Últimas indefectivações

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Mente sã em corpo são!


"Longe vão os tempos em que a Europa institucional e política via o desporto unicamente como uma forma de afirmação de capacidade dos povos e apregoava através dele grandes ideias de cidadania, carácter e valores. Fazia-o deste modo e bem, a um tempo porque permite, um tempo de paz, a afirmação competitiva das nações e alimenta o seu orgulho, aumentando a sua coesão identitária e a união interna. Fazia bem, ainda, porque são inegáveis tanto o potencial como a obra do desporto na construção ética da humanidade. Mas nos dias de hoje isso não basta. Por diversas ordens de razões, de que saliento duas nestas linhas. Em primeiro lugar, a necessidade de coesão interna e de afirmação do projeto europeu, para lá do ecossistema económico, pela união dos povos e irmandade das nações europeias unidas sob uma mesma bandeira, capaz de progredir harmonicamente, defender-se e inspirar o mundo. Esta mesma construção atravessa tempos difíceis, e o poder agregador do desporto pode, evidentemente, ser capitalizado para uma construção europeia próxima dos cidadãos. Em segundo lugar, porque a antiquíssima equação popular 'mente sã em corpo são' estava longe de se democratizar para lá das elites e das camadas mais jovens da população. Hoje, o aumento da esperança de vida e o da participação cidadã produziram em conjunto e necessidade de um envelhecimento activo, feliz, saudável e, até, de um cada vez mais falado papel produtivo à luz das novas possibilidades tecnológicas e dinâmicas económicas. Não estranhemos, pois, que um Benfica, que é e promove tudo isto, encontre caminhos inovadores para devolver o futebol aos mais velhos de nós e seja por isso celebrado numa Europa com futuro."

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1
A época da equipa feminina de basquetebol começou como terminou a anterior, a ganhar! Mais uma conquista inédita desta vez a Supertaça;

2
Em Guimarães, Yaremchuk bisou pela 1.ª vez de águia ao peito, Rafa fez 2 assistências, e João Mário marcou pela 2.º ocasião ao serviço do Benfica. Com o Barcelona foi Darwin a bisar;

6
Darwin bisou pela 3.ª vez na temporada e lidera o ranking dos goleadores benfiquistas, com 6 tentos. Segue-se Rafa, autor de 5 golos, e Yaremchuk, com 4. No capítulo das assistências, Rafa e Weigl têm 3, e um quinteto, do qual o avançado ucraniano faz parte, com 2 cada;

7
Melhor não se poderia pedir neste início de campeonato: 7 triunfos consecutivos nas 7 jornadas iniciais é um registo conseguido apenas pela 5.ª vez em 88 edições da prova. As vezes anteriores ocorreram em 1942/43, 1972/73, 1980/81 e 1982/83.

13
Em 100 temporadas com pelo menos 13 partidas disputadas em competições oficiais, o Benfica não sofreu qualquer derrota nos primeiros 13 jogos pela 11.ª vez. Nestas 11 temporadas, só por 3 vezes conseguiu um mínimo de 11 vitórias: 13 em 1982/83, 11 em 1971/72 e 2021/22 (todas as competições oficiais, incluindo regionais);

19
Golos no campeonato nas primeiras 7 jornadas. Desde o início dos anos 90, esta marca só por 1 vez foi superada, em 2009/10 (24) e houve outras temporadas com este registo à 7.ª ronda, todas sob a orientação de Jorge Jesus (2011/12, 2012/13 e 2014/15);

50
Jogos 'oficiais' de Darwin pelo Benfica (em Guimarães), nos quais assinou 18 golos e 11 assistências. Após o desafio com o Barcelona, tem 20 golos;

80
Rafa passou a figurar no top 80 dos futebolistas com mais jogos pelo Benfica na equipa de honra (incluindo particulares). É o 78.º com 216 (62.º nos golos, com 53)."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1 - Noite europeia à Benfica, de que todos tínhamos saudades. Intensidade forte no grande palco da Champions que se vai cinzelando com exibições como esta, numa vitória concludente sobre o Barcelona que, por muitas voltas que queiram dar, é sempre uma grande equipa. Foi só uma vitória. Foram só 3 pontos. Sabemos bem que o caminho árduo ainda agora começou, mas fica uma certeza: vamos olhos nos olhos com quem vier.

