Últimas indefectivações

sábado, 3 de agosto de 2019

Hat-trick de Cardozo ao Sporting



"Óscar Cardozo marcou a inacreditável quantia de 12 golos ao Sporting! Um exterminador de "lagartos" que ainda hoje nos deixa tantas saudades. A sua mais gloriosa noite terá sido para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal em 2013/14, Numa bela noite de verão na Luz, o Tacuara marcou 1, 2, 3 (!) golos a Rui Patrício e deixou as bancadas vermelhas em euforia. O jogo seria épico, um 4-3 com o jogo já a ser decidido no prolongamento, com um golo estranho de Luisão, já que cabeçeou no chão e Rui Patrício deixou passar a bola entre as pernas.
Veremos quem será o héroi de amanhã na Supertaça, mas seja qual for, que busque inspiração no nosso Paraguaio preferido, que já está a ir no bom caminho."

Pré-condição para ter tacho na descomunicação social desportiva...!!!!

"“Não somos um canal de clube nem da FPF. É o canal do futebol português. Vamos ter debates e análises dos principais momentos do futebol e das principais equipas, mas nunca o vamos fazer numa perspectiva clubística. Já há oferta suficiente no mercado em relação a isso.” - Nuno Santos, Director do Canal 11.
A Federação Portuguesa de Futebol lançou esta semana o Canal 11, cujo objectivo é tratar o futebol de um modo diferente, distante do que acontece nos outros canais como SIC, TVI, CMTV e outros. A ideia é de salutar, pode ser uma pedrada no charco que é o lodo existente no desporto em Portugal. 
Para atingir esse objectivo - de elevar a discussão do jogo, sem clubites exacerbadas - é contudo necessário ter profissionais competentes e isentos. Pedimos que sejam isentos, não que vistam o manto da isenção. É sabido que os jornalistas gostam muito de levar a “liberdade de expressão” aos extremos, sobretudo quando lhes convém. Não podem é estar à espera que comentários feitos no passado sejam apagados e deixados de ser tidos em conta.
Damos o exemplo de Sofia Oliveira, que integra o projecto do Canal 11. Ali veste o manto da isenção, quer tratar os clubes por igual. Pena que no passado tenha uma série de comentários insultuosos e de má fé para com o Sport Lisboa e Benfica. Antes de ir para o Canal 11, trabalhou no Sporting, primeiro no Jornal e depois na Televisão. Esteve também nos quadros da YoungNetwork Group, empresa que geriu durante algum tempo a comunicação do Sporting, a qual dispendia mais de meio milhão de euros ao ano. Esta empresa foi a responsável pela montagem de uma máquina de propagada, construída para atacar e destruir o Benfica, seja através de blogs (Mister do Café), seja através de perfis falsos nas redes sociais e comentários televisivos.
Outra das caras do Canal 11 é Pedro Sousa, que foi “apenas e só” Director de Comunicação do Sporting Clube de Portugal.
Se se olhar à equipa do Canal, torna-se evidente que o facto de existirem jornalistas que passaram pela estrutura do Sporting e do Porto é considerado algo normal e recorrente. Mas quantos profissionais com passado no Benfica integram o projecto? Curiosa questão.
Quem se segue? Carlos Rodrigues Lima? Bernardo Ribeiro? Pedro Candeias? Todos estes colaboraram activamente no ataque ao Benfica, seja divulgando emails, seja levantando dúvidas infundadas, seja colocando em causa a idoneidade de funcionários do Benfica, sem direito ao contraditório e em plena praça pública, escondendo-se através das suas contas das redes sociais.
O Polvo pergunta qual o critério principal de recrutamento para o Canal 11. Se a competência e integridade, se o passado no Sporting ou Porto, ou se o clubismo doentio e ódio a determinados clubes? Não pedimos que sejam integrados elementos ligados ao Benfica, apenas exigimos que não tomem as pessoas por parvas.
Estamos atentos."

Até na Playstation !!!

A História Gloriosa - #3 - Amoreiras, saída de Cosme Damião e novos heróis | 1924-1934

Antevisão conjunta...

