Últimas indefectivações

segunda-feira, 9 de junho de 2025

13.º Campeões Nacionais de Iniciados

Guimarães 1 - 1 Benfica
Wang


A uma jornada do fim, TriCampeonato de Iniciados, com um empate injusto em Guimarães (hat-trick de bolas aos ferros!), mas com a derrota do Sporting em Vila do Conde, deu para sermos Campeões!
Uma geração que foi 'sabotada' pela Lagartada, com o 'roubo' de vários dos nossos melhores jogadores, com arbitragens absolutamente criminosas durante esta Fase Final (incluindo hoje!), e mesmo assim o Benfica sagra-se Campeão... um plantel cheio de talento, mas com muita garra!!!
Estes miúdos ainda são muitos novos, não tem contratos, ainda podem ser 'pescados' por outros Clubes, mas mantendo esta base, temos talento para garantir o futuro!
O Wang e o Gomes destacam-se porque marcam golos... mas outros com futuro promissor!

PS: Recordo que nos Sub-14, fomos Campeões da II Divisão de Iniciados, a geração que na próxima época irá disputar este Campeonato de Iniciados!

Sofrimento desnecessário...

Benfica 95 - 94 Corruptos
26-27, 23-21, 25-18, 21-28

Fomos melhores, merecíamos um final de partida mais tranquilo, mas os Lances Livres mantiveram os Corruptos dentro do jogo: 22/13 contra 33/31 !!! Foi um diferencial de +18 nos LL, e a diferença não foi maior, devido às faltas na parte final...

Carvacho bem, Rorie importante, dois jogadores que estiveram grande parte da época condicionados e com muitos jogos de fora! Trey tem que melhorar...

Fundamental, vencer na Terça. Num jogo onde fomos bastante melhores, com 49 ressaltos, contra 33, com 24 ressaltos ofensivos para o Benfica, e vencemos por 1 ponto!!! Os jogos no Ladrão Caixa, ainda vão ser mais desequilibrados nos apitos, não podemos facilitar na Luz...

Zero: Mercado - Dragões atrás de prodígio

Portugal–Espanha: que seja um grande jogo


"Este domingo temos a oportunidade de vencer mais uma edição da Liga das Nações. Pela frente teremos uma Espanha igual a si mesma, que tem uma identidade bem definida, com jogadores com enorme compromisso, que se diverte a jogar e que está sempre de olhos na baliza adversária, mesmo quando está em vantagem no marcador.
Já do nosso lado não consigo identificar que Portugal vamos ter. Será que é o Portugal dos últimos 40 minutos frente à Alemanha? Ou será que iremos ter uma Seleção cheia de surpresas e de invenções promovidas por Roberto Martínez. Acima de tudo, espero um grande jogo de futebol e que no final possamos ser nós a sorrir…

Que Portugal esperar?
Ninguém tem dúvidas de que, na noite deste domingo, em Munique, estarão duas seleções com muita qualidade individual. As exibições da nossa Seleção sob o comando de Martínez têm sido muito inconsistentes. Ao fim de dois anos e meio Roberto Martínez não conseguiu criar uma identidade na nossa forma de jogar. É por este motivo que nunca sabemos que Portugal vamos ter em cada jogo. Costuma-se dizer que no futebol o mais difícil é fazer o fácil, ou seja, simplificar o jogo. Martínez tem seguido o caminho oposto.
De tanto querer implementar uma forma de jogar diferente, com laterais por dentro a fazerem de médios, de uma forma sistemática ou com uma constante troca no sistema de jogo utilizado, ora com três centrais ora com uma linha de quatro defesas, o futebol praticado, na maior parte dos jogos, tem sido pobre. O jogo contra a Alemanha é um bom exemplo porque nos permite tirar pontos muito positivos e outros que não fazem sentido.
Para uma Seleção como Portugal não faz sentido colocar João Neves a lateral-direito quando temos dois laterais no banco de suplentes. Não só não conseguimos potenciar toda a qualidade que João Neves pode dar à equipa, como ficamos com um lateral sem as rotinas ideais. Do lado positivo, com uma linha de quatro defesas, Nuno Mendes ganha uma dimensão natural (que não tem como terceiro central) e é uma mais-valia em termos ofensivos e defensivos.
Por fim, deixar Vitinha de fora numa fase em que é unanimemente considerado um dos melhores médios do mundo, com a justificação de que tem de ter um onze para o início e outro para o fim de jogo, não faz o menor sentido. Assim, esta noite, estou à espera do melhor Portugal. De uma equipa que queira jogar e ganhar o jogo, sem medo de o fazer.
Temos a capacidade para poder lutar pelo controlo da posse de bola, assim como temos a capacidade de poder aproveitar transições rápidas e chegar rapidamente a zonas de finalização. Temos argumentos e jogadores para todos os contextos do jogo. Se pudesse falar com Roberto Martínez pedia-lhe duas coisas: a primeira é que não invente e não baralhe os jogadores dentro do relvado. A segunda é que não olhe a estatutos na Seleção. Que coloque aqueles que estão no melhor momento. Aos jogadores pedia-lhes que tenham compromisso, que sejam compactos, que se divirtam dentro do relvado e que tenham a personalidade e perseverança demonstradas no jogo com a Alemanha.