2 - Na defesa do espírito democrático que marca a sua História e no enaltecer dos valores da salutar discussão e debate de ideias que engrandecem o Sport Lisboa e Benfica, as plataformas de comunicação do Clube vão continuar para que cada uma das listas candidatas às eleições de 9 de Outubro possa dar a conhecer os seus projetos e ambições.

3 - Nesta edição do jornal O Benfica é possível conhecer em detalhe quem é quem nas listas de cada candidato à Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Direcção do Sport Lisboa e Benfica. Para a semana, será a vez de as candidaturas de Rui Costa e Francisco Benites poderem explanar os seus programas eleitorais, o que constituirá mais uma oportunidade para que os sócios conheçam em detalhes de ideias quanto ao futuro do Benfica.

4 - Ao longo da próxima semana, haverá entrevistas individuais na BTV - na segunda e na terça-feira - e um debate entre os dois candidatos na quinta-feira, da semana serão emitidos na BTV tempos de antena da responsabilidade de cada uma das candidaturas. Para além disso, a newsletter de 8 de Outubro, sexta-feira anterior ao dia das eleições, será dedicada aos programas eleitorais de cada lista. Por fim, o site do Sport Lisboa e Benfica terá também um espaço próprio dedicado ao período eleitoral. O tempo é de participação e esclarecimento. E aqui estamos a responder à chamada!"

Pedro Pinto, in O Benfica

Fever Pitch: Rivais...

(...) conta-nos uma verdade lapalissiana: não há Maradonas na arbitragem


"Digo muitas vezes e repetirei as que forem necessárias: não há Maradonas na arbitragem.
Esta verdade lapalissiana resulta do facto do futebol não ser um jogo matematicamente mensurável.
Há nele uma forte componente humana - não se esqueçam que estão vinte e dois jogadores e quatro árbitros em campo -, o que torna impossível objetivar todas as variáveis que acontecem nas quatro linhas.
Na verdade, todos percebemos isso se nos posicionarmos à distância certa, mas essa convicção racional parece durar apenas até ao primeiro lance controverso. Até àquela decisão mais polémica, que penaliza uns ou desagrada a outros.
Aí acontece o que chamo de "efeito super-herói": o eu de cada um - compreensivo e tolerante - dá lugar a uma espécie de alter ego, onde emerge o outro eu, o indignado, ríspido e insultuoso.
"O Futebol Explicado no Relvado", livro que na quinta-feira tive o privilégio de lançar na presença de muitos amigos e de profissionais que prezo e admiro, tenta de algum modo sensibilizar as pessoas para essa realidade.
Claro que contém explicações técnicas e até conselhos práticos sobre a forma como devem ser decididas situações mais sensíveis, mas subjacente a elas está a tentativa em mostrar que no futebol há momentos que são literalmente impossíveis de carimbar.
Por muito que isso custe a aceitar, essa é que é a realidade.
Como sabemos, a indústria que hoje move o desporto que todos gostamos é enorme, envolve valores pornográficos e dá trabalho a milhões de pessoas. A verdade que produz devia ser mais factual, mais clara e objetiva. Estamos de acordo.
Mas num jogo assim, tão humano e terreno, isso não é possível. E como não é possível, a uma única forma de o manter forte e capaz é respeitá-lo, sem nunca deixar de procurar que ele seja mais transparente e verdadeiro.
O futebol pode ter árbitros competentes, jogadores de exceção, treinadores de topo e dirigentes qualificados. Se por detrás de cada um deles não estiver uma pessoa de bem, um homem íntegro ou um ser humano sério, jamais será um jogo justo.
Neste jogo, a competência técnica é fundamental, mas a dimensão humana é transcendente.
Essa dimensão é muitas vezes testada na ressaca de uma má derrota, em momentos de maior pressão ou perante a consequência tantas vezes injusta de um resultado menos conseguido. É aí que vemos de que calibre são feitos aqueles que são o rosto maior da indústria.
Um livro com explicação de regras ou de lances mais complicados nunca fará sentido se a única regra que as pessoas procuram é a da vitória a todo o custo.
Temos que caminhar aos poucos mas em passos firmes, para a construção de um ambiente mais tolerante, mais elevado e com maior respeito entre todos os que estão nesta atividade.
O que acontece em campo é estritamente desportivo e deve ser sempre avaliado e escrutinado nessa perspectiva. O que acontece cá fora é e será sempre pessoal, por muito que seja escrito ou falado no desempenho da função.
Como escrevi no início desta crónica, o futebol é um jogo demasiado humano. Tudo o que nele acontece - da decisão do árbitro à opção do treinador - é, acima de tudo, pessoal.
São as pessoas que têm que ser boas para que os profissionais sejam de exceção.
Tudo o resto... é bola.
Só bola."