A música da Supertaça: o tirolirofica e o tirolirorting

"A saudosa Amália Rodrigues, a nossa musa eterna, falou-nos certa vez de dois tipos que se juntavam na esquina e tocavam alegremente, sem preocupações, distraindo quem passava nas proximidades e quem arranjava prontamente motivo para sorrir. SL Benfica e Sporting CP fazem-no desde 1 de Dezembro de 1907, quando numa tarde tenebrosa de chuva austera se puseram os dois na Feiteira, em Carcavelos, e tocaram para todos os que ali passavam nos seus afazeres. Gentes curiosas foram-se amontoando à sua volta – não era todos os dias que por ali se juntavam dois fulanos a fazer barulho – e, a pouco e pouco, foram ficando. Pouca noção tinham de que estariam a testemunhar a mais bonita parelha do futebol luso: no Domingo, será o 307º concerto dos amigos, agora famosos e símbolos de Portugal, companheiros na longa luta pela bonitização do futebol, infelizmente tão fora de moda que a ideia agora é fazer do derby eterno um evento de ódio e confronto.
O tirolirofica e o tirolirorting assumiram-se como o dueto mais talentoso da musicalidade, chegando a fama às colónias, sedentas das paixões da metrópole: os principais fãs dão pelo nome de Eusébio da Silva Ferreira e Fernando Peyroteo, que se tornaram como o mais presente nas exibições (29 presenças) e o que mais palmas bateu (48 bolas nas redes), respectivamente. Ambos nascidos nas Áfricas, representam a larga falange de apoio aos amigos lisboetas além-mar, sinal da sua importância no contexto da portugalidade contemporânea, pontos de contacto da cultura lusitana e com grande capacidade de influência no imaginário das populações. Benfica e Sporting, em conjunto, sempre produziram as melodias mais bonitas. Tirolirofica a tocar a concertina e Tirolirorting a dançar o solidó, e vai de trocar e troca de novo, qualquer esquina é sitio para se tocar o perfeito fado do futebol português.
No Algarve, o primeiro apresenta-se em melhor estado. O agente Bruno Lage tem tratado bem da sua figura, tem-lhe entregue méritos que com uma pré-epoca em cima se encaminham para a consolidação dos apresentados em 2018/2019. Aos abandonos de Félix e Jonas, ouvinte habitual, a musicalidade do artista chegou a Espanha e Raul De Tomas aterra em Lisboa prometendo muitas palmas. A engrenagem Rúben Dias/Ferro, a dinamização do meio-campo onde se apresentam Gabriel, Samaris, Florentino, Fejsa e Taarabt para dois lugares e a manuntenção de Pizzi e Rafa nos desequilíbrios exteriores asseguram bons prenúncios.
O amigo Tirolirorting é que custa a encontrar o bom caminho, ainda que o holandês Keizer tenha conseguido recompor, a pouco e pouco, a compostura do artista já metido numa série de problemas extra-palco. As enxaquecas e vícios de Tirolirorting fizeram dele um músico amorfo, afundado há anos numa espiral de futilidades várias que só são esquecidas nestes encontros: se o concerto de Domingo é importante para Tirolirofica, o seu significado e importância agiganta Tirolirorting, ansioso por concertos desta estirpe ao lado do seu amigo de sempre. Bruno Fernandes, que se perfila actualmente como seu maior fã, arrisca-se a assistir ao último certame. Outras melodias além da Mancha devem convencê-lo antes do fecho do mercado, mas que não o façam até Domingo: a sua presença é essencial na perfomance de Tirolirorting. Muita da qualidade do concerto depende de Bruno e do seu lugar na plateia. Com a sua presença na primeira fila, gritando e gesticulando de contentamento, a actuação do ídolo eleva-se para níveis fora do habitual.
É do interesse geral que estejam reunidas todas as condições para que a concertina e o solidó fluam da melhor forma, que os músicos sintam a confiança para explanar todo o seu talento sem quaisquer complexos. Se é verdade que a sua relação se deteriorou ultimamente – a fama não foi amiga, os parasitas espreitam a cada… esquina – a mais bonita amizade não se mete em causa por certos públicos e as suas tentativas de sabotar os concertos mais apaixonantes do futebol português.

Uma nota: excelente iniciativa da FPF, com a criação do canal 11 e a entrevista conjunta a Bruno Lage e Marcel Keizer. O futuro tem que ser este."

Benfiquismo (MCCLI)

Off-Record!!!