Espanha alegre
A Espanha é uma equipa fácil de identificar e difícil de parar. Tem um ADN muito bem definido e do qual nunca abdica. Na seleção espanhola não existem estatutos ou experiência. O principal critério é a qualidade que os jogadores apresentam. Todos têm compromisso. Todos sofrem nos momentos de maior aperto e todos crescem nos momentos de controlo do jogo. Têm sempre os olhos postos na baliza adversária e jogam o jogo pelo jogo.
A principal característica da seleção espanhola é conseguir controlar o jogo em posse e chegar a zonas de finalização com muita frequência. A única dúvida no onze poderá ser a utilização de Fabián Ruiz, que dará maior consistência ao meio-campo espanhol, ou a titularidade de Merino, que tem uma grande capacidade de jogar entre linhas e de aparecer a finalizar na área adversária. Com Merino, a Espanha perde algum controlo no jogo, mas torna-se mais agressiva em termos ofensivos.
Pela forma como se expõe em campo, a seleção espanhola também dá espaço aos adversários e permite, com frequência, que os jogos sejam abertos e bem disputados, como foi o exemplo do embate frente à França. Por norma, os jogos em que a seleção espanhola está presente são grandes desafios de futebol. Espero que hoje possamos presenciar mais um grande jogo de futebol, com magia, com qualidade, com fair-play, com agressividade e que no fim ganhe Portugal!

Duelos muito interessantes
Entre os muitos duelos que vamos ter oportunidade de assistir, Nuno Mendes vs Yamal pode ser um duelo épico. Vão estar frente a frente o melhor lateral-esquerdo e o melhor ala do mundo. Na minha opinião Yamal, com apenas 17 anos, já é o melhor jogador do mundo. Incrível a qualidade que demonstra semana após semana. A forma como desliza perante adversários de enorme qualidade, a capacidade de decisão, a definição no último terço e a personalidade que tem fazem com que Yamal consiga desequilibrar em praticamente todos os jogos em que está presente.
Este domingo vai encontrar pela frente Nuno Mendes que considero ser o melhor lateral-esquerdo da atualidade. Forte no um contra um defensivo e com uma enorme capacidade de desequilibrar em termos ofensivos. Estou curioso para perceber se Nuno Mendes, por um lado, vai conseguir controlar o talento de Yamal e se, por outro, terá ainda capacidade para desequilibrar ofensivamente, como costuma fazer de uma forma regular.
Outro duelo muito aguardado é o de Vitinha vs Pedri, isto se Martínez não se lembrar de guardar Vitinha para lançar na segunda parte! Tanto Pedri como Vitinha são dois jogadores que pautam os ritmos de jogo. Os dois veem coisas que os outros não veem e têm uma capacidade e velocidade de execução incríveis. Acrescentam a estas qualidades uma personalidade forte que está bem presente na forma como jogam. Tanto um como o outro estão num grande momento de forma e vêm ambos de uma época fantástica e de uma enorme preponderância nas suas equipas.

A valorizar: Antunes
Aos 38 anos, terminou a carreira no clube do coração (P. Ferreira), depois de uma época desgastante. Teve um belo trajeto pautado por um enorme profissionalismo.

A valorizar: Bruno Fernandes
O dinheiro ainda não consegue comprar tudo. A paixão pelo futebol sobrepôs-se aos cifrões!"