Rescaldo: Sporting - Benfica (fem)

FIFA22

Todos ao estádio. Todos aos pavilhões.


"Chegou o tão aguardado fim das restrições no que concerne à utilização da capacidade de estádios e pavilhões, mantendo-se regras de acesso e permanência que devem ser respeitadas.
Há muito que sentíamos falta de poder apelar aos Benfiquistas que encham estádios e pavilhões pelo país fora para ajudarem o Benfica a ganhar. A força dos Benfiquistas, manifestada através do fervoroso e indispensável apoio, é uma marca indelével do nosso sucesso ao longo da história.
E são muitas as nossas equipas em ação neste fim de semana cujas possibilidades de triunfo, agora que mais Benfiquistas poderão juntar-se a elas, certamente serão mais elevadas.
Assim, destacamos o desafio com o Portimonense, domingo, às 18 horas, no Estádio da Luz, a contar para a Liga Bwin. O brilhante triunfo na Liga dos Campeões ante o Barcelona e os sete triunfos consecutivos desde o início do Campeonato, que proporcionam a liderança isolada nesta prova, em nada influenciam o jogo com a equipa algarvia. Há três pontos em disputa e queremos conquistá-los, sabendo que do outro lado estará uma equipa empenhada em contrariar as nossas pretensões.
Amanhã, no voleibol, haverá um troféu em disputa. Trata-se da Supertaça e o adversário será o Sporting. O jogo terá lugar em Santo Tirso e está agendado para as 17 horas. Os comandados de Marcel Matz estão empenhados em trazer mais uma taça para o Museu Benfica – Cosme Damião, seguindo o exemplo das nossas equipas femininas de basquetebol e futsal, já vencedoras da Supertaça na presente temporada.
Hoje, às 18h30, há jogo de basquetebol, em Groningen, nos Países Baixos. Trata-se da partida decisiva de apuramento para a fase de grupos da FIBA Europe Cup, tendo o Benfica por adversário o Donar local.
Ao longo de sábado estaremos também em campo no râguebi, frente ao RC Montemor (15h00), no andebol com o ABC, em Braga (15h00), no futsal (feminino), na Luz, ante o Chaves (17h00), e no hóquei em patins (visita ao Valongo, às 18h30). No futebol, haverá dérbi dos Sub-19 no Benfica Campus e a equipa feminina enfrentará o Amora, na Tapadinha, a partir das 16h45.
Domingo, às 14h00, a nossa equipa B defronta o Chaves e os Sub-23 têm compromisso agendado com o Portimonense para as 21h00. Ambas as partidas realizam-se no Benfica Campus. Há ainda os jogos, na Luz, das equipas femininas de voleibol (AVC Famalicão, às 16h00) e hóquei em patins (CACO, às 18h30), e do basquetebol feminino, em Guimarães, às 11h00.
Serão muitas as oportunidades para estarmos juntos das nossas equipas, ajudando-as a alcançarem as desejadas vitórias.
Vamos, Benfica!"

Falta de stock !!!