As 7 conquistas do SL Benfica na Supertaça

"A Supertaça Cândido de Oliveira é a única competição nacional em que o SL Benfica não é o clube com mais troféus conquistados, podendo igualar o Sporting CP no número de títulos conquistados no próximo Domingo. Irei aqui recordar cada uma das sete Supertaças que o SL Benfica tem no seu museu.
Supertaça 1980
Esta Supertaça surgiu no meio de circunstâncias especiais. Na época anterior, tinha-se atingido o auge de uma guerra entre Porto e Lisboa declarada por José Maria Pedroto e Jorge Nuno Pinto da Costa, então treinador e director desportivo do FC Porto, respectivamente. Depois do Sporting ter conquistado o seu 15º campeonato, Benfica e FC Porto marcaram encontro naquela que foi uma das finais da Taça de Portugal mais tensas da história do futebol, que ficou marcada por várias particularidades, entre as quais, a presença de adeptos do Sporting nas bancadas a torcer pelo rival de Lisboa.
O Benfica venceria a final por 1-0 e essa conquista marcou um encontro com os leões para a Supertaça na abertura da época seguinte. Depois de um empate a duas bolas em Alvalade (golos de Carlos Manuel e César), o Benfica acabaria por conquistar a primeira Supertaça da sua história ao vencer a segunda mão na Luz por 2-1, com golos de Nené e Vital. O húngaro Lajos Baroti foi o treinador que deu a primeira Supertaça Cândido de Oliveira ao Benfica.
Supertaça 1985
O FC Porto sagrar-se-ia campeão nacional na época anterior, que ficaria marcada pela morte de José Maria Pedroto. O Benfica tinha realizado o seu pior campeonato dos últimos anos, mas conquistaria a Taça de Portugal com uma vitória por 3-1 sobre os azuis e brancos (dois golos de Manniche e um de Nunes), marcando novo encontro no início da época seguinte para a Supertaça.
A primeira mão disputada no Estádio da Luz teria uma vitória da equipa encarnada por 1-0 com um golo de Diamantino. Na segunda mão disputada nas Antas, a equipa encarnada conseguiu segurar a vantagem trazida de Lisboa, conquistando assim a segunda Supertaça da sua história. John Mortimore foi o técnico que deu esta conquista ao clube.
Supertaça 1989
Depois do Benfica ter conquistado o seu 28º campeonato com um dos melhores registos defensivos da história (apenas 15 golos sofridos em 38 jogos), a equipa encarnada seria surpreendentemente derrotada pelo Belenenses na final da Taça de Portugal por 2-1.
Assim, ambas as equipas voltaram a defrontar-se na Supertaça da época seguinte. Aí o Benfica, sob o comando técnico do regressado Sven-Goran Eriksson, acabaria por conquistar a sua terceira Supertaça sem grandes dificuldades, com duas vitórias por 2-0 (golos de Vata e Lima na Luz e de Magnusson e um auto-golo no Restelo) sobre a equipa de Belém.
Supertaça 2005
Depois do Benfica ter quebrado o jejum de 11 anos ao conquistar o campeonato 04/05 sob o comando técnico de Giovanni Trapattoni, a equipa acabaria por falhar o objectivo da dobradinha ao perder no Jamor contra o Vitória FC por 2-1. Assim, haveria novo encontro entre ambas as equipas na abertura da época seguinte.
Num jogo típico de início de temporada, com pouca intensidade e poucas ocasiões de perigo, um golo solitário de Nuno Gomes na segunda parte acabaria por dar ao Benfica a quarta Supertaça da sua história. Foi o único troféu conquistado por Ronald Koeman ao serviço do SL Benfica.
Supertaça 2014
Depois de uma temporada quase perfeita, o sucesso do clube acabaria por ter o seu preço com a equipa a perder cinco jogadores titulares. Com uma equipa de remendos, apresentaram-se no Estádio Municipal de Aveiro para defrontar o Rio Ave FC na Supertaça. Apesar de terem tido muitas ocasiões, o nulo permaneceu teimoso no final do tempo regulamentar e prolongamento.
Chegadas as grandes penalidades, o guarda-redes Artur Moraes, que passara a pré-temporada debaixo de fogo perante os rumores da contratação de um novo guarda-redes, acabaria por se assumir como herói ao defender três grandes penalidades e dar a quinta Supertaça ao Benfica. Seria a primeira supertaça e o oitavo troféu conquistado por Jorge Jesus ao serviço dos encarnados.
Supertaça 2016
Depois de uma segunda metade da época anterior de grande nível, o Benfica chegaria ao primeiro tricampeonato em 40 anos, iniciando a temporada 2016/2017 com um confronto contra o SC Braga na Supertaça, numa altura em que o interesse dos encarnados no campeão europeu Rafa era notícia diária nos jornais.
O Benfica abriu o marcador bastante cedo no jogo com um golo do estreante Franco Cervi. Depois de um período de maior ascendente da equipa arsenalista, os encarnados acabariam por resolver o jogo já no último quarto de hora do jogo com golos de Jonas e Pizzi. Foi o terceiro troféu conquistado por Rui Vitória ao serviço do Benfica.
Supertaça 2017
Depois do primeiro tetracampeonato da sua história e do desinvestimento no plantel no Verão junto com uma pré-temporada horrível, a equipa partia para a Supertaça debaixo de fogo. A conquista sobre o Vitória de Guimarães acabou por ser o ponto mais alto de uma época decepcionante em todos os aspectos.
O Benfica já vencia por 2-0 no primeiro quarto de hora do jogo com golos de Jonas e Seferovic, com Raphinha a reduzir para os vitorianos já perto do intervalo. A cerca de 10 minutos do fim, Raúl Jiménez faria o 3-1 final e conquistava a sétima e última Supertaça até ao momento. Foi o 20º troféu conquistado por Luisão ao serviço do Benfica, coroando-o como o jogador mais titulado da história do clube."