Da Luz a Munique: votos de (des)confiança


"Roberto Martínez tem o lugar assegurado no pós-Munique, e não é por Pedro Proença. Rui Costa quer segurar o lugar até outubro, e tem legitimidade para o fazer, mas deve clarificar a sua intenção

Agora não restam dúvidas: o debate em torno da continuidade de Roberto Martínez está fora de prazo. Já estava, de resto, mas regressou à agenda por causa da mudança de presidente na Federação Portuguesa de Futebol.
Há um ano, sensivelmente, a discussão era bastante pertinente. Cair nos quartos de final do Campeonato da Europa não é propriamente uma vergonha, ainda para mais frente à França, mas as exibições da Seleção no torneio foram suficientemente pobres para questionar a evolução da equipa sob o comando do técnico espanhol.
Nos meses seguintes Roberto Martínez fez por justificar a confiança de Fernando Gomes, mas em março último teve a verdadeira prova de fogo. Proença tinha acabado de assumir a liderança da FPF e a Seleção até perdeu em Copenhaga, mas depois deu a volta à Dinamarca, em Alvalade, e garantiu a presença na final four da Liga das Nações.
A partir daí o selecionador ficou com a razão do seu lado. A desportiva, pelo menos. Não seria sensato prescindir de um treinador por causa de uma derrota frente à Alemanha, em solo germânico, numa meia-final. Pelo menos perante um desaire de dimensão normal, mais do que não seja dentro dos critérios do histórico de jogos naquele país. Como agora não poderá ser sensato prescindir de um treinador por causa de uma eventual derrota na final, frente a uma Espanha que é campeã da Europa (e da própria Liga das Nações, já agora).
Oxalá o desfecho de Munique seja outro, mas, mesmo no pior cenário, Roberto Martínez está seguro. A prova disso é que recebeu um voto de confiança inequívoco: não pelas palavras de Pedro Proença após o jogo com a Alemanha, mas pela forma como foi defendido pelo capitão Cristiano Ronaldo na antevisão do jogo de hoje.
Na Luz, por outro lado, o voto foi de desconfiança, com o orçamento do Benfica chumbado por 73,8 por cento da Assembleia. Mais um duro golpe para Rui Costa, já atacado por várias frentes — até por fogo que chegou a ser amigo — quando faltam quase cinco meses para as eleições. As explicações aos sócios não contrariam a sensação de fragilidade, mas o presidente do Benfica tem todo o direito de sentir que tem legitimidade para levar o mandato até outubro. Mesmo que esteja à espera de umas quantas vitórias nos Estados Unidos, ou de uns reforços sonantes. Não deve é ficar à espera disso para anunciar a sua intenção."

Basta de invenções: adiós, Martínez; bem-vindo, José Mourinho!