"Portugal acordou com falta de stock em Rennie.
Como seria de esperar, poucos minutos foram necessários após o embate que opôs o Barcelona ao Benfica para que a azia da comunicação social portuguesa fizesse eco nos jornais e TVs de todo o país, em todo o seu explendor, tão célere e prepotente em menosprezar a exibição do Benfica e em inferiorizar o adversário - neste caso o Barcelona - reduzindo-o, com escárnio, a um qualquer Canelas desta vida.
Nada que já não soubéssemos que iria acontecer.
Vejamos:
O FC Porto consegue um empate frente ao Atlético de Madrid que, relembramos, tem 14 pontos com UM jogo a mais à condição que o Barcelona, sendo que se o Barcelona ganhar o jogo em atraso passa para a frente do Atlético de Madrid, somando 15 pontos, e toda a Comunicação Social se apressou em rasgar de elogios o FC Porto.
- "ADN à Porto".
- "Grande Porto".
- "Porto de gala".
Podia ler-se nos jornais e ouvir-se em plena TV. A seguir leva chapa 5, silêncio absoluto.
O Sporting CP perde os 2 primeiros jogos na Champions (um dos quais com chapa 5), num grupo onde a Comunicação Social dizia ser o mais fácil dos clubes portugueses, e assistimos a manchetes e tiradas como:
- "Leão cai de pé e mostra melhorias".
- "Leão está de volta".
- "Sporting mais forte".
Entre uma panóplia de baboseiras de vitórias morais.
Benfica massacra Dynamo Kiev mas não consegue ir além do nulo por falta de eficácia, cai tudo em cima do Benfica.
Benfica goleia o Barcelona, clube que apenas tinha UMA derrota esta época frente ao FC Bayern Munich, e assistimos a uma debandada de azia descomunal por parte dos jornalistas e comentadores desportivos portugueses que faz corar de vergonha qualquer jornalista estrangeiro.
David Borges, esse, não conseguiu esconder a sua azia e perdeu a noção de onde estava e de quem falava. Nós compreendemos, não deve ser fácil ver o clube do seu coração levar chapa 5 e depois ver o rival que mais odeia golear um grande da Europa. Diz ele que "metade da equipa do Barcelona são juniores" e que "deve-se falar do quão fraco é o Barcelona quando se fala da vitória do Benfica".
Fact Check:
A média etária do plantel do FC Barcelona é de 25,3 anos. ✅
O plantel do Barcelona está avaliado pelo triplo em relação ao plantel do SL Benfica. ✅
O Barcelona somou apenas a 2 derrota da temporada, tendo a outra sido contra o Bayern Munich. ✅
Se este Barcelona de juniores, frágil e doente ganhar o jogo em atraso da liga espanhola, ficará à frente do colosso Atlético Madrid. ✅
É muito triste o que se passa em Portugal e em particular no futebol português.
Quando temos pessoas colocadas estrategicamente na comunicação social para denegrir uns e elogiar outros, fica tudo muito bem explícito para todos de como funciona o modus operandi deste país no que ao Benfica diz respeito.
Porto empata = Estofo europeu.
Sporting perde = Leão cai de pé.
Benfica goleia = Adversário muito frágil.
É esta a comunicação social que temos e que combatemos diariamente."

Tsunamis!!!


"Enrolado num tsunami de azia, Paulo Baldemerda conseguiu escrever este tweet.🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Perigoso fanático este senhor que é um dos mais influentes peões da Jihad Anti-Benfiquista na Comunicação Social.
O Calor da Noite até pode apanhar 5 do Liverpool, 10 do Cascalheira de Baixo. O Benfica ganhar é que os deixa fora deles. Será sempre assim e eles simplesmente não conseguem viver com esta pequenez. É lidar."

Benfica After 90 - Barcelona...

Jogar em Casa #3 - Fernando Pimenta

Jogar em Casa #2 - Zé Soares

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Noite à Benfica!


"Que grande noite europeia se viveu ontem no Estádio da Luz!
Ambição, confiança, solidez e magia em campo, acompanhados do indispensável apoio fervoroso nas bancadas, foram os predicados que permitiram à nossa equipa construir um triunfo robusto, por 3-0, ante o Barcelona, crónico candidato à conquista da Liga dos Campeões.
A nossa equipa fez uma exibição brilhante frente a um adversário muito difícil, demonstrando, assim, a firmeza dos passos dados na construção de uma identidade e afirmação europeias.
Tal como ficou expresso ante o Barcelona, enfrentamos qualquer adversário com a ambição de vencer. Esta é a atitude indispensável à procura dos melhores resultados possíveis.
Para Jorge Jesus, este foi um "grande jogo coletivo da equipa". O nosso treinador reconheceu que "tivemos um bocadinho da sorte no jogo" numa partida em que "foi quase tudo perfeito" para as nossas cores, destacando ainda a "organização defensiva" como fator-chave na conquista dos três pontos.
O ambiente infernal vivido no Estádio da Luz contribuiu, também decisivamente, para o triunfo benfiquista. Weigl explicou que "a atmosfera no Estádio levou-nos mais além" e João Mário considerou o "ambiente espetacular" e que os adeptos "foram incríveis e ajudaram contra uma grande equipa".
Darwin, autor de dois golos, evidenciou "a grande vitória para a equipa" e Rafa, o marcador do outro golo benfiquista, relevou o excelente momento coletivo: "Estamos muito bem e temos de continuar assim."
Essa continuidade poderá ser expressa já no próximo domingo, em que seremos os anfitriões do Portimonense, o atual sexto classificado da Liga Bwin. Um jogo que ficará marcado pelo regresso, em pleno, do público às bancadas, uma medida que saudamos e há muito desejávamos.
Desafiamos os Benfiquistas a estar presentes para uma tarde de futebol no inferno da Luz como gostamos, com o Estádio repleto, e para ajudarmos a nossa equipa a alcançar mais três pontos."