Seferovic, o coordenador da pressão

"Na antevisão à Supertaça na Rádio Estádio referi-me à importância de Seferovic sobretudo no momento defensivo, e na forma como as características sem bola do suíço entroncam naquele que será o plano estratégico de Lage – Asfixiar – Pressionar para assim retirar a bola ao Sporting. 
Seferovic que tem muitas dificuldades técnicas e de tomada de decisão com bola, é o oposto sem esta. Quer ofensivamente quer defensivamente, é um jogador que dá muito à sua equipa sempre que não tem de tocar na “menina”. 
Na pressão encarnada, é ele o homem que que tudo determina – e pode vê-lo por gestos a orientar acção dos colegas:
"

Afinal, o tal pontapé de baliza de Odysseas e Rúben Dias não se deve fazer. Mas pode fazer-se. Confuso? Sim, mas o IFAB vai esclarecer

"O IFAB - International Football Association Board - decidiu esclarecer as dúvidas sobre o novo pontapé de baliza, que permite que a bola seja jogada dentro da área e rapidamente devolvida para as mãos do guarda-redes, (...)

Depois de alguma controvérsia relativa à forma como eram executados alguns pontapés de baliza (nomeadamente por Vlachodimos: bola picada para a cabeça do defesa, que depois a devolvia, permitindo que ele a agarrasse), o IFAB decidiu agora esclarecer que - por força das dúvidas existentes quanto à possibilidade do procedimento ferir não a letra mas o "espírito da lei" - haverá oportunamente uma reunião do seu Sub-Comité Técnico, no sentido de se pronunciar, em definitivo, sobre a questão.
Até que isso aconteça, a solução provisória encontrada foi "neutral":
- Por enquanto, este tipo de lances não serão nem permitidos nem penalizados.
Ou seja, se ocorrerem, o árbitro apenas ordenará a repetição do pontapé de baliza.
Opinião pessoal:
- A decisão do IFAB é oportuna e correta.
O procedimento, em si, é de legalidade técnica inabalável (isso é claro e evidente), mas a verdade é que explora uma lacuna na lei, cujo espírito é, precisamente, o de permitir que o jogo tenha mais dinâmica e menos perdas de tempo.
Fica a clarificação."

Prestígio

"Conquista da International Champions Cup faz mais pelo prestígio do Benfica do que três Supertaças seguidas