"Não tenho nada contra Roberto Martínez. Mas ele não é o meu selecionador. Ontem não era. Hoje também não é. E mesmo que venha a vencer a Liga das Nações, continuará a não ser. Porque o problema não está no discurso - está no conteúdo. E, neste caso, o conteúdo é pobre. Demasiado pobre, se o compararmos com o talento que tem Portugal.
Martínez apanhou a melhor Bélgica de sempre… e fez pouco com muito. Agora, com Portugal, tem um plantel ainda mais rico, mais profundo, mais versátil - e continua a fazer pouco. Não me venham com os resultados. Ganhar à Bósnia, ao Luxemburgo ou ao Liechtenstein é o mínimo exigível com esta geração. E quanto ao Europeu, já muito se disse. E quase tudo foi justo.
Há treinadores que, com pouco, fazem muito. E há outros, como Martínez, que, com muito, fazem pouco. A diferença está na ambição, na exigência, na coragem, na liderança ou ausência dela, na decisão e, se necessário, romper com o que for preciso para fazer a equipa crescer.
O que mais me incomoda nem são as invenções de Martínez - e são muitas. O que verdadeiramente me incomoda é a completa falta de necessidade delas. Porque quando uma Seleção conta com Diogo Costa, Rúben Dias, Nuno Mendes, Dalot, Vitinha, João Neves, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Rafael Leão, Diogo Jota, Cristiano Ronaldo, João Félix - e a lista podia continuar por mais três linhas - o trabalho do selecionador devia ser simples: organizar, motivar e não atrapalhar.
Mas Martínez insiste em complicar. Insiste em inventar onde não é preciso. Desloca jogadores das suas posições naturais, força esquemas, experimenta à procura de uma identidade que, com este grupo, já devia existir. Esta geração não é um laboratório de testes. É uma orquestra de elite. E precisa de ser afinada com liderança, coerência e coragem. Não com hesitações, discursos vazios ou concessões políticas.
Portugal não precisa de um visionário. Precisa de um treinador que confie no talento que tem - e é muito. Um treinador que defina um plano claro, que imponha exigência, que inspire ambição. Que saiba gerir egos, unir estrelas e extrair o melhor de cada jogador. E é aí que entra José Mourinho.
Sim, Mourinho. O homem que já foi amado e odiado, criticado e idolatrado - mas que nunca foi irrelevante. Mourinho não é apenas um treinador com títulos. É um treinador de convicções. De liderança. De compromisso com a vitória. É alguém que entra num balneário e obriga os jogadores a olharem para o espelho - e a quererem ser melhores. Com ele, não há zonas cinzentas: ou se está dentro do compromisso… ou está-se fora.
Mourinho sabe o que é liderar um grupo de estrelas - fê-lo, por exemplo, no Real Madrid. Sabe o que é ultrapassar adversidades - fê-lo no FC Porto, Inter de Milão, Chelsea, Manchester United, Roma etc. Sabe o que é transformar talento em títulos. E, sobretudo, sabe colocar cada jogador no seu lugar - em campo e na hierarquia competitiva. Porque, para vencer, é fundamental que todos saibam onde estão e o que se espera deles.
Ao contrário de Martínez, Mourinho não tenta agradar a todos. Tenta ganhar. E é por isso que seria o homem certo neste momento. Porque esta geração - talvez a melhor da história de Portugal - merece mais. Merece estar nas mãos de alguém que a potencie, não de alguém que, mesmo com dois anos de trabalho, ainda parece à deriva, à procura de um modelo.
Não há tempo a perder. Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Rúben Dias, Rafael Leão, João Neves, Vitinha, Diogo Costa, Nuno Mendes... todos estão no auge. Todos estão prontos para conquistar o mundo. Mas precisam de um líder. De alguém com estatuto, experiência e um plano. Alguém que não hesite. Que não invente.
Com Mourinho, saberíamos sempre ao que vamos. Seríamos uma equipa difícil de bater. Teríamos identidade, organização e mentalidade vencedora. E mesmo que não ganhássemos - porque no futebol ninguém pode garantir títulos -, saberíamos que demos tudo. Que não ficámos à espera da sorte, de uma bola parada ou de um rasgo individual de qualquer um dos nossos jogadores. Saberíamos que tínhamos um líder que não abdica de ganhar. E que faz tudo para ganhar.
Mourinho tem os seus defeitos - todos temos. Mas, no fim do dia, o futebol continua a ser sobre vitórias. E Mourinho continua a ser dos poucos que sabe como alcançá-las: com regularidade e personalidade.
Portugal tem talento para ganhar qualquer competição. Mas precisa de um treinador à altura dessa ambição. Alguém que olhe nos olhos dos jogadores e diga: Não basta estar aqui. É preciso merecer. É preciso vencer. É este o plano.
Se há alguém com esse perfil, esse alguém chama-se José Mourinho.
Por tudo isto, digo sem hesitação: Gracias por tu trabajo, Martínez. Pero… Adiós. Bem-vindo, Mourinho.
E que Portugal, amanhã, conquiste a sua segunda Liga das Nações. Até porque, no meu entender, essa vitória pode abrir caminho para Vitinha ganhar vantagem clara sobre Dembélé e Lamine Yamal na corrida à Bola de Ouro."

Deus passou por aqui


"Quem nasceu para tocar o céu precisa de um lugar para voltar à Terra. Michael Jordan passou pela nossa terra e eu gostava de me ter cruzado com ele — mesmo ao ritmo de Macarena...