A evolução de Weigl – O quarto equilíbrio e a gestão da posse


"O médio alemão é finalmente indiscutível no jogo do Benfica. Mas, o que mudou?
Jorge Jesus referiu que hoje, Weigl já percebe melhor o que o treinador quer do seu médio defensivo. Mas, há mais factores para lá do conhecimento que permitem o emergir de Weigl, e todos relacionados com a forma como, e ao contrário da temporada passada, Weigl está menos exposto e mais protegido pelo coletivo… e por novas individualidades no Benfica.
O ponto de partida para o incremento do rendimento de Weigl é desde logo a mudança de sistema tático. Com três centrais, deixa de ser o “6” a ter a responsabilidade de integrar linha defensiva quando um dos defesas sai na bola. O espaço largo que sempre se abre entre lateral e central, e que tantas vezes força o médio defensivo a aparecer para dar cobertura, ou que ocupado por um dos centrais, obriga o “seis” a ocupar a posição central da defesa, já não existe. A linha de cinco cobre mais largura, e o seis já não tem de se integrar na defesa.
No momento ofensivo, Weigl passa a ser o quarto homem que equilibra a equipa – Três centrais atrás e Julian à frente dos três. Anteriormente era o terceiro equilíbrio – Depois dos dois centrais.
A mudança estrutural tática, reduziu desde logo a necessidade de um campo de ação tão largo como no passado. E é precisamente pelas suas capacidades condicionais (velocidade e força) não serem de topo que o talentoso médio chegou para jogar em Portugal. Caso contrário, jamais jogaria na nossa Liga. Protegido nas suas lacunas pelo novo equilibrio tático da equipa, Weigl beneficia ainda de hoje ter à sua frente o criterioso João Mário. O jogo do Benfica acelera quando chega ao último terço – Tem jogadores de excelência para tal – mas, não acelera fora de tempo – Como é o caso quando Taarabt o força a acontecer, ainda antes da chegada da bola a zonas altas. O critério e gestão que João Mário dá ao jogo ofensivo do Benfica, provoca menos perdas, e consequentemente menos momentos onde é fundamental Acelerar e Marcar oponentes para controlar momento de Transição Defensiva.
Menos exposto taticamente, com menos momentos onde é menos forte para controlar ao longo do jogo – Que lhe permite ter mais energia para reagir – Diferente ter de acelerar 5 vezes na Transição Defensiva, de ter de o fazer por 15! – emerge a sua qualidade em posse. E esta sempre esteve presente no seu jogo, e não é novidade!
Contra o PSV em Eindhoven e contra o Barcelona na Luz, Weigl bateu os seus records do ano em intercepções e recuperações da posse, e foi em ambos os jogos verdadeiramente determinante para o sucesso do Benfica."

Cadomblé do Vata


"1. Não vou ser hipócrita, contava com vitória, mas nunca coloquei a hipótese de enfiarmos 4-0 neles... e o erro no resultado final não é meu, é da UEFA que ainda não considerou "aquele" corte do Veríssimo como golo do SL Benfica.
2. Champions League 21/22: Messi, 180min, 1 golo. Ronaldo, 162min, 2 golos... Darwin Nunez Ribeiro, 116min, 2 golos.
3. "Ah mas o Barcelona não tinha o Messi"... certo, mas o Borussia não tinha o Weigl e ganhou na mesma ao Sporting.
4. Ontem confirmou-se que o Super Slow Motion foi uma grande invenção... na actualidade, é a única forma que as transmissões televisivas têm para acompanhar as arrancadas vertiginosas do Rafa e do Darwin.
5. Com Barcelona a ser atropelado na Luz e à rasca, Koeman vai ao banco e saca de Gavi, Nico e Mingueza... pode parecer estranho mas entendo-o, quem elimina uma vez o campeão europeu com Moretto, Alcides e Beto a titulares, fica convencido que qualquer merda que invente, dá resultado."