Este fim de semana o Benfica pode vencer o mais prestigiado torneio internacional de pré-época e a Supertaça portuguesa. Com franqueza, não deve haver um benfiquista que não prefira vencer mais a Supertaça da paróquia do que o mais prestigiado torneio internacional de Verão. De facto, a primeira prova oficial da época, com grande repercussão nas conversas tidas no adro da igreja, é para os adeptos mais importante do que uma vitória que levaria o Benfica a ser falado em todo o mundo. Mas é assim a nossa realidade. Verdade que o Benfica ainda não ganhou qualquer das duas, será até difícil a conquista de qualquer uma. No caso da International Champions Cup porque o Man. United pode vencer o Milan por três golos num jogo disputado em Inglaterra, no segundo caso porque a planificação da época leonina parece ter por principal objectivo a conquista da Supertaça Cândido Oliveira.
O Benfica, sem fazer um deslumbrante jogo frente ao Milan, conseguiu uma excelente vitória, que o deixa na luta por um troféu improvável. Na noite (tarde) de Vlachodimos, houve talento, entrega e sorte. Como afirmava esta semana em entrevista n'A Bola o organizador do torneio, o Benfica já não é só o clube das comunidades de emigrantes, o seu prestígio e capacidade de mobilização estão em crescendo.
Com todo o respeito e carinho pela diáspora, há hoje muito mais mercado internacional para o Benfica potenciar o seu prestígio internacional. A vitória neste torneio faz mais por este prestígio do que três Supertaças seguidas.
Bruno Fernandes foi mantido em repouso activo, sem ser vendido, para o jogo da Supertaça com o Benfica. Fez bem o Sporting em atribuir esta importância ao rival na planificação da época, já que a prova não tem muita.
Um Benfica - Sporting é sempre um aperitivo com uma história especial para começar uma época oficial. Deverá ser um bom jogo, numa altura em que parecem ser, nesta fase, as duas melhores equipas portuguesas. O Sporting, mesmo sem vencer nos jogos de pré-época, mostrou qualidade em algumas partes dos jogos que assisti. O FC Porto parece, com alguns atrasos, lesões e contratempos, mais concentrado no seu desígnio russo para evitar (maiores) embaraços financeiros. Seguro de que a partir de domingo à noite estes clubes (Benfica e Sporting) têm na sua posse todos os troféus nacionais, e disso se podem orgulhar ambos."

Sílvio Cervan, in O Benfica

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Eneacampeões!

"Assim de repente, no Benfica, só me recordo das Marias, no voleibol, do badminton e das corridas em patins e poderem afirmar que se sagraram campeões nacionais nove vezes consecutivas. E agora a nossa equipa masculina de atletismo, numa modalidade e num sector em que o investimento é muito mais significativo e a competitividade é bastante elevada.
A maior parte das declarações dos protagonistas do desporto são confinadas à espuma dos dias. Assim o dita a voracidade da competição, cuja renovação, época a época, é galopante e praticamente integral. É, por isso, ainda mais da elementar justiça recordar o que a prof. Ana Oliveira, então já a coordenadora do projecto Olímpico e da nossa secção de Atletismo, disse há oito anos no rescaldo da primeira destas nove conquistas. Qualquer coisa como 'nesta temporada não sabíamos se já seria possível sermos campeões, mas o projecto do Benfica está a ser implementado para ganharmos mais títulos no futuro'. Passados todos estes anos, podemos constatar, com imensa admiração e orgulho, que não se tratou de meras palavras de circunstâncias.
Muito se poderia destacar neste título, mas é para João Vítor Oliveira, o vencedor da prova de 110 metros barreiras, que dedico o último parágrafo. O voo para alcançar a meta e vencer a final da sua prova foi impressionante. Desconheço uma imagem que melhor ilustre o que é ter raça, querer e ambição, as características de personalidade indispensáveis a qualquer atleta que tenha a honra e o privilégio de representar o Sport Lisboa e Benfica. Tratou-se de um mergulho de mística, de um voo só alcance de um atleta por um momento metamorfoseado águia. Um atleta à Benfica!"

João Tomaz, in O Benfica

Crónica 100, o mote para a Supertaça

"Amigo leitor, esta é a minha crónica número 100 no jornal O Benfica. Caramba, dê cá um abraço. Foi para isto que eu me esforcei tanto durante os ditados na escola primária. Por norma, os jogadores e os treinadores desvalorizam este tipo de marco quando o atingem, portanto é assim mesmo que eu vou olhar para este número. Com moderação e humildade. E daí, não, não consigo controlar o entusiasmo. São 100 artigos escritos para O Benfica! 100! Como posso lá eu ignorar esta meta? Claro que tenho de a realçar. É um privilégio imenso. Há quem se limite a escrever recados na parte de trás das facturas da Galp para o marido ir às compras - e normalmente eles mentem água. Eu tenho a honra de poder escrever no jornal do maior clube do mundo. Acima disto não há mais nada. Um dia, quando tiver um filho e lhe contar esta façanha, estou certo de que ele ficará orgulhoso. Pelo menos até começar a ler e se aperceber de que o pai só debitava palermice.
Domingo está de volta a competição a valer. Gostaria imenso de brincar com o incrível percurso do SCP durante a pré-época, porém não arrisco - por experiência própria, bem sabemos que os resultados dos jogos de preparação pouco ou nada contam.
Fomos campeões no ano em que levámos 3 do Monterrey (2015-2016) e perdemos o campeonato no ano em que espetámos 5 ao Real Madrid (2012-2013). A concentração tem de estar no nível máximo. Bruno Lage tem de galvanizar os jogadores, e os benfiquistas que vão ao Algarve têm de afinar a voz. Segunda-feira faço 25 anos e não tenho hábito de preparar grandes festas, mas desta vez quero passar a meia-noite a celebrar."