O homem que aprendeu a voar sem asas esteve — estará ainda? É olhar para cima e procurá-lo… — em Portugal. Sua alteza real, Michael Jordan, foi visto no Porto, em Lisboa e no Algarve, périplo por este cantinho à beira-mar plantado onde chegou no avião particular dele com o logótipo da mítica marca Air Jordan. Só ele saberá por que razão não bateu asas e voou como se levitasse para o cesto no mais célebre dos afundanços — preferiu que o Gulfstream G650ER, matrícula N236MJ, fizesse o trabalho por ele. É compreensível, afinal celebrou a 17 de fevereiro 62 anos.
Eu, também já com idade para ter juízo, se por acaso me tivesse cruzado com o norte-americano que reinventou, nos anos 80 e 90 do século passado, o jogo criado pelo canadiano James Naismith, não sei se teria resistido a meter conversa com um ídolo. Meter conversa, um eufemismo para não afirmar que chatearia o homem mesmo sem o talento de Lucas Pina, um artista de rua são-tomense que, no Largo do Chiado, em Lisboa, conseguiu pôr MJ e outros turistas que estavam na esplanada da Brasileira a dançar ao som de Macarena.
«Quando tirou os óculos, percebi que era mesmo ele», disse, citado pelo site New in Town, Lucas Pina, que, a partir de agora, por mim, será conhecido simplesmente por sortudo. Jordan não é apenas o maior jogador de basquetebol de todos os tempos — é o arquétipo do que significa ser excecional enquanto atleta e líder. The Last Dance [A Última Dança], o documentário da ESPN e da Netflix sobre a época 1997/98 que culminou no sexto título com a camisola dos Chicago Bulls, é uma obra-prima inclusive para quem nem sequer gosta da modalidade. É uma lição de vida e liderança com uma bola a saltar pelo meio.
Se me perguntassem qual o episódio na história do desporto que gostaria de ter protagonizado… Os golos de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo que lhes valeram inúmeras Bolas de Ouro? O golo dos golos, o tal de Diego Maradona que fintou tudo o que era inglês desde o meio-campo da Argentina no México-86? Os recordes do Mundo de Usain Bolt, Carl Lewis, Bubka ou outros monstros sagrados do atletismo? Subir ao pódio pela enésima vez para receber as medalhas olímpicas de ouro de Phelps? Acelerar como Senna, Schumacher ou Hamilton? A mestria de Tiger Woods nos 18 buracos? A pujança de Muhammad Ali? A consistência de Federer, Nadal ou Djokovic?
Não desdenharia ter o talento que permitiu a estes e tantos mais entrarem no Olimpo. Mas é de Michael Jordan o momento que gostaria de ter vivido na primeira pessoa.
Se pudesse recuaria a 14 de junho de 1998... Os Chicago Bulls defrontaram, fora, no Delta Center, os Utah Jazz no jogo 6 da final da NBA. Com 20 segundos por jogar, perdiam por um e os locais tinham a bola, entretanto roubada a Karl Malone por Jordan, que, depois, a conduziu para o ataque, encarou Bryon Russell, executou um cross-over, em bom português… partiu-lhe os rins, suspendeu e concretizou dois pontos. E assim, a 5,2 segundos do fim, sentenciou triunfo, por 87-86, que garantiu o sexto campeonato aos Bulls e ao eterno às dos ares que imortalizou o número 23.
Quem nasceu para tocar o céu precisa, por vezes, de um lugar para voltar à Terra. MJ em Portugal? Para quem cresceu a admirá-lo enquanto desafiava a lei da gravidade, é quase surreal vê-lo... na nossa terra.

P.S. Não é o United Center onde Michael Jordan brilhou com Scottie Pippen, Dennis Rodman, Toni Kukoc, Steve Kerr, Ron Harper ou Luc Longley. Mas o Pavilhão da Tapadinha é igualmente uma fonte de memórias únicas para mim e alguma malta que ontem, sábado, se reencontrou no salão de visitas do Atlético Clube de Portugal, à boleia de um convívio — genialmente apelidado de All Star Porco no Espeto, por razões óbvias... — promovido pelos comentadores da NBA da Sport TV. O Luís Avelãs é um deles, juntos ajudámos o clube de Alcântara a ganhar um campeonato de juvenis, em 1988, um amigo dos tempos em que se viam jogos da NBA em cassetes VHS vindas não sabíamos bem de onde e se folheava a revista Gigantes com ar de espanto a cada página. Valeu a pena, Luís, para o ano há mais!"

domingo, 8 de junho de 2025

Terceiro Anel: Benficando - S02E03 - 2024/25 - Análise da ÉPOCA, DESEMPENHO e PLANTEL BENFICA

Campeões...

Palhaçada!

