"Prestianni foi pontapeado, esbofeteado, ficou a sangrar e acabou por ser ele a ver o cartão
amarelo. Lenglet tocou com a
ponta dos dedos na orelha de
um adversário e foi expulso.
Estas situações retratam bem o
“Clássico” do Estádio do Dragão,
onde, uma vez mais, a arbitragem impeliu o Benfica para a
derrota – fazendo lembrar tantas outras ocasiões do passado,
designadamente nos tempos do
“Apito Dourado” e do antigo
Estádio das Antas.
Não foram esses os únicos
momentos em que a dualidade
de critérios se fez sentir. Tal
aconteceu em quase toda a partida. O FC Porto parece ter recuperado velhos métodos de jogo
subterrâneo, carregado de provocações, simulações e agressões, e tudo isso foi sendo permitido por Miguel Nogueira.
Pelo contrário, ao Benfica o juiz
aplicou um critério bastante
restritivo. Ora, num jogo destes,
se uma equipa pode ser agressiva (ou mesmo violenta) na disputa dos lances, e a outra não
pode sequer respirar, mesmo
sem penáltis nem golos anulados, a influência da arbitragem
no resultado é clara. É este o
paradigma da chamada arbitragem “habilidosa”.
Numa jornada extremamente
importante, em que o Benfica
podia assumir a liderança, ou,
pelo contrário, ficar a 5 pontos
de distância do primeiro lugar,
foi para esta última situação que
nos empurraram. Infelizmente,
nem as suspeitas de corrupção
que mancham o Conselho de
Arbitragem dos pés à cabeça
têm alterado uma tendência que
se vem acentuando ao longo
dos últimos anos. Perdemos
uma Taça de Portugal como perdemos, vimos 9 grandes penalidades por assinalar a nosso
favor na época passada e este
Campeonato parece ir no
mesmo caminho. Assim, de
facto, é difícil.
O Benfica tem tentado jogar
futebol. Acontece que a liga portuguesa não se ganha a jogar
futebol. Se havia dúvidas, este
“Clássico” dissipou-as."
Luís Fialho, in O Benfica

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