Pedro Soares, in O Benfica

Começar a ganhar

"Acabaram-se os testes, acabaram-se as experiências. Agora é a sério, e, como sempre, para vencer.
Neste domingo, o Benfica tem, diante do 'velho rival', a possibilidade de conquistar a 8.ª Supertaça da sua história. Mas, mais do que isso, pode começar a nova época com um troféu nas mãos, e marcar desde logo a sua posição face ao Campeonato que se avizinha, sedimentando o favoritismo que o estatuto de campeão naturalmente lhe confere.
Sabemos que estes jogos têm características muito especiais. Não é preciso ir mais longe: mesmo na exultante ponta final da temporada passada, e contra todas as expectativas, fomos eliminados por este adversário da Taça de Portugal. Dérbi é bérbi, e, nestas ocasiões, como alguém sabiamente disse, 'prognósticos... só no fim do jogo'.
Temos, pois, de estar atentos. Mas devemos partir para o Algarve confiantes. O plantel é fortíssimo, a pré-época correu muito bem, e tudo parece devidamente preparado para começar a ganhar. Aliás se no sábado o AC Milan der uma ajudinha, também a prestigiada International Champions Cup pode vir, pela primeira vez, para o Museu Cosme Damião. Vale o que vale. Mas não será pouco, tratando-se de uma prova onde marcou presença a nata do futebol europeu.
Pena que o maldito 'mercado' não deixe as equipas estabilizarem. É completamente anacrónico disputar várias partidas oficiais com jogadores a entrarem e a saírem, no Benfica, mas também nos adversários - que assim se podem dar ao luxo de esperar mais uns dias para vender os melhores. Enfim, é um velha questão, que, como outras, tarda em ser encarada de frente por quem de direito."

Luís Fialho, in O Benfica

Dicotomia

"Ás vésperas do regresso das grandes competições nas áreas mais relevantes do desporto, enquanto se concluem os períodos de preparação dos atletas e equipas, os adeptos mais dedicados já manifestam saudades das grandes disputas oficiais nos planos nacional e internacional.
O final da época anterior já fora verdadeiramente extraordinário, pela intensidade com que os desafios se jogaram; e, no seu termo, os deuses do desporto pareceram castigar propositadamente os que insistiram em fazer da batota, da calúnia e do crime os atalhos mais expeditos para as suas pretendidas vitórias.
Mas, logo a seguir, os portugueses passavam a assistir incrédulos a uma das mais agitadas pré-épocas de todos os tempos. Julgo que não exagero se afirmar que os episódios ainda há pouco tempo inacreditáveis se sucederam nestes dois meses e meio, a uma cadência verdadeiramente vertiginosa; persistiram rumores e especulações de recorte inconcebível, metralhados por sistemas e protagonistas mediáticos não menos extravagantes; e, volta, não volta, até factos reais e notícias autênticas, por exemplo acerca de transferências de jogadores - outrora tidas como inimagináveis - ainda conseguiram surpreender mais do que os altos e baixos de pitorescos resultados de jogos e torneios de preparação...
No centro de tudo, no olho do furacão, sempre o Benfica. Evidentemente. Pelas boas e pelas más razões. Primeiro, nas mil maneiras de celebração do esforço, do talento e da competência dos seus, com a fantástica alegria dos benfiquistas a alavancar a infinita confiança com que, a cada dia, nos sentimos a partir para o futuro. Mas, muito tristemente, também, em resultado das diabólicas teias de inveja, da cobiça, do ressentimento, do rancor e do penoso recalcamento em que os nossos rivais se acabrunham e definham progressivamente, diante dos reiterados êxitos do Benfica.
Dantes, com outros protagonistas, a rivalidade desportiva baseava-se num espírito essencialmente competitivo, aqui e ali, apenas pontuado por um ou outro epifenómeno menos próprio.
Mas, hoje registo tornou-se impossível.
O Benfica é, cada vez mais, um clube cada vez maior, a caminho dos céus da glória que, em todo o caso, nós, prudentemente, sempre tomamos como efémera. Ao invés, infelizmente, eles não param de descer aos infernos. Mas, nessa vertigem, parecem sentir-se bem."