Barcelos 6 - 4 Benfica

Asco autêntico, autêntica palhaçada com mergulhos atrás de mergulhos, até à eliminação do Benfica!
O facto do Benfica não se ter retirado do recinto é vergonhoso: cumprimentar os apitadores no final é o cumulo do absurdo; o facto do Benfica voltar a estar presente nesta fraude de modalidade na próxima época, é um desperdício, de tempo e dinheiro!

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

After Foot: Benfica...

Espanha-França: não troco isto por nada


"É uma discussão antiga, incluindo com gente que percebe infinitamente mais de futebol que eu: serei sempre Brasil-82 e nunca Itália-82. Quem viu, viu, quem não viu pode ir ao YouTube — tem mais sorte do que eu tive durante muitos anos com Pelé e Eusébio, por exemplo. Só valia a palavra dos mais velhos, não havia imagens à mão para ir tirar teimas.
A meia-final da Liga das Nações entre Espanha e França foi o jogo de sonho para um adepto. Só faltou maior alternância nas tendências, mas mesmo assim valeu. Os treinadores, provavelmente, detestaram ter sofrido quatro e cinco golos, respetivamente, mas eu sou só um adepto. E ainda sou quem financia o futebol.

De chorar por mais
Tomo a liberdade de exagerar, porque sou adepto: Lamine Yamal será o melhor do Mundo durante anos e anos.

No ponto
Vi aquele golo de Carlos Manuel no Carzé, um café do Algueirão. Esperei 40 anos para voltar a ganhar na Alemanha.

Insosso
Para quê complicar penáltis? Se o batedor der dois toques qual é o problema? Se for por cima, pode repetir? Menos…

Incomestível
Quem diria que dois estadistas como Trump e Musk iam andar às turras em meio ano? Há cada surpresa na vida…"

