demorou a criar problemas ao último reduto vimaranense.

- DURÁN — Entrou aos 82' e ainda tentou alvejar a baliza adversária."

Aquecer e jogar meia hora às vezes dá muito jeito…


"Benfica esteve imparável até perto do intervalo. Velocidade, múltiplas trocas de bola e dois ou três jogadores, sobretudo Prestianni, bem acima da média. O Vitória cresceu na segunda parte, mas sem nunca incomodar Samuel Soares

O Benfica entrou em campo (utilizando uma frase muito em voga nos últimos dias) com uma atitude de quero, posso e mando. O plano que Marco Silva propôs aos seus jogadores foi aceite: velocidade, múltiplas trocas de bola, dois ou três jogadores acima da média, sobretudo Prestianni, mas alguma (ou bastante) displicência na hora de rematar e fazer golo.
O Benfica queria golos. Aliás, não queria poucos, queria muitos. Porém, como tantas vezes acontece, entre querer e fazê-lo ia uma longa distância. A mesma que, logo ao minuto 4, fez com que Rafa, após jogada brilhante de Prestianni e remate de Schjelderup à figura de Zych, enviasse a bola, com estrondo, à barra. Foi um momento de frustração de Rafa, sim, mas que não apaga coisa nenhuma do que o número 27 tem feito na Luz nos últimos nove meses.
Era o primeiro sinal mais de uma exibição muito forte que se prolongaria quase até ao intervalo. Houve mais uma jogada, aos 21’, entre Prestianni e Schjelderup, com o norueguês a rematar ao lado. Pouco depois, o momento mais alto do primeiro tempo e talvez até do jogo todo.
Dahl recebe a bola sobre a esquerda, tabela com Pavlidis e, quando o sueco fica cara a cara com Zych, pica-lhe a bola e faz um bem bonito e merecido golo. Dahl, sejamos sinceros, pode nem ser o jogador que mais autógrafos dá ou mais selfies tira com os adeptos do Benfica, mas é, decerto, um dos que mais recebe e dá carinho aos fãs. Há José Neto, há El Karouani, mas o titular, até ver, é Dahl. É credível e fiável e, por isso, os benfiquistas não devem inventar problemas onde eles não existem.
A colocação de Schjelderup ao meio e a confirmação de Prestianni à esquerda e de Rafa à direita trouxe sempre altíssima rotação ao ataque encarnado, com mobilidade, agressividade e múltiplas trocas de bola.
O Vitória, de forma compreensível, raramente saiu da sua área. Falha que, pelo fogo atacante do Benfica, não é apenas da responsabilidade dos minhotos. Não deveria ter acontecido, na perspetiva vimaranense, mas compreende-se. A entrada em campo dos encarnados foi forte e quase imparável até ao intervalo.
Porém, após o descanso, talvez pelas palavras de Tiago Margarido naqueles 15 minutos, a atitude do Vitória mudou. Os jogadores, quase em uníssono, responderam não a que a derrota fosse decretada de forma tão prematura. O lugar deles era em campo e a lutar pelo resultado.
E o Vitória, no segundo tempo, passou a ter mais bola, mais fluidez quando a tinha e, sobretudo, andando mais perto da zona de Samuel Soares. Talvez aproveitando o eventual desgaste dos jogadores do Benfica mais utilizados na longa paragem para os jogos das diversas seleções. Mesmo assim, o guarda-redes encarnado não teve trabalho algum. Esta é, acreditem, a mais pura das verdades.
Por volta da hora de jogo, os treinadores começaram a mexer. Primeiro, Marco Silva: Barreiro por Aursnes e Schjelderup por Echeverri. Talvez para surpresa de muitos, o norueguês e o argentino estavam bem para jogar 30 minutos. E jogaram. Pouco depois de ter entrado, Echeverri isolou-se pela esquerda e, à saída de Zych, rematou forte, mas o guarda-redes defendeu para canto.
Tiago Margarido respondeu de pronto: Nogueira por Arcanjo e Doucet por Mukendi.
Mas foi, de novo, o Benfica a estar perto de outro golo, numa abertura de Pavlidis para a entrada, sobre a direita, de Prestianni, com o argentino a rematar por cima da barra vitoriana. Sentia-se, porém, que o Vitória andava perto de criar ainda mais perigo e, sobretudo, de marcar e igualar.
Apercebendo-se disso ou por consequência do desgaste físico de alguns dos seus jogadores, Marco Silva voltou a mexer: Bah por Sudakov e Rafa por Lukebakio. Aursnes recuava para lateral-direito, Palhinha passava a estar mais fixo como número 6, com a dupla Sudakov-Echeverri à sua frente e atrás de Lukebakio, Pavlidis e Prestianni.
Até que Sudakov, pouco depois de ter entrado, viu o exemplar Prestianni a entrar pela direita, houve a cedência de bola ao leal Echeverri e este, por fim, colocou-a no pé direito do profissional Sudakov: remate, golo.
Faltavam 15 minutos para o final do jogo e, por entre mais trocas de Marco Silva e Tiago Margarido, Telmo Arcanjo rematou ao poste, na melhor hipótese de golo dos vitorianos. Pouco depois, o jogo acabou. A verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre jornalista e leitor, por isso, aqui fica a verdade, por muito que doa aos vimaranenses: o Benfica foi justíssimo vencedor e o Vitória, tirando a bola ao poste já em cima dos 90’, nunca andou perto do golo."