José Nuno Martins, in O Benfica

Alcochete para o bem e o mal

"O juiz de instrução do processo de Alcochete decidiu levar a julgamento todos os arguidos acusados na sequência do ataque à academia do Sporting, a 15 de Maio do ano passado. Salvaguardando as distâncias entre estar sentado no banco dos réus e ser condenado - para isso é que serve o julgamento - os danos daqueles tempos tresloucados por que os leões passaram parecem não querer levantar ferro. É verdade que o Sporting destituiu Bruno de Carvalho, suspendeu-o e depois expulsou-o, mostrando os sócios do grémio de Alvalade que não se reveem nas práticas da anterior gestão. Mas há males e prejuízos que vão continuar a marcar a vida do Sporting. Repare-se no que era o valor de mercado de Rui Patrício, Gelson Martins e William Carvalho, e aquilo que os responsáveis leoninos, numa lógica de deixar ir os anéis para salvar os dedos, aceitaram. E, ainda, no rombo que foi a saída da grande promessa que era Rafael Leão, transferido agora do Lille para o Milan por quase 40 milhões de euros. Sendo certo que o Sporting ainda batalha na justiça contra a justa causa invocada pelo novo rossonero, para rescisão do contrato, o facto de Bruno de Carvalho estar entre os 44 acusados de Alcochete não favorecerá, por certo, a argumentação dos leões. Frederico Varandas, na entrevista que concedeu recentemente à SIC, mostrou muita lucidez (e coragem) ao afirmar que mais importante do que jogar para ganhar imediatamente um campeonato, era investir mas infra-estruturas que foram desprezados nos mandatos anteriores e devolver o Sporting à pureza do projecto da formação, de que foi pioneiro, em Portugal. É por aí que os leões continuarão grandes..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Responsabilidade de ser exemplo

"A importância do futebol vai muito para lá de um jogo. Os agentes intervenientes na competição têm responsabilidades perante a sociedade que, em circunstância alguma, podem ser esquecidas. No momento em que surge no nosso dia a dia, e não só na televisão, um novo jogador, o canal 11, estamos a aumentar a responsabilidade perante todos os que gostam deste jogo e para com todos os outros. Sem receio de errar, o pior que pode acontecer a um jogador é ter medo de falhar, mas sempre a querer ser exemplo. Os valores têm que se sobrepor a tudo o resto. Óbvio que quem compete quer ganhar, ser referência, estar na frente do marcador. Não basta marcar mais golos do que o adversário, temos que ter respeito por ele. Que pode sempre vir a ser futuro colega de equipa. Quanto mais elevado é o nível da competição, maior tem que ser a responsabilidade. Esta semana tivemos exemplos significativos, nacionais e internacionais. Simeone, que na competição tem excessos conhecidos, questionando sobre Griezmann, respondeu assim: «Não comento o fim da relação, mas os 5 anos em que estivemos juntos. Durante esse tempo respondeu dentro de campo, com um nível de compromisso enorme. Os números são fantásticos». Ronaldo encontrou-se com Florentino Pérez. O capitão da Selecção Nacional chamou o presidente ao palco na homenagem de que foi alvo. Bonito gesto. Florentino respondeu: «Vamos ter saudades a vida toda, Ronaldo é o melhor». O 11 promoveu uma conversa entre os treinadores de Sporting e Benfica. Fantástico. Os dois querem ganhar, mas ambos percebem o exemplo que têm que ser para milhões de fãs. Lage e Keizer aceitaram o desafio, como Rúben Dias e Luís Neto também se dispuseram ao frente a frente. Temos que lutar pela nossa equipa, impondo conjunto de valores, que têm, obrigatoriamente, que ser a imagem de marca da maior modalidade desportiva no mundo. Temos a responsabilidade de ser exemplo."