A 'selfie' e o microfone


"Em cada pessoa há uma perspetiva, uma dinâmica e um comportamento de ação e reação, consoante os estímulos e o reconhecimento de autoridade e de domínio das circunstâncias de quem estimula ou dita regras.
A dicotomia entre chefia e liderança é um velho palco de atuação de estudos comportamentais, e resulta da necessidade que cada indivíduo tem, em si próprio, de reconhecer e validar cada momento em cadeia de responsabilidades ou em atitudes perante determinada situações.
Dito assim, parece académico e será decerto um indicador, mas apenas isso, e talvez por demais ontológico, do que seria ideal em qualquer cadeira de Teoria das Organizações.
Mas é exatamente isso, na prática, o que sucede na maioria das nossas empresas, qualquer que seja a sua dimensão. A propensão para o sucesso é tanto maior quanto for equitativa em relação à melhor liderança, ao melhor apoio, à mais eficaz relação transversal e dimensional, no quesito indispensável entre responsável e responsabilizado.
Ademais, no século XXI (bem ao contrário do que sucedia anteriormente), há fatores tecnológicos que esbatem diferenças operacionais e que ajudam a compreender, a montante e a jusante de cada situação, razões, motivações, pressões, elementos essenciais no processo de tomada de decisão.
O que resta, então?
Claro, as pessoas! O indivíduo, na sua estrutura única, pensante, decisora e atuante. E a sua capacidade uma intransmissível de perceber as realidades, analisar as diversas dimensões e perceber que, ao cabo, haverá sempre uma consequência para cada ação.
Pode ser coletiva ou individual, pode marcar estrutural ou conjunturalmente, mas trará sempre consequências.
Os parâmetros de comunicação, desenvolvidos e estendidos do modo como o foram e são, nos últimos 25 anos, obrigam os responsáveis a um redobrado cuidado.
Aparecer, com toda a imagem de coincidência, à hora dos principais serviços informativos, num local em que há concentração de equipas ENG, microfones e muita sede de soundbites, já não é uma boa solução, sobretudo se emerge da tentativa de se apoderar de feitos alheios ou de momentos para os quais a respetiva presença e participação, sendo um facto, não resultam em mais-valias para a imagem pública de determinada conquista.
Ao longo do tempo e dos tempos, se há coisa que fomos aprendendo nos diversos recantos do mundo e panoramas de competição que abordámos, foi que colocar-se em bicos de pés é uma ótima estratégia imediata, e uma péssima opção mediata.
Porque há um fator transversalmente conhecido e relativamente ao qual não temos a perceção do alcance e das ondas de choque dos momentos atingidos: a memória.
Para tudo, na vida, ela é essencial. No desporto, em particular, temos de a honrar, sobretudo se os protagonistas que dela fazem parte atingiram patamares, à altura a atendendo às circunstâncias envolventes, de grande mérito e notoriedade.
No futebol português, nomes como os de Eusébio, Borges Coutinho, João Santos, João Rocha, Luís Figo, Carlos Queiroz, Jesualdo Ferreira, Pinto da Costa, Joaquim Campos, António Garrido, Vítor Pereira (e, como estes onze, poderia citar outras variantes de onzes de imensa qualidade), não podem ser esquecidos. E, quando o escrevo, não pretendo — obviamente — que sejam emoldurados ou citados a cada passo e a cada evocação. Pretendo algo, creio, muito mais importante e determinante: que o que fizeram e o que marcaram (cada qual a seu modo), na modalidade em Portugal seja suficiente (e é) para termos a plena consciência de que o Futebol já existe há séculos e continuará a existir muito para lá da nossa passagem por lugares que — muitos já o demonstraram — não se compaginam com autopromoção permanente e soundbites de ocasião (apenas para preencher oráculos e valer como aproveitamento do momento).
O apuramento de Portugal para a final da Liga das Nações resultou de um trabalho que — bem ou mal — foi pensado e planeado ao longo dos últimos anos, tal como a criação da própria competição se deve à genial leitura de um português (Tiago Craveiro), visando estabelecer parâmetros de competitividade direta entre os diversos níveis qualitativos da esfera do futebol europeu, um ecossistema onde, tradicionalmente, prevalece uma lógica do mais forte. Ora a Liga das Nações trouxe, justamente, a perspetiva de maior nivelamento entre países e seleções com estruturas mais débeis e talento menos identificado.
Para Portugal e para as outras grandes seleções do cotejo europeu, terá sempre de constituir um renovado objetivo, dependendo a interpretação e análise da respetiva participação dos selecionadores e jogadores.
Os protagonistas são eles. Se algum spin doctor me contradisser, estará a soldo de outros objetivos (admissíveis, permissíveis, mas criticáveis). São o selecionador e os jogadores da equipa nacional que devem estar à disposição após um jogo de meias-finais ganho com tamanho brilhantismo pela seleção de Portugal. O momento é deles e, ainda que o discurso possa ser de loas ao feito e de apoio ao efeito, um Presidente da Federação Portuguesa de Futebol deve, no final de um jogo desses, ser líder e nunca ser chefe. Isto é, deve mostrar a todos (numa perspetiva interna e externa), que o mérito será sempre assacado, pelo menos no local da conquista e nos momentos imediatos, aos participantes diretos.
Pedro Proença (decerto não muito bem aconselhado…), no culminar de três meses em que teve mais publicações nas redes sociais do que o seu antecessor num ano, perdeu em Munique uma bela ocasião para… abrir alas e nada dizer.
Temo que, em futuras ocasiões, o impulso seja mais forte que o recato."

Vitinha não é um acaso: este é o ADN de Portugal


"Frente à equipa com a melhor posse de bola não será mal pensado usar a mesma moeda. Com Vitinha, Bernardo e Bruno isso é possível 

Contou Jorge Valdano que Di Stéfano começava logo a ganhar os jogos ainda antes do apito inicial quando no momento da moeda ao ar se dirigia ao capitão da equipa contrária e lhe dizia apenas: 'É bom que tenham outra bola porque esta vai ser para nós'. Era uma forma de dizer ao que vinham e criar um desconforto psicológico no oponente. Recordei-me dessa tática na final da Champions quando Vitinha, seguramente instruído por Luis Enrique, atirou a bola de saída diretamente para fora, no meio-campo adversário, como no râguebi, com isso fazendo subir todas as linhas do PSG e iniciar, nos primeiros, segundos, a pressão sobre o adversário. A mensagem implícita naquele gesto foi clara: nós viemos para mandar no jogo.
O que se passou nos 90 minutos seguintes entrou diretamente para os livros de história. Houve concerto de violino mas só possível por causa de um maestro português na linha de Rui Costa ou Deco, mas com uma característica que define o centrocampista moderno: uma imensa intensidade de jogo, tanto na reação canina à perda de bola como na oferta de linhas de passe com corridas curtas mas cadenciadas no ritmo e espaço certos.
Admito que já vi vezes sem conta o terceiro golo dos parisienses diante do Inter, o lance que expõe a dimensão de Vitinha em toda a sua amplitude: o jogador que começa a jogada lá atrás, toca e volta a receber, que corre mais com os outros porque sabe para onde correr (pensa à frente) e deixa Doué na cara do golo. O que os antigos números 10 faziam com passes longos, como se fossem quarterbacks do futebol americano, Vitinha faz por etapas. Não porque não saiba lançar bolas longas, mas porque o futebol de elite é hoje muito menos vertical.
Aqueles que mais ganham são os que mais fazem a bola girar, com paciência, inteligência e talento. Não por acaso, assistiu-se a nove golos no Espanha-França da Liga das Nações e nenhuma das equipas jogou de início com ponta de lança fixo (só mais tarde entraram Samu e Kolo Muani). Venceu aquela que melhor domina a posse, a que melhor pensa o jogo e aquela que tem o melhor jogador do mundo da atualidade (Lamine Yamal). Por vezes parece não haver antídoto para vencer La Roja, mas talvez não seja mal pensado usar a mesma moeda, não só porque é a única forma de deixar o campeão europeu desconfortável mas porque esse também é o ADN de Portugal. Andou adormecido, mas Vitinha abriga a resgatá-lo. Tal como Bernardo e Bruno. Tragam duas bolas porque este promete ser o jogo do ano."