Quem é, afinal, o gigante?


"Entrará na história como uma das grandes noites europeias do Benfica das últimas décadas: se é certo que este Barcelona é uma cópia contrafeita do Barcelona a que estávamos habituados, o 3-0 aos catalães é feito de intensidade, de qualidade, de segurança defensiva e bom timing no ataque. Desengane-se quem ache que o Barcelona perdeu este jogo - foi o Benfica que o ganhou

Ver uma equipa portuguesa bater um gigante europeu na Champions não é uma impossibilidade. É uma improbabilidade estatística, é certo, mas já não há aqui Adamastores. Mas a verdade é que essas vitórias são muitas vezes fruto de um qualquer transe competitivo ou de mudanças de estratégia, o que não tem mal nenhum, afinal de contas cada um joga com as armas que tem e nós, queiramos ou não, temos menos que os outros.
Porém, talvez aí esteja a diferença entre a vitória do Benfica esta quarta-feira por 3-0 frente ao Barcelona para outros triunfos surpreendentes da história recente das equipas portuguesas na Europa: o Benfica nada mudou. Jogou com o Barcelona com a mesma estratégia com que joga com o Moreirense, sendo muito bom naquilo em que é habitualmente bom e aproveitando sem piedade na hora e naquilo em que o adversário falhou. Foi a equipa grande num duelo em que o outro é que entrava como o gigante e não nos podemos esquecer que este Barcelona é hoje uma sombra de outros Barcelonas, mas continua a ter um meio-campo com Busquets, De Jong e Pedri.
O Benfica ganhou o jogo logo de entrada, com 10 minutos muito fortes que valeram um golo aos 3 minutos, numa transição ofensiva em que Weigl encontrou Darwin na frente, com o uruguaio a brincar com Eric Garcia antes de fletir para dentro e enganar Ter Stegen com um remate junto ao poste esquerdo do alemão.
E com esse golo, o Benfica ficou confortável no jogo, com e sem bola. Porque lá atrás a defesa estava seguríssima, certa que nem relógio suíço, e mesmo com o Barcelona a pegar no jogo a partir dos 15 minutos, nunca se sentiu o Benfica por algum momento perdido. Pedri e Frenkie de Jong eram por esta altura os jogadores mais perigosos do Barça, o miúdo espanhol como uma espécie de réstia daquilo que já foi o Barcelona e o neerlandês a aparecer incaracteristicamente na área, como quem desespera e percebe que tem de fazer o trabalho de vários homens para levar a sua equipa para a frente.
Mas nem a visão raio-x de Pedri nem o esforço de Frenkie fizeram tremer o jogo posicionalmente irrepreensível do Benfica e mais fácil ficou quando Ronald Koeman, em mais capítulo da descaracterização do Barcelona em curso, recuou De Jong para o eixo da defesa quando, num ato de desespero que só se vê nas cabeças mais perdidas do futebol, percebeu que tinha de tirar Piqué do jogo ainda na 1.ª parte, sob pena de em menos de nada estar a jogar com 10.
A seguir ao intervalo apenas se agudizou a superioridade tática do Benfica, a gerir com todo o à-vontade os ritmos de jogo, com Weigl e João Mário em nível estelar e Rafa na frente carregar na velocidade que, mais minuto, menos minuto, iria fazer desmoronar o Barcelona.
Aos 52’, como que emulando a vida interior da cabeça de cada um dos jogadores do Barcelona e do seu treinador, o habitualmente gélido Ter Stegen saiu amalucadamente da baliza, com Darwin a aproveitar a porta aberta para rematar: a bola foi ao poste, mas a partir dali o Barcelona despediu-se, deixou o palco, entregando o jogo a meros figurantes. E quando Koeman tentou mudar algo, com a entrada de Ansu Fati já quase aos 70’, os encarnados responderam imediatamente com um golo, um remate de trivela de Rafa a culminar uma excelente jogada de ataque, onde as diferenças de qualidade e intensidade de uma equipa para a outra ficaram evidentes.
O timing do 2-0, diga-se, foi excelente para o Benfica, que também fez por merecer aquele momento, porque soube quando acelerar, quando ferir definitivamente um Barcelona sorumbático, sem rumo, que foi vivendo de Pedri e De Jong e, depois da borrada estratégica de Koeman, dos laivos particulares de Memphis, nada que desfocasse uma defesa do Benfica que foi um metrónomo - e é só analisar a quantidade de foras de jogo arrancados pelos encarnados para perceber a confiança e o controlo total do rumo do jogo que o Benfica teve na 2.ª parte.
A grande penalidade cometida por Dest e marcada por Darwin veio só dar outra cor a uma noite europeia de sonho do Benfica, dando-lhe volume e justiça, porque foi o gigante e o adulto em campo, amarrando com o seu futebol vertical, veloz e intenso uma equipa que, por si só, já está em frangalhos.
Mas isso é apenas um pormenor: mais do que uma derrota do Barcelona, esta noite vimos um grande jogo do Benfica, uma vitória limpinha, sem ser preciso olhar a táticas alternativas, a luta, a uma atitude mais ou menos competitiva, a uma estratégia para um jogo só. O Benfica foi o que é e foi, simplesmente, muito superior."