José Couceiro, in A Bola

Pelo Benfica

"E eis que, finalmente, o pontapé de saída, a nível oficial, está prestes a ser dado na temporada 2019/20 (domingo, 4 de Agosto, 20h45).
A presença da insígnia de Campeão Nacional nas camisolas da nossa equipa de futebol é um orgulho e representa o estatuto alcançado com o desempenho no Campeonato Nacional da temporada passada, mas não passa disso mesmo. Não representa pressão adicional, favoritismo ou responsabilidade acrescida pois, no Benfica, a exigência é sempre a mesma: máxima.
A Supertaça é a única prova em que, cujo palmarés, o Benfica, por diversas razões que não importam escalpelizar agora, mas que são sobejamente conhecidas por quem prestou atenção às últimas décadas do futebol português, não está à altura dos seus pergaminhos. Vencemos apenas sete vezes este troféu. No entanto, acreditamos que a tendência foi invertida nos últimos anos, nos quais saímos vitoriosos nas duas últimas participações (2016 e 2017). A pré-época consolidou sistemas e demonstrou a enorme qualidade do plantel campeão.
Teremos pela frente o Sporting, um rival histórico e que é sempre um adversário a ter em conta, apresentando-se para ganhar em qualquer competição que participa e, por esta ordem de razão, em qualquer jogo também. Terá certamente de ser um Benfica ao seu melhor nível aquele que desejamos vitorioso no próximo domingo.
Mas não almejamos somente o triunfo da nossa equipa na edição deste ano da Supertaça Cândido de Oliveira. Pretendemos também que a Supertaça seja um momento exemplar de promoção do futebol português, uma jornada em que impere o fair-play e a participação positiva de duas grandes massas de adeptos.
O encontro entre Bruno Lage e Marcel Keizer, assim como o de Rúben Dias e Luís Neto, extravasam o mero domínio do marketing promocional. São antes uma demonstração de que é possível adversários no campo juntarem-se fora dele em prol de uma paixão e de um objectivo partilhados, o futebol e a promoção do mesmo.
Que prevaleça este espírito e que, no relvado, o Benfica consiga superiorizar-se ao Sporting. Queremos muito vencer a Supertaça!"

Keizer & Lage

"Todos são aspiradores de audiências através da difamação e da injúria"!!!

"Luís Filipe Vieira não precisa que o defendam. Tem arte e recursos para isso. Mas ver esta missionária da cidadania tão concentrada no Presidente do Sport Lisboa e Benfica, motiva-me a assinalar as suas incoerências. A primeira delas é mesmo a alusão a Berardo. O principal problema desse benfiquista foi tratar um conjunto de parlamentares com a ironia que merecem. O património acumulado de Berardo chegará para as dividas que a sua actividade empresarial gerou. Pelo meio criou empregos, difundiu cultura, dinamizou o potencial de Portugal, no sector agrícola e do turismo. Também LFV tem uma actividade empresarial que responderá pelas responsabilidades criadas e que, tanto quanto se sabe, já estarão contratualizadas. É a única parte feliz da comparação, um e outro criaram riqueza a partir do sector privado, pagaram impostos, enfrentaram com os seus activos crises económicas mundiais. Voltemos a Ana Gomes... ganhou protagonismo com o processo de independência de Timor Leste. Sabendo os mais atentos que quem colocou o assunto no mapa foi Ramalho Eanes e a e a viagem de navegação do "Lusitânia Expresso", além dos mártires do massacre do cemitério de Santa Cruz. Depois arvorou-se em paladina de valores. Todavia, enquanto militante activa e premiada com vários cargos (a própria e a sua descendência) manteve-se silenciosa perante a nuvem espessa e tóxica de más práticas que foi envolvendo o seu partido. Acordou recentemente para a transparência no futebol depois de décadas de despudorada corrupção que beneficiaram um clube que teima em não referir nas suas prédicas, como se não existisse. Perante as evidências de conduta criminosa do seu protegido hacker, opta por fingir que não percebe. Como não se lhe ouviu peva sobre o fair play no futebol. Não se interessa pela lavandaria de esquina que está aberta apenas para alguns clientes, como intermediários de mala, chefes de gang, dinossauros e prostitutas. A esse nível não desce. Só lhe interessa o que reluz. E o que reluz são as luzes dos estúdios onde precisa de estar para exercer a sua cidadania, que se transformou numa série de insultos, opiniões disparatadas e teses de pacotilha para um aprendiz de KGB. Terá as suas audiências, como têm Aníbal Pinto, Francisco Marques e Bruno de Carvalho. Na tentação das comparações até dão um colorido poker. Ana Gomes está para a cidadania, como Aníbal Pinto para o comentário desportivo, Francisco Marques para o jornalismo e Bruno de Carvalho para o dirigismo. Todos são aspiradores de audiências através da difamação e da injúria."