Neymar?


"Por ter sido mais vezes gritado, cantado, aplaudido, saudado, ovacionado e aclamado do que simplesmente falado, alguém escreveu um dia que o nome de Pelé se devia escrever Pelé!, assim mesmo, com o ponto de exclamação anexado à alcunha mais famosa do mundo do futebol — e de todos os outros mundos.
Já Neymar, outra estrela made in Santos Futebol Clube tão ou mais famosa do que o Rei, menos graças ao rendimento em campo e muito mais por causa da força das redes sociais e da globalização dos tempos atuais, justifica, a cada temporada que passa, ser escrito Neymar?, com um ponto de interrogação adjacente.
É mais talentoso do que Zico, Romário, Ronaldo Fenómeno e outros apóstolos de Pelé? Vai ser tão bom como Messi ou Cristiano Ronaldo ou até superá-los? Triunfará no Barcelona? Levará o Paris Saint-Germain a uma ansiada vitória da Liga dos Campeões? Liderará algum dia o Brasil rumo ao hexa mundial? Jogará três ou quatro vezes seguidas no Al Hilal? Mas e o Al Hilal precisa mesmo dele?
Vai passar mais tempo em pé ou caído durante os jogos? Mais tempo a jogar ou no departamento médico? Mais a tempo a treinar ou a comentar as últimas do Big Brother Brasil, a envolver-se em controvérsias estéreis na net, a cantar música brega, a apostar em desportos de teenager? Vai, finalmente, crescer? Quem decide que passos dar na carreira, ele ou o ganancioso pai?
Nos últimos tempos, três novas interrogações: Carlo Ancelotti vai, de facto, contar com ele na seleção? Depois de ter custado, até ver, 260 mil euros por jogo, e atuado por 90 minutos numa partida apenas, continuará no Santos? Ou permitirá que a última imagem dele no clube seja a de uma expulsão por ter pontapeado um rival e marcado um golo com a mão numa derrota caseira?
O atacante tem todo o direito de não querer se esforçar para ser melhor do que Zico, Romário ou o Fenómeno, do que Messi ou CR7, até triunfou, e muito, no Barça e parte das lesões que sofreu foram por pura infelicidade. Mas a outra parte resultou da ausência de um estilo de vida pouco profissional que o resumiu a um estorvo ruinoso em Paris, na Arábia Saudita e, agora, na Vila Belmiro.
Neymar?, este, o com o ponto de interrogação, sabota o Neymar, aquele que poderia ser uma certeza, porque vive rodeado de gente que o trata como um bebé reborn, que o mantém numa redoma de luxos e privilégios, de desculpas e mimos. Alguém escreveu também um dia que se não tivesse nascido homem, Pelé teria nascido bola. Neymar tem crescido numa bolha."

Vamo-nos rir para não chorar!? 😏 A cs portuguesa é uma comédia cada vez mais ridícula!

Alberto Mota, in Facebook

O Cantinho Benfiquista #210 - Next Stop; Club World Cup

Zero: Entrevista - Mitchell van der Gaag: «Manchester United está caótico, a todos os níveis»