Benfica de gala. O “B” grande foi português


"Um golo a abir, com Darwin como gosta, no ataque à profundidade, deu ao Benfica o que precisava para estar, ainda mais tranquilo no jogo.
Com a sua linha de cinco sempre a controlar a largura e Rafa e Darwin a formarem a linha média, juntando-se a Weigl e João Mário, o Benfica foi mantendo o seu corredor central bem protegido, com as ameaças blaugranas a surgirem em diagonais sem bola dos médios interiores em busca de pedir a bola na profundidade.
E se Yaremchuk se move cada vez melhor em apoio, por ter um conhecimento cada vez mais aprimorado das ideias da equipa e assim se associar com os colegas e dar saída de zonas de pressão, isso só não sucedeu com maior frequência porque Darwin revela no jogo em apoio uma das suas maiores debilidades. Um momento em que fez a equipa perder a posse por diversas ocasiões na primeira parte.
Porque, é nestes jogos em que o nível sobe que se torna, ainda mais importante, o nível técnico e de decisões dos jogadores. E, se dúvidas existissem, o jogo de hoje provou-o para a posteridade. Este Benfica cresce para um patamar onde não estava há alguns anos porque hoje tem, no seu corredor central, elementos que lhe dão outra clarividência de decisões com bola, mesmo quando o espaço se reduz, sendo hoje mais do que uma equipa de vertigem, também uma equipa que descansa em posse, porque a perde muito menos vezes. E repito, mesmo quando o nível sobe.
A juntar a isso, uma solidez defensiva nunca vista na era Jesus na Luz, muito por culpa de uma linha de cinco que controla muito melhor a largura e deixa a equipa menos exposta em transição defensiva do que antes, mas sobretudo porque a qualidade do comportamento da última linha encarnada é muito alavancada pela elevada qualidade individual dos seus elementos, sobretudo os centrais, sempre intratáveis nos duelos. Destaque para Verissimo, exímio no controlo a Depay, tanto nos duelos individuais como no controlo da profundidade.

Homem do Jogo
Longe de ser um primor técnico, Darwin tem características únicas pela forma como ataca a profundidade, com e sem bola. Quando e se melhorar a sua capacidade decisional e habilidade motora pode ser um prodígio. Jesus acredita!"

SL Benfica 3-0 FC Barcelona: Resultado histórico em noite de gala!


"A Crónica: Darwin Endiabrado Afundou (Ainda Mais) Catalães
Frente a um FC Barcelona ferido, mas forte, o SL Benfica entrou praticamente a ganhar na partida e expôs algumas das debilidades espanholas.
Logo ao terceiro minuto, e após um passe logo para as costas culés, Darwin Núñez, descaído para o lado esquerdo do ataque, enfrentou Eric Garcia no “um-para-um” e rematou ao primeiro poste, inaugurando o marcador ainda antes de todos os adeptos estarem sentados nos seus lugares.
O FC Barcelona sentiu o golo, mas depressa reagiu e procurou o empate. Luuk de Jong desperdiçou duas oportunidades claras de golo – uma delas salva por Lucas Veríssimo com um corte inacreditável – e Pedri esteve a centímetros do golo, mas os encarnados continuavam vivos e perigosos no contra-ataque.
Com Darwin e Yaremchuk juntos, o avançado ucraniano, menos móvel, prendia a defesa catalã, permitindo que o jogador uruguaio vagueasse livre.
O início da segunda parte foi semelhante ao primeiro tempo, com o SL Benfica a entrar por cima e a aproximar-se do golo. O FC Barcelona voltou a responder com perigo, mas continuava pouco certeiro na hora de definir. O mesmo não acontecia com as águias, que aproveitaram as suas oportunidades para chegar ao 2-0.
Com 70 minutos decorridos, Yaremchuk combinou com João Mário à entrada da área. O médio não conseguiu finalizar, mas Rafa aproveitou para marcar e aumentar a vantagem. Os encarnados estavam por cima e não demoraram a chegar aos contornos de goleada, com Darwin a bisar da marca de grande penalidade.
O emblema lisboeta conseguiu uma vitoria história, somou três pontos que podem ser fundamentais nas contas do grupo, e afundou ainda mais o FC Barcelona.

A Figura
Darwin Núñez – O avançado uruguaio foi sempre um perigo para a equipa de Barcelona. Com a sua velocidade e irreverência, Darwin foi um autêntico quebra-cabeças que, sem ter acertado sempre na hora da decisão, mostra sinais positivos para o futuro.

O Fora de Jogo
Luuk de Jong – O avançado holandês pouco fez durante os 70 minutos que teve em campo. Luuk de Jong desperdiçou duas das principais ocasiões de golo criadas pelo FC Barcelona e pouco ofereceu na criação da manobra ofensiva catalã.

Análise Tática – SL Benfica
Com o mesmo onze que batera o Vitória SC na última jornada do campeonato, Jorge Jesus apostou na equipa que lhe dava garantias de consistência nos diferentes momentos do jogo.
É difícil fugir ao facto de que, ao marcar aos três minutos, o SL Benfica conseguiu adotar uma postura mais expectante, o que permitiu apostar nas transições ofensivas de forma constante.
Rafa mostrou ser o dínamo que permitia às águias ultrapassar a pressão culé, e Grimaldo e Lázaro, seguido por Gilberto, ofereciam largura ao ataque encarnado, combinando com o tridente ofensivo.
Com Weigl e João Mário a controlar a zona intermédia do campo, o SL Benfica mostrou critério com bola, mas também conseguiu conter a posse catalã, não permitindo que os adversários aparecessem embalados frente à defesa e condicionando a ação de Frenkie de Jong.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (7)
Jan Vertonghen (7)
Lucas Veríssimo (8)
Nicolás Otamendi (7)
Alejandro Grimaldo (7)
Valentino Lazaro (6)
Julian Weigl (7)
João Mário (7)
Rafa Silva (8)
Darwin Nuñez (8)
Roman Yaremchuk (7)
Subs Utilizados
Gilberto (7)
André Almeida (6)
Taarabt (6)
Pizzi (6)
Gonçalo Ramos (6)

Análise Tática – FC Barcelona
Com três defesas centrais, o FC Barcelona teve dificuldade em lidar com a velocidade de Rafa e Darwin, o que ficou espelhado no primeiro golo quando Eric Garcia não conseguiu acompanhar o avançado benfiquista.
Como Jorge Jesus confirmou na conferência de imprensa após o jogo, o posicionamento de Frenkie de Jong entre os centrais, para depois avançar e iniciar a construção ofensiva, teve impacto e permitiu ao FC Barcelona crescer no encontro e assumir o controlo da posse de bola.
As dinâmicas entre Frenkie de Jong, Pedri e os avançados do FC Barcelona fez-se sentir, especialmente do lado esquerdo do ataque de forma a aproveitar a explosividade de Memphis Depay para desequilibrar.

11 Inicial e Pontuações
Marc-André ter Stegen (7)
Eric García (5)
Gerard Piqué (5)
Ronald Araújo (6)
Sergiño Dest (6)
Frenkie De Jong (7)
Sergio Busquets (6)
Pedri (7)
Sergi Roberto (6)
Luuk de Jong (5)
Memphis Depay (6)
Subs Utilizados
Gavi (6)
Nico Gonzalez (6)
Ansu Fati (6)
Philippe Coutinho (6)
Oscar Mingueza (-)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Não foi possível fazer perguntas Jorge Jesus.

FC Barcelona
Não foi possível fazer perguntas a Ronald Koeman."

BnR: Barcelona...